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 Recollections, Heromadao humildemente retorna
HeroMadao
 Posted: Sep 21 2017, 06:10 PM
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HeroMadao




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Passou alguns dias de treinamento intenso. Se sentia cada vez mais perdido em sua, não sabendo dizer o caminho que deveria seguir em seus objetivos de poder e popularidade.

Era problemático, mas isso estava mudando. Talvez por educação ou respeito, estava mais quieto, reservado. Percebia que não tinha reais amigos até aquele momento e, apesar disso, se mantinha bastante concentrado. Para se dispersar da rotina, pediu um dia de folga, e pediu uma indicação dos colegas: um lugar com poucas pessoas, quase deserto se possível. Lhe indicaram Verona e, sem uniforme e pagando como civil sua estadia ali. Poderia sim, usar do posto de marinheiro para conseguir desconto, mas não queria.

Estava em uma guerra interna com a marinha: seu posto não sofria alteração mesmo com treinos árduos e investimento. Por conta disso não sentia uma evolução pessoal acontecer. Queria um descanso para poder repensar, e quem sabe esvaziar o stress: fazia tempo que não lutava ou brigava com ninguém. Logo sua tensão estava à flor da pele. Podia ser percebido até por meros civis passando na rua: seus músculos estavam enrijecidos e os olhos entreabertos, como uma tensão excessiva.

Com seu bastão/bandeira devidamente enfaixado e protegido em um pano marrom. Seguia para a cidade para relaxar. Estava querendo descansar apenas, e o seu "descanso" envolvia também dar uns tapas em alguém. Procurava o centro da cidade para pedir informações de estalagens, pontos turísticos e, o mais importante: comida!

Queria novamente a liberdade de caminhar sem missões e despreocupado. Nem que fosse por um dia. Será que estava infeliz? Não...ele simplesmente estava mudando... ou pelo menos esperava isso.

Um dia de descanso, um dia de reflexões, um dia talvez com alguma ideia nova para seus objetivos. Ele esperava apenas ter um dia inconvencional.

QUOTE
OFF: Para quem pegar essa aventura: quero recuperar a personalidade do personagem nesse período de ausência. Eu interpretarei o melhor que conseguir, incluindo o lance de não querer o desconto da marinha - ele simplesmente é contra - e possíveis lutas.
O que quero é uma aventura curta ou mediana, apenas para pegar o ritmo e conseguir "entrar" no Yukimaro novamente. Pode ter briga, aventura, o que quiser...só não queria correr riscos altos ainda, até por que estou me acostumando com as mudanças do sistema.
Pode descontar sem medo as minhas Berries, quero interpretar direito.

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"I'm strong enough to survive alone. I'm smart enough to want companions at my side. Savagery to survive, courage to triumph."

Música Tema
Música Tema (Combates)

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Raamar
 Posted: Sep 22 2017, 09:31 AM
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Raamar




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RECOLLECTIONS


Era final de tarde em Verona quando um último barco aportava na ilha, uma embarcação desinteressante, diga-se de passagem, seu caso já possuía certos remendos e o motor soltava uma fumaça preta e fedida por onde quer que fosse. Entretanto era no interior que seu valor se revelava, a tripulação sempre fora extremamente acolhedora, cerca de 10 homens que praticamente cresceram juntos desbravando o mar. Ainda que tenham proporcionado uma viagem agradável ao jovem Yukimaro, se reservaram em relação aos seus objetivos e mesmo profissões. Tampouco disseram para onde iriam, apenas informaram que não voltariam tão cedo para Verona e por isso não poderiam auxiliar em seu retorno para Sealkoun.

O entardecer estava deslumbrante para quem se dispusesse a observar, o céu estava banhado em vermelho e púrpura com uma temperatura que permitia aos homens permanecer sem camisa, o ar entretanto estava úmido, o que deixava a pele um tanto quanto pegajosa. Aos que não se sentiam confortáveis sem camisa, precisavam aguentar a sensação do tecido grudando na pele. Entre todos os detalhes, o que mais chamava a atenção do jovem briguento era o clima de animosidade, algo de fato perturbador visto que nunca antes tinha colocado os pés naquela ilha, ainda que permanecesse com esse sentimento, não via exatamente alguém ao redor, aquele parecia um porto abandonado, um verdadeiro absurdo dado o seu tamanho.

Conforme se afastava do porto e passava por construções de moradia, notava o estado deteriorado do que antes eram casas de alto padrão, não exatamente mansões, mas casas capazes de acomodar de 6 a 8 pessoas com conforto. Entretanto isso era passado, o que se via agora eram pichações, buracos e entulhos. Poderia explorar caso assim desejasse, visto que a maioria sequer possuía porta.

Caso aquela situação não lhe instigasse tanto a curiosidade e adentrasse ainda mais na cidade, perceberia que as construções voltavam a revelar toda sua imponência, as mais impressionantes se revelavam adornadas com pérolas, estrelas-do-mar, conchas e outros adereços marinhos. Aquela região já não estava mais vazia, e sim com uma elevada movimentação de tritões e minks, ainda que os do segundo tipo em menor número. O local no qual estava era uma praça, construída em torno de uma grande estátua de corais com o formato de uma bela sereia, caso se aproximasse mais da estátua perceberia facilmente uma placa na qual somente um nome estava escrito em caixa alta "VERONICA-SAMA". Nenhum dos habitantes estava próximo da estátua, mas seu estado de conservação revelava a importância daquele monumento.

Diferente do porto, a praça estava impecável, desde a estátua, as colunas que lhe cercavam e mesmo o chão de pedra bruta, tudo parecia ter sido polido recentemente. A presença do único humano não passava despercebida, sempre que passava próximo a alguém levava um esbarrão, porém nunca era capaz de encontrar o autor ainda que se virasse rapidamente, pois o local estava de fato movimentado. Tal agressividade por parte dos habitantes também parecia rotineira e combinada, pois tão logo levava um esbarrão se via cercado por um grande grupo daquelas criaturas em constante movimento aleatório, seguido de uma rápida dispersão. Poderia conseguir a confusão que tanto buscava ali mesmo, afinal se estavam lhe provocando, para que esperar?

Se aguentasse somente mais 30 metros encontraria dois bares, praticamente colados um ao outro, não fosse um aglomerado de entulhos entre eles.

O de sua direita era ricamente adornado de pérolas e outras joias que somente o mar pode oferecer, o da esquerda somente se mostrava decorado com corais e conchas, ainda que sua aparência fosse bela, era perceptível a diferença de níveis. O bar mais movimentado era de longe o mais luxuoso, o da direita na visão de Yuki, o fluxo de tritões e minks entrando e saindo era constante, o barulho e o cheiro do local eram tentadores, faziam os pelos do braço de Yuki se arrepiar. Porém se era conforto e informações que desejava, então era para o bar da esquerda que seus instintos lhe levavam.

O céu já começava a escurecer quando se aproximou dos bares, o sentimento de animosidade só crescia, talvez ficar na rua não fosse de fato uma boa ideia, mesmo para alguém que buscava encrenca, afinal o que estava acontecendo naquela ilha sem que ninguém fora dela sequer desconfiasse?

OFF:

Vamos evoluindo juntos nessa aventura, preferia introduzir um clima para a ilha neste primeiro turno em vez de introduzir NPC's. Eu gosto de escrever bastante, o que não quer dizer que precisa usar tudo o que eu escrevo ou mesmo se sentir desconfortável em fazer posts menores, é apenas o meu estilo. O mais importante é: espero que se divirta, logo qualquer coisa que lhe incomode basta me avisar.


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HeroMadao
 Posted: Sep 22 2017, 10:39 AM
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HeroMadao




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A viagem foi agradável na medida do possível. E logo se via em território totalmente diferente e, de certa forma, até mesmo inimigo. Reparava nas construções deterioradas ou simplesmente mal cuidadas e sentia um leve ar de "casa". Viveu nos becos de cidades por anos, e aquele tipo de situação era o mais próximo que já teve de uma casa. Na sua mente não passou nenhum pensamento negativo que indicasse problemas, apenas um estranho clima nostálgico que poucos entenderiam.

Deixava escapar um sorriso, era como se revisitasse sua infância e molecagem. Apanhava muito, mas batia também, e isso tinha certo valor emocional para ele, tão quanto uma criança normal teria com um brinquedo lhe dado pelo seu avô predileto. Os locais na maioria nem tinham portas, então logo pensava que pessoas provavelmente moraria naquela região, provavelmente o nível mais marginalizado da cidade.

Decidiu então evitar pertubações: já foi de gangue, e sabia que, se havia alguém naquela região, era melhor não adentrar seu território, ou logo teria uma confusão desnecessária. Não que não gostasse disso: estava louco por uma briga, mas brigar sem motivo ou com fome só poderia lhe ocasionar problemas além dos físicos.

Caminhava mais adiante, e logo aquela situação marginalizada desaparecia do local, dando lugar para construções bem cuidadas e decoradas. Logo viu os civis: tritões? O que eram aquelas outras criaturas? Viu pouquíssimos Minks até hoje, então ainda lhe custa acostumar ou simplesmente não estranhar a espécie caminhante.

Os tritões lhe chamavam mais atenção, e um conselho vindo da marinha logo lhe atingia os pensamentos:

"...talvez não seja bem vindo aqui...a indicação dos desgraçados foi pegadinha?"

A estátua lhe chamava atenção. Era um homem recluso no seus treinamentos e mal tinha tempo para os prazeres de um relacionamento. A beleza da estátua lhe chamou atenção e, ignorando possíveis olhares, foi até lá ver do que se tratava.

Encontrava atualmente seu maior inimigo na estátua: um palavras.

Levou cerca de cinco minutos para decifrar as letras e conseguir ler. Tinha parado de treinar sua leitura e tinha imensa dificuldade com isso. Ao ler o nome começava á refletir...

"...Será a prefeita?"

Olhava ao redor. Se via diante de uma cidade muito mais bem cuidada e preparada. E logo outra ideia lhe vinha na cabeça, desta vez preocupante:


"...eles não recebem visitantes muito bem né...isso explica o mal humor do pessoal me vendo..."

Lembrava dos esbarrões que levava: passava a mão nos locais como se estivesse ferido, mas na real estava apenas analisando a situação. Achava mais sensato evitar um confronto logo de cara. Talvez um bar suprisse sua necessidade por adrenalina. Estava em desvantagem afinal.

Seus olhos procuravam algo do gênero, e encontrava dois bares bem próximos. Achando curiosa a disputa do local por fregueses, ia se aproximando. O céu escurecia aos poucos enquanto analisava qual dos bares iria se adentrar. Não pensou tanto assim: se sentiria muito mais á vontade na bagunça do que no luxo, e ia se adentrando o local.

Yukimaro: - Boa noite camaradas! Apenas um cara cansado pela maresia querendo uma comida e beber um pouco! Esse lugar me pareceu ideal!

Entrava se apresentando já, com um largo sorriso no rosto. Não desconfiava nem por um segundo de estar causando desconforto ou más impressões. Esse era o jeitão dele: preparado para tudo, ao mesmo tempo que se importava com pouco. Escaneava com os olhos o bar procurando o balcão e mesas.


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Raamar
 Posted: Sep 22 2017, 01:43 PM
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RECOLLECTIONS


A porta do bar mais simples não era vigiada por seguranças e mesmo seu fluxo era bem inferior comparado ao concorrente. O interior se mostrava menos decorado do que o lado externo, tendo seu piso e paredes em pedra bruta, alisada somente pelo passar dos anos e mais ainda dos fregueses o local comportava em sua capacidade máxima 30 pessoas, oque estava longe da realidade atual, mal 12 frequentadores se banqueteavam com comidas e bebidas de aparência tentadora.



As mesas eram esparças e ocupadas por no máximo 3 tritões ao mesmo tempo, o bar entretando se encontrava vazio, exceto pelo atentende que limpava calmamente um copo com um pedaço branco de linho.

A conversa fluia animada no momento que o aventureiro escancarou a porta, alguns até mesmo cantavam canções do mar enquanto batiam os pés no chão e os canecos na mesa, porém logo que seu rosto pôde ser visto já foi perceptível uma redução nos animos, porém nada comparado ao silêncio mortal que recaiu sobre o local quando este proferiu as primeiras palavras. O barman literalmente se sobressaltou, o suor começava a brotar na testa daquela peculiar, mas nada imponente, criatura.



A apreensão tomava conta do local, enquanto o atendente no balcão engolia em seco, visivelmente sendo observado pelos demais frequentadores. Olhando atentamente podia-se ver alguns tritões revelando seus dentes. Algo curioso era a diversidade dos frequentadores, cada um era totalmente diferente do outro, uns se assemelhavam a espécies de peixe pequeno como o atendente, mas outros tinha aparências completamente surreais, como orcas, enguias e arraias.

Os olhos do garçom literalmente saltavam entre alguns dos frequentadores, enquanto limpava freneticamente suas mãos em um pano branco de linha. Durante o breve momento de hesitação, um tritão com braços mais parecidos com tentáculos já se preparava para se levantar em direção a Yukimaro, porém se viu interrompido pelas palavras do atendente. -Se-se-seja bem-vindo, hum... hum.... Sente-se aqui no balcão meu jovem, verei o que tenho para lhe servir. - Aquele peixinho dourado ambulante mostrava-se visivelmente perturbado, como se pesasse cada palavra que proferia, seus olhos evitavam contato direto com o aventureiro, apenas percorrendo rapidamente o salão antes de se fecharem enquanto o volumoso corpo se virava e adentrava por uma porta.

O cheiro de comida que escapou daquela porta ao ser aberta era simplesmente delicioso para aqueles de estômago vazio, a qualidade dos pratos poderia ser vista naqueles que já estavam servidos sobre as mesas, se estes não fossem prontamente lançados ao chão por braços furiosos. Grunidos acompanhavam o som da cerâmica se quebrando, assim como o barulho seco de madeiras se chocando contra a pedra, não eram muitos, mas a debandada em conjunto daquela dúzia de frequentadores se mostrou bem impactante. Principalmente pelo fato de que ao menos 3 cuspiram próximo ao pé de Yukimaro ao sair do estabelecimento. Termos como "escória", "criatura imunda" e "volte para seu lugar" circundavam por Yuki conforme o local era esvaziado.

O que o jovem viajante havia feito de errado quando estava há tão pouco tempo naquela ilha?

Durante a debandada, Yukimaro tinha apenas duas opções, liberar o caminho em frente a porta para que os tritões passasem com seu pequeno espetáculo, ou tentar obstruir o caminho por conta da ofensa que sofria.

Se optasse por uma abordagem pacífica, o espetáculo ocorreria sem de fato problemas, mas Yukimaro aguentaria tranquilo tal afronta?


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HeroMadao
 Posted: Sep 22 2017, 05:31 PM
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HeroMadao




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Acompanhava com o olhar os acontecimentos do local enquanto tentava procurar por lugares vazios. Para sua surpresa, haviam vários locais: aparentemente aquele bar já viu dias melhores. E pelo visto, as pessoas também: não era comum todos olharem para alguém entrando daquele jeito.

Normalmente em bares apenas o Barman e algum curioso despertava curiosidade. No entanto, aquele efeito foi um tanto quanto constrangedor.

"Eu preciso...pensar mais antes de fazer essas porcarias..."

Sorrindo para descontrair, pedia desculpas fazendo um gesto simples com as mãos. Quase como um "tchauzinho", não tinha a mínima noção de perigo ou mesmo do ridículo naquele instante.

Notou que a música havia parado e tenta animar a galera.

Yukimaro:
- Gente...podem continuar!

Ele conta rapidamente quantas pessoas haviam naquele bar.

Yukimaro: - Er..err..Garçom! A rodada agora é por minha conta! Podem se divertir galera!

Vendo o climão que tinha causado, sorria nervosamente, e se dirigia até o balcão.

Yukimaro: - Eu ein...parece que viram um fantasma....Ei Sr. Barman...eu falei sério, pode cobrar uma rodada por minha conta. Não quero confusão.

Parou para refletir no que tinha dito. Como ele, alguém como ELE, LOGO ELE não queria confusão? Parecia sensitivo ao clima, e não queria piorar a situação. Será que estariam de luto? Pensava em explicações mirabolantes, mas não conseguia visualizar o óbvio da situação.

Ao ouvir as palavras do barman, arqueou a sobrancelha desconfiado. Talvez aquele lugar fosse mais do que imaginava. Estava começando á entender o que acontecia:

"Será que o problema é eu ser hu..."

Seu pensamento foi interrompido pelo cheiro da comida. Comidas de bar e botecos tinham um sabor especial para Yukimaro. Alguns a aventura já começava em comer e não morrer, e esse tipo idiota de adrenalina lhe enchia os olhos.

Teve um vislumbre do paraíso. Aquele cheiro de tempero forte e comida frita com óleo de três gerações passadas lhe agradava de maneira inconsistente com a maioria "sã" do mundo.


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"he he...COMIDA BOA!!!"

Os sons de prato cortavam-lhe do transe. Logo olhava desconfiado para os tritões deixando o bar.

Yukimaro: - Oloco, a bebida é tão ruim que não aceitariam de graça? Viram uma barata?

Começava á coçar a cabeça e checar o ambiente. Não via nenhum rato ou barata. Mas estava ainda preocupado com o cheiro da comida. Liberou a passagem sem entender, de tão hipnotizado que estava. No entanto agora estava olhando para o chão.

Yukimaro: - O lance é comigo? O que eu fiz de errado desta vez?

Quase que ouvia a voz do seu superior na marinha lhe mandando pagar flexões. E ficava esperando o Barista retornar para tentar entender o que acontecia.

Spoiler

Fui instruído pelo meu narrador, Raamar, á rolar VINTE D20s para ele usar nesta aventura.

Como parte da brincadeira, não vou abrir os resultados que saírem nesse spoiler, na real eu nem o visualizarei os resultados: vou deixar rolando sem planejar os números, ou seria meta da minha parte.

Dice Roll: 20D20: 8+9+4+17+17+11+17+4+18+17+13+17+7+12+20+1+18+8+16+4 = 238


This post has been edited by HeroMadao: Sep 22 2017, 05:32 PM
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Raamar
 Posted: Sep 25 2017, 09:59 AM
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Raamar




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Raamar is Offline

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RECOLLECTIONS


Prontamente após a saída dos demais clientes, o atendendo retornava ao salão carregando uma travessa fumegante e uma caneca de madeira com o exterior úmido, até parecia que o sujeito estivera todo esse tempo com o ouvido encostado na porta aguardando o desfecho. Sua postura não era confiante como se costuma ver naquele tipo de profissão, pelo contrário, o barman até parecia constrangido em voltar ao salão de seu estabelecimento. Ao encontrar Yukimaro lhe esperando o sentimento só parecia piorar.

Por fim após quase um minuto de silêncio incômodo o barman parecia ter se recuperado o bastante para se lembrar de como deveria atender um cliente, com um longo e exasperado suspiro recuperava sua postura e depositava na frente de Yuki uma bandeja contendo um pão preto e razoavelmente duro, uma sopa igualmente escura e grossa com objetos não identificados boiando em meio a ela, possivelmente batatas, duas coxas de uma ave qualquer fritas em um óleo condimentado a mais de 4 gerações passadas e alguns legumes que passaram por este mesmo óleo e por consequência adquiriram mais gosto de carne do que muito restaurante jamais fora capaz de alcançar, eram quase pedaços de bacon com uma aparência peculiar. O caneco em contrapartida trazia uma bebida espumosa e concentrada, a cerveja claramente era de qualidade inferior, pois ainda podiam ser encontrados pedaços de grãos boiando em meio a esta, seu gosto era forte e amargo, mas estava bem gelada.

Tão logo depositou a comida sobre a bancada, saiu de traz do balcão e seguiu a passos firmes até a porta, abrindo-a com cautela e olhando rapidamente o lado de fora, satisfeito com o que vira, fechou-a e trancou-a. Movimento este bem suspeito, visto que Yukimaro ainda era um cliente e permanecia do lado de dentro. Seu semblante se tornava sério ao voltar-se para seu único cliente.

-Olhe garoto, não sei o que veio fazer em Verona, mas não podia ter escolhido um momento pior.... E já te digo, aqueles caras vão voltar daqui a pouco e a situação vai ficar feia. - Finalizava a frase já com a voz firme de quem da um conselho realmente importante. Novamente aquela expressão de constrangimento tomava conta do atendente, o qual também já começava a se mostrar incomodado e deprimido pela comida que ainda estava jogada no chão, se este fosse de madeira, com certeza a exagerada quantidade de gordura já teria impregnando-o a ponto de deixá-lo manchado pelo resto da eternidade. -Sabe, não concordo com o pensamento desses tritões e minks, mas a situação aqui esta realmente complicada, então só posso te recomendar a comer logo e sair o quanto antes daqui, um viajante como você não tem que pagar pelas confusões dos moradores desta ilha, vamos fazer assim, esse jantar é por minha conta! - Seu sorriso era honesto, e por mais que não tivesse culpa nenhuma, estava claro que o atendente queria compensar o jovem viajante pelo péssimo tratamento que vinha recebendo de seus conterrâneos.

A expressão do atendente amenizava ao ver o sorriso bobo de Yukimaro por conta da comida fumegante que lhe era servida, era quase a sensação de ver um filho comendo novamente a comida caseira de sua querida mãe após 30 anos afastados involuntariamente, o próprio atendente não conseguia esconder um leve sorriso de satisfação por encontrar alguém que desse tamanho valor para sua comida.

O rechonchudo homem-peixe não dava indícios de explicar por conta própria o que havia acontecido com a ilha para chegarem naquele estágio, tratava Yuki como um turista que havia caído de paraquedas em meio ao caos de Verona, visto que não sabia nada a respeito do jovem. Mostrava-se prestativo a atender qualquer pedido do jovem seja por comida ou informação, como todo bom barman, estava acostumado a reagir ao cliente, não a tomar a dianteira.

Enquanto a única demanda fosse por respostas, o homem-peixe aproveitava o tempo para juntar os cacos de cerâmica e a comida desperdiçada. Suspirava a cada coxa frita que encontrava, soltando alguns estalidos com a língua e leves balançares de cabeça, estava longe de esconder sua insatisfação por tamanho desperdício.



@HeroMadao

This post has been edited by Raamar: Sep 25 2017, 09:59 AM
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HeroMadao
 Posted: Sep 25 2017, 05:33 PM
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Acompanhava com o olhar todos os movimentos do garçom, tentando entender o que diabos acontecia naquele local. Trocava olhares com a comida rapidamente, como se esta fosse um tabu de tão feia era sua aparência. Pela fome pensava apenas em como conseguir comer aquilo sem fazer cara de enjôo ou frustração. Segurava a caneca trêmulo: não era adepto á bebida alcoólica, e tinha receio do que sua sanidade e tolerância ao líquido poderia causar em seu corpo.

Bebia um pouco, experimentava enquanto via o homem-peixe procurando algo na rua e fechava as portas. Nesse momento ficava com receio: deveria comer aquela comida? Estava ruim de propósito? Envenenada talvez? Uma tempestade invade seus pensamentos.

Ficava com a boca aberta, atentando para que o homem iria falar. Pelo papo decidia confiar e comia. O mais rápido que podia sem engasgar, e bebia aquele líquido de segunda-mão, á contragosto e torcendo para não ficar bêbado, por não estar acostumado, deixava uma careta escapar. No entanto, talvez pelo carinho do homem ou por sua fome, não achou nada ruim. Escutava até o final, sorria e deixava 200mil berries na mesa.

Yukimaro: - Aceito sua cortesia, aqui está o dinheiro pela informação.

Sorrindo, se levantava e ajustava suas vestes.

Á seguir, se inclinava para ajudar o senhor barman, agora educado e conversando com ele. Se sentia nessa obrigação.

Yukimaro: - Desculpe pelos pratos e copos. Não era minha intenção. A comida estava boa e isso é um desperdício.

Olhava por cima da "testa" para o tritão, tentando ser o mais gentil possível e manter contato visual.

Yukimaro: - Me diga, o que posso fazer para não ser tão mal falado por estes lados? Eu queria passar a noite aqui também... Não se preocupe, já estou de saída....

Terminava de ajudar o tritão e ajustava o bastão em suas mãos. Já saindo do bar.

Yukimaro: - Meu nome é Tachibana Yukimaro, e lembre-se disso: eu vou pagar a hospitalidade. Se estão vindo atrás de mim, o mínimo que posso fazer é não te causar problemas. Vou investigar o que está rolando por aqui...

Sorria e acenava um tchau para o barman.

Yukimaro: - Não sou de fugir de brigas, e também não sou de injustiças, pelo menos darei o troco por essa comida desperdiçada. Se não nos vermos de novo, prazer em conhecê-lo senhor....senhor...senhor.... Barman Cozinheiro!

Fechava as portas com o pouco de informação que podia coletar. Caminhava até o centro da praça novamente, evitando o máximo ficar perto do bar para não destruí-lo. Tentaria coletar informações visuais pela dedução e observação do ambiente. Alimentado, se sentia pronto para uma missão... que no fundo gostava da ideia: nunca foi muito dele ficar parado, e pelo menos não tinha um bando de fardados lhe ordenando.
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Raamar
 Posted: Sep 26 2017, 09:42 AM
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Raamar




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Um longo suspiro escapava pelos lábios do homem-peixe-dourado quando este via o gesto de Yukimaro com os Beries, naquele instante o tritão assumia uma aparência extremamente cansada, era quase como se virasse um idoso instantaneamente, aquela mudança típica em pessoas que estão vivendo em meio a uma gigantesca turbulência por mais tempo do que deveriam ser capazes de suportar, seus joelhos fraquejavam e o levavam a sentar por um momento. -Ei garoto, você é bom demais para essa ilha.... - Exclamava enquanto parecia recuperar o ânimo, se levantando e retomando a limpeza. Agora com duas pessoas os restos da confusão desapareciam rapidamente. -Não se importe com essa bagunça, como dono de bar já estou mais do que acostumado a terminar a noite limpando a bagunça desses baderneiros, o que me desanima é o motivo da confusão de hoje...

-Essa confusão não tem nada a ver contigo, garoto. Tem a ver com séculos de desavenças entre duas raças diferentes, você apenas deu azar de chegar na ilha quando a sua raça esta perdendo a briga. - A explicação era feita com uma voz calma, tal qual um avô contando uma história ao seu neto, o bar estava em silêncio, não fosse pela voz macia do peixe dourado e o raspar de cerâmica no chão de pedra enquanto era recolhida. -Não te culpo por chegar sem saber nada, as coisas por aqui mudaram muito rapidamente.... Talvez a última coisa que tenha ouvido sobre a ilha foi sobre a dita "Heroína de Verona"... - O nome era dito com certa ironia. -Veja, não culpo a garota, ela fez o que ninguém na época quis fazer e acredite, mesmo entre os tritões muitos a respeitam e admiram pelo que fez, eu entre estes, senão não estaria lhe contando a história. - Em meio às palavras, toda a sujeira havia sido recolhida e devidamente descartada. O tritão, agora visivelmente cansado, esticava suas costas colocando ambas as mãos na base desta e então desabava em uma cadeira próxima. -Acho que vou considerar o expediente de hoje encerrado, então não se importa se eu relaxar um pouco, não é mesmo?

Duas batidas secas ecoavam na mesa quando o tritão batia com sua pesada mão no tampo, não muito tempo depois um sereiana saia da mesma porta que o tritão trouxera a comida mais cedo, carregando um pesado jarro com duas canecas e uma porção de gordurosas tiras de frango fritas. Era sem dúvida alguém vinda do reino submerso, porém algo estava estranho, em vez de uma longa cauda, esta possuía um par de pernas.



-Não precisa ser educado, minha comida é uma porcaria mesmo DEHEHEHEHEHEHEHEH - Seu corpo oscilava tanto ao rir que respingava parte do líquido enquanto servia. Desta vez parecia ser leite, o jarro e o caneco ficavam a disposição de Yuki, caso este quisesse. -Se quiser mais cerveja basta pedir, não garanto a qualidade, mas minha esposa Azure irá trazer o que quiser! - Sua voz ia assumindo pouco a pouco um tom mais caloroso, um leve vestígio de sua personalidade antes de toda essa confusão. Azure, entretanto, se mantinha reservada e com um semblante triste, evitava olhar para Yuki, mas ao contrário dos tritões de antes, não o fazia por repúdio. -Aliás, pode me chamar de Conde Boomer, ou apenas Boomer como fazem todos os demais! - Escutava as palavras do jovem, pedindo orientação sobre como agir para evitar desagradar os habitantes, como fizera até agora, isso carregava novamente o semblante de Boomer. [Boomer]-Se quer mesmo saber, sente-se com esse velho por um moment...... - Enquanto falava, seus olhos brevemente se fechavam, e isso era o suficiente para Yukimaro no calor de sua juventude tomar sua decisão e enfrentar de frente aquele ódio que Verona despejava sobre si, transpondo a porta antes mesmo de Boomer se recuperar da atitude afoita de Yuki.

[Boomer]-QUEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE?!?!?!?!?!?!!?! - Do lado de fora ouvia-se claramente a exclamação de Boomer, agora recupera e incrédulo pela súbita saída de Yukimaro, do lado de dentro era possível ver as expressões atônitas de Boomer e Azure.

O som apressado de passos ecoavam do bar em direção a Yuki, que já havia avançado rapidamente em direção à praça. O tempo havia esfriado bastante e toda a umidade já presenta no ar durante o dia agora havia se condensado em uma névoa, alguns vultos se juntavam um pouco mais adiante na praça, um burburinho de vozes podia ser escutado, ainda que não fosse fácil distinguir o que diziam.

Uma mão/nadadeira se apoiava no ombro de Yuki quando este já diminuía o ritmo, seguida de uma voz familiar. [Boomer]-Garoto, não se mate a toa, o que fizeram foi lamentável, mas se você buscar vingança agora será um desperdício, você tem coragem, e eu tenho a oportunidade certa para utilizá-la, se tivesse me dado mais alguns minutos teria lhe contado, mas saiu correndo do bar, agora, por que em vez de seguir para a morte não vem comigo e ajuda de fato com o problema dessa ilha?

O caminho se dividia no futuro de Yukimaro, podia seguir para a briga que lhe aguardava apenas alguns passos adiante, ou poderia seguir um possível covarde homem-peixe.



@HeroMadao

This post has been edited by Raamar: Sep 26 2017, 09:44 AM
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HeroMadao
 Posted: Sep 26 2017, 02:13 PM
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HeroMadao




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Ouvia tudo que o velho tritão falava, se atentando para o movimento de estranhos ao redor. Sabia que se quisesse se acabar de brigar, ali seria o local perfeito para este sonho acontecer. Porém sentia que devia algo para o velhote pela hospitalidade.

Se virava para ele com um sorriso, de olhos brilhando: a simples idéia de sair no braço com outros indivíduos lhe enchia de adrenalina. Mas tenvtada diminuir sua clara empolgação para dar atenção ao barista.

Yukimaro: - Boomer, tem certeza que quer se meter nessa? Por que você tem esposa né? Não vai colocar ela em perigo?

Estava com o estandarte que usava de bastão em processo de desenrolar, exibia o espaço de uma bandeira, mas nada ali poderia ser encontrado: tinha removido a bandeira da marinha, queria que aquele dia realmente fosse uma folga em sua essência. Mas parece que se colocou em uma situação crítica.

Yukimaro: - Você tem minha atenção. Quem eu devo descer a mão? Realmente acredita que uma pessoa como eu pode fazer a diferença?

Continuava á observar ao redor enquanto esperava a resposta do velho tritão. Somente com sua positividade se entregaria á oportunidade de missão apresentada para ele. Só com o apoio do velho que seguiria com ele. Caso contrário ficaria ali esperando.

Yukimaro: - Acredite, eu sou difícil de morrer. Eu levaria uns canalhas comigo antes se assim fosse necessário.

Falava com um sorriso estranhamente normal, de uma criança se vangloriando de um brinquedo novo.

Yukimaro: - Se eu puder melhorar a realidade dessa ilha, eu irei contigo.

E assim esperava, confiante e com o seu bastão preparado para amaciar alguns rostos.
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Raamar
 Posted: Sep 26 2017, 02:53 PM
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RECOLLECTIONS


Um olhar de reprovação transparecia na face de Boomer frente a relutância de Yukimaro em sair daquela praça. [Boomer]-Não me entenda mal garoto, eu sou como a maioria desta ilha, não me envolvo nas confusões, somos acomodados e não agimos por nós mesmos, enquanto falamos, minha esposa já partiu para longe de tudo isso, e é o que vou fazer se decidir ficar por aqui. - Sua apreensão ficava cada vez maior, e não por menos, os vultos pareciam ganhar mais forma, o que só podia significar que estavam se aproximando. Boomer encarava o bastão do jovem enquanto parecia refletir sobre algo.

[Boomer]-Se uma simples garota ruiva conseguiu, acredito que você também consiga, o que precisamos são exatamente pessoas que tenham disposição de agir, coisa que as pessoas daqui não possuem! Precisamos de alguém que tome a iniciativa, mas no momento certo. - O semblante de Boomer era sério, mostrando o tamanho de sua convicção naquelas palavras, o que era algo de fato notável, visto que sua aparência predominante ainda era a de um mero peixinho-dourado.

[Boomer]-Se gastarmos mais tempo aqui, eles chegarão e eu não estarei mais aqui, o que tenho tempo para lhe dizer é que ainda existem humanos nesta ilha, além de tritões que não concordam com essa hostilidade contra os humanos, no caminho posso te contar como isso começou e qual a relação com a nossa Heroína de Verona, mas realmente recomendo sairmos daqui para chegarmos antes do amanhacer no acampamento rebelde.... - Seus olhos estavam inquietos e suas mãos já estavam suadas, aquele realmente não era um tritão habituado a lutas.

[???]-....peguei a tocha!
[???]-....velhote....comida ruim....
[???]-....pedaço de lixo...
[???]-Não vamos deixar nada em pé!

As vozes pouco a pouco tomavam sentido e ficavam nítidas, o conteúdo não era nada animador, para piorar a situação, estavam em um grupo realmente grande, se não houvessem mais escondidos, Yukimaro podia calcular facilmente 20 indivíduos, estando no centro uma silhueta mais imponente que as demais. O som de Boomer engolindo em seco era audível para Yukimaro, pois não estavam tão longe assim um do outro.

Tão logo a silhueta maior se fazia visível, a mão de Boomer perdia contato com o corpo do jovem, o som de passos se arrastando deixava claro que Boomer já começava a deixar o local, em breve sumiria naquela neblina.

[Boomer]-Vamos garoto, essa batalha já esta perdida. Amanhã será um novo dia e terá mais informações do que tem hoje caso me siga... - As palavras eram quase sussurros e enlaçado em cada uma estava um pesar profundo, haviam mais coisas naquelas palavras do que era realmente dito.

[???]-Ei, olha lá, acho que ainda tem alguém por aqui!
[???]-Todos foram avisados, se sobrou alguém joguem dentro daquele bar imundo!

A ordem era seguida de exclamações e euforia, enquanto muitos mantinham o ritmos constande, cujas passadas ecoavam pela praça quase vazia, outros se apressavam em uma corrida rápida, se Yukimaro fosse fugira, esta era a hora, pois mesmo Boomer nada mais era que uma impressão naquela neblina.

A adrenalina tomava conta do local, aquele sentimento contagiante de quando se está em uma arena de combate, com o público eufórico clamando por um espetáculo, mesmo com a queda na temperatura, Yukimaro sentia gotas de suor se formando e escorrendo pelo meio de suas costas, não por medo, mas pela simples pressão exercida pela batalha que se aproximava.



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 Posted: Sep 26 2017, 09:26 PM
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Mordia o lábio, em sinal de um pensamento difícil e complexo: algo que não combinava muito com ele. Tentava enxergar os indivíduos daquela distância descaradamente, forçando os olhos inclusive.

Por um segundo, ignorou o tritão:

Yukimaro: - Qual deles é o mais forte? Parece ser divertido...

Aí ouviu as conversas alheias. O tritão estaria em perigo também? Só estavam procurando ele. Naquela ocasião, se avançasse, talvez ele não estivesse seguro. E estavam vindo com tochas! A coisa era séria, deixava escapar um sorriso.

Yukimaro: - Igual os velhos tempos...

O velho insistia, quase implorava. Nesse momento ele tirava o sorriso do rosto. Preparando para guardar o bastão ele pensou uma última vez: era o que queria, mas ao mesmo tempo achava que deveria confiar naquele peixe antropormófico.

Sua expressão foi de pura decepção e fúria: não pelos homens, mas por decidir que o certo seria fugir, por hora:

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Yukimaro: - Vamos Sr. Boomer! Me mostre o caminho! Se der tempo eu venho moer esses caras depois!

Guardava o bastão e corria junto com o tritão. Lá no fundo ele queria ficar, mas não era boa ideia expor outros. Tinha certo respeito por civis, ainda mais pelo tempo na marinha.

"Servir e proteger é? E quanto ao meu divertimento?"

Seguia com o velhote até ele parar de correr. Então começava á fazer perguntas.

Yukimaro: - Eu quero ajudar, mas me explique o que está rolando! O que posso fazer? Por que aquela galera queria me queimar?

Por algum motivo que beirava doentio, ele falava isso sorrindo e animado.

Yukimaro: - Existe alguém que eu possa "conversar" para resolver esse problema?

Esperava, tentando suprir sua necessidade de peleja e ir para o local de antes. Gesticulava e fazia tons de voz esquisitos para tentar mostrar pressa.


QUOTE
Aprimoramentos usados:
+1 PE - Oportunismo
+1 PE - Lábia
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Raamar
 Posted: Sep 27 2017, 09:41 AM
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RECOLLECTIONS


O alívio em Boomer era visível quando percebia que Yukimaro havia abandonado a luta para segui-lo. Seguiam em uma velocidade constante, ainda que não pudesse ser chamada de corrida, afinal o corpo nada atlético de Boomer não permitia algo assim. Quando já se mostrava ofegante, começou a olhar ao redor, e satisfeito com o local onde estavam reduziu o ritmo, ainda respirando com dificuldade olhou para Yukimaro e sorriu, pois o jovem já começava a despejar suas dúvidas e demonstrar sua insatisfação por ter sido tirado da briga. [Boomer]-Como é bom ser jovem, mal param de correr e já conseguem desandar a falar sem parar.... - A boca de Boomer exalava fumaça a cada vez que falava ou respirava, Yukimaro passava pela mesma situação, ainda que não se desse conta por causa de sua indignação, mas não era nada a se espantar, afinal a temperatura local estava próxima a 5ªC. Boomer não parecia se incomodar com o frio ou com o nevoeiro que ensopava suas roupas, porém cada vez mais o frio se instaurava no corpo de Yukimaro, conforme sua adrenalina baixava.

Ao fundo, risadas, comemorações e o crepitar de fogo tomava conta, mesmo com a densidade do nevoeiro, era possível distinguir os tons vermelhos e alaranjados de um incêndio ao longe.

Percorriam pequenas vielas, contornadas por casas e lojas. As construções eram desordenadas, atingindo diferentes alturas, principalmente para os padrões da época, luzes de velas e cores vibrantes se espalhavam pelo local, criando um verdadeiro caos para viajantes. Verona claramente não crescera com planejamento.



Boomer em contrapartida andava confiante, agora com a respiração já estabilizada, havia ignorado um pouco mais as perguntas de Yukimaro, apenas fazendo um gesto com a mão para que esperasse. Passou por uma viela com vários varais e se embrenhou em meio a estes, em algum momento puxou sobre si um largo pano marrom que lhe cobriu as partes antes expostas. O frio em Yukimaro piorava pouco a pouco, a noite dava indícios de ser árdua.

[Boomer]-Certo, não ache que quero esconder algo de você, mas precisa entender que a ilha atualmente não é de toda segura! - Havia certa repreensão em suas palavras. [Boomer]-Estamos indo para o último refúgio dos humanos nessa ilha, ainda vamos demorar um pouco, vou te contar o que esta acontecendo, porém fale baixo, a última coisa que queremos é chamar a atenção...

O velho peixe-dourado puxava ar e se preparava para a história que viria. [Boomer]-Verona estava tendo grandes problemas com chegada e saída de cargas e nem a guarda local e nem os habitantes moviam um dedo para fazer algo. Uma garota ruiva, filha do dono de uma das docas, por um motivo que ninguém sabe qual é, começou a investigar a situação e descobriu que era um tritão que estava causando toda essa confusão, sozinha ela conseguiu mobilizar os trabalhadores do porto e montou uma armadilha que colocou fim aos dias de confusão daquele tritão. Ou era o que pensávamos... - O tom de Boomer ficava pesado com melancolia.

[Boomer]-O tritão foi levado pela marinha e a ruiva deixou Verona, todos pensaram que voltaríamos a nossa rotina pacata, não muito tempo depois um grupo de tritões começou a recrutar seguidores, alegando que os humanos estavam tentando tomar o controle de Verona e subjugar os tritões, que aquele caso era só o começo. Nem todos caíram nessa história, porém alguns poucos que acreditaram já foram o suficiente para colocar abaixo o pequeno quartel da marinha e libertar o tritão de antes. Juntos começaram a destruir tudo que pertencia aos humanos e a expulsá-los ou prendê-los. - O cenário mudava pouco a pouco, deixando as maiores construções para trás e se aproximando de um terreno mais esburacado e rústico, pequenas aberturas se faziam presentes, mesmo que algumas estivessem cobertas por entulhos.



[Boomer]-Estamos perto agora. - Falou enquanto apontava para uma entrada em especial, de onde estavam parecia desativada, mas conforme de aproximavam percebiam que uma leve luz escapava do local. [Boomer]-A situação está bem tensa entre humanos e tritões, como você já pôde perceber, mesmo tritões que apoiem humanos sofrem nas mãos desses caras, eles estão aniquilando pouco a pouco os humanos, tentando tornar Verona uma ilha puramente de tritões e minks. - Boomer se virou drasticamente e depositou ambas as mãos sobre os ombros de Yukimaro, forçando a atenção do jovem. [Boomer]-Aqueles tritões na praça não estavam atrás só de você, eles levaram as tochas para não deixar sequer vestígio de meu bar, no momento que você colocou o pé em meu bar, eu devia ter lhe expulsado, porém não concordo com toda essa rixa e preconceito entre nossas raças. - Apertando um pouco mais firme os ombros do rapaz, Boomer lhe forçou em direção à entrada da mina que havia apontado antes, indicando que era hora de se separarem.

[Boomer]-Sei que deve ter ainda mais dúvidas, pergunte aos humanos lá dentro, procure por alguém com o sobrenome Mogami e diga que Boomer lhe trouxe até aqui, não sou bem-vindo lá dentro, mas o Mogami sabe que estou do lado de vocês, agora é contigo jovem, esses humanos precisam de alguém jovem para colocá-los em ação, porque o último que tentou caiu nas mãos dos arruaceiros e não voltou mais.... - Boomer não tinha muito mais o que falar, cabia agora Yukimaro decidir o que fazer com o que havia escutado.


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 Posted: Sep 27 2017, 02:52 PM
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Conforme esfriava, os ânimos do marinheiro vândalo também iam se acalmando. Ao passo que, assim que o Boomer começava á contar as coisas, já estava no mesmo estado em que chegou na ilha: calmo e pensativo. Ainda tentando entender tudo que acontecia ao redor.

Ficava no entanto, estático pelo sinal de incêndio ali perto. Sabia o que aquilo significava:

Yukimaro: - Cara...estão queimando seu bar!!!

Se enfurecia. Qualquer pessoa que o conhecesse minimamente sabia o quão bestial ficava quando irritado. Deixando de lado qualquer semblante de um dia ter feito bobagens e brincadeiras. O brilho do seus olhos mudava: era infundido com uma determinação e um instinto de violência incomum.

Yukimaro: - Eles vão pagar por envolverem inocentes...

Estalava o pescoço ameaçadoramente, assim como mãos e ombros: estava se aquecendo e pensando em voltar. Mas recuava com o tritão até que o mesmo falasse tudo que precisava.


"Mais humanos... Espero que estejam afim de revolução..."

Ouvia tudo com certa atenção. Não interrompendo nem por um momento o tritão. Seguia ao passo dele, se forçando para manter o ritmo do velhote. Mais tritões? Humanos? Que inferno acontecia ali?

"...escondidos em tocas...medo de aparecer...que inferno de lugar..."

Seus pensamentos eram interrompidos pelas mãos do tritão. E logo que ele terminava de falar, concordava sem tirar os olhos do "amigo".

Yukimaro: - Entendido. Logo nos veremos novamente. Anote isso.

Vai em direção aos túneis. De mãos para o alto para provar vir sem intenção de violência. Não sabia o que iria encontrar, mas resolveria.

Yukimaro: - Meu nome é Tachibana Yukimaro! Sou humano! Preciso falar com um tal de Mogami!

Ele dava uma boa vasculhada na região para saber se precisaria usar seu bastão. Continua:

Yukimaro: - Eu venho por indicação de Boomer! Ele disse que vocês entenderiam!

Seus olhos brilhavam em um tom intenso. Com a pupila aberta pela falta de luz. Tinha um semblante nada amistoso, embora fosse essa sua intenção.


This post has been edited by HeroMadao: Sep 27 2017, 02:53 PM
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Raamar
 Posted: Sep 27 2017, 04:01 PM
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RECOLLECTIONS


As palavras de Yukimaro alegravam a triste noite de Boomer, este que satisfeito pelo que fizera deixava silenciosamente o local.

Yukimaro atravessava rapidamente o restante do terreno e ao se aproximar da entrada, percebia que era um pano pintado que cobria a entrada, dando-lhe a aparência de desativada. Tão logo atravessou-a deu de cara com dois humanos quase cochilando em pé, a reação dos 3 foi lenta, os guardas por estarem sonolentes e de Yukimaro devido ao frio que já havia se enraizado até em seus ossos.

A entrada não era nada impressionante, apenas um corredor ladeado de terra com a entrada e os guardas prostados como decoração aparentemente.

Passado o choque, ambos os guardas sacaram suas espadas e colocaram-se em posição defensiva. Ao olhos do viajante, mais experiente com batalhas, percebia vários pontos de abertura na postura dos guardas, não bastasse isso, também suas armas estavam em péssimas condições, amassadas e com o fio doto dentado. Ainda assim, uma coisa estava certa, aqueles sujeitos tinham no fundo dos olhos o fogo de quem ainda não desistiu de lutar.

Confusos pelas palavras de Yukimaro, os guardas baixavam um pouco a guarda, entreolhando-se e então começando a gargalhar. [guarda 1]-Ora companheiro, é claro que é um humano! Depois de viver tanto tempo em meio a esses peixes não teria como cunfundir um dos nossos! - Tranquilamente os guardas recolhiam suas armas. [Guarda 2]-Mogami ein, não é o primeiro que veio hoje conversar com ele, não posso garantir que ele vá te receber, mas.... Me siga! - Mal terminava de falar e o guarda já seguia para dentro do túnel, dando pouca chance para Yukimaro contestar suas palavras.

O interior do local era mais impressionante do que sua entrada, uma pequena cidade havia se desenvolvido, com locais para habitação e áreas comuns. Nada luxuoso ou mesmo permanente, porém ao menos habitável. [Guarda 2]-Deplorável, não? Olhe ao que fomos reduzidos após perder tantas batalhas.... - O pesar era claro na voz do guarda, com um pouco mais de atenção e empatia, várias cicatrizes recentes podiam ser vistas pelas brechas em suas vestes.



[Guarda 2]-O senhor Mogami fica esta logo ali! - Apontava para uma construção decaente, cuja entrada era supervisionada por dois guardas em iguais situações dos anteriores. Enquanto se aproximavam, a porta começava a se abrir e um senhor de cabelos morenos abria passagem para que um ser encapuzado passasse, algumas palavras eram ditas e um dos guardas partiam com o encapuzado pelo caminho que Yukimaro viera.



Se aguardava por um exército, Yukimaro não encontrava nenhum, via um ou outro homem com uma estrutura física mais impressionante, ainda que não sentisse nestes a aura que exala de um guerreiro. Percebia muitas mulheres e crianças, todos com uma péssima aparência, ainda que sustentando olhares curiosos em direção ao recém chegado. Um cheiro de carne assada pairava pelo ar e um burburinho de vozes era constante não importava em qual parte da caverna estivesse. Algo mais parecia existir junto do burburinho, porém nada que Yukimaro em seu estado atual pudesse identificar. Seus músculos e ossos doiam levemente, agora em um ambiente mais aquecido, percebia quão frio estava lá fora, tivesse demorado mais as consequências com certeza seriam piores.

A atenção do homem, dito como Mogami, era atraída por Yukimaro, mas a primeira palavra era entregue para o recém chegado.

[Guarda 2]-Como pediu, este é o Mogami, agora me dê licença que preciso voltar para meu posto. - E simples assim o guarda que lhe acompanhara também voltava pelo caminho que vieram.



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 Posted: Sep 27 2017, 05:28 PM
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Marinheiro




Ao se aproximar do local, cada vez mais se enfureceu pela situação que se encontravam, mas não deixou de escapar um sorriso, e um pensamento curioso:

"Devo admitir, são bons na discrição. Eu não tinha notado até chegar perto. E essa porcaria de frio...me disseram até para trazer sunga...desgraçados..."


Se encolhia um pouco. Como tinha trazido uma capa para o bastão, usava ela como um manto agora, tentando se esquentar da maneira mais simples possível. Via os dois guardas e queria gritar, mas parecia que o frio estava congelando suas cordas vocais.

"...Paspalhos...e o meu barco não volta cedo...é bom eu transformar isso aqui logo..."


Observava rapidamente os dois levantando guardas e armas. Por um segundo resistiuá grande tentação de rendê-los. Afinal, provavelmente seriam aliados. Fitava as armas dos homens, suas posturas e logo reparou nos olhares.


"Gosto desse olhar deles...quem sabe eu posso ajudar, nem que seja refinando o equipamento...se eles forem bonzinhos..."

Assim que o guarda 1 começa á falar, ele arqueia a sobrancelha e abaixa os braços. Sorria naturalmente.

"Ou talvez não mereçam..."

O guarda 2 falava, e tentava interrompê-lo. Contudo viu que já continuavam a caminhada.

Yukimaro: - Não fui o primeiro é? O que anda rolando por aqui? Eu queria...

Interrompido pelos passos agitados, se calava para observar o estranho desenrolar dos fatos diante do seus olhos: uma cidade pequenina! Pensava alto, deixando escapar a sua conversa interna para os presentes:


Yukimaro: - Hah! Quem diria! Realmente ainda não vi nada...

O guarda 2 começa á puxar assunto. Sorridente, Yuki olha para ele (com seu único olho visível, usando o seu tapa-olho de cosmético.). E começa á falar em tom empolgado:

Yukimaro: - Acredite, eu vivi em locais bem menos arrumados que esse. Tenha orgulho! Isso é força de vontade...

Removia lentamente o sorriso do rosto ao reparar no corpo do homem. Aquelas marcas Yuki estava não só familiarizado, como de certa forma com inveja:

Yukimaro: - Muitos problemas por aqui chefia?

Observava lentamente o desenrolar dos fatos ali. O encapuzado, as poucas pessoas caminhantes...seria um trabalho imenso fazer aquelas ovelhas virarem lobos. Por um segundo pensou:

"Aposto que eu bateria em todo mundo aqui"

Mas logo se lembrou da ideia de ajudar. Simplesmente violência parecia não resolver as coisas como gostaria que acontecesse. Sentia a dor no corpo típica do frio, e percebeu que escapara de mais uma noite terrível sem proteção. As crianças, mulheres e idosos lhe incomodavam: se via de certa forma em cada olhar trocado com civis, lembrando do tempo em que levava surras violentíssimas por tentar roubar frutas e não morrer de fome. O sorriso lhe escapava por completo, ficando sério, quase que em transe.

Tentava relaxar o corpo e disfarçar o frio, como quem quer posar de forte e insensível. Ao ver a figura lhe dirigindo a palavra, oferecia sua mão para um cumprimento amistoso. Ouvia o que aquele ser destacado falaria.

Sem resposta, apenas do Guarda 2, Yuki tenta quebrar o clima:


Yukimaro: - Prazer em conhecê-lo chapa. Depois te pago uma cerva...

Se virava rapidamente para o novo homem. Se este o cumprimentou, apenas agora que Yuki tentaria soltar sua mão. Tentando manter a compostura:


Yukimaro: - Tachibama Yukimaro. Você deve ser o Mogami, certo? o Sr. Boomer, o barman, teve o bar incendiado por me acolher hoje de tarde. Quero ajudar vocês e dar o troco merecido. Me mostre onde posso realizar uma mudança positiva.

Os olhos permaneciam sinceros, embora naquele instante, seu semblante fosse mais melancólico.
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