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Vinus
 Posted: Sep 7 2017, 12:36 AM
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Vinus




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As tristes notas musicais eram convidadas, uma a uma, a deixar a gaita e bailarem graciosas na brisa suave. O vento morno da alvorada balançava um poncho rosado cuja silhueta se confundia com os tons acobreados do entardecer. Enquanto o sol se escondia por detrás do horizonte o som triste daquela gaita viajava pelo deserto. Do alto daquele rochedo era possível quase tocar o brilho das estrelas, de onde a pequena Luna poderia observar o belo céu noturno para sempre. Era um túmulo perfeito.

No decorrer da música lágrimas escorriam do rosto de Cormano de maneira desmedida. Aquele som era um dos preferidos de sua menina, e agora ela já não podia mais ouvi-lo. A cada nota musical tocada, a cada raio de sol bloqueado pela linha do horizonte, na medida em que o céu laranja tornava-se escuro, que a noite avançava sobre o dia, a humanidade daquele homem era empurrada cada vez mais para o fundo de sua alma. No lugar dela crescia uma vontade imensa. Um desejo insubstituível. Uma força motriz que guiaria sua vida daquele dia em diante.

A última nota foi tocada. O céu já estava negro e estrelado a essa altura. O vento tornara-se frio e silencioso. Cormano se levantou lentamente e encarou aquele crucifixo rosado. _Não se preocupe comigo, querida. Eu vou encontrar meu caminho. (clica)_ Dizia essa frase como um acalento final para o espírito de sua filha, para que ela descansasse em paz e não mais se preocupasse com o velho pai. Tinha certeza de que ela o ouviria.

Deu as costas para o túmulo, colocou seu chapéu e desceu o rochedo. Caminhou em direção a cidade. Era hora de encontrar o seu caminho.

This post has been edited by Vinus: Sep 7 2017, 12:47 AM
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 Posted: Sep 7 2017, 09:53 PM
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Cormano

Akai Tsuki


Com uma linda canção, você se despede da unica coisa que ainda lhe prendia ao mundo. A lua cheia brilha no céu - um brilho de coloração vermelha.

A caminhada de retorno a cidade não foi muito longa. Não havia ninguém na rua - a noite estava fria e as pessoas procuravam se aquecer, seja com o aconchego de seus amados ou com o aconchego da cevada. Em situações mais desesperadoras, o aconchego de um travesseiro grande com estranhas imagens estampadas também servia.

Seja como for, tal aconchego só podia ser adquirido dentro de uma casa, longe da fria areia da noite de Mockstone.

Você se encontra agora sozinho no centro da cidade. Seu poncho provendo calor para aguentar o frio das ruas. Poderia ir a algum bar, procurar por comida, ou voltar para sua casa e passar uma fria noite sem aconchegos de nenhuma fonte. A não ser que você tenha um desses travesseiros estranhos. Não estou julgando.

Ou poderia vagar pelas ruas da cidade, deleitando-se em sua melancolia. Talvez encontra-se alguma coisa interessante.



O QUE VOCÊ FAZ?





QUOTE


Bora kickstartar isso ai.




@Vinus

This post has been edited by ShadTK: Sep 7 2017, 09:53 PM

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Informações Rapidas do personagem:

Spoiler

Narrativa
Fala

nota de rodape


HP:
100% Saudavel
70% Escoriado
50% Machucado
30% Ferido
10% Estado Grave
0% Inconsciente




Atributos:

✦ DANO CORPO A CORPO: 1
✦ DANO A DISTÂNCIA: 9
✦ DANO DE ARREMESSO: 3

✦ ACERTO CORPO A CORPO: 4
✦ ACERTO A DISTÂNCIA: 4

✦ ESQUIVA: 8
✦ BLOQUEIO: 8
✦ AGILIDADE: 12

✦ RESISTÊNCIA: 1
✦ PONTOS DE VIDA:20
✦ ENERGIA:29

✦ DORIKI: 100


Peculiaridades:

Memória Expandida
Sensitivo
Aceleração

Vantagens:

Acrobata
Equilíbrio Perfeito
Pulo do Gato
Le Parkour
Artista(Brinquedos)
Aparência Inofensiva
Resistência ao álcool

Desvangatens:

Inadaptação (Água)
Preconceito (Leve)
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Vinus
 Posted: Sep 8 2017, 10:27 AM
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Tragava um cigarro de palha para esquentar seu peito por dentro. O vento frio do deserto insistia em roubar-lhe o calor do corpo, mas Cormano não se importava nem um pouco com isso. Soprava a fumaça enquanto pensava em qual seria seu primeiro passo. Ficou ali parado até o cigarro terminar. Deixou-o cair na areia e pisou em cima. Já tinha traçado um plano.

Primeiro iria a um local bem conhecido por ele, falar com o homem que representava a lei naquele lugar. Tinha que dizer que estava partindo, afinal o xerife fora seu chefe durante muitos anos. Esperava tomar uma bebida quente e ter uma conversa franca sobre aquele dia a dez anos atrás. "Não consigo esquecer a expressão do chefe naquele dia. Se o conheço bem, ele tinha algo pra me dizer, mas encarou minha menina e escolheu não contar. Bastardo filho da puta. Acho que eu faria o mesmo, de qualquer forma. Espero que ele ainda se lembre."

Perdido em pensamentos naquela noite solitária, o homem seguia até seu destino caso nada o interrompe-se. _Xerife!? Precisamos conversar.

@ShadTK

This post has been edited by Vinus: Sep 8 2017, 10:28 AM

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 Posted: Sep 9 2017, 08:21 PM
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Zed

Akai Tsuki


Um fato interessante sobre mockstone é que ela possui dois xerifes - um para a cidade principal ao norte, e outro para a cidade do sul. Os dois são irmãos, e seu laço familiar não tem nenhuma relação o título que ambos mantém, afinal todos sabemos que nepotismo é uma mentira.

Você, como um bom morador da cidade do sul, bate na porta do xerife local.

Por um tempo, não há resposta. Você vagamente é capaz de ouvir alguém se levantando de um sofá, reclamando sobre como não é pago para atender gente às 9 da noite e que o irmão não tem que lidar com essas idiotices. Você então vagamente ouve o som de um homem batendo o mindinho na quina da mesa, e não-tão vagamente ouve o xingamento que seguiu do ocorrido.

Por fim, você finalmente ouve o som da tranca se abrindo, e é recebido pela visão de um xerife mal humorado.

- É bom ser importante, tem idéia de que horas s- Ele para de falar no momento que reconhece seu rosto, como se tivesse visto um fantasma - Cormano…

As notícias correm rápido, e ele sabia do que havia acontecido. Ele não demora a se desculpar

- Mil desculpas. Minha casa está sempre aberta para vocẽ. Entre, tenho uma boa garrafa de Scotch da qual podemos partilhar, ajudar nessa noite fria.

Ele te acompanha para dentro da residência, fazendo menção para você se sentar em uma das poltronas da sala. Ao seu lado, você podia ver um sofá com um cobertor desajeitado, e logo a frente, uma mesa de centro desalinhada.

O Xerife logo retorna com uma garrafa de scotch e dois copos pequenos, suficientes para uma dose. Ele lhe serve a bebida e coloca a garrafa na mesa.

- Eu não consigo encontrar palavras para lhe falar nesse momento. Tudo o que você já sofreu… Minhas condolências, Cormano. O que eu posso fazer por você essa noite?



O QUE VOCÊ FAZ?





QUOTE


Cornmano: 25/25

Xerife Jimmy Armsteel, como listado no tópico da ilha ( http://rpgonepiece.com.br/index.php?showtopic=16 )

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 Posted: Sep 15 2017, 11:13 PM
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_Hum... Jimmy._ O homem esboçava um pequeno sorriso ao escutar as reclamações do xerife e seus maldizeres por ter sido meio desastrado. Aquilo trazia breves lembranças a mente de Cormano. Memórias do dia em que chegou em Mockstone e conheceu aquele jovem xerife. Das noites frias no deserto caçando foras da lei. Ele era um bom homem apesar de meio rabugento.

_Obrigado velho amigo._ Cormano agradece a hospitalidade, entrando na casa e sentando-se na poltrona. Ele bebe rápido a dose daquela bebida quente e não se demora em servir outra enquanto o xerife falava. _Está tudo bem meu caro. Agradeço sua compaixão, mas não vim aqui buscar palavras de conforto. Nos conhecemos a mais de dez anos e sei que sua comoção é verdadeira. Infelizmente, ela não me levará a muitos lugares._ Colocava um cigarro na boca e o acendia ao terminar a frase, lançando ao xerife um olhar inquisidor. _Como bem sabe, acabei de enterrar minha razão de viver no alto do velho rochedo._ Uma tragada e uma bola de fumaça ao ar. _Durante dez anos eu tentei não pensar no que aconteceu. Tentei controlar minhas malditas pernas para que elas não me levassem por aí a procura de respostas. A grande ironia, Jimmy, é que eu nunca consegui me controlar. Raras foram as noites nas quais não tive pesadelos. Minha pequena era o único acalento do meu coração, minha razão de viver e sorrir. Mas o destino a levou, e com ela foi o resto da minha humanidade._ Mais um trago demorado. _Agora eu estou sem controle novamente. Buscar respostas é o único caminho que meus olhos conseguem enxergar, e é atrás delas que eu vim até aqui. Naquele dia Jimmy, você olhou demoradamente para a criança em meus braços e depois, me olhando nos olhos, disse que não tinha encontrado nenhuma pista. Eu não acreditei em você, por nem um dia sequer. Mas ambos sabemos das suas razões, e eu te agradeço por isso. Você é um bom amigo. Mas agora meu jovem eu não tenho mais motivos para ficar aqui. Sendo assim, espero ouvir a verdade.

Spoiler
Vantagens Usadas

Sensitivo: Seu Personagem possui grande intuição, uma sensibilidade extrema que lhe permite saber sobre coisas mesmo sem ter acesso a informações sobre elas. Isso tem mais a ver com Empatia entre seres vivos e racionais.

Investigador: O personagem sabe usar a lógica e coletar pistas para traçar perfis e adquirir informações sobre pessoas e missões. Pessoas normais podem investigar, mas este aprimoramento garante que seu personagem seja bem acima da média em seu sucesso.


This post has been edited by Vinus: Sep 15 2017, 11:22 PM
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 Posted: Sep 21 2017, 08:17 AM
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Zed

O passado te condena


A expressão de Jimmy foi lentamente se transformando de preocupado para amedrontado e inseguro conforme você comunicava o que queria. Ao terminar, o xerife era incapaz de se encontrar com o seu.

Ele coloca um pouco de bebida no copo, e leva tudo em um gole só.


Discurso, dificuldade 15:
1d20(11) +4 = 15
Sucesso



Cornmano... depois de uma perda tão grande hoje, você realmente acha saudavel reviver mais feridas do passado? - Ele diz, legitimamente preocupado.

Vendo que seu olhar não se altera, ele suspira derrotado.

A verdade, meu bom amigo, É que eu menti para você. Eu ví quem sequestrou sua esposa. Eu sei quem sequestrou sua esposa.

Ele olha para você desesperado, falando antes que voc~e pudesse ter a chance de réplica

Naquela noite eu estava lá. Eu tentei para-los mas... aquelas pessoas. Eles não são gente como a gente. Eles são monstros, Cormano. E eu... eu...

Ele tenta falar, lagrimas nos olhos e voz incerta. Estava claro que ele tinha arrependimentos daquele memento. Mas uma dose de Scotch desce pela garganta do xerife, e ele continua

Eu não tive coragem, Cormano. Eu estava sozinho, meu irmão estava distante, não tinha quem me ajudar. Eles teriam me matado. Eles deviam ter me matado, mas não julgaram um rato covarde como eu digno de morte. Eu... eu sinto muito.

Ele pausa, tentando se recompor.

Antes de ser levada, sua esposa suplicou a mim que eu não lhe desse a idêntidade desse grupo. Ela sabia que você viria atrás dela, e isso seria seu fim. Eu assenti com este ultimo pedido, sabendo que não só sua vida estava em jogo, como também a de sua recém nascida filha... e por isso nunca lhe disse nada.

O silêncio predomina na sala. Era muita informação, nada facil de se ingerir tão tarde da noite.

- Cormano, eu entendo seus motivos. Eu sei o que você planeja, mas entenda o que eu digo: Por mais que você tenha perdido, você ainda não perdeu sua vida. Pode recomeçar. Você ainda tem um mundo pela frente, meu bom homem, e pode agarra-lo com vigor. Mas se você decidir ir atrás desse grupo, você vai morrer. E ai sim, vai ter perdido tudo.

Jimmy se reclina na cadeira, se aproximando de você com tom legitimamente preocupado

Você está ferido, Cormano. Bem no peito. Eu não vou deixar você tomar uma decisão dessas enquanto o ferro ainda está quente. Vá para casa, descanse, reflita em sua vida.

Jimmy se levanta, agora desconfortavel com seu próprio sofá.

Deixe que eu e meu irmão cuidemos disso. Estamos no encalço desse grupo a anos, e a justiça será servida a eles, mais cedo ou mais tarde.

Ele olha em direção a porta, como se a mesma fosse o melhor horizonte que ele tivesse disponivel ali no momento

Amanhã, se você ainda estiver decidido em caçar este grupos, vá até a delegacia. Eu lhe contarei tudo que sei, e te apoiarei até os ultimos momentos do que restar de sua curta vida.

Não era uma resposta satisfatória, e Jimmy sabia disso. Então, antes de ouvir suas objeções, ele adiciona:

Isso é tudo que você vai ouvir de mim hoje. Se você quiser realmente saber mais, recomendo que vá até o Saloon. Eu ouvi que o grupo passou por lá na noite do ocorrido, e o dono do bar pode ter uma boa história pra lhe contar e ajudar na sua decisão.



O QUE VOCÊ FAZ?





QUOTE


Cornmano: 25/25



This post has been edited by ShadTK: Sep 21 2017, 08:18 AM
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 Posted: Sep 25 2017, 09:23 PM
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As mudanças na expressão do xerife ao longo do discurso de Cormano entregavam o jogo completamente. O que o pistoleiro não podia imaginar era a gravidade das declarações que viriam. Enquanto Jimmy falava Cormano fumava nervosamente o seu cigarro. Um longo trago seguido do outro, sem dar descanso aos pulmões. Cada nova frase. Cada nova informação revelada. Era tudo tão impactante que o homem não sabia o que pensar. Estava no automático! Apenas fumando de maneira descontrolada. Seu sombreiro formava uma sombra soturna em seus olhos que jorravam lágrimas. O cigarro terminou junto com a fala do xerife. Com a mão um pouco trêmula buscou outro em seu bolso e colocou na boca. Aproximou lentamente o isqueiro para acendê-lo. Tentou uma, duas, três, quatro, cinco vezes. A cada tentativa suas mãos tremiam mais e a cada faísca que falhava em virar chama sua raiva crescia. Apertou o isqueiro com tanta força que chegou amassa-lo! Os dentes cerrados já tinham cortado a base do cigarro que caira em seu colo. _AAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHH!!!_ Levantou-se abruptamente e arremessou a bola metálica que a pouco era um isqueiro com toda sua força na direção de uma parede qualquer (se houvesse uma lareira acesa jogaria nela). Após o grito gutural que extrenou todo o seu ódio e fúria, silêncio. A respiração pesada de Cormano era o único som naquela sala. Os punhos fechados com muita força! Na mente um turbilhão de pensamentos e sensações.

_Dez anos Jimmy. Eu esperei dez malditos anos! Não vou esperar mais uma noite sequer. Você foi um patife covarde, disso não há dúvidas. Seja um homem agora e reuna a coragem que lhe faltou naquela noite. Contar-me tudo o que sabe é o mínimo que pode fazer, a única atitude capaz de manter sua honra como pistoleiro. Se estarei desperdiçando minha vida, bem, essa é uma decisão que não lhe diz respeito._ Ajeitou o sombreiro e se virou para a porta. _Você é um bom homem Jimmy, talvez bom demais para essa estrela que carrega no peito. Por isso não posso deixar essa caçada com você e seu irmão. Esse é um fardo que não lhes pertence. Essa cruz, Jimmy, é somente minha, e eu preciso garantir que esses desgraçados tenham o destino adequado. Portanto, se nossa amizade significa alguma coisa pra você, peço que esqueça esse caso e que, antes do nascer do sol, me dê as informações que prometeu. Sei que você vai me encontrar, como sempre._ Sem dizer mais palavra, Cormano segue em direção a porta e ruma para o Saloon de Mockstone.

@ShadTK

This post has been edited by Vinus: Sep 25 2017, 09:23 PM
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 Posted: Sep 30 2017, 08:25 AM
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Cormano


Jack Daniels

 
Jimmy te escuta desabafar com um olhar sincero, como se ele entendesse perfeitamente o que você está pensando, e quisesse dizer alguma coisa, mas não fosse capaz. Pouco antes de você sair, Jimmy vira seu copo, terminando-o em um só gole, e acena para você, de forma cansada, enquanto você sai pela porta.
 
Ao longo do caminho para o saloon, Cormano caminha pelas ruas de Mockstone. De dentro de suas casas, algumas crianças o olham e riem, notando o curioso andarilho rosado de expressão sombria. Os antigos chamariam isso de bathos, mas é duvidoso que crianças de rua de Mockstone tenham elevado conhecimento de filosofia e comédia. Pelo menos sabiam rir.
 
Se as crianças riam, os adultos te evitavam, te lançando olhares de compaixão enquanto passavam. Parece que a sua tragédia era bem-falada. Cidade pequena, fazer o quê.
 
Ao cruzar as ruidas portas do saloon, você vê o lugar entrar em silêncio por um breve momento quando você entra. A banda para de tocar, o barman para de servir, os 5 homens jogando Poker (e trapaceando feio) no fundo do bar se viram, para te olhar. O bar está lotado, com pessoas ocupando todas as cadeiras e todas as mesas, exceto um cavalheiro de cabeça baixa no canto, em uma cadeira de frente para porta, que bebia sozinho uma garrafa de whiskey.
 
Após um momento, o barman te reconhece, e após rápidos olhar de pena, ele acena para a banda voltar a tocar.
 
A banda do bar se pôs a tocar uma canção e assim todos voltaram as suas atividades. O barman te chamou amigavelmente.
 
- Cormano! Venha aqui seu filho de uma mãe!
 
Seu tom traía uma pena que sentia por Cormano, que tentava esconder com o jeito amigável. Do canto da sala, o cavalheiro respeitosamente, ergeu o copo e disse.
 
- Barman, Jack Daniels para o homem, na minha conta.
 
O barman solenemente acenou. Solenemente te passou um copo de madeira e derramou Jack Daniels (OOOOld Number Seven) lá. Em seguida, se inclinou em disse.
 
- Em que posso ajudá-lo, meu velho?


O QUE VOCÊ FAZ?





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Cornmano: 25/25



This post has been edited by ShadTK: Sep 30 2017, 08:26 AM
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 Posted: Oct 14 2017, 09:45 PM
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Pelas ruas do deserto o andarilho rosado caminhava com uma expressão tão soturna quanto a noite que o abraçava. Esse abraço frio e triste era a coisa mais próxima de carinho e afeto que lhe restava. As crianças riam dele. Os adultos o evitavam. Até a alegre música do saloon se recusava a continuar. Cormano encarou a todos por um breve instante, suficiente para mostrar-lhes através do seu olhar determinado que não deviam sentir pena dele. Não, pena era a última coisa que alguém da cidade do sul deveria sentir daquele velho homem. O que ele queria que eles sentissem era medo, receio, incerteza sobre a sanidade de um pistoleiro desgraçado pela vida. Todos deveriam pensar que ele poderia ser capaz de fazer absolutamente qualquer coisa. Esperar o inesperado. O pesado clima de incerteza facilitaria seus interrogatórios e levaria tensão às almas daqueles que direta ou indiretamente se envolveram no ocorrido de dez anos atrás. imagine o Cormano com Housouko Haki nessa cena!

Assim que a música voltou e o rosado deixou de ser o centro das atenções, ele atendeu o chamado de seu velho amigo barman e se dirigiu com passos calmos e firmes até o balcão. Sentou-se e escutou a cortesia do homem sentado ao canto, virando seu rosto e encarando-o de soslaio. Com um leve toque no chapéu agradeceu aquele cowboy e já deu um gole em seu Jack Daniels Old Number 7. _Meu caro. O que eu quero de você é uma coisa muito simples._ Terminou a dose e colocou o copo no balcão com significativa força, encrando o homem ao mesmo tempo. _Quero que me conte tudo sobre aquela noite a dez anos. A noite na qual o mundo começou a desgraçar a minha simples vidinha de homem do deserto. E não minta para mim seu bastardo de merda, por que se mentir eu vou saber. Jhimmy disse que o grupo que levou minha amada passou por aqui no dia do ocorrido. Quero saber o que você viu. E por favor, não deixe meu copo esvaziar enquanto conta sua estória.

@ShadTK
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 Posted: Oct 18 2017, 07:20 PM
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Espelhos


- Woah, sem agressão colega! - Diz o barman, um pouco ressentido por ser chamado de bastardo - Eu não estava aqui 10 anos atrás. Na época quem trabalhava de atendente era o Cory Maneta. Ele está lá na cozinha agora, simplesmente se recura a vir pro caixa depois que ele perdeu o braço. Vou lá chamar ele

O barman enche seu copo e lhe deixa sozinho no balcão, indo para a cozinha buscar quem viu o incidente. Novamente, Tão próximo, mas tão longe.

- Se importa?

Pelo menos, sozinho você não mais estava. Você vê um homem se sentar no banco logo a seu lado, também com um copo de jack daniels. Era o mesmo homem que havia lhe oferecido a bebida.

Agora mais próximo, você nota as caracteristicas do senhor. A principal era sua pele - Palida como se a vida houvesse se esvaido dele a muito tempo, e deixado apenas uma casca para tráz. Uma casca grossa e forte - o homem tinha um porte fisico similar ao seu, mas era um pouco maior e mais treinado. Seus braços, claramente visiveis graças a camisa regata que ele vestia, mostram diversas cicatrizes de lutas passadas, algumas culpa dele, outras não. Seus cabelos eram curtos e prateados, algumas linhas de pressão mostrando que geralmente eram cobertos por um chapéu.

- Sr Cormano, eu suponho? Perdão, não sou daqui. Só ouvi os rumores.

Ele fala sem lhe encarar diretamente, uma voz grossa e pesada acompanahando suas palavras. Antes que você pudesse objecionar, ele continua

- Eu sei que não está afim de falar com um estranho agora. Palavra do povo diz que você deve estar deprimido, em luto, perdido.

- Mas a palavra do povo está errada. Quando um homem tudo perde, ele tudo encontra. A raiva, o ódio, a determinação. O mundo te tirou algo, e você sabe com plena certeza que chegou sua vez de tomar esse algo de volta.

O estranho parecia ter uma simpatia um pouco mais profunda do que todos os outros conhecidos. Ele Vira o copo de whisky, e bate o copo na mesa.

- Eu já estive em uma situação similar. Eu Tinha uma vida simples, era um servente de fazendeiro. Minha esposa e meus dois filhos não tinham muito, mas nós sobreviviamos. Até que um bastardo entrou na nossa casa, estuprou e levou minha esposa, e matou meus dois filhos.

O copo que o homem segurava trincou com a pressão que ele fazia. Um copo de vidro espesso, pelo menos 1 centimetros de borda, estava cedendo com a raiva dele ao recontar sua história.
Ele não parecia estar completamente sobreo, mas seus sentimentos eram genuinos.

- Aquele dia moldou quem hoje eu sou, e todas as ações que eu fiz. Não tenho orgulho de todas, e tenho vários arrependimentos. Mas faria tudo de novo.

Finalmente, ele olha para você, com o que parecia ser uma tentativa de sorriso no rosto.

- Você é a unica pessoa dessa ilha que tem alguma noção do que é passar por isso. Não me entenda errado, não estou aqui para aconselha-lo. Quero apenas te conhecer.

Ele então lhe pergunta, como se para te testar:

- Qual a sua história, Sr Cormano? E Qual sua resolução? Quero ouvir diretamente da boca do lobo.




O QUE VOCÊ FAZ?





QUOTE


Cornmano: 25/25



This post has been edited by ShadTK: Nov 16 2017, 08:24 PM
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Vinus
 Posted: Nov 4 2017, 07:54 PM
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_Tsc..._ Lamenta após ter pressionado o homem errado. Talvez aquele mau começo fosse algum tipo de sinal. A forma sutil com a qual odestino lhe avisava sobre sua inexperiência para aquela difícil jornada. Porém sua determinação era bem maior que qualquer dúvida que esse fato ou os avisos do xerife pudessem ter inserido em sua cabeça de meia idade. Enquanto divagava, um homem se aproximou. Com um cumprimento discreto de cabeça Cormano o recebe de bom grado, mas não abre sua boca nem muda sua expressão carrancuda. Estamos falando de cowboys afinal de contas.

Com uma voz firme ele começa seu discurso. No início Cormano não estava interessado, mas a cada palavra a fala daquele homem misterioso ia se tornando cada vez mais interessante. Observou o estranho trincar o copo com o rabo do olho. Ao fim da fala, Cormano abaixou seu chapéu para aumentar a sombra que ele fazia sobre seus olhos.

_A minha história não é muito diferente do que você ouviu por aí, mas eu vou conta-la em respeito à sua dor._ Bebeu mais um pouco de Jack Daniels. _Hoje, ao cair da tarde, eu enterrei minha amada filha no deserto. Não foi nenhum homem que a tomou de mim. Foi a própria vida. O que é bastante cruel, pois nenhuma bala que eu disparar dissipará minha dor._ Uma breve pausa. _Por dez anos, ela foi a única coisa que manteve a minha sanidade. Agora eu sou homem amargurado sem motivos para viver, e por isso eu estou mergulhado na vingança. Quero direcionar meu ódio a cada bastardo que levou minha amada esposa quando ela tinha acabado de dar à luz. Eu soube que ela nem pode ver nossa pequena filha direito._ Nessa hora Cormano também apertava o copo com força, embora não tivesse a pretensão de trinca-lo. _Essa é a minha resolução meu caro. Simples e direta. Eu vou encontrar cada um deles. E então eu vou matá-los.

@ShadTK

QUOTE (off)
Malz a demora man. Como expliquei pro Tyr acho que estou com algum tipo de bloqueio criativo, além do fim do período na facul. Espero que ainda seja meu GM. Gosto muito da sua narração e estou muito empolgado com o plot do Gaon. Mas entenderei caso contrário. Abraço.


This post has been edited by Vinus: Nov 4 2017, 07:56 PM
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 Posted: Nov 11 2017, 10:39 AM
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Histórias de tempos passados


- Compreendo... Então é assim que vai ser.

O homem afasta o copo trincado, devolvendo-o para a bancada. Seu rosto imóvel faz com que seja dificil dizer se ele estava animado ou desapontado com a resposta

- É uma pena, devo dizer. Eu tinha certa esperança que você ainda tivesse salvação, mas eu compreendo perfeitamente.

Ele olha para o teto, como se houvesse algo particularmente interessante nas calhas da instalação

- O caminho da vingança te leva a fazer descobertas sombrias. Sobre si mesmo, e sobre aqueles a quem você ama. Este fardo, eu não desejo a ninguém. Mas, honestamente?

- A alternativa é tão ruim quanto. Não importa a escolha, somos condenados a sofrer, de uma forma ou de outra.

O homem relaxa em sua cadeira, mãos cruzadas sobre o balcão. Um silêncio palpavel predomina, e não haviam mais palavras para se trocar.

- Eu não to nem ai se o cara perdeu a arvore genealógica inteira dele, eu não volto pra lá!

- Pelo amor dos céus Cory, só dessa vez! O que você tem a perder?

- Meu outro braço, talvez?!

Exceto pelas palavras trocadas entre barman e cozinheiro.

Um pequeno homem foi arremessado para fora da cozinha. Com no maximo 1 metro e 60, ele cambaleou para frente. Era um homem peculiar, com várias caracteristicas notaveis.
Seus cabelos loiro expostos, sem rede ou chapéu que impeça-os de cair na comida
Seus oculos redondos e rachados, constantemente abusados e esquecidos em lugares adversos
Suas roupas, um colete de garçom desbotado com calças rasgadas, que parecem ter usadas pelos ultimos 10 anos.
Sua gravata borboleta, que era só uma gravata borboleta mesmo.

E seu braço direito, feito de bronze e latão, com claros sinais de ferrugem.

Caindo sobre o balcão, ele para em frente a você e ao misterioso homem a seu lado. Ele logo se recompõe, tirando pó imaginario de seu colete.

- Mas que cara de poucos amigos a de vocês em. E ai, to sabendo que um de vocês quer saber o que rolou aqui 10 anos atrás.

Ele gira o braço mecanico, que estala e faz sons não pronunciaveis.

- Eu lembro muito bem daquela noite. Bem demais. Que quer saber dela? E o que te importa?



O QUE VOCÊ FAZ?





QUOTE


Cornmano: 25/25



@Vinus
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 Posted: Nov 14 2017, 05:18 PM
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O homem reagia às declarações de Cormano de uma maneira incerta. Sua expressão não dizia muita coisa e suas palavras foram um pouco inconclusivas. Não dava pra saber se ele tinha escolhido o caminho da vingança ou, em suas próprias palavras, da dita salvação. Segundo ele as duas opções eram ruins. Cormano sabia que ele não tinha opção. Era vingança ou vingança. Pura e simples. Essa era agora a sua razão de viver.

Quebrando o pesado silêncio após o breve diálogo Roy maneta chega com sua presença marcante. Cormano o encara com uma expressão mais leve dessa vez. Ameaçar pessoas inocentes não ajudaria em nada na sua contenda, tinha decidido. _Sim, me importa muito._ Respondeu Cormano calmamente. _É bom saber que se lembra bem, porque eu gostaria de ter estado aqui naquele dia. Se puder contar com todos os detalhes, será como se eu voltasse dez anos no tempo. Por favor, prossiga.

@ShadTK

OFF: Malz o post pequeno. Achei que não tinha muito o que narrar.
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 Posted: Nov 16 2017, 08:21 PM
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Zed

Histórias de tempos passados



 
Do lado de fora, você ouve uma tempestade de areia começando a soprar na direção da cidade, suavemente. A banda desacelera o ritmo, e após uma breve pausa, começa a tocar uma música muito mais na linha fim de festa, como que para se encaixar na mudança do clima.
 
O dito cujo pequeno homem maneta a sua frente acena, indiferente a sua cordialidade mas respeitoso do mesmo jeito

- Era noite de tempestade. Apesar do clima bravo do lado de fora, o bar estava cheio. Pessoas cantavam, dançavam, socavam, se enfureciam, sacavam suas armas e iam pra fora... mesmo na chuva, resolver suas diferenças. Podemos não ser pacíficos, mas pelo menos tinhamos CULTURA. Resolviamos nossos problemas como HOMENS, provocando uns aos outros e DEPOIS nos matando.

Ele bateu na mesa com seu braço mecanico olhando ao redor. O bar continuava cheio, mas não parecia tão vivido quanto ele havia descrito.

- Então eles chegaram. Eram 7 cabaços; Homens, mulheres, e eu posso jurar que tinha uma adolecente junto. A tempestade estava forte do lado de fora, mas eles entraram no bar completamente calmos e inabalados, como se o clima fizesse parte deles.
 

Ele percebe seu olhar inquisitivo, e complementa

- Não, eu não lembro do que vestiam. Eu sei que todos eram bozos com roupas esquisitas mas, honestamente, isso compõe 60% da clientela. Digo, você mesmo veio aqui com um poncho rosa! Moda nunca foi o forte dessa cidade. Eu sei que um deles vestia branco, um branco imaculado, limpo demais para Mockstone. E o outro... eu vou chegar nessa parte.
 

O homem palido a seu lado ergue uma sombrancelha, uma demonstração de emoção abrupta em relação ao que você viu até o momento. De qualquer forma...

- Eles chegaram e vieram até o balcão. Se tinha alguém sentado ai antes, eu não sei dizer, pois todo mundo que tava na frente do grupo saiu correndo. A adolecente não parava de enxer o saco dos outros 6, mas fora ela, todos eram estoicos e calados. Um por um, eu perguntei o que eles queriam. E um por um, me responderam. Até o ultimo...
 

Cory pausou, mas não foi uma mera pausa dramática. Não, foi uma pausa longa demais para o drama, e curta demais para o silêncio. O tipo de pausa que gosta de aparecer quando você se lembra de uma canção que passou anos tentando esquecer, e futilmente, se pergunta se é tarde demais para esquece-la de novo.

- Do ultimo sujeito, eu me lembro bem. Um maldito sociopata de chapéu e sobretudo, usando um colete e uma camiseta vermelha por baixo. O desgraçado olhou pra mim e falou bem baixinho , "quero absinto em uma caneca de cerveja". O bar estava movimentado, eu não ouvi direito, e entendi só a parte da caneca de cerveja. Dai eu entreguei pra ele.
 

Cory praticamente esmurrou uma caneca de madeira em cima do balcão, e continuou a história

- Eu me lembro dos olhos dele até hoje. São olhos bem memoráveis, especialmente o esquerdo. A iris era completamente branca, como o olho de uma tempestade, em contraste com as pupilas, negras como a alma da filha de uma meretriz que pariu aquele traste no mundo.
 

O homem a seu lado deu um sorriso tão leve quanto uma pena em chamas, aparentemente apreciando a piada.

- Ele me encarou com aqueles olhos malditos e disse: 'não foi isso que eu pedi'. Eu me desculpei na hora, e ele simplesmente levantou a mão e disse 'Está tudo bem. Todos nós cometemos erros'. Eu achei que ia ficar por ai.
 

O rosto de cory ficou visivelmente vermelho, e ele gagejou, ainda tendo dificuldade de acreditar no que ele estava contando

- E dai do nada BAM! Ele saca uma pistola e, a próxima coisa que eu sei, Eu não tenho mais braço. Saiu voando com o tiro, simples assim. E o filho de uma meretriz ainda teve a audacia de completar a frase anterior dele dizendo "O importante é que paguemos de acordo por eles".
 

Cory apontou pro braço mecanico, e você podia ver claramente as marcas de queimadura entre a pele e o metal, demonstrando o poder do tiro.

- Depois disso foi o inferno na terra. Como eu falei, nós tinhamos CULTURA nesse bar. E não se ataca um barman sem uma boa justificativa, não sem atrair a furia dos inquilinos. Inquilinos que estavam todos armados até os dentes. Eram 7 contra pelo menos 60, presos pela tempestade. Foram 10 minutos de tiros e gritos, até que finalmente...
 

O pequeno sorriso que o homem palido ao seu lado tinha no rosto se esvaiu, e cory continuou em melanciolia

- Até que finalmente, 7 homens sobraram. Os mais afortunados apenas desmaiaram, mas a maioria morreu. Foi um massacre, foi sangrento, levou 3 semanas pra limpar, e desde então esse bar nunca mais foi o mesmo.
 
- Eles foram embora tão rapido quanto vieram, no meio da tempestade. Eu amo esse bar, mas eu não tenho mais estomago pra olhar pra esse balcão, pra essas cadeiras, pra essas pessoas, não depois daquilo. E foi isso o que aconteceu naquela noite. Uma tempestade de sangue, da qual eu jamais esquecerei.
 

O homem ao seu lado termina um último copo de whiskey e o põe na bancada, dizendo com um tom entretido.

- Whiskey ou sangue, qual será mais grosso?
 

Um silêncio caiu na cena, como se Cory estivesse perdido naquelas palavras. Foi nessa hora que um cavalo relinchou, o som cortando pelo ruído da tempestade de areia. A banda para de tocar, o barman para de servir, os 5 homens jogando Poker (e trapaceando feio) no fundo do bar abaixam as cartas. Todos olham para a porta ou para as janelas, ansiosos, aguardando alguma coisa. Todos os presentes do bar parecem identificar, imediatamente, o que aquele relincho significava. O Barman murmurou algo como se fosse uma sentença, apenas audível pelo silêncio fúnebre do local.
 
- Cavaleiro Pálido.
 
E todos compreenderam que isso era explicação o suficiente.
 
Do lado de fora da janela, nada podia ser visto, pois a tempestade de areia tudo e o único horizonte era a cortina azulada da areia noturna, chicoteando. Mas era possível ouvir o som de portas e janelas se fechando, pessoas correndo para o abrigo de suas casa. E digamos que não era por causa da tempestade. Uma silhueta negra podia ser vista na tempestade, se aproximando.
 
O homem ao seu lado, vendo isso, calmamente se levantou de sua cadeira e começou a andar em direção a porta. O Barman reagiu como se tivesse visto um macaco malabarista sentado em um burro de três cabeças.
 
- Você é louco!? O Cavaleiro Pálido rá lá fora!
 
Mas o homem apenas continuou andando, serenamente. Murmurava alguma coisa enquanto andava, uma canção lenta e triste.

- Many men have quickly found I'm unforgiving
They say dying ain't no way to make a living
So get your gun and bet your life, if you're a gambler
You draw a dead man's hand against the Pale Rider
 

Na tempestade a frente, a silhueta negra se aproximava cada vez mais, encoberta pela curtina de areia, se direcionando a porta do estabelecimento. Com um rúido as portas se abrem novamente, e naquele momento, até o som de um fôlego teria sido tão ensurdecedor quanto um grito no meio daquele silêncio. O terror virou surpresa quando eles notaram que o que havia entrado o estabelecimento era um cavalo pálido com uma crina cinzenta, e sobre o seu dorso armas, um chapéu e um longo ponhco branco. Mas, notadamente, sem cavaleiro. O cavalo pálido deu alguns trotes no estabelecimento, parando exatamente quando se aproximou do homem que Cormano tinha conversado. Ele afagava a crina do cavalo, amigavelmente. continuando sua canção.

- And I walked down into Mexico
What I came for I think you know
I take another life, it's all the same
It's one more killing to the man that has no name
 

O braço de Cory fez um ruído gritante quando ele cobriu a boca, gaguejando uma realização.
 
- ...u-um branco imaculado, limpo d-d-demais para M-mockstone
 

O homem pôs o chapéu e o poncho, pondo as armas em um coldre na cintura. Se virou para você, lançando-lhe um longo olhar. Tocou na aba do chapéu em cumprimento e subiu no cavalo, rápidamente. O Cavaleiro Pálido agora estava lá, a observando-o.

- Cormano. Sombra é a estrada a sua frente. Vá para casa, enterre tudo na sua alma e prossiga com sua vida. Seja feliz. Daqui para frente, não haverá nada além de sangue. E boa parte dele inocente.
 

Após uma pausa, completou.

- Saiba que fui sincero. Lamento pela sua perda.
 

Tocou na aba do chapéu, cordialmente. Virou seu cavalo e saiu em um lento galope, na direção da tempestade de areia, cantando.

- So ride to town, shoot em up and keep on going
Cause I got a job to do and I'll be gone come morning
So get your gun, and kiss your wife and hug your daughter
Tell her you're off to meet the Pale Rider
Don't let her fall in love with the Pale Rider
 


O QUE VOCÊ FAZ?





QUOTE


OFF: Suave, eu particularmente não curto posts grotescamente gigantes anyway. Simples e efetivo funciona sempre.

Exceto por esse. muita história pra contar aqui.
Não acho que vou fazer outro desses tão cedo.

Cornmano: 25/25


mp
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