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 ATO 3 - A Guerra das Sombras
Raamar
 Posted: Jul 24 2017, 10:03 AM
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Raamar




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ATO 3 - A Guerra das Sombras


O pequeno bestial já estivera em melhores companhias, porém já estivera em piores também!

Virar a noite não era de fato o fim do mundo, porém cobrava seu preço, sua mente estava levemente mais lenta e suas pálpebras pesadas, as vezes custavam a se levantar logo após terem se fechado, sendo necessário fazê-lo de forma consciente. Felizmente estava fora daquelas algemas, inconscientemente massageava os pulsos e os tornozelos de tempos em tempos.

Havia optado pela opção mais óbvia, que era se manter em companhia de Capri até o alvorecer, visto que sua outra opção era abrir caminho pela mansão através de seus punhos, nada inteligente visto que sequer sabia onde estava ou para onde deveria ir.

Soltava um longo suspiro de onde estava, sentado no chão com as costas apoiadas na parede, o mais longe que conseguia ficar do aparelho ao qual estivera algemado. Suas costas gritavam de dor a cada mínimo movimento, porém o pequeno Chacal fazia seu melhor para suprimir isto, de forma que sempre que sentia as pontadas agudas vindas das lacerações, cerrava os olhos e interrompia a conversa momentaneamente.

Já havia contado muito sobre seu passado, a forma como crescera sozinho nas florestas de Bhromlers Town, inclusive acreditando no inicio que era só mais um animal da região. Passara para o momento que descobrira ser mais inteligente que os demais animais e que percebera que não se encaixava na mesma categoria que eles. Seus primeiros contatos com as criaturas bípedes e rosadas, que só mais tarde descobrira se chamar Humanos e por fim sua briga com um urso. Teria sido uma conversa mais rápida se estivesse em melhores condições, mas naquela situação, cada palavra se tornava um esforço visível.

Fazia-o somente porque sabia que se ficasse quieto iria adormecer e isso traria consequências ainda piores.

Sua boca já estava impregnada com aquele típico sabor de cobre, provavelmente pelas feridas que se abriam na garganta por uso inconsequente, estava já a um bom tempo sem beber água, visto que se recusara a se humilhar tanto e lamber o chão. Ainda se lembrava do olhar de puro ódia que havia lançado ao outro bestial quando o vira fazer aquilo. Acreditava que por ter passado coisas ainda piores que o Chacal passara, o Bode não se portaria da mesma forma que aqueles que se diziam seus donos. Infelizmente isso também não fora uma das melhores decisões de Raamar, pois agora estava quase sem voz e com seu corpo gritando por água.

Interrompia seu discurso e levantava a pesada cabeça até encarar o outro Mink.

-Mais cedo lhe pedi água e me deu duas opções, me humilhar para você ou passar sede, saiba que isso tirou qualquer respeito que eu tinha por ti, se voltarmos a nos enfrentar não o tratarei mais como um oponente digno e se tiver que lhe dar um fim, não vai ser nada bonito ou rápido. Sua decisão também vai impactar Bonny, porque assim que meus amigos me virem nesse estado.... Bonny vai sofrer na mesma hora e isso não vai ser bom para nenhum de nós.... - Aquilo não era uma ameça ou uma tentativa de comprar briga, era uma simples explicação das consequências pelas más escolhas do outro bestial.

Raamar se mostrava calmo e sua voz, ainda que áspera e rouca pelas péssimas condições da garganta, eram ditas pacientemente, como se estivesse explicando para uma criança o que ela tinha feito de errado.

-Agora quanto ao acordo.... Passei a noite em claro contigo sem sequer tentar arrumar confusão, aceitei o esgotamento mental que pediu, porém não esperava que fosse também tentar me matar de desidratação.... Posso beber algo antes de sairmos? Pois em outro caso acredito que irei cair antes mesmo de ver o Sol...
OFF:

Vamos então continuar essa saga de L'Arcan, a primeira parte foi excelente, espero que consigamos manter o nível nessa segunda fase =D

Black List:

Nome 1: Froizer Skarmor

Nome 2: Richard

Nome 3:

Nome 4:

Nome 5:

Nome 6:

Nome 7:

Nome 8:


@Angelique @Kyoko @Isaack

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Isaack
 Posted: Jul 24 2017, 08:11 PM
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Isaack




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Isaack is Offline

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ATO 3 - A Guerra das Sombras


-O problema seria a que perdas estes testes seriam feitos...

Isaack deixava a duvida pairar no ar e se voltava para a manufatura de seus brinquedos. Assim como solicitado Klaus ajudava como podia, entregando os ingredientes para o ruivo, mas não da forma que o agente gostaria, sendo que o mesmo teve que fazer diversos processos para de fato obter os ingredientes químicos, e ainda assim tinha duvidas quanto isso.

Ao receber o barbante terminava por fim a confecção das armas, mas então levava a mão ao queixo e coçava levemente o que começava a se mostrar uma barba. Vicenzo só então percebia que precisava se barbear e também que capturava a atenção do jovem medico a sua arte. Ponderava sobre o quão poderosas suas criações seriam, e decidia abortar a ideia inicial de distribui-las, preferia ele mesmo testar.

-Certo, amanha eu irei fazer algumas explosivas.

O químico fitava agora Dixon que como sempre fazia movimentos desnecessários, e se aproximava de Kyoko, o agente por sua vez apenas virar o corpo e repousava o mesmo na mesa que usara anteriormente, focando totalmente sua atenção no caolho, pronto para intervir caso julgasse necessário. Devido a atenção que dava ao inimigo Vicenzo pegava a mascara ainda no alto impedindo que a mesma sofresse algum tipo de dano, e a levantava a analisando.

-Tsc.

-Acho que erraram minha profissão.

-Apesar que... Pode ser util...


"Finalmente, somos agentes de fato então"

Notava os traços medievais de sua mascara, a mesma remetia as indumentárias usadas por médicos de outrora, o bico avantajado servia como um tipo de mascara de gás, e tal detalhe dava ideias para a mente sórdida do jovem usuário de Suiken, mas agora não tinha tempo e nem os ingredientes necessário para testar tais invenções, sendo assim apenas colocou sua nova face e testou o encaixe no rosto, percebendo que caia como uma luva, retirando a mesma e guardava dentro de seu manto.

-Certo, deixemos com o Ciclope então.

Como em resposta a piada do magico, o troglodita passava por ele e batia em sua mão, tentando derrubar as bombas e causar uma explosão desnecessária, mas aquilo não passava de mais uma brincadeira do acéfalo gigante, de forma que não usava a força necessária para de fato derrubar as armas, só tentava assustar o químico, este que segurava firmemente as bombas e depois colocava sobre a mesa.

-Boa tentativa de nos explodir.

As palavras de Isaack eram ignoradas devido a comoção que se desenrolava a seguir, Bonifacio pedia para ganhar uma lesão de modo a deixar mais convincente seu papel de vitima, mas dado o seu estado físico, o ruivo julgava desnecessário tal coisa, e o loiro não aguentaria de fato um ferimento real, ou pelo menos não um causado por Dixon. A aversão ao golpe do gigante mostrava que Bonny conhecia as extensões da força do agente, talvez ate melhor do que Vicenzo.

Com um sorriso no rosto, e pensando no dia que acabaria com o caolho e finalmente se vingaria, mas por hora isto não era possível, e assim preferia descansar. Sentava-se e recostava as costas em uma parede qualquer, pegando a coberta oferecida pelo medico. E assim fechava os olhos por alguns segundos e apagava. A noite se seguia, mas Isaack não queria perder tempo, e descansava apenas o suficiente, acordando Klaus e Kyoko para lhes fazer uma proposta(Vide fic). E assim passavam o restante da noite ate o raiar do dia.

-Bom, acho que por enquanto é o suficiente, obrigado Klaus, vou sair e tentar conseguir alguns mantimentos para preparar uma refeição.

-Tem alguma cozinha aqui?


Isaack esperava a resposta do medico, e se fosse positiva prosseguia com a sua ideia de sair e comprar ingredientes para fazer uma refeição para os companheiros, caso não tivessem uma cozinha procuraria uma refeição ja pronta. Antes de sair ainda perguntava se tinha algum tipo de banheiro onde poderia se lavar, caso tivesse tomaria um banho, caso não apenas procuraria agua e colocaria em um recipiente para que pudesse lavar ao menos o rosto e o cabelo sujo da comida do bar ainda.

Vicenzo então retirava seu manto ficando apenas com sua camisa, dobrava e o colocava ao lado da, deixando a mascara junto também, passava as mãos nos cabelos e usando o barbante entregue por Klaus anteriormente amarrava os cabelos em um típico coque Samurai, deixando-os presos para trás, depois disto saia lentamente do esconderijo, tomava cuidado para que não tivesse ninguém o observando na saída.

O caminho tomado pelo ruivo, era o mais rápido possível na ida, procurava a principio uma loja de roupas ou um alfaiate, algum lugar que pudesse lhe fornecer um tipo de cartucheira que precisaria para futuras missões. Ao entrar na loja era sucinto sobre o que queria, e se não tivesse algo semelhante agradecia e saia rapidamente, sabia que os homens de Mondor estariam procurando por ele, e não tardaria em voltar ao esconderijo.

Andava sempre rápido, e de vez ou outra, entrava em um beco qualquer e utilizava o Soru afim de deixar para trás alguém que o estivesse seguindo, após achar o que queria, ou procurar por um tempo, seguia para alguma mercearia onde compraria ingredientes básicos para fazer a comida, tais como pão, carne, frutas, ovos e vegetais, isto se o esconderijo tivesse cozinha, caso não entrava em uma padaria ou semelhante e pedia qualquer coisa apetitosa para comer, pagando por tudo que pegasse e saia rapidamente.

Após realizar o que deveria fazer, Isaack mais uma vez utilizava a técnica de locomoção para despistar possíveis perseguidores, e tentava voltar ao esconderijo o mais rápido possível. Como não conhecia bem a cidade, tentava não se distanciar muito para não se perder. Retornando por fim ao grupo, e fazia a refeição para todos, ou distribuía o lanche que havia comprado.
Aprimoramentos , Pericias e Proffisão:

QUOTE
Aparência Agradável (1PE): Você se veste bem e causa uma boa impressão a membros do mesmo sexo e é considerado atraente pelo sexo oposto. Ter Aparência Agradável também concede um bônus em testes de Lábia, Sedução e outras que envolvam a aparência para conquistar a confiança de outras criaturas. Os efeitos dessa Vantagem não se aplicam às pessoas que, por algum motivo, não gostam do personagem. Não tem a ver com Beleza, e sim o quão atraente consegue se produzir. Não acumula com outras aparências.

Benefício: Interpretativo; Técnicas baseadas na aparência com o efeito "Fascínio" duram 1 turno além do normal.

QUOTE
Vigilância (2PE): Treinamento excessivo fez do seu personagem um “paranoico saudável”, seu senso de perigo fez com que estivesse sempre pronto para o combate. Sempre que for surpreendido ou se iniciar um combate, seu personagem já estará pronto para reagir, seja com punhos ou com arma, e o primeiro ataque sempre terá acerto com chance bonificada.

Benefício: Concede um bônus +2 nos testes de Percepção. Concede um bônus +3 no acerto do primeiro ataque no combate.

QUOTE
Determinação (1PE): O personagem é dotado de uma força de vontade em atingir seu objetivo que é inabalável. Seu objetivo pode até mudar conforme o andar da história, mas nada irá desanimá-lo ou abalar sua fé em atingir sua meta. Qualquer agressão ou ações morais que afetariam o objetivo do personagem só o fazem reafirmar seus objetivos, nunca recuando.

Benefício: Interpretativo; Concede um bônus +1 nas jogadas e testes quando envolve diretamente seu objetivo (Objetivo tem que ser especificado neste Aprimoramento, e deve ser algo direto).

QUOTE
Coragem (1PE): Você é desprovido do medo convencional, tal que em situações críticas, onde a maioria das pessoas fugiriam apavoradas, você continua firme.

Benefício: Reduz em 50% as chances de sofrer o efeito "Amedrontamento".



@Angelique @Raamar @Kyoko

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Kyoko
 Posted: Jul 25 2017, 04:32 PM
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Kyoko




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Kyoko is Offline

Agente do Governo




ATO 3 - A Guerra das Sombras


Quando as luzes se apagaram e o silêncio tomou conta do lugar, me vi no pior momento, enquanto todos conversávamos ou mesmo quando minha ferida doía muito, eu conseguia afastar os pensamentos que me rodeavam tentando me atormentar, mas agora, eles ganharam forças e venceram. Mesmo na escuridão, imagens passavam pelos meus olhos. Imagens coloridas, principalmente no tom vermelho, era como se eu estivesse sido arrastada para aquele momento novamente. Lágrimas silenciosas escorriam pela minha face mais uma vez, quando sentia a primeira escorrer descontrolada, coloquei minhas mãos na boca para abafar os soluços, não queria acordar ninguém, já bastava eu que não conseguia dormir.


Não sei por quanto tempo mais fiquei remoendo os acontecimentos, só sei que acordei surpresa com os primeiros raios de sol que entravam no recinto. Devagar sentei na maca observando meu machucado. Já não doía tanto e parecia estar cicatrizando rapidamente. Em compensação, o resto do meu corpo estava dolorido, qualquer movimento que eu fazia, sentia repuxar algum músculo.

Levantei, tentando não fazer barulho, não sabia quem já havia acordado, e fui em busca de um lugar em que pudesse lavar meu rosto, devia estar todo sujo, afinal, lembrei com uma reviravolta no estomago, que havia caído em uma poça de sangue, o que me fazia pensar que tinha que lavar bem mais que somente o rosto. Agora estava louca para tomar um banho, sentir a água escorrendo em meu corpo e levando consigo tudo de ruim que me aconteceu, todas as memórias que queria esquecer. Apenas a possibilidade de um banho já me animava. Se encontrasse alguém acordado perguntaria onde poderia tomar banho, caso todos ainda estivessem dormindo procuraria por conta própria. Aproveitaria para achar um local para lavar meu casaco NOVO que fora tingido com sangue.

Escutei Isaack perguntar sobre cozinha e dizer que iria sair para comprar mantimentos, fiquei curiosa para saber se sua comida era tão boa quanto o drink que havia feito na pensão, lembrar daquele drink me fez entristecer um pouco. Nós três estávamos tão felizes naquele momento, comemorando minha entrada na equipe, e poucas horas depois, aqui estou eu... Dei um tapa em minhas bochechas, que chegou a fazer um estalo e aqueceu-as, e cumpriu o objetivo de me trazer ao presente novamente! Agora só torceria para que Isaack chegasse logo com comida, não aguentaria a luta que se seguiria com a barriga vazia. Enquanto esperava aproveitei o tempo para fazer alguns alongamentos, tentando ao máximo poupar o meu machucado, mas ainda alongando os músculos que sentia doer. Não podia contar com a sorte para não doer na hora da luta, ou que a adrenalina cuidasse de tudo, era melhor me prevenir.

Trancada no banheiro, qualquer lugar privado no qual se banhassem, enquanto deixava a água corrende levar ralo adentro toda aquela imundice, comecei a ouvir algumas vozes bastante conhecidas, que desde que seu último conselho não deu certo e me rendeu uma facada, haviam desaparecido:

-Enquanto você descansava, arquitetamos um novo plano!

-Na verdade, melhoramos o que você tinha proposto.


-Olha só quem apareceu! Vieram pedir desculpas pelo belo plano do blefe? Ou talvez pela facada que levei enquanto seguia o que aconselharam?

-Pera lá Kyoko, nosso plano era perfeito! Mas como saberíamos que a loira que estava brigando com o Isaack era o Bonny?

-Isso mesmo, não foi culpa nossa. Mas isso já passou, vamos ao que interessa! Acabar com esses mafiosos!


-Certo, qual o plano brilhante dessa vez? - Revirava os olhos já prevendo que discutir só prolongaria o inevitável, ou seja, no fim eles diriam o tal plano de qualquer forma.

-Preparada? Você vai ficar impressionada.

-Por que vocês não aproveitam a distração da troca no porto e atacam a mansão? Provavelmente a maioria dos capangas vão proteger o porto, ainda mais que uma carga vai chegar, não vão querer vocês bisbilhotando por lá. Momento ideal para atacar a mansão Muahahahahaha



-Huum, não é uma ideia tão ruim assim...

Sem perceber parei de me esfregar e fiquei parada onde estava, olhando fixamente para um ponto da parede. Tínhamos descartado a ideia de atacar a mansão, pois teriam muitos guardas por lá, mas levando a maioria para outro lugar, isso muda tudo. Bonny disse que conhece bem o lugar, posso fazer um mapa da mansão com o que ele me disser, assim agilizaria nossos movimentos lá dentro e acharíamos com mais facilidade provas contra o Don Mondor.

Terminei de me lavar e esfreguei vigorosamente meu novo casaco, até estar satisfeita com o resultado, fiz o mesmo com as roupas que tinha usado naquele dia e então me sequei da melhor forma possível, colocando uma nova muda de roupas.

Estava um pouco receosa em propor o plano que os diabinhos bolaram, por motivos óbvios, mas tinha que admitir que este era realmente um bom. Esperei que Isaack chegasse e terminasse a refeição, para juntar todos e então contar a eles a ideia que "eu" tive, não confiava plenamente em minha capacidade de decidir se um plano era seguro ou não, mas confiava neles e na experiência que tinham.

-Pessoal, tive uma ideia para modificar levemente nosso plano! - Esperava capturar a atenção de todos para continuar. - Dixon leva o bilhete até a mansão, marcando a troca no porto, isso continua igual. Porém, quem vai ao porto levar você Bonny, vai ser o próprio Dixon e Klaus nas sombras, para dar cobertura, caso algo saia fora do planejado. Enquanto isso eu e o Isaack entramos na mansão sorrateiramente, e pegamos documentos que acusem o Don Mondor. A mansão vai estar com menos fiscalização, pois esperam nosso ataque no porto, momento perfeito para irmos até lá. Acham que mesmo com a distração da troca é arriscado?


Olhava-os um pouco empolgada, gostava de ver as coisas fluindo, mesmo que minha ideia fosse ruim talvez despertasse outra ideia ainda melhor em algum deles, estava sendo sincera quando pedia suas opiniões, já tinha agido à minha maneira uma vez e paguei o preço, não tinha porque não contar com a ajuda deles. -Com um pouco de sorte conseguimos deixar eles confusos com o ataque na mansão e dar uma brecha para vocês reivindicarem essa carga que vai chegar! Como dizem, dois coelhos com um só tiro!


@Angelique @Raamar @Isaack

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Angelique
 Posted: Jul 27 2017, 03:25 AM
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Angelique




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Angelique is Offline

Narrador




Reconhecendo a importância das máscaras, Isaack olha para a sua e já pensa em como aquilo era errôneo para sua profissão de cozinheiro, mas que talvez tivesse sua importância. Colocou-a na face e notou a escuridão cobri-la, porém como se soubessem perfeitamente de cada detalhe seu, ela se encaixava perfeitamente e sua estrutura de aparência simples, na verdade era bem resistente e havia espaço dentro dela (caso fosse de desejo do usuário colocar algo como uma máscara por baixo daquela) com algum material esponjoso nas bordas da face, feitos para que se sofresse algum impacto direto, não se cortasse ao ter penetração nas laterais do rosto. A brecha para os olhos era feita contra a pele, algo que não permitia que entrassem fluídos por tal espaço e que não houvessem chances de alguém puxá-la por ali, além claro, da proteção ocular que havia, mas que poderia ser retirada para caso houvesse poeira interna ou qualquer sujeira nas lentes.

Havia dormido pesadamente, mas acordou em um sobressalto pelo pesadelo e logo uma fúria tomou conta de seu corpo, parecia impaciente (e com razão) de salvar o companheiro e queria se munir da melhor forma, assim como ajudar Kyoko a se preparar para a investida. Klaus houvera acordado com o grito dado e não sabia exatamente para onde ir, visto que estava suspenso na cadeira e agora procurava uma maneira de descer da cadeira enquanto sua melatonina não houvera se dissipado completamente.

Balançou a cabeça em concordância para Isaack quanto a cozinha e logo após o pequeno treino de Kyoko e algumas explicações médicas e químicas, ele fez seu caminho em direção do banheiro no segundo andar, logo após o final das escadas, fitando Bonifácio que ainda dormia pesadamente em um canto do cômodo sujo. O local em si não era bonito e muita coisa faltava (como uma saboneteira pro sabonete que apenas estava jogado na pia), algumas toalhas estavam empilhadas em cima do vaso sanitário e não havia uma cortina para o banho. O chuveiro em si era bem feio, um cano com uma boca enorme, mas assim que ele ligou-o para tomar seu banho, sentiu que a pressão da água era forte e a temperatura era perfeita, incrivelmente se sentia bem limpo após.

Na saída do banho, porém, notou a presença de Kyoko que o aguardava para completar o seu processo de limpeza matinal e então trocaram de lugar.

A garota adentrou no banho e ligou o chuveiro que lhe liberava uma quantia pesada de água, mas que assim que se acostumou com aquele peso, notou que era até relaxante, parecia uma massagem. Algumas crostas de sangue escorriam de sua cabeça, visto que por mais que tivesse limpado a face com as mãos, ainda haviam pequenos excessos que se escondiam por entre as madeixas. Diferente de Isaack que houvera usado aquilo apenas para limpar-se, a ruiva usava para refletir e descansar um pouco.

Em meio a seu banho, seus atormentadores apareciam e discutiam na mente dela um possível plano, diferente do que haviam proposto e que dessa forma, poderiam aproveitar a presença de Dixon não apenas como mensageiro e sim como entregador, algo que maravilhou a própria garota de não ter pensado naquilo antes. Exceto que ela pensou.

Aproveitou a enxurrada para limpar seu casaco, que por mais que ainda tivesse um furo, era um belo modelo e não poderia ser negligenciado ou descartado. Ela e o traje, mesmo que feridos, saíram debaixo do chuveiro após a água ter se esforçado em lavar as feridas internas deles, ela se viu nua como nunca antes, pois se olhasse para seu ventre, era berrante os pontos negros que costuravam sua pele branca, lembrança de uma terrível noite.

O mágico abriu a porta para ir em direção dos mercados ao mesmo tempo em que o Sol se erguia preguiçosamente, fazendo com que uma rajada quente de luz o acertasse e machucasse seus olhos enquanto a onda morna dava uma sensação de novo para o homem que dormira sentado. Uma brisa matinal também o acertou e com os cabelos ainda meio úmidos, poderia acrescentar o sentimento de frescor.

Raamar não estava totalmente quebrado, mas sentia totalmente como a tortura psicológica houvera ocorrido. Fora ameaçado diversas vezes no decorrer da madrugada, colocado sob a ideia de impotência ao ter sua liberdade dada, porém teve de restringir-se ao saber que dali ele não conseguiria sair de bom grado, Capri zombava dele e testava de sua sanidade, como querendo ver se já estava no ponto de quebra e beberia a água imunda no chão, algo que com integridade, ele preferiu ficar de garganta seca e com algumas feridas nos lábios de tanto passar a língua entre os ressecados enquanto o gosto de ferro estava presente nas bochechas rasgadas que não mais sangravam. Poderia até sentir dores de cabeça pela falta de um bom descanso após tudo que ocorrera. Estava sendo levado ao seu limite propositalmente por Capri.

Caminhando pelas lojas, sendo que o povo de L'arcan nunca realmente fechava (nunca se sabe quando um mafioso vai querer tomar um café ou apenas se refugiar de outras famílias ou marinheiros), encontrou com incrível facilidade uma cartucheira e não fora questionado por tal e tendo tempo de sobra para procurar um local decente para comprar comida para um café da manhã saboroso para o grupo.

Da mesma forma como houvera contado de seu passado, sem mentiras, para o torturador, o maior também teve a decência de contar o seu. Capri aparentemente fora realmente comprado para ser o animal de estimação da filha de Mondor, criado como um verdadeiro pet mais inteligente, ele era colocado para pastar e diversas vezes apenas sentou no chão e comeu grama, havendo ainda aqueles mafiosos que não tinham muito respeito a ele (e nem deveriam), jogando coisas e forçando-o a comer, como é de sabedoria popular que esses animais comem qualquer coisa e ocasionalmente, ele tivera de saborear coisas horríveis de se por na boca. Cresceu naquela mansão, mas demorou para ser tratado como da família, visto que apenas o fez por ter sido tratado de maneiras infames e mesmo assim, protegia a garota como se tivesse afeição por ela, acabando por receber uma certa estima do pai dela. Apesar de tudo, seu corpo não apresentava cicatrizes ou qualquer marca permanente, apenas um psicológico distorcido mesmo.

Andou uma rua, duas, três. Não queria parar e propriamente perguntar para os civis com medo de deixar rastros de quem era ou onde iria, assim como temia pela ideia de um olheiro de paisana que pudesse pegá-lo e segui-lo, resolveu entrar em uns becos, aumentando o tempo em que estava fora, mas ao mesmo tempo, dissolvendo qualquer ideia de perseguição até que encontrasse um local onde pudesse fazer suas próximas compras.

Repensou em seu estado e acabou por anunciar para Capri sobre como se sentia diante de tal tratamento e não como uma ameaça e sim mais como um lembrete, dizia que Bonny sofreria o equivalente a ele houvera. Também deixou claro que sua sede era inoportuna e talvez em seu estado fragilizado, ele pudesse cair antes de que enfim pudessem fazer o tal passeio com o líder da casa.

Encontrou um pequeno mercado onde havia pouco movimento e por não ser uma face conhecida dos dali, logo chamou uma certa atenção, recebendo combustível para sua paranoia. Isaack andou a passos largos e rápidos pelas estantes, pegando rapidamente o que tinha em mente de arquitetar para os colegas e sem delongas, pagou, entregou o dinheiro e saiu o mais rápido que pôde, causando muita confusão nos que ali estavam.

Como não houvera ido longe, rapidamente retornou e para alegria de Kyoko, ele vinha com diversas sacolas de comida e prontamente Bonifácio, que já estava de pé, limpou uma mesa e chamou os demais para virem comer. Isaack então fora para outro cômodo para dar início na comida e a garota enfim resolveu dar a ideia que tivera durante o banho.

Iniciou meio temerosa e não podia ver a expressão do outro ruivo por estar na cozinha preparando tudo, mas não se conteve ao contar a brilhante ideia de fingir que estavam indo, mas direcionar a atenção para Raamar. Era uma jogada um tanto arriscada e desonesta (e talvez por isso que enquanto a garota falava, Dixon parecia vidrado nela, abrindo um largo sorriso no final), mas quem se importaria de fazer isso com mafiosos, certo? Bonifácio mordeu o dedo pensativo enquanto o brutamontes ao seu lado ria de espalmar a perna, achando mais divertida a ideia da garota e apreciando a forma de pensar dela.

Já na falta de cigarros, com diversas bitucas jogadas na água que já tinha uma tonalidade cinzenta e amarelada, o maior apenas bateu nas vestes que tinham indícios de suor e ia até o balde e abria o zíper de sua calça, colocando para fora seu flácido pênis e o sacudindo como se Raamar nunca tivera visto um e após apresentá-los, começou a urinar no balde.

Com todos os ingredientes à sua disposição, ele começou a preparar a comida. Com maionese em conjunto de temperos de comida conseguira fazer uns sanduíches que não eram nada comuns, sabendo a quantia exata de cabeça em como deixar os sabores salientados para o paladar de cada. Tratou de fazer uma pequena refeição fria enquanto fazia combinações de coisas que deveriam ir para um verdadeiro almoço e o conjunto de gostos eram até artísticos se comparado ao ambiente fechado em que estavam. Houvera comprado sucos por não ter tempo de fazer ele mesmo, mas haviam frutas em seu meio que cada um poderia comer diretamente.

Ao se aproximar com tudo pronto, Klaus prontamente se levantou e fora ajudá-lo, fechando suas asas para que não levasse nada consigo e encolhidas como estavam, parecia mais frágil do que realmente eram.


- Tome. - Ele então chuta o balde na direção do outro que estava contra a parede e que com tamanha maestria, o líquido azedo de odor forte apenas balançou em seu interior, respingando no caminho, mas não chegando a sujar o mink chacal. - Estou nem aí para qualquer respeito que você tenha por mim. E na sinceridade? Não estaria surpreso se Bonny aparecesse de alguma forma machucada, braço quebrado para não lutar contra, cortes para que parasse de incomodar, coisas assim. Estamos em L'arcan, é como lidamos com problemas.

- Tome. - O médico entregava um copo para cada e enchia de suco de laranja até quase o limite para a garota. Seus cuidados eram especiais para ela simplesmente pelo fato de ela ser sua paciente naquele momento. Logo ele se sentou e assim que a bandeja com todos os aperitivos de Isaack estivessem pronto para serem pegos, era de se esperar que Dixon fosse o primeiro a abocanhar e impressionado com tais iguarias, ele comeu quieto e educadamente, provando com gosto cada coisa que colocava na boca, o que pareceu inesperado até para ele mesmo, pois em sua cabeça, jurava que ia colocar tudo para dentro, mas era bom demais para isso. - O plano de Kyoko é bom, mas sugiro uma pequena mudança. Poderíamos livrar Bonifácio de voltar para eles e fazer uma investida pura. Dixon e eu iremos para o ponto de troca com as mãos abanando...

- Ou eu vou sozinho. - Respondia o grandalhão após terminar de engolir e bebendo um pouco de suco para limpar a garganta. - Assim vocês terão mais forças ao lado de vocês. Lembrem-se, é uma mansão, não é como se eles fossem levar a casa toda para o ponto de troca, possivelmente apenas Os Primos estarão lá. Ou outra facção.

- ...É arriscado. - Respondia o médico olhando-o de soslaio, logo concentrando-se nos olhos de Kyoko. - Mas pode ser feito. Fica a cargo de vocês. Posso ajudá-los em criar distrações junto de Bonny ou me infiltrar enquanto fazem a troca diretamente enquanto Kyoko e Isaack ficam no portão da frente e chamando toda atenção para vocês e me dando tempo desprotegido para procurar Raamar. Vocês são os líderes, eu sou apenas o apoio e farei o que for necessário para tirá-lo com vida.

A porta se abria e logo Capri terminou de fechar o zíper enquanto Mondor aparecia com uma camisa social vermelha e uma calça preta, ele tinha uma expressão mais leve do que da noite anterior e logo viu Raamar solto no fim do quarto.

- Já está no ponto? - Dizia ele sem perder de vista o chacal.

- Não. Tentei, mas ele é duro demais. Está cansado, porém. Acredito também que sua mente esteja cheia. Não é exatamente um perigo, mas eu manteria minhas mãos afastadas. Devo colocar a coleira nele? - Capri falava abertamente e sem ao menos se preocupar se Raamar ouvia. Após sua pergunta, o homem de traços animalescos assentia para ele com a cabeça em um rápido movimento e prontamente o bode ia para trás da mesa que havia ali e puxava verdadeiramente uma coleira, porém ela era de um metal amarelado e não tinha correntes.

Aproximou-se do menor e se acocou na frente do chacal, colocando a coleira no chão enquanto media com os olhos o pescoço do outro, sem expressão e ainda de óculos escuros. Mondor não parecia impaciente, então deixava ele decifrar sem forçá-lo e criando um pequena clima de mistério por ali.


- Não tente qualquer coisa se ainda que estar vivo para ver seus amigos. - Pegando uma chave de seu traje, abria-a e colocava-a no pescoço do outro, o que ficou um tanto folgado, mas logo apertou alguns botões em um pequeno painel que ali havia e como um silicone, o espaço fora preenchido e ficou justo. - Um pouco mais teria-o feito engasgar até a morte, limitando a oxigenação do seu cérebro e um pouco menos, bem... Não seria divertido, não é? - Antes de se levantar, ele guardava jogava a chave para Mondor que retribuía jogando um pequeno controle para ele, redondo e com cinco botões, algo que deveria ser memorizado pelo chacal, pois agora Capri apontava para eles. - Cada um desses irá tirar um sentido seu, então se comporte. Don Mondor irá ser o encarregado de que você se veja livre disso. Bem, você sabe como funciona, certo? Vamos passear.

Não haviam terminado de comer, mas Bonifácio preferia já tomar conta daquilo e se levantou, fora até o local onde a garota estava ainda em repouso da operação e demorando um pouco, retornou com uma planilha e uma caneta. Puxou uma cadeira para o lado de Kyoko e pediu para que todos se aproximassem e isso era o que fizeram. Começou a desenhar alguns quadrados e retângulos, círculos e alguns palitos, fazendo uma pequena planta da mansão e mostrando o quão grande era, colocando números negativos entre elas para indicar subníveis ou positivos para andares e como era de se esperar, cada numeração dizia quantos andares.

- Bem... Creio que queremos chegar aqui, é onde Raamar deve estar. - Mondor se aproximava e erguia a mão na frente do chacal e ameaçava-o de dar um tapa nele, mas era apenas fingimento e não necessariamente desceu, averiguando se iria ser necessário ou não usar a tal da coleira. - Há um pequeno corredor por aqui, que levará até um galpão. - O mafioso começou a andar, saindo dali e Capri deu um pequeno empurrão no menor para que ele iniciasse a caminhada por ali. O corredor era um tanto longo para que se ele gritasse, não houvesse chance alguma de ser ouvido, permitindo que o torturador fizesse o que bem entendesse e não haveria chances de acordar outros. Após passar por uma porta de madeira com diversas proteções, ele chegava em um espaço grande e com diversos carros estacionados. - Dali, há um pequeno caminho em direção da mansão, é bem cuidado, então se formos de forma furtiva, preciso que não toquem em uma flor, uma folha que possa anunciar, até a terra mesmo é arada. - O cheiro forte de polém entrou nas narinas do jovem e os raios de Sol finalmente o acertavam em cheio, refrescando um pouco seu corpo por causa do suor. Caminhou até uma porta protegida por um telhado e Mondor então permitiu que ele adentrasse, fazendo com que ele fosse o primeiro. - Aqui é um pequeno hall, tendo escadarias para baixo e para cima. Se Raamar tinha aquelas garras, possivelmente estarão nos andares inferiores em conjunto de outras armas ou bens de Mondor, mas é possível que estejam guardadas, então devemos pensar se vale mesmo a pena ir atrás dela. Do outro lado, há escadarias para os andares superiores, que nada mais seriam do que a casa em si. - Avistou muitos mafiosos sentados num pequeno chafariz que havia ali dentro, o piso parecia ser ouro e agora era permitido que ele se movimentasse livremente. Bem... Até certo ponto, pois se não fosse em direção das escadas que levavam ao andar superior, seria recebidos com socos e empurrões. - Aqui é o hall em si. Estaremos em uma ala atrás do quarto de Mondor e possivelmente onde ele estará. Há corredores laterais que levam para a parte da frente e que também há escadas no meio do salão para o quarto do chefe. O local é grande, então será onde mais estaremos expostos se formos entrar pela porta da frente, sem contornar a mansão. - O local era bem luxuoso e Raamar basicamente tinha de arrastar seu corpo cansado por ali e se parasse, logo sentiria a boca de uma pistola empurrando-o para a frente, "encorajando-o" a dar mais um passo até que chegasse em um local que nada mais era que um grande corredor, havendo portas ao seu lado, uma no lado oposto e uma no meio, com aberturas nas laterais, dando acesso a espaços estreitos e decorados com desenhos infantis nas paredes e enfim, ele chegava em um local enorme, havendo escadas no meio do local que se ramificavam em andares superiores, mas um em especial levava a uma porta, não havendo propriamente um "segundo andar". Colunas sustentavam tudo nas laterais, dando bastante espaço para se fazer um baile em seu meio. No fundo havia uma grande porta. - Após essa porta, é onde possivelmente estaremos ao chegar comigo, é um enorme jardim e se houver algo que possamos fazer para fazer uma explosão ou uma barreira de fumaça, creio que podemos dar início a investida, aproveitarei para "traí-los" e chocá-los o quanto der enquanto vocês entram. A menos que queiram negociar e ficar de papo com Mondor ou quem quer que ele tenha mandado nos receber e Klaus irá furtivamente fazer a lateral da casa.

- Não sei voar, desculpe. - Ele parecia constrangido e portanto, estranhamente escondia os olhos com a palma.

- Essa é a minha casa, jovem. - Parados no hall de entrada, Raamar era colocado no centro dela enquanto Capri e Mondor iam para a escadaria central e paravam no meio dela enquanto os diversos mafiosos iam para baixo dos pilares laterais e se amontoavam ali enquanto permaneciam calados, mas apontavam para ele, ameaçando-o. - Você irá me respeitar e irá contar a sua versão da história. Receberá um copo d'água cada vez que falar a verdade e terá um sentido tomado se mentir. Não me subestime...

- Quem é você e o que está fazendo em L'arcan? Quem são aqueles dois? O que estava fazendo próximo da minha área do porto com a garota de Verona? Pense antes de falar, sei que não são meros turistas... Tenho um agente do governo na minha lista de pagamento, sabe?


QUOTE

Isaack: -100,000
+ Cartucheira (15 slots)

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 Posted: Jul 31 2017, 11:16 AM
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ATO 3 - A Guerra das Sombras


Impotente, Raamar assistia a grotesca cena de Capri urinando no balde primeiro com um olhar de pura incredibilidade, seguido por desespero e estabilizando em pura raiva. Cogitou usar uma de suas técnicas para arrancar fora aquele apêndice flácido, porém conteve-se com um pesado suspiro. Desviou o olhar com profudas puxadas de ar, soltando-o em seguida vagarosamente.

Escutava o ruído do balde deslizando pelo chão, preocupando-se apenas em não ser molhado pelos respingos que voavam daquela bomba fedorenta que seguia em sua direção, por sorte o objeto parava antes de atingí-lo e sem maiores danos. Exceto a sua auto-estima. Entretanto o que mais lhe atingia era a acusação de Capri, de que seus companheiros já deviam ter ferido Bonny.

-Bonny estará bem..... - Respondia balançando a cabeça como se lamentasse o fato. -Espero que um dia você descobra o que eu tive sorte de descobrir.... Nem todos os humanos são iguais a estes..... - Tentava encontrar o termo correto para categorizar as bestas daquela casa, mas nada lhe vinha a mente, optava por apenas balançar a cabeça pesarosamente.

O estalido da porta se abrindo era quase um convite a rebelião, mesmo sua mente exausta cogitava as chances que teria se aproveitasse aquele momento para escapar em uma fuga desenfreada, talvez o que tenha lhe impedido de fazer o primeiro movimento fosse o simples fato de se deparar com a chamativa camisa vermelha de Mondor. Aquela cor parecia simbolizar o destino que teria se avançasse na direção errada, ou talvez fosse apenas sua mente delirando pelo cansaço. "Porque as pessoas não usam roupas verdes? Azuis?" - Um brilho de diversão passava através de seus olhos ao passo que delirava a respeito de um Mondor vestindo reluzentes roupas verde-limão.

Deixava Mondor e Capri debaterem sobre seu destino, sabia que toda aquele encenação fazia parte de um espetáculo completo, para o qual já deviam ter ensaiado inúmeras vezes com diferentes colaboradores assumindo o papel que agora o pobre bestial ocupava. Observava atentamente como cada um seguia firme em seu papel, questionando-se se tudo que Capri contara fora uma mentira ou mesmo parte desta encenação, ou se talvez fosse de fato uma pequena rebelião do outro Mink em relação a seus donos. Quando o mesmo se aproximava, medindo seu pescoço, o pequeno Chacal lhe lançava um olhar de pura curiosidade, tentando encontrar através daqueles óculos escuros as respostas que desejava.

Quando era avisado para não se rebelar, o Chacal apenas erguia sua cabeça, facilitando o processo de lhe enfiarem aquela maldita coleira. -Viu naquele bar ma mínima parte do que sou capaz de fazer, como deve ter visto que não sou de ficar enrolando se quero de fato fazer algo, se estou aqui ainda é porque não tenho interesse de ir contra o que combinamos.... Então coloque logo essa porcaria de coleira e vamos logo terminar com essa palhaçada! - Sua voz começava em uma entonação leve, como um professor ensinando um aluno burrro demais, mas terminava entrecortada por rosnados que deixavam explícita a raiva que o bestial estava sentindo pela forma com que aquelas criaturas estavam conduzindo a situação.

Respirava fundo após ter a coleira ajustada a seu pescoço, aproveitando o momento para voltar a se acalmar, permitindo-se escutar a explicação sobre o que de fato era aquele pedaço de metal ao qual lhe prenderam. "Merda, o que fui deixar eles fazerem?" - Caia subitamente na realidade a qual havia se enfiado, seu coração perdia algumas batidas, o que lhe trazia uma intensa dor no peito, forçando-o a fechar os olhos por um momento, mesmo engolir estava ainda mais difícil, não somente pela desidratação, mas pelo choque trazido pela sensação do que o futuro lhe aguardava.

Ainda estava atordoado quando o brutamontes se aproximou ameaçando-lhe com um tapa, o qual sequer teve reação, pois um tapa de nada significaria frente a ficar cego, ou mesmo surdo. Alias, o que significaria de fato perder o tato, era até dificil de imaginar não sentindo nada, será que seria o mesmo de quando se dorme em cima de um braço e acorda com este dormente? Talvez o melhor fosse não descobrir. Olhava para o teto com olhos desfocados, teria que conter lágrimas, caso não tivesse passado por uma infância regada a mal tratos. No fundo de sua mente a dúvida sobre o paradeiro de Isaack e Kyoko começava a surgir, será que viriam ao seu resgate, ou estava novamente por conta própria e teria que usar tudo que tem ao seu dispor para se ver livre da situação?

No passado, que agora parecia bem distante, havia entregue para Froizer a localização de um bar repleto de manifestantes contra o governo, isso colocou em risco a vida de Saizou e Isaack, porém havia garantido sua segurança e seu ingresso para os Agentes do Governo, será que deveria fazer o mesmo agora? Entregar os planos de Froizer para aqueles mafiosos e usar isso em uma tentativa de conquistar um cargo, percebia então que dessa vez não tinha nada concreto para oferecer, não sabia o que Froizer tinha em mente para L'Arcan ou sequer onde seus companheiros levaram Bonny, ou o que estavam tramando. Sequer tinha a certeza de que ainda estavam em L'Arcan.

Levantava-se após o "incentivo" de Capri, firmando-se na sua única esperança, a qual tentava verbalizar. -Se estão me tirando daquela sala..... Isso significa que meus companheiros já entraram em contato com o local da troca? - Sua voz era fraca e rouca devido a desidratação, mas uma pontada de esperança estava presente, não sabia para quem direcionar a pergunta, então alternava o olhar entre Mondor e Capri.

Seguia a passos cambaleantes, o sono e a sede cobravam um preço alto devido ao esforço atual, percebia o trabalho que teria caso tentasse uma fuga, ainda que a ideia de que os gritos dos funcionários não teriam sido ouvidos era um tanto quando reconfortante. Mesmo ofegante, deixava seu olhar percorrer pelo local, tentando "apreciar" o tour. O cheiro de ar fresco, pólem e a luz do Sol lhe atingiram sem aviso prévio, desestabilizando-o mais ainda. Somente agora percebera a falta que sentira disto, mesmo que o tempo que passara preso fora pequeno. Um fiapo de esperança surgia em sua mente, e o bestial se agarrava a ele com tudo que tinha, seguirem para o lado de fora só podia significar que Isaack e Kyoko não o haviam abandonado e que já tinham acertado os detalhes da troca enquanto ficara preso com Capri, uma boa notícia! A colera devia ser só para evitar que o bestial fugisse e o trio saísse com Bonny antes da troca ocorrer de fato.

O fiapo infelizmente era frágil demais e fora rompido bruscamente por Mondor, que em vez de seguir para um daqueles carros seguiu para outra porta, abrindo-a e parando em seguida, com um convite mudo para que o bestial cruzasse-a por conta própria.

Aquela pequena fagulha de rebelião se acendia novamente, fazendo o jovem vagar o local com o olhos em busca da melhor rota de fuga, mas seu cérebro estava lento demais para isso e o metal frio em contato com seu pescoço era um lembrete das decisões erradas que havia tomado, resignado sultava um suspiro e atravessava por primeiro o portal, parando em seguida para que seus olhos se ajustassem a nova iluminação. Sustentava o olhar em cada um dos presentes no salão, fazendo até mesmo pouco caso para a decoração em si, mais importante era saber quantos pescoços precisaria abrir para poder sair daquela mansão. Seu olhar tinha uma leve pontada de predador, não que tivesse muito efeito, pois estava cansado e sedento demais para isso. Parou a meio caminho das escadas, pois realmente não sabia para onde seguir, estava prestes a olhar para Capri em busca de orientação quando sentiu alguns socos e empurrões lhe guiando para as escadas que davam acesso aos andares superiores. Direção esta que seguiu antes que incentivos piores surgissem.

Sua mente se torceu em um complexo nó, refutando violentamente o significado de palavras não absorvidas de Capri. "Só me deixaram ter um gostinho do lado de fora, o que significa que não estamos indo para um local combinado para a troca de reféns.... Não estão me levando para o porão, então não será uma nova sequência de tortura........ Droga!"

Seguia a passos lentos para o que só podia ser o local de sua execução, a percepção de que não haveria troca lhe atingira como um chute no estômago, independente do que seus companheiros fariam, uma coisa era certa, não teria tempo para esperar, tinha que começar algo por conta própria e rocer para receber o apoio deles posteriormente, ou no pior caso, se livrar daquela situação sozinho.

Enquanto andava pelo corredor, torcia o pescoço em algumas direções, apenas como alguém que tenta estralar a região, enquanto na verdade tentava descobrir quantos dedos conseguiria colocar entre o pescoço e a coleira sem ter que perfurar a pele, se é que conseguiria colocar ao menos um. Sua atenção somente era atraída por desenhos infantis, ostentados como troféus em nichos dedicados a se exibir coisas de alto valor. Aquilo lhe dava uma dica de onde atacar para causar o maior estrago, restava saber se teria essa chance, mas uma coisa era certa, se tivesse a oportunidade, pena seria a última coisa que sentiria de qualquer um naquela casa. Mesmo que fosse a mais nova dentre eles.

O local ao qual chegavam beirava o surrealismo, fazendo o bestial se questionar se em algum momento haviam deixado a casa, teve que piscar algumas vezes, efetuando um círculo sem sair do lugar enquanto Capri e Mondor deixavam-o para se posicionar em seus respectivos lugares. Percebia que haviam entrado no ápice do espetáculo, assim como percebera que mesmo sem querer assumira o papel principal da peça, temia que o gênero dessa vez seria "tragédia", mesmo que internamente o bestial lutasse contra a vontade de transformar aquilo em uma "comédia".

As condições eram simples, ou ao menos seriam para qualquer pessoa que não tivesse sido condicionada a viver uma vida de mentiras como Raamar fora. Sesu instintos lhe diziam para falar tudo que aquelas pessoas queriam ouvir, fosse ou não verdade, mas uma pequena parte, que o bestial sequer sabia existir, lhe dizia para não trair seus companheiros, pois nunca mais encontraria outros iguais. Aquele dilema interno lhe trazia hesitação, o que nunca era bom em momentos como aquele.

Tentava ganhar tempo enquanto pensava nas respostas, ou pelo menos no que seria seguro responder para cada uma delas, de forma que tão logo lhe era permitido falar deixava escapar o que podia ser a opção mais idiota. -Isso conta como três perguntas ou uma única? Se eu mentir em duas por exemplo, perco dois sentidos ou três? - A ideia de que um simples artefato de metal pudesse lhe privar de algo tão enraizado em seu corpo beirava a surrealidade, fazendo sua mente perder um pouco do foco que deveria ter.

Se visse que Capri se preparava para apertar algum dos botões, erguia ambas as mãos enquanto exclamava. -Calma, calma..... só fiquei nervoso com tudo isso, ok? Vou responder as perguntas, certo? Até agora não fiz nada contra o que me pediram! - Deixava até mesmo um pouco de desespero transparecer. Pigarreava para limpar a garganta, não que ajudasse muito, colocava as ideias em ordem o mais rápido que conseguia. A revelação de que tinha um Agente na folha de pagamento podia ser um blefe ou então a realidade, teria que tentar descobrir no futuro, isso podia mudar tudo na fuga.

-Sou um inútil Mink que nasceu em uma remota ilha do North Blue, contei minha história para Capri e ele pode confirmar que não tem nada de interessante nela. Posso recontar caso queiram, mas só irá causar-lhes sono, garanto. Atualmente fui recrutado como Agente do Governo, mas isso é bem menos interessante do que parece, respondo a um sujeito chamado Froizer, ou ao menos é o nome que se apresentou a mim, as respostas seguintes estão intercaladas, o Ruivo foi recrutado junto comigo e por isso estamos juntos aqui em L'Arcan, nossa missão era encontrar a Ruiva de Verona que foi vista aqui e levá-la até um suposto contato naquele maldito bar para que fosse recrutada. Obviamente não tivemos a chance de encontrar com nosso contato porque algum idiota decidiu que estarmos nos afastando do cabeludo era sinônimo de sermos suspeitos, quando na verdade faziamos para evitar uma briga no lugar.... - Tomava um pouco de fôlego enquanto aproveitava para decifrar as reações dos presentes, começando por Mondor e Capri e partindo para os demais.

Falar a verdade era realmente difícil, não fosse a ameaça presente de perder os sentidos, não achava que seria capaz.

Espectativa preenchia seu olhar, pois era a única coisa na qual podia se apoiar, visto que internamente duvidava que saísse daquela pergunta ileso, mesmo que contasse exatamente o que queriam ouvir, o que infelizmente não sabia.
Black List:

Nome 1: Froizer Skarmor

Nome 2: Richard

Nome 3:

Nome 4:

Nome 5:

Nome 6:

Nome 7:

Nome 8:


@Angelique @Kyoko @Isaack
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 Posted: Jul 31 2017, 01:51 PM
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ATO 3 - A Guerra das Sombras


Escutava com atenção a sugestão de Klaus em relação ao plano, e sem nem ter tempo para pensar sobre, Dixon se manifestou dizendo que poderia ir para o porto sozinho enquanto todos os outros iam para a mansão. Fiquei em silêncio alguns minutos pensativa, concordava com o médico, era arriscado deixar o grandão ir sozinho, e eu não conhecia sua real força, porém ele mesmo se voluntariou a ir, sinal de que confiava em suas habilidades, ainda mais que parecia estar se divertindo com tudo sem mostrar alguma hesitação.

-Dixon, você não tem mais ninguém que possa confiar e levar consigo? Vai ter muitos capangas no porto, acha que consegue lidar com a situação sozinho? E tem mais, você vai ter que ser rápido, pois seria melhor se não conseguissem, ou demorassem, para entrar em contato com a mansão, nosso grande trunfo vai ser pegar eles de surpresa! - Explicava a importância de manter sob controle a situação do porto, assim como mostrava minha preocupação em ter um aliado lutando sozinho, não queria resgatar um refém para apenas ter que resgatar outro, apesar de que preferia ter a companhia do gatito ao invés dele. Minha primeira impressão dele não foi das melhores, e é como dizem, "a primeira impressão é a que fica".


Rapidamente Bonny levou-se e saiu sem dizer nada sobre o plano, fiquei preocupada com o fato de não ter gostado do plano, mas logo ele voltou com um papel e caneta e pediu para que todos nós nos aproximássemos, então começou a desenhar o mapa da mansão enquanto explicava e adicionava os detalhes da invasão. Conforme o plano ia tomando forma, minha animação ia crescendo. Da forma com que Bonny falava, parecia realmente possível entrarmos lá e resgatarmos Raamar. Bonny continuava falando, e eu ficava cada vez mais admirada com a diferença de nível estratégico entre nós, enquanto eu pensei apenas no plano como um todo, ele já conseguiu captar a ideia e com o que conhecia da mansão, elaborou um plano cheio de detalhes.


-Bonny você é demais! Vamos conseguir resgatar Raamar desta forma. Isaack acha que consegue terminar algumas bombas, para usarmos como distração, até a hora de sairmos? Seria bom se tivéssemos comunicadores também, porque vamos ter que nos separar na mansão. Outra coisa Bonny, e se durante a invasão encontrarmos com o Don Mondor? E quando acharmos Raamar, vamos atrás dele ou saímos imediatamente e pegamos Mondor outro dia? - Aguardava com nervosismo a resposta do loiro, sabia a responsabilidade de ter que capturar um líder como Mondor, apesar de que achava que apenas capturar não era o objetivo.

-Ah Klaus, vai ser bom levar um kit de primeiros socorros, para que assim que surgir uma oportunidade poder cuidar dos ferimentos piores do Raamar, duvido que tenham apenas deixado ele um lugar quieto e sozinho. - Me sentia um pouco culpada, por estar tomando suco e comendo, depois de um banho relaxante, enquanto Raamar era mantido preso para nos salvar.

"Raamar, aguenta mais um pouco. Logo, logo estaremos chegando!"

-Então, vamos seguir com isso certo? Isaack o que achou sobre o plano? - Perguntava a opinião do colega que estivera fazendo nossa refeição enquanto demos início a conversa. Se concordasse com o plano, ou mesmo que fizesse alguma modificação, a parte de enviar o Dixon para entregar o bilhete continuava igual então... - Dixon, você já pode ir entregar o bilhete que escrevi mais cedo, e enquanto estiver lá preste muita atenção ao seu redor, qualquer nova informação vai ser importante para nós, principalmente da posição e quantidade de guardas. Acho também que seria uma boa Klaus ir com você, mas para ficar escondido do lado de fora, vigiando a mansão, para nos informar quando começarem a sair para ir até o porto e qualquer outra coisa que consiga ver. Pode ser Klaus?

Minha mente estava um turbilhão, me sentia muito agitada, exemplo disso, é que não conseguia parar de bater com as pontas dos dedos na mesa, ao ponto em que começava a irritar a mim mesmo. Estava com medo de esquecer algum detalhe importante e causar o fracasso da missão, estava consciente do que estava pondo em jogo, o que me deixava ainda mais inquieta.

-Alguém tem mais algo a acrescentar? - Se ninguém mais se manifestasse então começaríamos os preparativos. - Vamos arrumar o que precisaremos levar! Isaack precisa de ajuda com as bombas ou algo mais que vá preparar? Ou se estiver faltando algo posso ir comprar... Falando nisso, ainda temos que vender os itens que o Raamar te entregou né? Melhor ir agora ou quando estivermos indo para a mansão? - Estava desesperada por fazer qualquer coisa que ocupasse minha mente, sentia que se ficasse parada sem fazer nada perderia o pouco de sanidade que ainda restava.



@Angelique @Raamar @Isaack
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Isaack
 Posted: Jul 31 2017, 08:39 PM
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ATO 3 - A Guerra das Sombras


A noite fora de descanso ate certa parte para o ruivo, que acordava de um pesadelo, encontrava-se inquieto e ponderava sobre o que fazer, chegando a conclusão que nao deveria perder tempo, assim incitava Kyoko a um rápido treino, e uma troca de profissões com Klaus, ambos os agentes aceitavam e assim seguia-se o resto da madrugada. Após o termino de seus afazeres o magico subia para finalmente poder se lavar.

Adentrava sem muitas expectativas o banheiro, este como esperava bem mal acabado, mas tinha um tipo de chuveiro, e a agua morna encobria-lhe. A mesma parecia medicinal, pois ao entrar em contato com o corpo do jovem parecia lhe tirar todo o cansaço acumulado. Mas tal sentimento era psicológico, sabendo que ainda tinha muitas coisas a fazer o ruivo não demorava no banho, dava uma atenção a mais a seus cabelos por estarem bem sujos, e depois saia. Era obrigado, no entanto a vestir as mesmas roupas com exceção do casaco e a cartola que agora estavam no andar inferior. Ao sair via Kyoko e anunciava sua partida.

-Vou comprar ingredientes para o café, não demoro.

Assim o cozinheiro com o cabelo preso seguia em direção a rua. Ao abrir a porta era acertado com a claridade do sol nos olhos, sendo obrigado a fecha-los momentaneamente, mas ao colocar uma das mãos a frente prosseguia em direção ao mercado. Sentia uma leve brisa nos cabelos ainda um pouco molhados, e abria um sorriso, percebia que em certos momentos pequenos prazeres se tornavam tão bons. Mas não tinha tempo a perder com pensamentos bobos, seu amigo estava preso e certamente sendo torturado.

Vicenzo era sucinto na compra da cartucheira e a encontrava com mais facilidade do que havia pensado, pagava e prosseguia para o mercado. Encontrava por fim o mesmo, mas não antes de dar voltas e voltas nos becos ate saciar sua paranoia de que não estava sendo perseguido. Ao adentrar o local percebia que chamava muita a atenção, provavelmente por não ser um local, mas tal fato o deixava ainda mais precavido, de forma que era rápido nas compras e logo abandonava o local, mas tal atitude tinha um efeito contrario ao que o magico queria, de modo que as pessoas ali ficavam espantadas, mas já ficavam para trás.

-Deve ser o suficiente para nos manter alimentados.

O químico falava ao olhar dentro das sacolas e agora tomava o caminho inverso, retornando para seu esconderijo. Não havia ido longe, mas na intenção de não ser seguido enrolava mais um pouco para seu retorno, por fim adentrava a precária casa e ia em direção a cozinha para realizar a refeição para o grupo. O cozinheiro não pensava em nada elaborado de fato, mas sua pratica era tanta que mesmo sem querer fazia uma refeição digna a de ótimos restaurantes, quando se tratava de cozinhar não conseguia se controlar e sempre fazia o melhor a seu alcance.

Via Klaus se aproximar e deixava o medico ajuda-lo a servir o grupo, mas não levava toda a refeição para eles, separava uma parte que seria embrulhada posteriormente para Raamar, tinha o cuidado de separar alimentos que se mantivessem frescos por mais tempos, e não colocava muitos condimentos de forma a não estragar tão rápido, não tinha noção de quanto tempo eles demorariam a achar o mink. Por fim voltava ao outro cômodo e se recostando em um canto qualquer apreciava sua refeição em conjunto com um copo de suco de laranja.

-Hmm...

Vicenzo terminava sua refeição e colocava o copo uma mesa qualquer, ouvia atentamente a ideia de Kyoko e os apontamentos de Klaus e por fim de Dixon, a ideia de deixar o grandalhão ir sozinho lhe agradava, mas conhecia muito bem a força do mesmo e sabia que ele não morreria tão facilmente, e isto no momento era uma vantagem para o grupo. Esperava terminarem de falar e antes que Bonny começasse a desenhar tomava a palavra.

-Concordo com a ideia de Dixon ir sozinho ao ponto de encontro, e tenho certeza que ele poderá lidar com a situação lá.

-E como ele mesmo disse, o grupo que irá antes provavelmente será pequeno.


Isaack pigarreava, e fitava um a um os rostos de seus companheiros tendo certeza que os mesmos mantinham a atenção em sua palavra, parava por fim em Bonifácio que era a chave para este plano dar certo.

-Bonny, não acho boa ideia você participar do resgate em si, por que se for capturado, tudo vai pelo ralo.

-Proponho que fique com Klaus do lado de fora chamando a atenção, e na primeira oportunidade recue. Eles com certeza iram persegui-lo, mas deixaram Raamar na mansão, criando uma brecha para entrarmos e resgata-lo, e quem sabe acabar com Mondor no processo.


Vicenzo deixava seu ponto de vista claro, e agora deixava o loiro tomar a palavra, o mesmo com o auxilio de uma caneta e papel começava a desenhar um mapa do local que seria invadido, o mesmo sentava-se ao lado da ruiva e explicava nos mínimos detalhes a planta do local. O magico prestava muita atenção nas palavras do jovem, mas também em seus trejeitos, sem duvidas ele era um bom espião, ainda tinha duvidas quanto a sua força, mas por hora não as levantaria.

Ao fim das explicações do contato, o ruivo se afastava do grupo e voltava para junto da mesa onde havia deixado as bombas que tinha fabricado. Pega um dos frascos e o levantava com a mão direita mostrando-o para todos.

-Quanto as distrações deixe-as comigo. Não tinha muito material com que trabalhar, mas estou louco para ver o "poder" destas belezinhas.

-Alias, preciso de um isqueiro, alguém pode me arranjar um?


O químico abria um longo sorriso, colocando a bomba novamente da mesa. Voltava para a cozinha levando consigo o Odre que Raamar havia lhe dado. Espremia algumas laranjas e fazia um suco concentrado para o bestial colocando-o dentro do recipiente, enchia apenas metade, pegava agora outra fruta disponível, esta sendo cítrica também, tangerina ou similar e fazia o mesmo, completando quase todo o cantil, fechava o mesmo e chacoalhava bem, usava a técnica de vibração que havia aprendido com o finado Martinis para obter uma mistura homogênea, e para finalizar caso tivesse comprado colocava folhas de hortelã dentro do odre, fechando-o novamente. Assim retornava para o grupo.

-Kyo-chan, não tenho material para fazer outras bombas, e creio que não encontrara facilmente elementos químicos. Posso fazer alguns coquetéis molotov com o álcool disponível aqui e entregar para vocês...

-Mas estas que fabriquei não irei disponibiliza-las, pois nem eu sei o poder e o alcance das mesmas, prefiro eu mesmo utiliza-las.

-Quanto as armas de Raamar, podemos vende-las no caminho, creio que será rápido, deixarei somente as garras para ele, pois precisara de uma arma antes de encontrar as "outras".


Isaack parava de falar por um momento e ponderava no que mais precisaria. Por fim pedia mais barbante para o medico, e vestia sua cartucheira, pegava o barbante e amarrava as bombas nos espaços que paravam cada "cartucho" em seu novo cinto, dispersava as bombas de modo a ficarem um pouco longe umas das outras, após isto vestia seu manto e escondia-as perfeitamente.

Caso Kyoko quisesse, o cozinheiro faria algumas bombas explosivas, usando do álcool disponível, colocava o mesmo em um recipiente de vidro, que tivesse um formato similar a de uma garrafa, e usando algum tecido que tivesse a disposição o molhava no álcool e o deixava em contato com o liquido dentro do recipiente, deixando também um pedaço para fora. Era uma bomba bem rustica mas serviria para atear fogo em algo ou alguém.

-Certo, preciso apenas de um recipiente de alumínio ou ferro para colocar uma refeição para Raamar.

-Quando o encontrarmos provavelmente estará ferido, faminto e desidratado. A sede e a fome posse saciar, os ferimentos deixarei para você Klaus.


O químico estava pronto para dar inicio a expedição. Apesar de ainda ser um pouco cedo para isto. Se Kyoko concordasse, ambos sairiam para vender os itens que o bestial tinha entregado para o ruivo, enquanto Dixon entregava a mensagem. Se fossem a um ferreiro vender as armas, Isaack compraria um recipiente de metal para servir de um tipo de marmita.

Para vender os objetos o cozinheiro não questionava muito o preço por estar com pressa, mas também não aceitava a primeira oferta, caso a ruiva quisesse negociar o jovem deixava-a cuidar disto, não vendia o par de garras de couro, ao sair do esconderijo tentaria usar dos mesmos artifícios que usou quando fora comprar comida a fim de não serem seguidos, e retornavam novamente ao local de saída, a espera da hora ideal, enquanto isso o ruivo colocava a refeição de Raamar no novo recipiente, caso tivesse achado um, se não apenas enrolava em uma trouxa qualquer.
Aprimoramentos , Pericias e Proffisão:

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Aparência Agradável (1PE): Você se veste bem e causa uma boa impressão a membros do mesmo sexo e é considerado atraente pelo sexo oposto. Ter Aparência Agradável também concede um bônus em testes de Lábia, Sedução e outras que envolvam a aparência para conquistar a confiança de outras criaturas. Os efeitos dessa Vantagem não se aplicam às pessoas que, por algum motivo, não gostam do personagem. Não tem a ver com Beleza, e sim o quão atraente consegue se produzir. Não acumula com outras aparências.

Benefício: Interpretativo; Técnicas baseadas na aparência com o efeito "Fascínio" duram 1 turno além do normal.

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Vigilância (2PE): Treinamento excessivo fez do seu personagem um “paranoico saudável”, seu senso de perigo fez com que estivesse sempre pronto para o combate. Sempre que for surpreendido ou se iniciar um combate, seu personagem já estará pronto para reagir, seja com punhos ou com arma, e o primeiro ataque sempre terá acerto com chance bonificada.

Benefício: Concede um bônus +2 nos testes de Percepção. Concede um bônus +3 no acerto do primeiro ataque no combate.

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Determinação (1PE): O personagem é dotado de uma força de vontade em atingir seu objetivo que é inabalável. Seu objetivo pode até mudar conforme o andar da história, mas nada irá desanimá-lo ou abalar sua fé em atingir sua meta. Qualquer agressão ou ações morais que afetariam o objetivo do personagem só o fazem reafirmar seus objetivos, nunca recuando.

Benefício: Interpretativo; Concede um bônus +1 nas jogadas e testes quando envolve diretamente seu objetivo (Objetivo tem que ser especificado neste Aprimoramento, e deve ser algo direto).

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Coragem (1PE): Você é desprovido do medo convencional, tal que em situações críticas, onde a maioria das pessoas fugiriam apavoradas, você continua firme.

Benefício: Reduz em 50% as chances de sofrer o efeito "Amedrontamento".



@Angelique @Raamar @Kyoko
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Angelique
 Posted: Aug 2 2017, 12:55 AM
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A sanidade de Raamar se agarrava onde podia, pois mesmo após estar esgotado mentalmente e com o corpo preguiçosamente frágil pela falta de um descanso e pelas tensões do dia anterior, ele parava para pensar um pouco nos trajes de Mondor. Aquele líder tinha uma aparência muito mais bestial que a dele, pois seu olhar era de um próprio predador e que estava sempre à procura de sangue, este, que já banhava sua camisa, tingindo-a com a intensa cor vermelha enquanto o jovem mink apenas queria algo mais simples, mais alegre como um azul, que aliviasse o seu corpo, que não o deixasse naquela realidade incriminadora. Talvez apenas estivesse farto de violência e quisesse, enfim, ter um dia de sua vida que fosse nada além de paz e descanso.

Obviamente estava já sentindo fraquezas, mesmo em coisas que antes para ele eram imutáveis, impossíveis de haver a mínima chance de que dúvidas pudessem surgir, mas agora se questionava sobre se Isaack e Kyoko ao menos se interessavam em ir buscá-lo. Talvez nem ao menos esse fosse o caso, poderiam estar sendo aconselhados por Bonny ou Froizer para abandoná-lo, visto que o próprio agente loiro era mais experiente e tinha uma carga de informações muito mais vitais e o mink apenas serviria como distração. Descartado e esquecido pelo Governo Mundial e mais importante que isso, seus amigos.

Talvez não estivesse quebrado como Capri queria, mas certamente estava rachado a ponto de fazer a pergunta sobre a troca. O mink bode olhou para seu chefe e ambos logo riram da maneira mais divertida e contagiante possível. O homem chegou a chorar, limpando as laterais dos olhos com o indicador e logo olhando o pequeno e esperançoso chacal à sua frente com um maligno sorriso enquanto seu olhar não transmitia nada além de maldade, o desejo de vê-lo aberto, ignorando-o. O chifrudo agora dava tapinhas leves nas costas dele, como que parabenizando o comediante em alegrar aquela manhã.

Após adentrar na mansão em si, olhou para cada um dos mafiosos presentes, contando algo em torno de uns quarenta e começou a cambalear pelo lugar, sabendo que não deveria se manter parado, porém recebeu um conjunto de socos no rosto que deixaram sua fuça dolorida, mas sem sangramentos. Fora então empurrado para longe e teve de conter seus passos para não ir com tudo para a frente demais a ponto de se desequilibrar e beijar o chão.


- Oh... Preocupada comigo? Agradeço. - Não perdia o ar de debochado, não realmente levando em consideração as ideias de Kyoko, ouvindo logo em seguida Isaack ser meio seco em "acreditar" em seu potencial, o que fizera o grandão se levantar. - Essas belezinhas não se criaram sozinhas. Serei uma boa isca e sem outra pessoa, não preciso me preocupar em apagar evidências ou ter chances de deixar alguém para trás... Confiem no papai aqui. - E erguia os musculosos braços, demonstrando força enquanto ele realmente parecia maior do que já era, algo que com certeza intimidaria os de coração mais fraco.

Não era costumeiro receber elogios, ainda mais em sua linha de trabalho, no máximo se recebia uma quantia grande de dinheiro e era encaminhado para outra missão. A maneira agradecida e empolgada de Kyoko fez com que Bonny ficasse com as bochechas levemente vermelhas enquanto sua atenção era dirigida para ela, tal ato que fez Klaus abrir um legítimo sorriso de satisfação, pois por pior que fosse a situação, ainda parecia haver brilho naquele trio, não pareciam desistentes ou agourentos pessimistas. Bonifácio ajeitou o cabelo, mas que na verdade estava escondendo sua vergonha com a palma enquanto puxava umas madeixas e a ignorava, não sabendo exatamente como responder aquilo.


- Eles não conhecem Klaus. - Batia de ombros Bonny logo em seguida. - Ficar de fora enquanto vocês se infiltram seria bem ruim, pois possivelmente eles os pegariam no caminho. Como sugerido por Kyoko, eu sinceramente prefiro não interferir com Don Mondor, na preferência, iremos resgatar Raamar e fugir. Enfrentá-lo é perigoso, não apenas por sua força individual, mas também pelos valores que isso arrecadaria. Derrubar um regente de ilha, "amado" como ele é, traria terríveis problemas, exceto, claro, que consigamos colocar alguém de confiança mútua no lugar. Mondor é o melhor empresário por aqui, a família mais poderosa, fatura milhões de Berries por hora, ajudou muita gente pequena a crescer apenas para ter sua fidelidade, não pelo medo, mas pelo bolso, sendo meio que dono delas. Uma guerra civil pode ter início entre as demais famílias e a Marinha terá de lidar com isso; O povo pode não gostar de um de nossos tomando conta das coisas de seu antigo e querido líder, fazendo-os rejeitar o Governo Mundial e isso com certeza fará de L'arcan uma terra de ninguém, dando início a coisas piores que mafiosos... Precisamos pensar nisso com muito cuidado. A garota não sofrer um arranhão é a nossa melhor aposta.

Mostrando-se um pouco rebelde, tentava estalar o pescoço enquanto colocava um dedo entre si e o silicone da coleira, o que era algo bem justo. Fofo (para que não o estrangulasse), mas difícil remoção pois era como se preenchesse cada milímetro e era impossível de se trespassar, podendo enfiar apenas a ponta de sua garra. Encobrindo sua tentativa de conhecer aquele mecanismo dourado, olhou por onde passava e observou cuidadosamente os desenhos da filha de Mondor, alguém que ele conhecera como uma pessoa criada de forma psicopata e que não haveria hesitação em matá-la para atingir com tudo o regente daquela ilha.

As palavras a seguir de Kyoko causaram um certo peso no clima, pois todos olharam para ela preocupados graças ao choque de realidade e Dixon logo soltou uma leve risada forçada, quebrando o clima da melhor maneira que conseguia. Bonny ficou sem palavras ou o que fazer com as mãos, parecendo dois objetos alienígenas em seu corpo que não deveriam tocar na mesa ou em si mesmo. Klaus olhou-a meio incomodado, mas logo abriu um sorriso amarelo.


- Concordo... - Sua voz era fraca e ele ficou um momento quieto, mas logo abriu a boca e gaguejou alguma coisa como uma caneta que escreve e apaga algo que não deve ser dito, mas deixar como está ainda é ruim o suficiente e qualquer coisa seria melhor do que apenas se calar, então após alguns segundos, finalmente ele consegue falar normalmente. - Raamar estará bem. - Sua expressão não era exatamente das melhores, não conseguia passar a confiança que queria, preocupado com o tempo que o rapaz tivera passado entre inimigos, pensando se algo de muito horrível não houvera acontecido com ele, como a perda de algum dedo, dentes ou ter sido torturado a ponto de ter colocado em risco todo o Governo Mundial, afinal, não sabia muito sobre ele.

A confusão que vinha pela inquérito de Don Mondor era algo que deixou Raamar nervoso e acabou por fazer uma pergunta que certamente desagradou a Capri, que já erguia o controle em direção dele, mas logo fora contido por súplicas do próprio chacal, que era bem sincero quanto a seus sentimentos naquela posição desvantajosa.

Vomitou as respostas com certa veracidade, porém a expressão dura de Mondor não se modificou e logo Capri apontou para ele o controle uma segunda vez e apertou, logo a coleira se projetou em erguer uma pequena barra, também de cor amarelada, porém mais esbranquiçada. Tal barra tinha uma movimentação mecânica e logo forçava sua entrada na boca do mink, liberando uma substância que ele sentia facilmente o caldo gelatinoso que encostava em sua língua e ficava como um cavalo preso. Aos poucos em que aquela barra ficava mais tempo dentro de sua boca, aos poucos ele ia perdendo o paladar, não mais sentindo o gosto metálico da barra ou de ferro do sangue.


- Eu lhe perguntei quem era, pensei ser desnecessário pedir seu nome! Um inútil bestial eu já sei que é! - Sua voz raivosa era como um trovão e mesmo Capri, que era um mafioso endurecido por anos de violências diversas, ergueu os ombros, tensionando o corpo após Don Mondor se agarrar no corrimão da escada, perfurando Raamar com o feroz olhar. Abria a boca uma segunda vez, porém era bem mais calmo, algo que não condizia com sua expressão corporal, pois suas mãos agarravam com extrema força a beirada de madeira. - Mas você falou a verdade... Conheço um tal de Froizer... Tragam a recompensa dele.

Os gritos de ameaça dos mafiosos, as ameaças, os gestos, logo se calaram e a atenção deles era chamada por sons de saltos. Olhavam entre si e logo em seguida para a origem do som, abrindo espaço então para uma mulher de extrema beleza e de trajes bem curtos (que trajes?), vinha batendo com a ponta do salto para fazer barulho e chamar atenção mesmo, abrindo o grande número de mafiosos (que eram quase quatro vezes o que Raamar tinha visto no espaço anterior). Seus cabelos sedosos a seguiam em cada passo como uma capa, seu olhar sedutor e penetrante era algo que não era retirado do jovem mink e logo ela chegou até ele com um copo d'água com gelo e canudinho, para facilitar. Ela logo ficou em frente ao jovem e lhe ofereceu a bebida.

- Não há nada na bebida, se preocupasse com isso, "inútil mink". Já lhe ofereci amizade e se você me contar tudo de forma verídica, talvez possamos chegar a um acordo que agrade a nós dois. Você está com sede, lhe ofereço água em troca de algumas informações. Fome? Não é um problema, só me dizer o que gosta. Qualquer coisa você tem à sua disposição... Apenas preciso de nomes e confirmações. - A face branda de Mondor se acalmava um pouco e ele estava falando seriamente, mas sem esboçar falsos sorrisos amigáveis, apenas sendo extremamente sério, pois não esperava que pudesse realmente ser perdoado pelo mink, mas talvez, tê-lo ao seu lado. - Compreenda que minha intenção não é matá-lo, pois se o quisesse, Capri já o teria feito aqui mesmo para nos divertir. Não é uma ameaça, apenas uma situação de troca, visto que ambos estamos em uma situação delicada e eu posso oferecer-lhe uma estadia muito mais convidativa por aqui.

Bebendo, Raamar não sentiria sabor algum, sentindo o quão refrescante era após engolido, descendo até seu estômago de maneira bem sensitiva de tamanha era sua sede, mas não havia prazer algum em beber aquilo, visto que ele só sentia o líquido em sua boca e engolia de maneira que pudesse fazê-lo para sempre, não por estar com tamanha sede, mas sim, por não haver o paladar. Cada gole passava pela barra e a única coisa da qual sentia mesmo era o ato de engolir, como se o estivesse fazendo com ar e que de alguma forma milagrosa, sua sede se esvaia com isso, o que talvez fosse mais que o suficiente.

- Quero nomes. Apenas "Ruivo" e "Ruiva" não me dizem nada. - Agora retornava ao jeito severo de interrogatório, porém todos os mafiosos não mais se moviam ou retrucavam, hipnotizados pela beleza da mulher que estava na frente de Raamar, segurando o copo para ele, cuidando para que não se engasgasse e lhe dava mais um gole assim que necessitava, afinal, aquele copo inteiro era para ele, cabia saber se iria bebê-lo totalmente ou se o faria aos poucos, tomando cuidado para não regurgitar, afobado que estava por saciar sua sede. Enquanto ele se decidia, ela pegava as pequenas gotículas que deslizavam pelo copo gélido e passava pelos seios, deixando-os brilhosos e bem vívidos, chamativos, sorrindo e rindo dos demais que a observavam em sua tentativa de seduzir Raamar.

Será que minks apreciavam a beleza de outras raças? Mondor apostava que sim, pois deixava a mulher acocada na frente dele e com os joelhos separados. Talvez não fosse a melhor investida, mas era com o que tinha a trabalhar, visto que de todas as faces que ali haviam, não havia um único traço de tritões, minks ou shandians, repercutindo o preconceito que havia pelas raças.

Isaack não estava exatamente muito à vontade de sair com o que tinha e logo pediu por mais barbante, o que fez com que o shandian fosse até a sala anterior e pegasse um rolo inteiro para ele, deixando à sua disposição, podendo usar para o que bem entendesse sem ter de se preocupar, porém aquilo era muito mais que o suficiente, visto que não caberia em sua cartucheira de tanto que era. Ele não trazia apenas mais pavio para o cozinheiro, mas sim um grupo de moluscos em seus braços, todos dormindo e logo ele distribuiu para cada.

Cada um dos den den mushis acordava para ir até seu respectivo dono, todos iam até o pulso deles, mas não reclamariam se fossem realojados para algum lugar mais discreto e como eram pequenos, não seria difícil escondê-los. A pele deles era colorida e não eram exatamente amigáveis ou hostis, apenas neutros, pouco se importando com quem estavam e onde iam parar. O seu toque era gentil e diferente do esperado, não era frio ou melequento, apenas se grudavam com o que pareciam ser contrações musculares quase imperceptíveis e nem um pouco asquerosas.


- Claro, sem problemas. - A resposta de Klaus para a ideia de ir junto de Dixon era positiva e com certeza incomodava o maior, que fazia uma careta quanto a isso, causando uma certa confusão no médico que não compreendia o que houvera feito de errado, olhando para o caolho e logo em seguida para os demais, como se alguém explicasse o que havia de errado ali.

- Nada, só vamos. Não fique para trás. - Mais uma vez Klaus ficava meio perdido, mas logo o maior pegava o bilhete das mãos de Kyoko como se tivesse pressa, sendo rude na pegada e já dando as costas para ela, chutando a porta, mas como ela abria para dentro, fora uma ideia meio estúpida e não conseguira abri-la e ter o efeito que queria, então ele pegou a maçaneta aos resmungos e abriu-a a ponto de bater na porta e se deu um passo pesado para a frente e logo em seguida sumiu, reaparecendo bem mais na frente, cada passada dele eram centenas de metros percorridos e logo Klaus se viu realmente para trás, abrindo suas asas em espanto e como um míssil, ele salta para a frente e dá uma investida com seus fracos membros das costas , que apenas o ajudaram aerodinamicamente a pegar velocidade mais fácil, cortando o ar enquanto imitava a habilidade do agente e o seguia. As pessoas na rua não conseguiam entender o que ocorria e isso as assustava, pois do nada havia uma pequena perseguição em alta velocidade e isso realmente parecia uma atividade criminosa da qual elas com certeza não queriam estar envolvidas.

- Exibidos... Querem impressionar a quem? - Bonifácio dizia isso ao fechar a porta logo em seguida para não atrair mais atenção e logo olhava para os demais, ouvindo que Isaack estava muito insegura de quanto a iniciar a missão naquele momento e Kyoko já procurava iniciá-la para resgatar o que ficou para trás. Era uma questão de afobação ou cuidado contra de cautela excessiva ou até mesmo medo e no meio daquilo tudo, Bonifácio apenas levou a mão ao queixo e matutou um pouco, logo rasgando um pedaço de papel e escrevendo um bilhete para a garota que permanecia no quarto ao lado e deixando com ela. - Vamos indo. No caminho nós podemos encontrar um local para vender e comprar, logo em seguida iremos para a mansão ou nos preparamos no caminho.

Ele dava uma última caminhada em direção a porta da garota e olhava-a, e sem resposta, ele deixava-a para ir até a porta da frente, trancando-a naquela casa assim que a dupla de ruivos saísse e iniciavam uma leve caminhada em direção da mansão, tendo Bonny na frente, mas não exatamente impedindo Isaack de parar em algum lugar para embrulhar num recipiente mais seguro a comida que trazia embaixo do braço, preso em guardanapos e que facilmente seriam destruídos.

Algo que talvez chamasse a atenção deles era a confiança que o loiro tinha, pois não demonstrava sinal algum de temores quanto a arriscada missão que fariam a seguir. Talvez alguém morresse, estavam indo diretamente para a "toca do lobo" e ele apenas via tudo de maneira mecânica e isso poderia ser graças aos ensinamentos de Froizer, sabendo que sua vida ou a de Raamar eram descartáveis e isso nem ao menos o incomodava, o que contradizia um pouco o seu medo de ter o braço quebrado por Dixon. Andava calado e despreocupado, solto, apenas observando os arredores com a mesma paranoia que Isaack anteriormente tivera.


Spoiler
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Raamar
 Posted: Aug 3 2017, 09:54 AM
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ATO 3 - A Guerra das Sombras


Haviam inimigos demais naquele lugar, uma fuga solitária seria inviável, talvez devesse ter arriscado enquanto ainda estavam no estacionamento, aquilo teria um custo, porém percebia agora que deixara passar a última chance naquele momento. Aquilo se remoia dentro de seu peito junto da sensação que lhe faltava na boca. Repassava em sua mente a forma com que tudo havia acontecido, juntando peças em uma fútil tentativa de compreender como aquilo funcionava.

Espantosamente sua expressão não era de pavor ou pânico como seria de se esperar após tal perda, acostumado a ser castigado, prendia-se na percepção de que poderia ter sido muito pior.

Escutava as palavras de Mondor e pouco se importava com o tom que o sujeito usava, o que lhe interessava era saber o que havia dito de errado para evitar cometer o mesmo erro duas vezes. "Droga, esse cara esta pedindo informações demais, e todos aqui estão escutando o que digo, vou ter que me certificar de eliminar todos ou vou me ferrar de qualquer forma..." - Aproveitava enquanto bebericava a água pelo canudinho, sem sequer se preocupar com a possibilidade de estar adulterada, para percorrer a platéia com os olhos, aquela bípede rosada se exibindo a sua frente? Pouco se importava, sequer havia desperdiçado um segundo apreciando o que muito naquele local matariam para ver. O ato voluntário de não ceder ao charme da mulher era ao mesmo tempo devido ao seu desinteresse por fêmeas daquela raça, mas também um simples ato de rebeldia, afinal não havia muito que pudesse recusar na situação na qual estava.

Sua cara de espanto ao Mondor comentar sobre não haver nada na bebida era genuína, passava a encarar o copo de água com outros olhos e então alternar o olhar entre o copo, Capri e Mondor, incapaz de acreditar que sequer pensara naquele hipótese.

Após poucos goles de água, obrigava seu corpo a parar com a ingestão, tomaria lentamente aquela água, principalmente para testar seu organismo após a ingestão do fumo. Lembrar daquele ato lhe leva a indagar novamente as intenções de Capri, ser esse mais complexo do que esperava, ainda era incapaz de saber de qual lado estava sua lealdade, por questão de segurança assumiria que estava com Mondor, mas não se impediria de explorar mais sobre isso.

Respirava fundo para acalmar seu corpo e mente, permitindo-se um momento para o corpo absorver o líquido e se recuperar, mesmo que um pouco, aquilo talvez lhe ajudasse a pensar melhor e falar menos besteira, não que não falasse asneiras mesmo em seus melhores momentos, mas a esperança era tudo que lhe restava. Pigarreava testando os músculos da região, lhe interessava saber se havia perdido somente a capacidade de sentir sabores ou se perdera toda e qualquer sensibilidade. "será que é realmente permanente isso?"

-Gostei da parte da estadia mais convidativa... - Concordava enquanto acenava positivamente com a cabeça.

-Certo, falha minha, achei que somente os nomes importantes interessavam, não vou cometer o mesmo erro. - Falava sem ressentimentos, sua mente já estava em estado de aceitação, perderia muito naquele lugar, mas lutaria até o último instante, só precisava ficar vivo até que uma oportunidade surgisse. -Vamos aos nomes, me chamo Raamar Be'liant, um mero Mink nascido em Bhroemielers Town. - Precisava ganhar tempo com essas coisas irrelevantes. -O Ruivo se chama Isaack e a Ruiva se chama Kyoko, infelizmente não estou certo sobre eles já terem me dito alguma vez seus sobrenomes.[/color] - Falava com honestidade, não costumava chamá-los pelo nome e sua memória não era perfeita, sempre costumava apagar coisas inúteis e não utilizadas.

Fechava os olhos em uma vã tentativa de se lembrar, mas seja por não conhecer mesmo ou pela pressão do momento, nada lhe vinha a mente.

-Se compensar a falta dos sobrenomes, sei que Kyoko apareceu recentemente no jornal como heroína de Verona e posso garantir que antes de se encontrar comigo ela nada sabia sobre o Governo Mundial, se eu estiver falando mais que o necessário é porque estou preocupado em cometer o mesmo erro, mas é só me avisar que eu fecho minha matraca.... - Desandava a falar em um tirmo até mais acelerado, deixando transparecer um pouco de nervosismo, afinal uma coisa era certa, tinha medo de qual podia ser o próximo sentido a perder e não gostava de nenhuma das opções. Parava forçadamente de falar dando-se conta que ao explicar o motivo só estava continuando com a ladainha desenfreada e rapidamente puxava um pouco de água pelo canudo, controlando-se para não exagerar na quantidade, mas também aproveitando a oportunidade antes que lhe tirassem o copo.

Seus olhos brilhavam com a percepção de que não sabia mais o que falar, então encarava Capri e então Don Mondor. Incapaz de controlar completamente a curiosidade de sua estranha mente, o bestial desviava levemente a cabeça para a direita e dava uma leve mordida na própria língua, novamente testando se os efeitos ainda vigoravam e a que ponto eles chegavam.
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Nome 1: Froizer Skarmor

Nome 2: Richard

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Kyoko
 Posted: Aug 3 2017, 11:27 AM
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Agente do Governo




ATO 3 - A Guerra das Sombras


Agora que o plano estava formado e todos estávamos preparados e tínhamos pego o que precisaria, era hora de partir e colocar em ação. Primeiro saíram Dixon, que iria entregar o bilhete na mansão, com Klaus, que vigiaria a mansão do lado de fora e nos avisaria de tudo que estava acontecendo lá, e que seus olhos fossem capazes de captar, através do den den mushi, que cada um recebeu. Aliás, aproveitei que lembrei dele, e tirei-o do meu pulso e coloquei em um bolso na parte de dentro do meu casaco, ficaria fácil ouvi-lo e também ficaria seguro. Na minha mochila guardei minha máscara e a de Raamar, que havia recebido na noite anterior de Dixon, não sabia se teria necessidade de usa-la, afinal já tinham visto meu rosto, mas por precaução seria melhor leva-las. Coloquei na mochila também os molotovs que Isaack tinha me entregado mais cedo, essas sim seriam de grande ajuda, apesar de não saber ao certo como funcionava ou o estrago que causava, teria que perguntar para o mágico, imaginava que era só jogar mas...

-Isaack você me deu os molotovs, mas nunca usei antes. É só jogar no inimigo? Tem que acertar ele ou se acertar em um local próximo também atingi? - Era sincera ao dizer que nunca tinha usado, apenas tinha ouvido falar. Se precisasse usar algo mais para usar o molotov, então procuraria pelo lugar e guardaria também na mochila.

Antes de eu, Bonny e Isaack sairmos, vi que Bonny escreveu um bilhete e deixou perto da garota que estava na maca, provavelmente explicando o motivo de não ter ninguém e para não deixa-la preocupada. Ainda não sabia quem era a garota, desde que chegamos ali ainda não tinha acordado, me lembrava de ter perguntado logo que chegamos sobre ela, mas não lembro de ter tido uma resposta sobre isso.

"Uma inimiga não deve ser, não deixariam ela sozinha se fosse uma prisioneira, até mesmo porque saberia onde é nosso esconderijo. Será agente também? Mas então por que não falaram nada sobre ela para nós?" - A curiosidade começava a aumentar, uma porque eu era curiosa desde sempre, e outra porque ajudava a me concentrar em outro assunto e me deixava menos tensa com a invasão que se tornava mais perto a cada passo. Quando já estávamos na rua me aproximei do Bonny, andando do seu lado, e falei com ele em um tom que apenas nós e Isaack, se estivesse perto, ouvisse:

-Bonny, quem é aquela menina na maca? É agente também? - Minha pergunta era direta, se tinha uma coisa que eu ainda não tinha aprendido e que as vezes me fazia falta, era falar de forma mais amistosa, gostava de conversar sem rodeios, sem jogos de palavras, talvez por isso Cândido não tenha gostado de mim após nossa conversa, não seguia o mesmo ritmo dele, falando de forma ambígua e enfeitada. Continuava fazendo perguntas tentando descobrir mais sobre a garota. - E o que houve com ela? Parecia que seu caso era sério...

Enquanto conversávamos e andávamos, eu estava atenta ao nosso redor, era possível que tivessem guardas do Mondor espalhados pela cidade só esperando sairmos do nosso esconderijo. Tentava andar de forma natural, para não chamar atenção, mas não sei se estava tendo sucesso, sentia meu corpo mais rígido que o normal, mas acho que seria impossível não me sentir preocupada e agir como se nada estivesse acontecendo, não com tudo que estava em jogo.

Para tentar descontrair um pouco, brinquei com o mágico, olhando-o de forma divertida. - Bem que você podia fazer todos os guardas desaperecem né?! Assim como fizeram no show de talentos... Raamar iria adora, iria ficar te pertubando até você dizer onde escondeu os guardas ahahahaahaha - Ri ao lembrar da expressão de curiosidade e excitação do chacal depois da mágica e como saiu em busca do homem desaparecido, parecia uma criança.


Quando cheguei em L'arcan primeiro procurei uma pousada, e com isso consegui várias indicações de lojas boas com a atendente, e tinha ido em quase todas as lojas, por isso ainda tinha em minha mente, como se fosse um mapa, a localização de cada uma. Prestava atenção onde passávamos e se estivesse perto de uma dessas lojas aproveitaria para entrar e negociar os itens do Raamar.

-Isaack, pode deixar a negociação comigo! Pratiquei por muito tempo a arte da barganha! - Falava empolgada e confiante, através de muitas tentativas e erros, fui aos poucos melhorando minhas habilidades, e hoje pode-se dizer que tenho uma lábia de comerciante.


Se na primeira loja não conseguisse um bom preço pelos itens, então iria para a próxima e falaria que a loja anterior ofereceu um valor x (lógico que não falaria o valor real, o x seria o valor que eu acredito ser digno do item), e iria assim de loja em loja até que conseguisse um bom preço. Era o mínimo que eu poderia fazer por Raamar nesse exato momento.

Apesar de estar me divertindo com as negociações, ainda continuava atenta às pessoas ao meu redor, e também ao den den mushi em meu bolso, não poderia deixar de atender caso Klaus tentasse entrar em contato. Pois assim que ligasse dizendo que o pessoal já tinha saído da mansão e estavam indo para o porto, esperaríamos apenas o tempo estimado de chegada, para que não fossem avisados e voltassem antes de o Dixon pega-los, e então entraríamos em ação.

Antes de chegarem na mansão perguntaria para o loiro: - Precisamos usar nossas máscaras nesse caso? - Mesmo não achando motivos para usar, até porque estava com as mesmas roupas, apesar de limpas, por isso achava que não adiantava esconder o rosto, mas não queria burlar nenhuma regra dos agentes.

Guardava em minha memória todas as ruas e atalhos que pegávamos, pois se precisássemos fugir rapidamente, o que era muito provável, conseguiria encontrar uma rota de fuga com facilidade. Chegando na mansão primeiro procuraria Klaus, e assim que encontrasse perguntaria se tinha conseguido ver a posição dos guardas e quantos haviam. Analisaria as opções de entrada que tínhamos para escolher a que mais no favorecia. Manteria meu chicote nas mãos, mesmo que ainda enrolado, pronta para qualquer investida por parte do inimigo ou mesmo nosso ataque, pois era algo que tinha aprendido recentemente, sempre estar pronta para defender e revidar o primeiro ataque do inimigo, tirando a vantagem do adversário do primeiro ataque.


Vantagens e Estilo de Luta:
Peculariedades e Aprimoramentos: Perceptivo, Senso de Direção, Memória Expandida, Barganha e Vigilância.


@Angelique @Raamar @Isaack
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Isaack
 Posted: Aug 3 2017, 07:31 PM
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Isaack




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Isaack is Offline

Agente do Governo




ATO 3 - A Guerra das Sombras


Isaack ignorava as palavras de Dixon se vangloriando, sabia muito bem da força do homem, e já tinha provado, mas pensava agora se entrassem em combate quem iria perecer de fato, abria um ligeiro sorriso, e tinha a conclusão, o Caolho venceria, por mais forte que o usuário de Suiken havia ficado neste meio tempo entre o julgamento e esta missão, nem mesmo ele podia se ver derrotando seu inimigo, pelo menos não por hora.

Mas algo dentro dele pulsava por este embate, por mais que ele soubesse que seria suicida, suas mãos tremiam levemente fazendo com que ele fosse obrigado a cerrar os punhos levemente, e só agora percebia que não havia ingerido uma gota de álcool ainda. De fato este era seu recorde, excluído sua estadia na prisão, não conseguia recordar a ultima vez que ficara tanto tempo sem beber, ainda mais podendo fazê-lo. Parecia que sua preocupação com a situação e em especifico com Raamar havia o feito esquecer seu vicio, mas o corpo já acostumado clamava pelo néctar divino, e Vicenzo sem pestanejar saciava seu amago.

Sem pestanejar o químico abria seu Odre e dava um gole no conteúdo, este bem devagar. A bebida que ali se encontrava era muito boa para se apreciada rapidamente, apesar de precisar de um cálice para conseguir apreciar verdadeiramente seu sabor, mas visto que tal coisa era impossível no momento o ruivo se dava por satisfeito. Fechava os olhos instintivamente, e corava, seus músculos contraiam sem que percebesse, e logo estava com um grande sorriso no rosto, seu humor acabava de melhorar drasticamente. Fechava o recipiente e guardava novamente em seu casaco.

Vicenzo agora focava sua atenção em Bonifácio, o homem era uma figura bem abstrata, suas ações eram muito contraditórias para o agente entender, suas palavras oscilavam muito, mas sua experiência com esse tipo de situação era notável, fazendo com que o cozinheiro guardasse sua opinião para si próprio. Ouvia calmamente as palavras de Bonny e esperava o mesmo terminar seu discurso, sua tremedeira havia passado e agora podia raciocinar mais plenamente nas ações do grupo.

"Felícia no caso?"

-Evitar o Mondor então, primeiro vamos focar no resgate, e tentar diminuir o poderia militar deles então.

-Já conheço a força de Capri, se equipara com Raamar no caso, mas e o restante deles, tem executivos tão fortes quanto o segurança? Ou somente o Mondor é de fato preocupante?

"Deixamos ser capturado o mais forte entre nós..."


Vicenzo questionava o loiro, tentando extrair o máximo de informações que conseguia, esperava sua resposta e a obtendo ou não, focava sua atenção no preparo das bombas incendiarias agora. Fazia todo o processo de manufatura das mesmas, criando três ou quatro, se fosse possível com a quantidade de álcool. Entregava todas para Kyoko, pensou em ficar com uma, mas ao ponderar preferiu deixar o álcool longe dos componentes químicos previamente usados na composição das outras bombas. Pegava o barbante que havia requisitado a Klaus, e mais um pouco caso fosse necessário, deixando em um dos compartimentos da cartucheira.

-É só acender a extremidade do pano, e arremessar, quando o frasco se quebrar ou o fogo chegar no liquido ele explodirá, o que ocorrer antes.

Explicava o funcionamento dos equipamentos para ruiva, e logo percebia que o loiro se aproximava com um tipo de comunicador, pequenos caracóis. O químico pegava o seu e o colocava dentro de sua mascara, esta que ele levava dentro de seu casaco perto dos Odres. Por fim via a saída de Dixon e seu pequeno show, este como quase todas as atitudes do grandão eram ignorados pelo ruivo, que preferia se concentrar. Olhava então para o chão, fitava seus sapatos por alguns segundos.

-Certo, vamos.

O agente concordava com o outro, mas não saia primeiro, deixava com que o contato fosse ate o outro cômodo, e então se aproximava do bilhete que ele havia deixado para a moça, se fosse possível o lia rapidamente, pegava as armas e equipamentos de Raamar e logo voltava para a cozinha onde pegava a refeição do mink e por fim saia do local, esperando na rua a frente do estabelecimento que Bonifácio trancasse a casa, e assim o trio começava a caminhar. O trajeto se iniciava, e a navegadora questionava Bonifácio quanto a procedência da mulher que antes dividia o cômodo com eles, Isaack nada falava, apenas aguardava a resposta.

O ruivo prosseguia andando bem perto dos de mais companheiros, e parava junto com Kyoko para vender os itens do mink, deixava a negociação com a jovem assim como ela requisitou, e procurava um recipiente de metal onde colocaria a refeição que levava nos braços embalada em guardanapos. Compraria a mais barata que tivesse e atendesse as suas necessidades, fechando com sua devida tampa e amarrando com o barbante, deixando bem firme de modo que não abrisse, por fim amarrava entre sua cintura e a cartucheira, deixando somente um pedaço dela a vista devido seu caso esconder o resto.

-Permita-me Kyo-chan.

-Creio que devemos usar as mascaras quanto entrarmos na mansão. E outra, se alguém te reconhecer não deixe vivo, a menos que seja necessário.


A voz de Isaack saia um pouco áspera agora, mas isto só mostrava o quão concentrado ele estava, apesar de rude o homem se mostrava muito calmo e ate confiante, seu olhar era penetrante e não demonstrava medo.

Aprimoramentos , Pericias e Proffisão:

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Aparência Agradável (1PE): Você se veste bem e causa uma boa impressão a membros do mesmo sexo e é considerado atraente pelo sexo oposto. Ter Aparência Agradável também concede um bônus em testes de Lábia, Sedução e outras que envolvam a aparência para conquistar a confiança de outras criaturas. Os efeitos dessa Vantagem não se aplicam às pessoas que, por algum motivo, não gostam do personagem. Não tem a ver com Beleza, e sim o quão atraente consegue se produzir. Não acumula com outras aparências.

Benefício: Interpretativo; Técnicas baseadas na aparência com o efeito "Fascínio" duram 1 turno além do normal.

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Vigilância (2PE): Treinamento excessivo fez do seu personagem um “paranoico saudável”, seu senso de perigo fez com que estivesse sempre pronto para o combate. Sempre que for surpreendido ou se iniciar um combate, seu personagem já estará pronto para reagir, seja com punhos ou com arma, e o primeiro ataque sempre terá acerto com chance bonificada.

Benefício: Concede um bônus +2 nos testes de Percepção. Concede um bônus +3 no acerto do primeiro ataque no combate.

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Determinação (1PE): O personagem é dotado de uma força de vontade em atingir seu objetivo que é inabalável. Seu objetivo pode até mudar conforme o andar da história, mas nada irá desanimá-lo ou abalar sua fé em atingir sua meta. Qualquer agressão ou ações morais que afetariam o objetivo do personagem só o fazem reafirmar seus objetivos, nunca recuando.

Benefício: Interpretativo; Concede um bônus +1 nas jogadas e testes quando envolve diretamente seu objetivo (Objetivo tem que ser especificado neste Aprimoramento, e deve ser algo direto).

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Coragem (1PE): Você é desprovido do medo convencional, tal que em situações críticas, onde a maioria das pessoas fugiriam apavoradas, você continua firme.

Benefício: Reduz em 50% as chances de sofrer o efeito "Amedrontamento".



@Angelique @Raamar @Kyoko
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Angelique
 Posted: Aug 4 2017, 10:35 AM
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Seu corpo tremia, a boca estava seca, sentia uma sede própria que não se igualava a qualquer outra e ela não pedia por água ou qualquer coisa que pudesse saciar uma ordinária. Para a (grande) sorte de Isaack, ele houvera pego uma boa quantidade do Flor de Ouro na noite passada e agora abria o odre, sentindo seu odor maravilhoso, mas que com certeza não poderia desfrutar totalmente da bebida naquele recipiente metálico, mas faria seu melhor, já erguendo o queixo em um gole lento e que deixava o álcool queimar-lhe com gratidão enquanto aflorava mais o sabor em uma pequena explosão que lhe escorria pela garganta maravilhosamente.

Por outro lado, Raamar ainda não sentia gosto algum, bebendo sua água gelada por canudinho sem ao menos notar o plástico em seus lábios, além do tato que ainda tinha. Não era assim tão horrível, poderia "saborear" ainda com odores para verificar algo que ele achasse estranho, mas por enquanto, estava limitado a simplesmente ingerir o que lhe viesse à frente.

Os efeitos são bem tardios e não exatamente o deixavam bêbado, mas algo em seu âmago se saciava e ele agora estava raciocinando até melhor, com um humor mais alegre e que talvez inconscientemente, Dixon o obrigou a beber, visto que agora estava fazendo-o após a saída do brutamontes que testava sua paciência mesmo com o mínimo ato de sua respiração.

Bonifácio era questionado quanto a executivos dentro daquela família e ele fez um sinal com a mão, avisando que falaria daquilo em seguida e deixou para que ele explicasse para Kyoko como funcionaria aquelas bombas caseiras. Não havia exatamente uma resistência para falar, mas deveriam já começar a se movimentar, visto que os dois batedores já estavam fazendo seu trabalho e ainda tinham um certo caminho até o local.

Terminaram os preparativos e antes que Bonny fosse de fato entregar o bilhete para a garota na sala ao lado, o pequeno e curioso Isaack agora tentava das uma bisbilhotada na mensagem e lendo rapidamente e por cima, apenas conseguiu decifrar que era uma nota de aviso, sem muita informação em si de para onde iam ou o que fariam, apenas deixando claro que haviam saído e retornariam em horário indeterminado. Não tinha exatamente como saber se haviam detalhes sobre se estava acompanhado ou se o loiro deixava instruções para ela fazer assim que acordasse, notificando-a da comida comprada pelo ruivo. Sua mão estava na frente e ele fora ligeiro.

Fechada a porta, Bonny pegou seu Den Den Mushi e fez uma ligação rápida, cochichando para o animal enquanto parecia para a dupla que ele meramente estava guardando as chaves e logo iniciou a caminhada deles em direção a um pequeno centro comercial que Kyoko já era perita no ambiente. O caminho não necessariamente precisava ser silencioso, então ele usou desse tempo para sanar as dúvidas de seus colegas enquanto deixava as mãos nos bolsos, não exatamente tomando para si a imagem de um refém, pois parecia ter muita liberdade e era quem os liderava sem problema algum.


- Raamar, heim? Muito prazer, sou Don Mondor Richardson. Gostaria que tivéssemos nos encontrado em momento mais pertinente e não como inimigos... Agradeço que está sendo mais colaborativo, creio que isso irá lhe trazer regalias. Entenda, você não é totalmente um prisioneiro. Está algemado? Amordaçado? Algo lhe impede de pular no pescoço de algum de meus "filhos"? Não... Antes que eu pudesse lhe tirar todos os sentidos - o que mesmo assim acho que não iria segurá-lo totalmente - você já teria acabado com metade dessa sala apenas com os punhos. Sei o que fez em meu bar. - Muitos mafiosos não levaram aquilo muito bem e começavam a meio que se arrepender de ameaçar e xingar o pequeno mink à distância, acalmando-se de tal forma que o próprio cabeça daquela organização também ficava feliz por conseguir induzir ao silêncio os barulhentos "buchas de canhão". - Somos inimigos por hora, mas seria muito estimado de minha parte se você trabalhasse para mim, o que infelizmente não há uma confiança mútua. Agradeço sua cooperação com isso... Agora chega de enrolação.

- Isaack eu nunca ouvi falar, mas Kyoko, a garota de Verona, ilhazinha pequena e medíocre... Gostaria de saber qual a rela-
- Logo ele fazia uma expressão de surpreso, mas sem perder seus traços bestiais de seriedade (da qual mesmo quando estivesse em repouso, ainda deveria ter uma expressão hostil). Algo lhe chamava a atenção e ele colocava a mão dentro de suas vestes e puxava um Den Den Mushi que estava atrapalhando-o com um "purupuru" incessante, logo atendido enquanto o homem segurava os lábios do caracol para que ele não falasse abertamente na frente de Raamar e pela primeira vez temendo que ele ouvisse alguma coisa. Levou o molusco para próximo dos ouvidos e ouviu o que ele tinha a dizer, sem ao menos responder qualquer coisa e logo em seguida o animal abaixava seus olhos e retornava ao seu sono enquanto Mondor perdia a expressão curiosa e agora estava extremamente sério, pensativo.

Tal aflição se conduziu na medida em que Capri arqueou-se levemente para o lado e o questionou fracamente, recebendo uma resposta em seu ouvido e deixando o mink também meio incomodado, deixando a ambos pensativos.


- Você realmente quer saber, heim? Perguntas não são muito bem vistas em nossa linha de trabalho, Kyoko. - Ele relaxava um pouco os ombros enquanto suspirava. - Bem... É meio difícil e vergonhoso falar de Mya Catt, pois ela não é exatamente uma agente, mas está do nosso lado. O Governo Mundial tem um pequeno contrato com ela. É uma Neta de Mondor - já explico, Isaack - e nos repassa informações há anos e foi com base nisso que consegui me infiltrar com facilidade, conhecendo os trejeitos do regente, sabendo o que me faria ascender com facilidade e ganhar sua confiança.

Passavam por um quarteirão e Bonny olhava ao redor, procurando por sentinelas ou qualquer face que ele pudesse reconhecer ou vice-versa. Não tinha exatamente uma postura discreta, mas se movimentava com fluidez pela cidade, imponente diante dos cidadãos comuns que nem ao menos olhavam para ele, fugindo de problemas que ocasionalmente pudessem ter ao desrespeitar algum mafioso, por menor que fosse.

- Ela entrou em conflito com a Dama de Vermelho, outra família daqui. Tinham de apagar um cara, mas não conseguiram, os soldados da Dama conseguiram achar Os Netos e um pequeno combate aconteceu. A Marinha fez vista grossa com o ocorrido após separá-los e prender algumas pessoas irrelevantes para as casas. Mya Catt era uma dessas e nós tomamos sua posse para cuidar de seus ferimentos e interrogá-la. Usem essa informação com sabedoria.

As portas logo se abriam atrás de Raamar e um homem vinha com uma expressão temerosa para Mondor, este que tinha sua atenção chamada e olhava-o de forma penetrante, o que apenas causava mais terror ao homem, não conseguindo repassar a informação e logo um mafioso o agarrou pelos trajes e o estapeou, garantindo que ele então falasse a mensagem que havia chegado, entretanto ele fora interrompido por um corpulento caolho conhecido pelo mink. Dixon já vinha com dois brutamontes que se equiparavam em altura, segurando cada um os braços do agente, negando-lhe qualquer atividade de investida.

- Peguem. Está no meu bolso. - O que antes houvera segurado e estapeado, agora se movimentava sacando uma pistola e apontando para a face do péssimo ator em encenar medo, pois era arrogante e era difícil não conter a diversão ao ser ameaçado. O mafioso, sem retirar o dedo do gatilho, começou a revistar o maior, achando logo em seguida um Den Den Mushi minúsculo e um bilhete. Lendo ali mesmo e fazendo Dixon rir do molusco que o incriminava, recebeu uma coronhada no nariz que o fez fechar os olhos. - Vamos. Bata mais forte. Mate o mensageiro. - E sem precisar de mais incentivo, o homem acertava-o na lateral do rosto duas vezes, fazendo com que o nariz e a boca sangrasse. O caolho puxou o acúmulo de sangue em sua boca e ia cuspir no chão, mas apenas engoliu e abriu um sorriso vermelho. - É só isso? - Os brutamontes que o seguravam agora torciam seus braços a ponto de quase quebrá-los e o homem na frente dele o soqueava fortemente no estômago, fazendo com que se dobrasse e recebesse um golpe no rosto para manter a postura ereta. Com o conjunto de golpes, mesmo ele não aguentou e acabou por desmaiar.

- Dentro de uma hora é para encontrá-los no porto com o mink, Pai. - Anunciava o agressor enquanto erguia o bilhete para Mondor. Este olhava-o como se a notícia fosse algo a ser processado lentamente enquanto obviamente ele tinha pouco tempo para se deslocar e dificilmente levar uma armada organizada para emboscá-los, o que poderia dar esperanças para Raamar, porém ele mudou para uma expressão maligna.

- Que assim o seja. Envie Os Netos. - Sua ordem era simples e direta, logo fazendo com que um grupo de mafiosos comuns viesse até Raamar para pegá-lo e iniciar sua transferência para a troca, o que fez com que o regente se grudasse no corrimão e o apertasse como uma fera raivosa, rugindo suas novas palavras de "parem" de tal maneira que sua voz retumbou pelas paredes de maneira imponente e calando a todos. Quietos e temerosos, olharam para o homem sem compreender o que houvera de errado. - Raamar não sairá daqui! Mande apenas os Netos, os demais ficarão aqui para nossa proteção! Eles estão vindo em um ataque direto! - Seus músculos queriam rasgar as roupas que os apertavam, as veias ficavam bem visíveis enquanto ele claramente se irritava em abundância com a ousadia de Kyoko e Isaack em querer desafiá-lo em sua própria casa. - Armem-se! Preparem-se! Façam parecer que a segurança está em baixa e deixem um caminho livre para eles, sem muita resistência! Façam vir esses filhotes!

- E o mensageiro? - Inocentemente perguntava o integrante.

- Matem-no. Prendam-no. Não me importo. Se ele veio até aqui com um Den Den Mushi, então é sinal de que ele pode avisá-los sem ter contato direto.

- Há sim categorias de poder, Vicenzo. - Começava a explicar o assunto pendente sobre as demais categorias, fazendo um desenho de uma pirâmide no ar. - Don Mondor é meio figurativo e levou ao pé da letra o conceito de "família". Os Netos são a linha de frente, são perigosos, mas descartáveis, fazem qualquer tipo de serviço que exija confiança. Logo em seguida temos Os Primos, que são a guarda pessoal de Don Mondor e são perigosos, mas para nossa sorte, são poucos, e para melhorar mais ainda nosso dia, será quem irá para o porto nos esperar, acabando com pelo metade do poderia deles só nisso, facilitando. Logo em seguida temos Os Filhos, que seria alguém como eu, Dante ou Capri, os responsáveis por proteger Felícia e os que detém de maior confiança para o Pai, Mondor.

Logo que chegaram no centro comercial, Kyoko fora a primeira a anunciar que iria lidar com a barganha dos itens, tendo concordância mútua com os dois homens, que apenas a seguiam enquanto ela desbravava as lojas. Lances foram feitos e ela não desperdiçava seu tempo, sempre atenta aos arredores enquanto Bonny ficava próximo das portas, observando a movimentação do lado de fora e se alguém os estava seguindo ou cuidando.

Ela tinha carisma, isso ninguém podia negar e fizera bons negócios com o comércio local. A quantia arrecadada era de quase 500,000B, mas sem antes ter de brigar por eles. Haviam aqueles que certamente queriam passar a perna dela para não ter de entregar tal quantia, outros que desvalorizavam tudo, aqueles que concordavam e barganhavam, o que ela saiu no prejuízo de 100,000B, mas que não conseguiria maior preço por toda aquela quinquilharia. Os que ofereciam serviços para ela em troca eram os mais abundantes, chegando a oferecer um poste para ela em troca de metade de tudo aquilo. O que ela faria com um poste?!


- Terei que concordar com Vicenzo quanto a isso. Sua face está estampada no jornal, mas apenas quem a conhece mesmo é Capri. Viram... Hmm... - Ele iria falar sobre as vantagens de ter matado a todas as testemunhas na noite anterior, mas repensou na hora e talvez fosse melhor não tocar naquele assunto assim tão diretamente e precipitadamente, algo que ainda era vívido para eles. Para a sorte do loiro, logo o seu Den Den Mushi começava a entoar o "purupuru" conhecido, salvando-o de ter que explicar o que se passava em sua mente e prontamente sendo atendido assim que Kyoko e Isaack se aproximassem para receber a chamada.

- Pessoal, Dixon entrou faz uns dez minutos e até agora nada. Estou escondido em um prédio, mas não tenho muita visão... Oh, esperem, tem alguém saindo! - Klaus parecia surpreso e bem preocupado, o próprio molusco que falava com eles imitava a expressão do shandian.

Logo um grupo de mafiosos se separava da multidão e começava a sair pela porta da frente sem se importar de carregar um refém para disfarçar. Como o jovem mink não estava restringido e a oportunidade de fuga estava logo atrás de si, ele podia olhar e averiguar a vastidão que era o jardim de entrada de Mondor, onde um círculo asfaltado dava espaço para diversas carroças luxuosas como a que houvera adentrado na noite anterior se amontoavam enquanto Os Netos começavam a entrar nelas e já iniciar a ida até o porto.


- Um grupo saiu, devem ter seis pessoas, não consegui contar com a presença de Raamar ou Dixon, mas devem estar ali dentro para serem entregues no porto. Me dirijo para lá ou aguardo vocês? Esperem... Mais estão vindo, eles realmente vão montar uma armadilha! Muitos estão indo para lá! - O Den Den Mushi sorria aliviado, já aceitando que o plano estava dando muito certo, pois pela quantidade de carroças que saía em direção do porto era tamanha que parecia que um pequeno exército iria trancar o porto inteiro e um pedaço da cidade apenas para minimizar as para zero as chances deles saírem com vida.

Bonny abria um sorriso confiante em como tudo estava dando certo.


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- Ok... Talvez eles estejam enviando todos os Netos com os Primos. Vamos apostar no melhor e mesmo que os Primos estejam nos esperando, ainda temos mais força do nosso lado. As chances de vitória são maiores! Iremos conseguir salvar Raamar! - A satisfação que sentia era genuína ao saber que a missão iria acabar e não mais teria de servir Don Mondor ou atuar como seu empregado. Seu olhar era de determinação e ele sorria em demasia, olhando para Kyoko e Isaack para que partilhassem daquilo.

Klaus ainda aguardava uma resposta se deveria esperá-los, iniciar a infiltração ou seguir as carroças, ir para o porto para dar novas informações.

Raamar presenciou toda a estratégia de Mondor ao mandar cerca de vinte carroças, todas com espaço para cinco ou seis mafiosos, porém apenas com o motorista em cada e como havia cortinas e janelas foscas, não era possível ver se realmente estavam lotados, algo que enganaria facilmente a qualquer um que estivesse cuidando deles, como um certo médico.

A porta escancarada atrás de si era convidativa, porém ela logo fora fechada por um homem de pele cinzenta, mostrando traços de queimadura enquanto um chapéu ficava na frente de seu rosto, carregando espadas serrilhadas em sua cintura. Fazia tudo com a mais pura calma e um sorriso em seu rosto que era impossível de não existir, visto que haviam dilacerações que não se fechavam nele, marcadas em sua pele.

Retirou o chapéu e mostrou seus olhos de víbora para seu chefe sem palavras entre eles, curvando-se logo em seguida, em respeito. Logo Mondor começou a rir com a sucessão dos eventos e da tocaia que fazia para os amigos de Raamar enquanto ele mesmo estava impossibilitado de avisá-los. Dixon ao seu lado era levado para uma coluna e amarrado por arame farpado.


- Isaack, que satisfação vê-lo aqui. Chamou os demais? - Partilhando da mesma felicidade de que Bonny tinha em conjunto dos agentes, Mondor questionava quanto aos demais Primos que viriam a aparecer e logo o homem coloca seu chapéu na cabeça e caminha despreocupadamente até Raamar, passando por ele e ficando de costas enquanto encarava seu chefe, um andar acima do dele.

- Em breve chegarão... Pinkerton não está aqui já? - Sua voz era rouca e pausada, ele passava a língua bastante entre os lábios cortados, lubrificando-os apenas para que sua voz saísse da melhor maneira e essa era grave e profunda, como a de um líder inspirador. Seu jeito calmo de falar transmitia serenidade e despreocupação, como se tudo estivesse na palma de sua mão e era como ele gostava que fosse, também alegrando a Mondor.

- Não sei. Creio que não. Deixaria-o com o nosso convidado e não Capri se aqui o estivesse... Você sabe como ele é. - Ambos riam, rapidamente apenas como se concordassem com algo que somente eles sabiam. O clima tornou-se mais tenso e havia uma pequena disputa de poder nas palavras deles, uma guerra secreta, nas sombras, algo somente entre eles e que os divertia em digladiar na frente dos demais sem perturbações de forças menores, algo como os mafiosos menores que apenas estavam ali por poder ou dinheiro. Com eles era algo bem maior.

- Creio que ainda não fomos apresentados, certo? - Ele virava seus olhos estalados de cobra para Raamar, retirando o chapéu e colocando sobre o peito, em respeito ao mink, curvando-se também para ele. A voz dele agora era como uma canção meio rouca que transparecia que ele não tinha perdido por um segundo a atenção do menor, apenas não queria deixar isso explícito, como algo óbvio que não é necessário ser dito. De alguma forma, ele parecia mais perigoso que Mondor, de uma maneira traiçoeira. - Meu nome é Isaack Gregório de La Chave. Sou primo de Mondor. Amigos de longa data... A quem tenho o prazer de falar?

- Você ainda merece um prêmio por ter sido tão cooperativo, Raamar. - Mondor interrompia apresentações como se não se importasse com aquilo (e realmente não), aproveitando para atacar com suas palavras Isaack, diminuindo a importância de seus atos, seus floreios, seu jeito. Isso fazia com que ele fechasse os olhos e sorrisse, recolocando o chapéu na cabeça enquanto olhava para a beldade humana que estava aos pés do mink, hidratando-o. Ele estala os dedos, erguendo o polegar em afirmação para o menor e se vira, caminhando para longe dali em busca de um copo d'água só para si, não querendo tomar o dele de maneira que Capri faria.

Após receber um copo de whiskey com gelo, ele observa Dixon com a face roxa amarrado com pequenos filetes de sangue manchando seus trajes, passando o dedo com curiosidade sobre o arame farpado para averiguar o quão forte aquelas amarras eram e fazendo com que o grandão gemesse, distanciando-o para que não atrapalhasse os planos do Pai.


- Isso. Recompense o garoto. Faça com ele o que você normalmente faz. É melhor ter um traidor do seu lado do que um fiel, não é mesmo?

- Com certeza. Um traidor é fiel a uma causa e por isso quer ir contra mim. Se eu conseguir moldá-lo para mim, ele será a pessoa que eu deixaria fazer a minha barba com uma navalha seca. - E logo então ambos riam daquela mesma maneira, atrelando as forças entre eles e deixando claro naquele momento que ninguém mais tinha autoridade ou poder para falar daquele jeito com o regente. Deixando que Isaack bebesse seu whiskey em paz e tendo espaço para voltar a falar com Raamar, aproveitava para.- Há uma coisa... Uma minúscula coisa que ainda não está fazendo sentido... Você estava no meu bar, é visto correndo justamente quando alguém estava bisbilhotando uma conversa pessoal, vocês tem força o suficiente para liquidar o bar inteiro.- O careca ria enquanto apreciava a bebida e Mondor não deixou de notar, porém ao invés de dar uma resposta em risadas como antes faziam, agora ele concordava que houvera escolhido mal as palavras e olhava-o brandamente.- Para quem você trabalha? Duvido que seja um pirata sujo que desceu no porto e foi num dos melhores bares de L'arcan à procura de um drink com colegas do mar... Não, Raamar... Você é mais que isso, algo com mais classe...
Pode me sanar essa dúvida?


Spoiler
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Raamar
 Posted: Aug 7 2017, 02:30 PM
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ATO 3 - A Guerra das Sombras


A simples menção de Mondor sobre o bestial não estar com os movimentos restritos lhe levava a conferir a veracidade disto, por mais que soubesse a resposta, seu cérebro demandava uma confirmação. De forma que Raamar se via massageando os pulsos. Lembrava-se então da coleira e até mesmo chegava ao ponto de abrir a boca para falar algo a respeito disso, porém fechava-a novamente sem ter emitido um único som. Aproveitava a paz do momento e sugava um pouco mais de água enquanto deixava sua mente absorver e compreender o elogio que recebia, ao menos não estava sendo subestimado, o que era tanto bom quanto ruim.

Acompanhava a linha de pensamento de Mondor até que este era interrompido por uma ligação, a qual visivelmente não lhe agradava por ocorrer neste exato momento. A apreensão visível nas feições de Mondor e Capri realmente intrigavam o pequeno chacal, porém não tinha muito sucesso em imaginar o que teria sido a notícia responsável por isso. Também tivera pouco tempo para refletir a respeito, pois logo escutava uma agitação atras de si, e ao se virar para verificar do que se tratava deu-se de cara com o brutamontes de Dixon, o que nem se quer imagina continuar em L'Arcan. Por uma fração de segundo deixou seu olhar vacilar e um brilho de reconhecimento relampejou ali, porém logo foi extinguido com um piscar de olhos e um longo suspiro.

-Sua manção é sempre tão turbulenta assim? - Falou olhando na direção de Mondor com um olhar que questionava se a conversa deles iria ser postergada para lidarem com o novo convidado ou se a fila seria respeitada.

Prestando atenção em Mondor, somente podia ouvir as provocações ditas pelo outro Agente, esforçando-se ao máximo para não transparecer que conhecia aquela pessoa. Somente se dignava a olhar quando o bilhete era lido em voz alta. Um sorriso honesto se abria em seu rosto e embalado nesse ânimo exclamava para Mondor e Capri. -Falei que Isaack e Kyoko logo entrariam em contato para resolvermos essa situação tranquilamente! - quase cometia o erro de ir por conta própria em direção àqueles que vinham buscá-lo para partirem pro porto, evitou esse erro apenas pela fúria que o corpo de Mondor exalava, aquela ira palpável lhe atingia quase como um soco, fazendo todos os pelos de sua coluna se arrepiarem e seus olhos afinarem como uma presa encurralada. Seus intintos berravam um alerta nítido, e nunca antes haviam errado.

Não demorou para Mondor verbalizar aquilo que seus instintos lhe avisavam, algo estava errado. Escutar a housadia do plano de seus companheiros dita pela boca de Mondor era animador e aterrorizador ao mesmo tempo. Saber que seus companheiros vinham na voadora ao seu resgate lhe enchia de orgulho, porém saber que o plano vazara lhe embrulhava o estômago, não podia deixar seus companheiros caírem nas mãos daquelas pessoas.

Sua mente trabalhava rápido, analisando tudo que podia fazer naquele local e a prioridade que teria que dar para cada coisa. Primeiro teria que fazer algo a respeito da coleira, e como tirá-la não parecia uma opção rápida, o melhor seria impedir Capri de ativá-la. Em seguida precisaria do apoio de Dixon, por mais que estivesse desacordado, esperava que aquilo passasse rápido e por fim teria que avisar seus companheiros através daquele Den Den Mushi. Restava aguardar o momento certo.

Deixava a oportunidade de passar pelas portas abertas ir embora como se não tivesse importância, deixando claro que não tinha intenção de sair daquele local, talvez isso lhe rendesse um pouco de confiança por Mondor e com sorte baixaria a guarda deles mesmo que um pouco. Analisava o espaço que se abria atras das portas, mas era só, não fazia movimento nenhum para alcançá-las.

O momento da ação enfim chegava, e mesmo que pagasse o preço por isso tinha que arriscar antes que seus amigos se vissem em uma enrascada, respirava fundo algumas vezes enquanto via a porta sendo fechada por um novo convidado, deixava seu corpo reunir o máximo de energia que conseguia enquanto também criava coragem para fazer o que tinha que fazer, mesmo sabendo das consequências.

A risada de Mondor foi o sinal que estava esperando, ao ver a atitude e a movimentação do anfitrião, avançou rápido, puxando a técncia Soru do fundo de seu ser, dexando-se ser envolvido por ela e levá-do até seu objetivo, ou seja, o mais próximo de Capri que conseguia chegar.

Sem dar tempo de reação aos presentes, partia para duas opções, se tivesse chego muito próximo a Capri, arrancaria-lhe o controle das mãos com força bruta, chutando-lhe a mão e então pisando sobre o controle para quebrá-lo, ou então agarrando o mesmo e espatifando-o em suas mãos. Entretanto se não estivesse a uma distância suficiente para isso impulsionaria suas pernas para lançar um Rankyaku na direção do controle. Dedicava-se de corpo e alma naquele simples objetivo, recuperar o controle que acionava a coleira.

Porém se percebesse que não iria ter sucesso com um avanço tão controlado, utilizaria logo sua técnica mais poderosa o Mikadzuki, mirando principalmente em Capri e no controle remoto, porém aproveitando a deixa para causar o máximo de tumulto quanto fosse possível.

Sabia que seu corpo estava fraco, porém utilizava toda a adrenalina e o medo provindos daquela situação para manter o corpo em movimento. Tinha que ao menos ganhar tempo e avisar Kyoko e Isaack de alguma forma.

Se conseguisse recuperar o controle, ou mesmo tirá-lo das mãos de Capri, aproveitaria a pausa momentânea para lançar um Rankyaku em direção ao arame que prendia Dixon, em uma pequena tentativa de libertar aquele monstro e criar uma fagulha de esperança.

Juntos conseguiriam causar algum estrago, com certeza não o suficiente para fazerem a limpa na casa, mas para criar a brecha que seus companheiros precisavam para o ataque.

-Mondor, se quer me recompensar, que tal aplicar a punição pelo que acabei de fazer nesse sujeito feio? - Questionava apontando para o dito Isaack Gregório de La Chave, mesmo que não soubesse o nome por estar ocupado tentando salvar sua pele.
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Nome 2: Richard

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 Posted: Aug 7 2017, 03:37 PM
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ATO 3 - A Guerra das Sombras


Estava satisfeita como terminou as negociações dos itens do Raamar, tive um certo trabalho, confesso, os comerciantes de L'arcan não devem ser subestimados, são bons barganhadores, mas no fim consegui vender tudo por um bom preço e de bônus ganhei uma boa distração, pois não sei dizer quanto tempo se passou desde que saímos do esconderijo. Por alguns minutos esqueci o fato de que enfrentaria uma das maiores famílias de mafiosos da ilha.

Só voltei a realidade quando escutei o som do Den Den Mushi do Bonny, o que significava que só poderia ser Klaus ou Dixon com novidades, sejam elas boas ou ruins. Meu coração disparou no ritmo do "purupuru", toda a ansiedade reprimida voltou a superfície e sem perder tempo cheguei perto do loiro para ouvir também. Logo que de início reconheci a voz do Klaus, pelo que ele disse estava escondido em um prédio perto da mansão e só conseguia ver um pouco do que acontecia, porém a má noticia era que Dixon ainda não tinha voltado. Mas tão logo repassou essa informação, avistou uma movimentação na mansão, e homens começaram a sair da porta da frente e entrarem nas carroças para partir.

Nosso plano de afastar a maioria dos guardas estava dando certo, e o alivio que era perceptível na voz do médico passou para mim também, apesar de termos o problema de que não sabíamos onde Raamar e Dixon estavam. Podiam ter ido em uma das carroças para o porto ou poderiam ainda estar na mansão, afinal estávamos lidando com mafiosos, nada garantia que iriam cumprir com sua parte do trato de troca de reféns.

"Não que precise ser mafioso para não cumprir, pois nunca tivemos a intenção de entregar Bonny." - Não pude deixar de pensar o quanto irônico era tudo isso. Nós, agentes do governo, os mocinhos, estávamos agindo igual ou mesmo pior que mafiosos. Não pude ficar pensando no impacto ético das nossas ações, pois tínhamos um problema para resolver agora que Dixon estava desaparecido, quem iria para o porto?!


-Klaus, espere um minuto, continue nos reportando o que está vendo, vou tentar entrar em contato agora mesmo com Dixon usando o meu Den Den Mushi! - Faria ao menos uma tentativa de falar com Dixon, estava com um mau pressentimento sobre isso, e se o tivesse feito de refém também?! Aquele alivio que tinha sentido antes, foi apenas passageiro, apenas para fazer com que o desespero de agora parecesse ainda pior.

Enquanto pegava meu Den Den Mushi da mochila, perguntei para Bonny: -Quando vocês conversaram através dos caramujos usam alguma espécie de código, codinome ou algo assim? - Já tinha ouvido falar algo sobre isso, mas não sabia se era fato verídico ou fictício, apenas para dar mais emoção a estória.

Enquanto esperava Dixon atender, murmurava revoltada/preocupada com o grandão para mim mesmo: - E afinal por que ele tinha que entrar na mansão? Podia apenas dar o bilhete para o guarda do portão, que obviamente deve ter, ou então podia ter jogado pelo ar, sei lá alguma forma menos corajosa do que ir pessoalmente! Entregar em mãos? Sério? - Andava de um lado para outro na rua, a cada segundo que ficava esperando me deixava ainda mais nervosa.


Se ele atendesse perguntaria onde estava e qual era a situação, esperava que ele desse alguma dica caso estivesse entre os inimigos ou algo assim, mas ele deveria saber, pois ele era agente a bem mais tempo, tinha experiencia com esse tipo de situação. Mas se por fim não atendesse, significaria que não estava em uma condição muito boa, e teríamos que enviar Klaus para o porto, pelo menos para vigiar e nos contar o que estava acontecendo lá e principalmente se os dois da nossa equipe tinham ido em umas das carroças.

-Bonny, você que conhece melhor Mondor, o que acha que tem maior probabilidade, ele ter enviado Raamar para o porto ou ter mantido preso na mansão? Se achar que é mais provável ele ainda estar na mansão, acho que é melhor irmos para lá e ficarmos escondidos vigiando até que Klaus nos retorne sobre o que está havendo no porto! Enquanto isso podemos ir analisando as entradas da mansão e ver por onde é melhor causar um tumulto com as bombas. - Olhava de Isaack para Bonny. Confiava no julgamento deles para estratégias, sempre conseguiam melhorar minhas ideias em algum ponto.

Me sentia eufórica, nunca havia ficado assim antes, mesmo em Verona, na noite anterior a operação contra o tritão, não me senti dessa forma. Sentia a adrenalina passando por cada célula do meu corpo. Minha boca estava seca. Minhas mãos geladas. Mas nada disso me tirava a vontade de invadir a mansão e derrotar quem entrasse no caminho. Eles podem ter levado a melhor na pousada, mas hoje não seria assim, desta vez não terá inocentes, por isso não deixarei Raamar lutando sozinho novamente.




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 Posted: Aug 7 2017, 06:42 PM
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ATO 3 - A Guerra das Sombras


Vicenzo tentava sem muito sucesso ver o que Bonifácio havia escrito para a moça que ali estava descansando, conseguia ler apenas uma nota de aviso mas sem muitos detalhes, e assim saia do precário esconderijo esperando o loiro trancar a casa, sem perceber que suas ações eram mais do que podia notar, assim o grupo prosseguia a jornada, e tão logo caminhavam um pouco a pergunta da ruiva era respondida.

Isaack nada falava, apenas continuava a caminhar ouvindo atentamente o que o agente dizia. Toda informação que pudesse agregar na missão era importante, e assim o jovem a engolia avidamente, mas sem muitos questionamentos, ate por que Bonny não deixava espaço para tal. Falava de diversas famílias diferentes e o que de fato havia acontecido com a mulher, apenas aquela situação evidenciava claramente aquele mundo sujo a qual eles agora haviam adentrado.

A caminhada continuava, e o loiro agora respondia a pergunta feita anteriormente para o quimico. Explicava paulatinamente e com detalhes a hierarquia de Don Mondor. O ruivo se espantava um pouco pela organização que o mafioso conseguia ter colocado em sua "família", seria mais difícil do que havia pensado de destronar este rei, por mais que cortasse a cabeça, o corpo ainda se levantaria, e procuraria vingança.

Vicenzo se perdia em seus pensamentos e antes que percebesse já estavam no centro comercial novamente, onde a ruiva insistia em vender os itens de Raamar. O cozinheiro concordava sem ressalvas, e se concentrava agora nos itens que deveria comprar. Procurando nas barracas e lojas ali espalhadas por um recipiente de metal, no qual havia colocado a refeição de Raamar e guardado de encontro a seu corpo. Precisava também agora procurar um isqueiro.

-Hmm, algo simples será suficiente, rápido e que não falhe.

O de cabelos cor de fogo pensava enquanto procurava o item que faltava em seu arsenal, procurava enquanto Kyoko vendia as armas de Raamar, e apos achar um adequado comprava, tal item era importante, mas não pegava o melhor que encontrasse, e sim um de boa qualidade, mas barato, após a compra seguia novamente. Logo a caminhada era retomava e também o dialogo. Mas este era cortado por uma ligação, e a voz de Klaus ressoava no local com informações.

"Dixon entrou na mansão? Droga, duvido que Mondor deixe que ele saia, e ainda com Raamar"

Vicenzo se surpreendia com o misto de informações que eram passados, parecia que tudo havia corrido como planejado, mas algo não estava certo, e o agente sentia no fundo de sua alma, apesar de não ter indícios que pudessem respaldar sua desconfiança. Fitava Bonifácio e via o grande sorriso no rosto do homem, olhava agora para Kyoko, a jovem tão desconfiada quanto o ruivo ou ate mais, parecia ser sensata e tentava se comunicar com o caolho.

-Não era para ele ter entrado na mansão.

-Não sou experiente em trocas, mas duvido que um mafioso deixe o mensageiro escapar ileso, isto não é um livro ou coisa parecida.

-E por mais que este destacamento se dirija ao local marcado, não temos como saber se Dixon e Raamar estam no meio.


Isaack esperava a ligação da ruiva, caso Dixon não atendesse isso podia significar três coisas, a primeira que estava incapacitado ou inconsciente, a segunda era que tinha perdido o comunicador, e por fim não queria atender, visto a personalidade do grandalhão ficava difícil presumir o que havia acontecido. O ruivo fechava os olhos e levava a mão ao queixo o coçando levemente, as peças não se encaixavam, mas nada poderia fazer ali parado.

-Bom, vamos ate a mansão. Sugiro enviar Klaus para seguir este grupo e como Kyo-chan disse, confirmar que nossos companheiros estão ou não lá, antes da investida.

-Talvez ate fazer com que ele crie uma distração muito grande.


Isaack sentia seu coração acelerar, antes de virar um agente era um aventureiro, estudioso e curioso, odiava não ter todas as informações possíveis para poder criar uma solução plausível, talvez seu lado de estudioso aflorasse mais, e quisesse controlar o ambiente como todas as hipóteses e informações possíveis, a fim de prever o que poderia ocorrer e se preparar para isto. Mas agora havia uma infinidade de opções a se decidir e nenhum indicio que comprovasse que eles estavam certos. Por fim esperava a reação de Bonny e que ele continuasse o caminho para a mansão.

Aprimoramentos , Pericias e Proffisão:

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Aparência Agradável (1PE): Você se veste bem e causa uma boa impressão a membros do mesmo sexo e é considerado atraente pelo sexo oposto. Ter Aparência Agradável também concede um bônus em testes de Lábia, Sedução e outras que envolvam a aparência para conquistar a confiança de outras criaturas. Os efeitos dessa Vantagem não se aplicam às pessoas que, por algum motivo, não gostam do personagem. Não tem a ver com Beleza, e sim o quão atraente consegue se produzir. Não acumula com outras aparências.

Benefício: Interpretativo; Técnicas baseadas na aparência com o efeito "Fascínio" duram 1 turno além do normal.

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Vigilância (2PE): Treinamento excessivo fez do seu personagem um “paranoico saudável”, seu senso de perigo fez com que estivesse sempre pronto para o combate. Sempre que for surpreendido ou se iniciar um combate, seu personagem já estará pronto para reagir, seja com punhos ou com arma, e o primeiro ataque sempre terá acerto com chance bonificada.

Benefício: Concede um bônus +2 nos testes de Percepção. Concede um bônus +3 no acerto do primeiro ataque no combate.

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Determinação (1PE): O personagem é dotado de uma força de vontade em atingir seu objetivo que é inabalável. Seu objetivo pode até mudar conforme o andar da história, mas nada irá desanimá-lo ou abalar sua fé em atingir sua meta. Qualquer agressão ou ações morais que afetariam o objetivo do personagem só o fazem reafirmar seus objetivos, nunca recuando.

Benefício: Interpretativo; Concede um bônus +1 nas jogadas e testes quando envolve diretamente seu objetivo (Objetivo tem que ser especificado neste Aprimoramento, e deve ser algo direto).

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Coragem (1PE): Você é desprovido do medo convencional, tal que em situações críticas, onde a maioria das pessoas fugiriam apavoradas, você continua firme.

Benefício: Reduz em 50% as chances de sofrer o efeito "Amedrontamento".



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