Gray Island
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 Em busca dos Revolucionários
Askins
 Posted: Jun 21 2017, 11:44 PM
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Askins




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"(...)Foi neste momento, apenas alguns poucos meses após completar 20 anos, que Askins descobriu sua verdadeira vocação; ele encontraria uma célula dos insurgentes, ele se alistaria. E usaria das capacidades que levara toda a sua vida até ali para adquirir, em prol da causa da maior organização clandestina do mundo. "

Mas como? Por onde começar a procurar indícios de uma agremiação de insurgentes? Aquilo era algo absolutamente ilegal e, portanto, não poderia ser fácil de encontrar, ou já teria sido liquidado pelas autoridades. Como ele, um simples lutador com a honra manchada, seria capaz de encontrar aquilo que as autoridades falhavam em perceber?

Desconcertante. Incomodado com o prognóstico negativo, Askins senta-se de pernas cruzadas ali mesmo, na sarjeta de um dos recôncavos pobres da ilha, pensando em como resolver aquele dilema. O sol ia alto sobre sua cabeça em mais um dia tropical. Poucas nuvens deslisavam preguiçosas no céu, embaladas pela fraca brisa da tarde. As sombras dos casebres e postes de iluminação esticavam-se sobre as ruelas de chão batido de forma preguiçosa e o ar rescendia a lixo e suor.

Algum bêbado gritou indignado num bar próximo tirando o rapaz de seu devaneio. Bem, se haviam tantos membros neste tal exército revolucionário como os boatos alegavam, então não deveria ser tão impossível como parecia conseguir uma chance de recrutamento. Ainda mais ali, no meio das sarjetas e lixões; até onde Askins podia imaginar, pessoas de bom nascimento e condições amenas de vida não chegariam ao extremo de desafiar tão abertamente o governo mundial. Ou chegariam? O bêbado gritou mais uma vez. Aparentemente queria mais de seu lento veneno, certamente sem condições de pagar por ele.

Convencido de que a resposta para suas perguntas estava entre os subúrbios pobres da ilha e não em seus portos, ele levanta-se e segue em direção aos protestos daquele bêbado no meio de tarde. Em sua curta vida, havia aprendido que os melhores lugares para se escutar boatos e histórias que não deveriam ser escutadas eram em meio a bares de reputação suspeita e nas casernas do cais. Tomado por essa ideia, ele segue rumo ao que espera ser o seu destino.

====

Off topic:

Bom, o objetivo geral dessa primeira aventura é conseguir contato com alguma célula do exército revolucionário e efetivar o alistamento. Claro que quaisquer imprevistos que possam gerar situações conflituosas - e por tanto geradoras de xp - são também bem vindos, mas a principal razão de ser desta primeira aventura é conseguir iniciar-me como um revolucionário.

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noirdesu~
 Posted: Jun 25 2017, 10:26 PM
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noirdesu~




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noirdesu~ is Offline

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Em busca dos revolucionários
#1 - O que esperar de Karate Island

Em meio aos subúrbios da grande cidade de Karate Island se encontrava um novo prospecto para os revolucionários pronto para mostrar seu valor porém como iria encontra-los e porque ali. Sentado em meio a sarjeta o jovem se indagava profundamente. Sua concentração era desviada por um breve momento quando seus olhos fintavam uma situação não muito inusitada por ali. Um bêbado gritava para o que parecia ser os donos de um pequeno e mal cuidado bar a 20 passos de onde se encontrava o jovem. Um bar de esquina com poucas janelas e uma placa caindo as pedaços escrito o que parecia ser "John's Bar".

Dois homens de porte mais avantajado jogavam o bebado pela porta do bar. -Vá arranjar problemas em outro lugar. Dizia um deles com uma expressão bem irritado. O bebado caia no chão todo desajeitado enquanto os dois voltavam para dentro do estabelecimento e as postas se fechavam. De fato era notável a situação no qual o homem se encontrava, que não demorava muito a levantar cambaleando e gritar coisas meio sem sentido para a porta fechada a sua frente. -Como se atravem... blup... a me joga... blup... fora do bar. Reclamando e delirando por mais alguns minutos o homem finalmente desistia de vencer o argumento com a porta e caminhava todo torto em direção a Askin. Que apenas observava a situação de longe.

Como quem não quer nada o homem pedia esmola a todos ali presente e um após o outro lixavam o pobre infeliz. Não demorou muito para a vez de Askin chegar. -Ei moço.. blup... será que te... blup... algum dinheiro ai... blup Mal conseguindo manter-se de pé o homem procurava por dinheiro para o seu péssimo vicio.

notes:


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Askins
 Posted: Jun 25 2017, 11:16 PM
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Askins




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Enquanto caminhava na direção do bar, vê que repentinamente o dono da vacilante voz é jogado porta a fora. Aquilo é como um forte soco no estômago para Askins. A injustiça nunca lhe desceu bem; a falta de cortesia, menos ainda. Não combinava com o código moral que aprendera a vida toda nos Dojos. Ainda mais na situação de fato sofrível em que o cidadão enxotado se encontrava. Pura covardia. Outra das características que a vida dentro de uma escola marcial lhe ensinou a enojar. Teria de tirar aquilo a limpo.

Ainda no chão e desamparado, o homem levanta, com passos vacilantes na tarde amena, parando os poucos transeuntes em busca de ajuda.

O repúdio pela cena ainda tomava conta do jovem aspirante a rebelde chegou quando, entre palavras entrecortadas por soluços, é brindado com um pedido de esmola. Certamente para mais bebida, a julgar pela convicção com que ele protestava antes de ser brutalmente excluído do bar.Askins não pôde deixar de ter pena do maltrapilho. Quão ruim poderia ser a vida daquela pessoa para ver sua única saída numa garrafa de sakê? Ainda mais, àquela hora da tarde. Esse sentimento somou-se a indignação da cena que antes presenciara, fazendo com que ele decidisse ajustar as contas em nome daquele pobre alcoolista.

-Bem... Vamos juntos de volta ao... - o jovem para um instante para ler o nome do bar de onde o pobre homem recém havia sido expulso - John's, acredito que os rapazes ali lhe devem umas desculpas. O que acha?

Askins evidentemente imaginava que o sujeito entenderia que ele se oferecia a lhe pagar uma bebida e, apoiando o braço em torno dos ombros daquele maltrapilho - com medo que este caísse devido ao seu triste estado - gentilmente começa a caminhar novamente na direção do bar, esperando conduzir o pedinte junto a si.

Não era o mais brilhante dos começos, claro. Certamente não o que tinha em mente quando decidira que deveria procurar pelos revolucionários, mas se pretendia lutar contra a injustiça do mundo, defender aquele pobre bêbado do abuso sofrido poderia ser um bom começo. Não que pensasse que aquilo o levaria para mais perto de seu objetivo, mas ao menos, lhe deixaria em paz com a própria consciência.

Spoiler
@noirdesu~
Bem, acho que tudo está bem claro, mas... O nome do personagem é Askins, tem um "s" no final, hehe; espero que tenha ficado claro na narração que não considerei que o homem bêbado de fato acompanhava a Askins, apenas que "esperava que isso acontecesse".
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noirdesu~
 Posted: Jun 26 2017, 07:33 PM
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noirdesu~




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noirdesu~ is Offline

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Em busca dos revolucionários
#2 - John's Bar

Diante da situação ali presente Askins resolve agir, motivado por motivos pessoais o jovem dava atenção ao pobre homem "injustiçado" pelas ações das pessoas a sua volta. Indignado com a situação o jovem oferece ajuda ao homem que sem muita reação aceitava incondicionalmente a ajuda oferecida pelo ombro amigo, envolvendo os ombros de Askins. Apoiava praticamente todo o seu peso no jovem que com um tranco inesperado quase perdia seu equilíbrio e levava ambos ao chão. -O que o moço pretende fazer. -Perguntava a Askins com uma cara curiosa. -Pretende me pagar uma bebida.. blup... Espero que seja das boas. -Exigia ele com um tom de ironia.

Aos troncos e barrancos os dois caminhavam lentamente em direção as portas do estabelecimento enquanto as pessoas as sua volta apenas observavam. O jovem sentia um olhar de julgamento, talvez pelo estado deplorável do homem ou pela ação inusitada do jovem. Com certas dificuldades chegavam ao seu destino, usando uma de suas mãos o jovem empurrava a porta, abrindo-a.

Como uma ventania o jovem era acertado pelo sons do ambiente. Gritos e berros eram ouvidos em todos os cantos seguidos por uma péssima musica musica de fundo que os músicos ali pensavam estar tocando. Bagunça e baderna era a cena em sua frente, sem ter muito tempo para responder as informações um homem voava em sua direção quase acertando ambos porém caindo a centímetros de seus pés. Ficando ali deitado desmaiado provavelmente.

A sua volta várias mesas redondas de madeiras acompanhadas por toquinhos de madeira usados como assentos e a sua frente algo que se assemelhava a um balcão. E ao meio de tudo isso pessoas bêbadas cantando e badernado, garrafas voando de um lado para outro e o inadiável barulho que eles produziam. A frente do balcão Askins reconhecia uma das faces, era um dos dois homens que havia atirado o bêbado do bar.

notes:
@Askins eaueuaeuaueau perdão esqueci de por o "s" no final

e sim eu sei, apenas aproveitei a situação =P
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Askins
 Posted: Jun 26 2017, 09:30 PM
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Askins




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- Certamente, amigo, certamente - dizia, meio que a contragosto, para acalmar aquele cidadão enquanto levava a ambos ao bar. Várias pessoas os encaravam durante a curta jornada, nitidamente desaprovando as ações de Askins - ou então simplesmente enojadas pela situação de seu companheiro. Tanto faz. A vida daqueles que moravam nos bolsões de pobreza era tão lastimável, que o rapaz simplesmente não podia culpá-los por seu rancor.

Após o que foram alguns curtos, porém atabalhoados minutos de caminhada até a entrada do recinto,a dupla é recebida por uma súbita enxurrada de péssima música e gritos embriagados; bem como por uma atmosfera nada saudável que recendia a suor, mofo e bebidas de péssima qualidade.
Quase que imediatamente após entrar, o rapaz para de chofre, mais por reflexo que por decisão, segurando firme para que o debilitado companheiro não caísse, quando um segundo bêbado voa em sua direção, caindo chapado no chão a sua frente, poucos centímetros a frente de seus pés. Apenas vagamente consciente.

"Isto aqui está ainda pior do que as casernas do cais costumavam ser... Bom, não tem jeito."

Pensou consigo mesmo Askins. O local era uma verdadeira balbúrdia a meia-luz, que vinha da tarde ensolarada que entrava pelas janelas trincadas, bem como de alguns poucos lampiões a gás - alguns com os vidros mofados e rachados - que pendiam das paredes de madeira úmida e marcada por liquens. A cada três metros ou algo assim, pequenas mesas redondas que mais pareciam grandes tampas de tonéis debruçadas sobre troncos eram cercadas por quatro ou cinco pequenos tocos cortados de árvore - à guisa de bancos. O rapaz juntou-se a primeira que notou com duas vagas vazias. ajudando seu mais novo "amigo" com cuidado para que se sentasse em um dos tocos, para depois seguir o exemplo e sentar-se a mesa também.

Uma breve expressão de náusea perpassa seu rosto antes que ele pudesse se controlar novamente para voltar a suas habituas feições frias. Todo aquele mau cheiro e poluição sonora eram coisas difíceis de aturar para alguém que nem bem seis meses atrás passava os dias no silêncio e limpeza de um dos Dojos mais respeitados de Karatê Island. Respirou fundo. Só então percebeu, ao tirar seus olhos da balbúrdia do bar e olhar para o balcão propriamente dito, que um dos covardes agressores era o homem que dele tomava conta. O asco encheu-lhe o peito.

De alguma forma, porém, Askins foi capaz de impedir que o sentimento chegasse-lhe ao rosto novamente, mantendo a duras penas a expressão de imparcialidade enquanto erguia o braço olhando casualmente para aquele homem:

-Hey, uma rodada para esta mesa, por favor - diz ele, esforçando-se para ser ouvido acima do caos do recinto. Aquilo lhe daria a oportunidade de conversar mais de perto com o sujeito com quem pretendia acertar as contas, bem como pagaria sua promessa para com o desafortunado bêbado que concordara em ajudar.

"Algum dia terei de me reparar, porém... Não é como se eu estivesse fazendo bem a esse cara..."´

- Mas esqueci de perguntar seu nome, companheiro. Como se chama? E o que aconteceu para que eu o visse sendo lançado a sarjeta daquela forma? - parecia certo dar a chance de conversa ao bêbado.Mesmo que fosse pouco provável que algo de racional dali viesse. Mas quem sabe? E de todo modo, é uma questão de educação falar com quem se está junto.

Isso também já lhe deixaria com o assunto em andamento, esperava Askins, para quando um dos culpados pela atrocidade ao chegar, fosse rapidamente inserido ao assunto que realmente lhe interessava...

Enquanto esperava ser atendido, Askins tira um momento para observar em volta. Procurando com os olhos grupos de pessoas que pudessem estar falando sobre algum acontecimento da cidade, ou que aparentassem estar tentando conversar desapercebidas sobre algo que não deveriam - estás em especial não deveriam ser difíceis de achar, pois para fazer-se ouvir ali era necessário pulmões fortes e qualquer proximidade inusual de cabeças poderia sugerir uma conversa de tom mais "sigiloso". Além do mais, em meio a todo aquela confusão sensorial, seria muito fácil que sua voz se perdesse engolida pela música, sons de bancos sendo arrastados, copos quebrando e berraria geral para que houvesse de fato algum risco de represália.

Ou ao menos, era o que o garoto pensava. Olhava também sua própria mesa, vendo se havia ali alguém além de si mesmo e o companheiro embriagado e, caso houvesse, pretendo estudar as reações dos presentes agora que ele havia pedido uma rodada para a mesa toda por sua conta. Fazer amigos no submundo também poderia ser um caminho válido para encontrar a revolução, certo?



QUOTE
Legenda:
- Diálogos falados por Askins.
"Pensamentos pessoais (em primeira pessoa) de Askins"

Spoiler
@noirdesu~

Bom, tomei a liberdade de descrever alguns aspectos puramente "estéticos" do bar, porque gosto das coisas bem ambientadas, e não creio que isso tenha de alguma forma incorrido em erro de narração e espero que esteja tudo certo, hehe.

Sobre a mesa onde me sentei, não sabia se tinham ou não pessoas já nela, pois não narrastes sobre alguma mesa livre, então decidi deixar a teu critério. Só peço que tenha uma com dois acentos vagos para não "inutilizar" meu post por completo, hehe.

Abraços e valeu pela rapidez de resposta, me sinto honrado com toda essa disposição! Hahahah
mp
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noirdesu~
 Posted: Jun 28 2017, 07:56 PM
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noirdesu~




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noirdesu~ is Offline

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Em busca dos revolucionários
#3 - Inside the trouble

Adentrado em meio aquele furacão em portas fechadas, Askins era objetivo e procurava uma mesa para sentar. Já muito perturbado pelo estado do local e por seus frequentadores. O homem no qual acompanhara aparentava estar bem tranquilo e acostumado com a cena e sem muita resistência apenas seguia os comandos do jovem que o puxava para uma mesa de canto, a única surpreendentemente desocupada.

Os descuidos com a higiene eram claros, restos de comida e bebidas tomavam conta da mesa e o cheiro insuportável de álcool emanava do mesmo. Sentando-se no banco, que na verdade era apenas um toco de madeira mal cortado os dois tentavam se aconchegar de alguma forma. Sem demoras Askins tentava pedir por uma rodada de bebida e por algum milagre parecia ter sido ouvido. Um homem trajado de camisa social e grava se aproximava desviando cuidadosamente dos "obstáculos" ali presentes.

-Com licença posso atende-los? Perguntava educadamente. O atendimento era como se estivesse em local totalmente diferente, por um instante sentia-se em um restaurante de luxo e subitamente olhando a sua volta, lembrava da realidade. -Gostariam de pedir algo em seus agrados? -Continuava o atendimento. Após anotar o pedido da bebida cumprimentava-os com um movimento de cabeça como se estivesse pedindo licença e voltava para a direção do balcão. Infelizmente para Askins não era o homem que estava esperando.

Enquanto esperavam a bebida o jovem cordialmente iniciava uma conversa com o homem, olhando para ele era notável sua abstinência a bebida, batia os pés repetitivamente com velocidade no chão e um tique nervoso em sua sobrancelha esquerda. -James... meu nome é James. Respondia tentando manter ao máximo sua postura. -Digamos que aqui não é um bom lugar para beber tranquilamente -E voltava sua atenção ao balcão batendo freneticamente o pé no chão impaciente.

Sem muito mais o que conversar o jovem olhava a sua volta buscando encontrar algo que o levasse aos revolucionários ou simplesmente algo interessante. Mas para a sua decepção não era possível escutar um dialogo completo em meio a quela barulheira. O máximo que conseguia entender era "mais bebida", "o que você ta olhando" e coisas do tipo.

Askins meio distraído olhando a sua volta não percebia o retorno do garçom/barman que colocava duas garras de saque em sua mesa. Após tal ação voltava sua atenção ao jovem -Gostaria de mais alguma coisa? Perguntava calmamente esperando a resposta de ambos.

notes:
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Askins
 Posted: Jun 28 2017, 09:57 PM
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Askins




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- E por que não seria um bom lugar para conversar? - Era a pergunta de Askins. Certo, é verdade que os péssimos odores e o som dissonante desagradavelmente alto seriam ótimos motivos para justificar a colocação de James, mas algo dizia ao rapaz que tais trivialidades não incomodavam seu novo "amigo".

Tocante a suas esperanças em descobrir um caminho para a revolução, até aqui nenhuma sorte. Talvez devesse procurar noutro lugar. De certo deveria ter imaginado. Um bar de aspecto tão repugnante não poderia ter muito mais do que um punhado de bêbados descontentes a oferecer. Uma coisa, no entanto, havia lhe chamado a atenção. A educação e os trajes impecavelmente limpos do rapaz - presumivelmente um garçom - que lhe atendera. Muito embora não fosse aquele que Askins esperava, e de quem exigiria satisfações, era uma visão bastante contrastante naquele pútrido ambiente. Quase como uma pérola em meio a um depósito de lixo. Atrai enorme atenção e da a sensação incrédula de que aquilo não deveria estar ali. Pertencia a outro lugar.

"Além do mais, tenho a questão do James a resolver..."

Ponderava enquanto imaginava que deveria sair daquele bar logo para seguir sua busca. Mas havia justiça por ser feita e, agora, uma súbita curiosidade naquela estranha pérola em meio a sujeira. O barman retorna com as bebidas, depositando duas pequenas garras de saquê sobre o tampo sujo da mesa e inquirindo aos ocupantes se desejavam algo a mais. Askins o fita com olhos curiosos enquanto sorve um leve gole de sua porção.

O sabor é acre e mal refinado. Péssima qualidade, como era de se esperar daquelas instalações. Mas era saquê e, por pior que fosse sua qualidade, ainda era aproveitável. Pousa de volta a garrafa na mesa, retribuindo o garçom com um leve sorriso enquanto iniciava sua própria fala, dotando a voz de um tom claro, aparentemente alegre, mas dotado de uma frieza que apenas os metais possuem.

-Sim, sim, caro. Por a caso é de meu interesse saber por que tão refinadas pessoas, ainda poucos minutos atrás, arremessaram meu amigo James aqui - fazendo neste instante uma breve inclinação de cabeça na direção do pobre alcoólatra - porta a fora do estabelecimento. Certamente que há uma boa explicação, creio. Bem como devem estar dispostos a uma reparação por danos físicos e morais... Não é verdade, meu bom homem? - A voz tomava notas especiais de frieza nestas últimas seis palavras, ao passo que o rapaz lançava um olhar extremamente penetrante diretamente aos olhos daquele que lhe atendia.

Certamente não era uma atitude muito inteligente, bancar o cínico com alguém que lhe havia sido tão cortês. Mas, ao mesmo tempo, duvidava que aquele garçom não tivesse presenciado a cena anterior. Certamente deveria se lembrar do homem que fora atirado porta a fora e agora se portava com uma cordialidade diante dele que sugeria que nada daquilo havia acontecido. Quanta empáfia!

Tomou então mais um curto gole de sua garrafa de saquê, sem tirar os olhos do garçom de quem esperava a resposta, como que para demonstrar-lhe sua decisão quanto ao assunto. Também arqueou muito levemente as costas, empurrando um pouco com o quadril o toco que lhe servia de banco, deixando o pronto a ser lançado para trás caso precisasse levantar rapidamente. Estava resignado a resolver aquela injustiça mais do que nunca, já que, aparentemente, seu objetivo principal tinha poucas chances de sucesso naquele local; e usaria de força, se necessário, tendo em vista que os ocupantes daquele local pareciam ser dados a violência. Não seria pego de surpresa aqui.

QUOTE
Legenda:
-Falas de Askins
"Pensamentos pessoais (em primeira pessoa) de Askins"


Spoiler
@noirdesu~
Aiai, sacanagem, hauahauhauha. Quero só ver qual vai ser o pretexto pra eu achar o caminho até os revolucionários, conto contigo, o/.

Agora vamos ver se sai uma confusão divertida daí, hauahauha
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Kcyan
 Posted: Jul 6 2017, 01:27 AM
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Kcyan




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Narração
Aquela ânsia frenética já não podia ser mais controlada por James. Sua angústia já havia alcançado o zênite e degenerava a sua postura como mártir - pelo menos, a sua tentativa. Pelo seu desazo, não era mais possível aguentar mais se quer um átimo de tempo. Logo que a garrafa de saquê foi posta na mesa, o homem inclinou-se sobre o balcão, devorando-a com o olhar lustroso de quem vê sua amada na mais requintada roupa - como era linda. Abriu a garrafa com suas técnicas milenares de como ser o maior dos beberrões, dando um longo e aparente infinito gole.

Seguido de sua fala, o dócil garçom até arqueou uma das sobrancelhas, franzindo os lábios de surpresa — Até para os melhores daqui, isso foi impressionante, mas senhor... você já... - quando começou a falar, a garrafa estava em seus três quartos; ao término, já não sobrava muito mais que um quarto da bebida - feito seguido de um estrondoso arroto, que o fez engolir em seco e dar um longo suspiro.

Ele tinha demais afazeres, era um dia caótico, haviam muitos clientes no bar e muitos ainda a serem servidos; no entanto, ele sentia aquelas duras palavras de Askins roçar-lhe os ouvidos, fazendo-o dar face a ele — É uma história que... - ao lado deles, o som típico de garrafa quebrando e o baque do corpo caindo - alguém passou da conta — você pode ver com seus próprios olhos - ele apontava com o olhar para o homem — Me faria o favor? O dia está turbulento hoje - ele se virava, sem esperar uma resposta, pegando sua bandeja e equilibrando seis garrafas em cima, enquanto gritava — A bebida está a caminho! - para os homens de uma mesa.

Nada de especial para haver naquele bar, senão um mal entendido e um garçom atípico em sua formalidade - tão superior àqueles homens trajados em maltrapilhas. Ele andava com graça, desviando habilmente das imprevistas garrafas que voavam para lá e para cá, dos homens alá James que caíam de bebedeira e dos que eram atirados ao chão para ver quem pagaria a cerveja - pequenos e perfeitos passos rítmicos, um de cada vez. Se aquela destreza fosse mesmo a de um garçom, que fosse nomeado o melhor dos mares!

Spoiler
@Askins Yohoho! Vou pegar o ritmo, só dar uma refinada nos personagens e começar as desventuras! Em seguida, voaremos õ/
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Askins
 Posted: Jul 6 2017, 10:51 AM
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Askins




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Uma veia pulsou mais forte na têmpora direita de Askins. Ao que parecia, aquilo era só mais um dia normal no estabelecimento. Jogar bêbados porta a fora parecia ser uma rotina bastante comum, pela forma como o garçom reagiu a seu inquérito. Pior ainda, dava-lhe as costas e seguia bamboleando pelo salão imundo, esquivando de garrafas e copos atirados.

As pessoas não deveriam viver assim. Algo de muito errado estava acontecendo, se esse tipo de situação já estava tão sedimentada. O rapaz desviou o olhar de volta ao balcão. Lá, ainda atrás da bancada, o homem que havia arremessado James ainda continuava limpando o tampo do balcão, com uma cara de poucos amigos. Era hora de mudar de tática.

Sem se preocupar muito com o que poderia acontecer, pegou a garrafa de saque que ainda tinha a sua frente, e a estendeu a James.

- Tome, e vá beber em outro lugar, colega. As coisas aqui está prestes a ficar estranhas.

"Não vou sair daqui sem ter reparação pelo que foi feito. Só espero que esse pobre coitado já tenha saído quando a confusão começar. Porque ela vai começar, tenho certeza..."

Sem esperar pela reação do conviva, levantou-se abruptamente do banquinho, derrubando o singelo toco de madeira ao chão. Virou-se e caminhou até o centro do pequeno bar. Por todos os lados mesas estavam cheias de homens bebendo e praguejando. Os músicos ainda tocavam sua sinfonia dissonante e o caos reinava exatamente da mesma forma que era quando ele entrara ali. Só havia uma forma de conseguir que as atenções se virassem para ele, e Askins sabia disso. Tomando uma forte golfada do ar fétido, encheu os pulmões e falou com o tom mais alto que conseguia para poder ser ouvido acima da balbúrdia, apontando para o algoz de seu "amigo".

- Uma rodada para todos. Por minha conta!

Claro que, Askins não tinha a menor das intenções de pagar por toda aquela bebida. Em fato, não iria pagar nem mesmo pela sua própria. Se o bar se recusava a ver a desumanidade que praticara e repará-la, então o jovem traria ao bar prejuízo nunca antes visto. Isso talvez ensinasse-lhes uma lição sobre etiqueta e bons modos. Certamente que a proposta de mais bebida e ainda por cima de graça, inflamaria os ânimos daqueles ali presentes. Duvidava que os gerentes do local fossem arriscar uma confusão generalizada negando o pedido. Então, quando todos estivessem bebendo, o rapaz simplesmente iria embora.

Que viessem lhe cobrar, pensava. Havia feito questão de que todos ali soubessem quem era o bem feitor; se ele entendera bem, os donos daquele lugar ligavam muito para o dinheiro para deixar aquilo passar. Viriam ter com ele. E então a situação do desrespeito anterior seria acertada. Que viessem. Askins estava pronto. E, surpreendentemente para ele próprio, estava até mesmo ansioso para isso.

QUOTE

[b]Legenda:[b]
-Falas de Askins
"Pensamentos pessoais (em primeira pessoa) de Askins"


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@Kcyan
Bom, não pude simplesmente abandonar o bar sem tirar as caras. Não fecharia com a personalidade do personagem nem com o senso de justiça dele, hehe.
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Kcyan
 Posted: Jul 7 2017, 07:15 PM
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Kcyan




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Kcyan is Offline

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Narração
Se considerava aquilo uma tremenda injustiça, o seu senso lhe obrigava a fazer algo. Não se calaria diante daquele ultraje, não era o tipo de homem que presenciava algo desagradável com os olhos e reprimia a inquietude que lhe corria por dentro, e nem fazia vista grossa para aquilo.

Em um ato de bravura, Askins levantou-se com um plano traçado em mente, sabia bem o que deveria fazer; e, se a experiência e bares havia concedido algo a ele, era hora de usar daquela sabedoria. Com apenas algumas palavras, ele fez o bar calar-se por algum tempo, um silêncio diferente, o prelúdio de uma gritaria que logo virava festa — Permita-nos saber o nome do nosso bom homem para que possamos brindar à gloria dele - um dos bêbados dizia, já laçando o braço ao redor do pescoço de Askins, com aquele bafo pútrido - talvez, não tivesse sido a melhor das ideias.

Todavia, o homem atrás do balcão o encarava, com um ar suspeito. Não sabia bem o motivo de ter o dedo apontado para sua face, mas tentava ignorá-lo. O garçom de outrora logo passava por Askins, em um pressa desigual - agora teria que trabalhar em dobro, talvez em triplo!

James já havia saído do local, deixado aquele ambiente indesejável após acordar de seu breve colapso de bebedeira. Cambaleou bastante e errou a porta duas vezes antes de ser bem sucedido na sua saída nada triunfal. Quando as bebidas já estavam sendo servidas e a maioria consumidas, o homem se deu a sair do bar, rumo ao encontro de seu novo companheiro. Deixaria para eles uma enorme conta a pagar - e se não fossem atrás dele teriam um prejuízo considerável.

Assim, ele aguardava do lado de fora, distanciando-se um pouco do bar com James, que tinha que ser carregado devido a sua recaída, estava de mal a pior. Algum tempo depois, o figurão de antes aparecia na porta, olhando para a direita, para a esquerda, e logo repousando o olhar em Askins. Ele se aproximava vagarosamente, sem nenhuma intenção vil aparente, mas com um ar sério — Penso que vosso estimado cliente ainda pretende voltar para nosso bar, correto? - ele perguntava, em tom cordial, mas monótono.

Spoiler
@Askins Tranquilo, haha!
mp
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Askins
 Posted: Jul 11 2017, 06:57 PM
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Askins




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Askins is Offline

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- Algum dia, talvez, se a limpeza melhorar. E claro, seria uma boa ideia pensar em contratar bandas melhores para tocar... - diria Askins, igualmente firme. Não pretendia ser hostil. Ficara satisfeito em infligir ao estabelecimento uma punição monetária. Se foi justamente por dinheiro que jogaram James porta a fora, não haveria punição melhor do que perdê-lo.

O tom de voz do jovem também não deixava dúvidas de que estava de saída, carregada com um forte tom de decisão - porém, não sem uma boa dose de cordialidade. Aquele sujeito parecia merecer. Havia deixado James escorado a uma parede próxima antes de se virar para dialogar com aquele educado garçom; se alguma chance de conflito físico surgisse, mesmo que não de intenção de Askins, ele queria estar pronto para uma contenda.

Entretanto, caso o garçom não retrucasse nem parecesse contrariado com sua decisão, simplesmente daria as costas a ele com um breve "passar bem", e seguiria seu caminho. Talvez tivesse maiores chances de sucesso no porto, afinal de contas. Talvez alguma atividade clandestina naquela região pudesse sugerir-lhe uma pista de como seguir em sua vida. Ou, talvez, uma oportunidade de trabalho - depois de todo esse escândalo por causa de falta de dinheiro, o rapaz agora se dava conta que ele próprio deveria se preocupar em fazer o seu.

"Não creio que o exército revolucionário vá me financiar... A maioria deve ser de dissidentes pouco influentes como eu... E também duvido muito que consiga chegar até eles se não tiver meios práticos pra tal..."

Sendo assim, caso não houvesse mais o que se preocupar e o que resolver nas imediações do bar. Isto é, se o garçom não lhe tivesse mostrado qualquer tipo de objeções quanto a negativa de pagar as contas, estaria agora a caminho do porto de Karatê Island, em busca de oportunidades. Se não de concluir seu objetivo principal, ao menos levantar algum dinheiro...



QUOTE
Legenda:
- Diálogos falados por Askins.
"Pensamentos pessoais (em primeira pessoa) de Askins"


Spoiler
@Kcyan
Bom, fui sucinto. E como essa trama do barzinho tá me cansando já, resolvi destinar meu personagem pra outro lugar CASO NÃO HAJA MAIORES CONFLITOS a lidar no bar. Se houver, simplesmente desconsidere as narrações posteriores ao "entretanto". Aproveitando pra adicionar um objetivo secundário a aventura: conseguir algum dinheiro, hehe
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Kcyan
 Posted: Jul 12 2017, 05:38 PM
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Kcyan




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Narração
O homem recebia a resposta de Askins com a boca torta, distorcendo o seu sorriso amistoso de outrora. Ele piscava os olhos, tentando esconder o desgosto — Mas o senhor pediu aquelas bebidas, temos testemunhas disso. Do contrário, estará cometendo um crime e providências terão de ser tomadas... - ele dizia com a voz áspera.

Mesmo redarguindo, o caloteiro dava as costas e saia, sem dar face ao homem. Distanciou-se alguns passos — Senhor, senhor! - botava as mãos nos ombros de Askins, chamando-o — Não estaria cometendo uma grave injustiça? - ele botava um pouco de força, só o suficiente para pará-lo.

James já se encontrava escorado na parede, com a cabeça mole e caindo de lá para cá. Seus braços molengas se estendiam vez ou outra para algum lugar, demonstrando alguma vivacidade, mas logo esmaeciam. Ele tentava balbuciar algumas palavras, pouco compreensíveis - se quer prestavam atenção nele.

Lá no bar, mais um dos garçons davam as caras no lado de fora, voltando em seguida. O homem o enrolava com conversa mole, sobre injustiças e sobre a necessidade de chamar a marinha. Logo, o ágil garçom de outrora aparecia, indo na direção dos dois —O que está acontecendo? - a pergunta era dirigida para Askins — Qual a necessidade de fazer aquilo? Por acaso guarda algum receio contra nós, senhor? Se foi pela situação de antes, creio que você tenha entendido errado. Não há espaço no bar para pessoas inconscientes, não somos uma estalagem, como poderíamos manter todos os infelizes que vão em nosso bar e bebem até caírem no chão e não dar nenhum resarcimento a nós? Primeiramente, é uma questão de índole a pessoa ir em nossa casa com boas intenções, ao invés de tentar nos levar à falência. A culpa é nossa, senhor? - o rapaz o perguntava, com educação, mas irritadiço.

Spoiler
@Askins Suave, ainda vai ter esta treta, não tem como não, visto a suas ações anteriores. Já tenho algo em mente para os revolucionários, não tardará!
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Askins
 Posted: Jul 12 2017, 09:25 PM
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Askins




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"Ora, ora... Parece que finalmente atingi um ponto que interessa. Dois homens vieram ter comigo"

O rapaz se virava bruscamente ao toque de seus convivas. Aparentemente, quando o assunto era bolso, eles não eram tão negligentes quanto quando se tratava de alguma injustiça causada. Askins sentia que uma confusão era inevitável agora, mas ao menos fazia aquilo que julgava certo. Pode ser que fosse se tornar um proscrito após os desdobramentos que estavam por vir, mas não voltaria atrás. Não agora. Fora expulso de seu Dojo por ter interferido contra uma injustiça dois anos antes, não se importaria de ser excluído aos olhos da lei para sanar outro. O mundo era um lugar podre e ele não seria conivente com isso apenas por ser considerado "certo" aos olhos da lei.

- Ora, parece que finalmente termos uma chance de conversar! Tentei abordar o assunto mais cedo, mas fui sumariamente ignorado - comentaria o jovem quando interpelado. Sua voz era provida de um forte sarcasmo. A expressão do rosto, firme. - Grave injustiça? Não havia percebido que os senhores conheciam o conceito de "justiça", quanto mais dizer se uma ação é grave ou não frente a ela. - Diria com um ar de desprezo. Os olhos atentos correndo de um garçom para o outro. - James estava bastante consciente quando o vi sair voando porta a fora. Realmente deve requerer uma ótima índole e moral, juntar duas pessoas para carregar um homem sem controle de suas faculdades físicas e arremessá-lo covardemente a sarjeta. - retorquiria de forma categórica Askins, agora até mesmo com uma sugestão de hostilidade na voz a última interpelação.

Ser acusado de má índole por uma criatura que não era capaz de respeitar um pobre enfraquecido? Tudo bem que não quisessem prestar seus serviços de forma gratuita, mas há outras formas de se resolver isso que não a violência abrupta. O rapaz da um passo a frente e encara ambos os empregados do bar. Empertigado, os músculos do corpo se retesando levemente, pronto para investir ao menor sinal de ataque inimigo. Então fala, em alto tom, quase gritando para que fosse ouvido muito mais distante do que onde estava:

- Não entrei no bar de vocês com o interesse de lhes causar prejuízo. Por duas vezes tentei conversar sobre uma solução pela atrocidade ocorrida. Não tolerarei maus tratos àqueles que não tem como se defender! Estranho que só agora, quando a sombra do prejuízo se chega a vocês, tenham decidido discutir o assunto. Considerem como uma multa a pagar por seus atos covardes. - A voz teria um tom duro e peremptório. Chamaria tanta atenção quanto possível. Mesmo assim, não carregada com raiva. Por mais que a situação ou enfurecesse, sabia que a calma era sempre o caminho mais correto, deixando sua exasperação transparecer apenas no volume de sua voz.

"Quanto mais plateia eu obtiver, melhor... Em caso de uma luta, acho que talvez conseguisse lidar com esses dois, mas se mais funcionários do bar vierem estarei em apuros. Uma plateia sempre diminui as chances de conflito..."

Esperaria pelas respostas e reações daqueles ali presentes. Sua posição estava clara. Que os opositores tomassem as medidas que achassem necessárias, o jovem estava pronto.

========


QUOTE
Legenda:
- Diálogos falados por Askins.
"Pensamentos pessoais (em primeira pessoa) de Askins"


QUOTE
Vantagens e Peculiaridades

✦ PECULIARIDADES:
* Sincronismo Natural
*Aceleração
*Esquiva Sobrenatural
✦ APRIMORAMENTOS:
*Força Bruta
* Investigador
* Lábia

* Le Parkour
* Linguagem Corporal - Combate

Spoiler
@Kcyan
Graças a calma e serenidade que é natural da personalidade de Askins (pode conferir na descrição da ficha), ele foi capaz de pensar em um plano rápido, mesmo com raiva, para tentar melhorar as próprias chances, chamando o máximo de atenção que conseguisse. Sei que pode falhar, mas estou apenas deixando claro aqui no off pra poder ficar evidente que isso já era próprio do personagem, não metagame, xD

Lábia foi usada nesse post (trazer qualquer possível transeunte que esteja ouvindo a discussão, para o lado de Askins). Sincronismo Natural, Aceleração, Esquiva Sobrenatural e Linguagem Corporal - Combate, estão sendo usados para ler qualquer possível intenção hostil adversária e antecipá-las para o próximo em ações rápidas e assertivas de contramedidas.
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Kcyan
 Posted: Jul 15 2017, 05:23 PM
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Narração

Askins sentia-se a apatia que crescia nos olhares dos dois homens em relação a ele. Não estavam em nada satisfeitos com aquela situação, mas não demonstravam que iriam partir para alguma retaliação agressiva. O moço mais jovem acalmava o outro garçom - este mais parrudo. Um pequeno silêncio intercalava as falas.

Se com bastante consciente você diz não conseguindo andar direito e balbuciar palavras quase incompreensíveis, só posso assumir que é da mesma laia dele, que procura em toda brecha achar algo para se favorecer sem ter que desembolsar nada. Não, pior! Ainda invoca o nome da justiça para validar o que faz, você não passa da mesma escória de sempre que deprava este mundo - ele botava a mão no ombro do outro homem, apontando para o bar — Vamos voltar, eu consegui recolher quase tudo antes que tivessemos algum prejuízo, de fato, nada que este homem faça é importante. Não estamos aqui para isso - ele dizia convicto, com uma voz áspera e de superioridade. A última frase havia sido falada uma oitava mais baixa, apenas para o seu parceiro escutar.

Os dois garçons do bar davam de costas. O mais possante deles dava uma última olhada para trás, com um olhar de desprezo, ignorando a existência de Askins logo em seguida. A medida que partiam, James abria o olhar, como se nada houvesse acontecido. Ele cuspia no chão ao seu lado, reclamando — Droga, mais uma vez e nada...! Esta era a chance perfeita... - batia com a mão no chão, esperando os homens voltarem para o bar e levantando-se como se nada houvesse acontecido, para a surpresa de Askins.

Ele estava bem, cheio de energia, mas com uma expressão dúbia e decepcionada. Remexia a boca, fazendo alguns sons estranhos e virava-se para Askins — Desculpe por isso, e obrigado pela bebida, ela realmente estava ótima! - oferecia um aperto de mão a ele.

Mas afinal, o que estava acontecendo ali?

Spoiler
@Askins Foi mal, lol. Eu escrevi no chat o que penso que aconteceu D:

Não sou muito fã de trama de bar também, mas atrasaria introduzir uma trava nova, então vou aproveitar esta mesmo!



This post has been edited by Kcyan: Jul 15 2017, 05:24 PM
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Askins
 Posted: Jul 16 2017, 11:38 AM
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Askins




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"Tsc. Devem ter se dado conta de que o conflito físico não lhes seria favorável... Bom, não importa. Foi o bastante pra mim."

Pensava o jovem, não ciente de que a maior parte do impacto econômico que desejara causar ao estabelecimento fora, na verdade, evitado. Poucas haviam sido as bebidas realmente terminadas sem pagamento antes de serem recolhidas pelos funcionários do local. De qualquer forma, não era mais importante. Havia feito seu ponto claro. Marcado uma posição. O que aqueles homens pensavam a respeito disso, de pouco importava. Askins estava em paz com sua consciência e isso era tudo que ele deveria se preocupar.

Ao menos, até o momento. Uma voz conhecida se manifesta a suas costas, completamente livre dos trejeitos de alguém próximo do coma alcoólico. James voltava a falar. Aquilo pegou o garoto de surpresa nos primeiros instantes. Como assim ele havia sido enganado? Por uma fração de segundo, seu rosto trai a surpresa antes de a compostura voltar e ele tornar a sua tradicional feição impassível e neutra.

"Chance perfeita... Para o que? O que diabos está acontecendo aqui!?

Ao menos ele era educado, teria complementado o garoto em pensamento, quando James lha oferece a mão. Não que sua mente estivesse muito organizada agora. Seu senso utópico de justiça o levara a ser tapeado, e aquilo estava realmente brincando com os sentimentos do jovem. A única coisa que ele pode fazer para aliviar a angústia, foi dar voz a seus pensamentos enquanto aceitava o cumprimento do estranho:

- Não há de que, James... Se este é mesmo o seu nome. Você é mesmo cheio de surpresas, não? - Faria uma pausa, encarando demoradamente o companheiro, como se o estivesse vendo pela primeira vez. Sua expressão tinha muita energia, mas estava dividida entre a decepção e algo que o rapaz não conseguia identificar direito. Seria aquele alguém perigoso. Askins não soltou-lhe a mão. Seguiu conversando - Mas me permita a ousadia, qual a chance perfeita que acabaste de perder? Parece que ainda está bem decepcionado... - com uma pausa intencional, o jovem exilado muda gradativamente a expressão, de seu rosto comum impassível, para um penetrante e forte olhar diretamente aos olhos de James - se este fosse mesmo o nome dele - com uma intensidade que talvez pudesse ser confundida até mesmo por uma ameaça [/color=red]- e estou com a sensação, de que você estava me usando... Por quê?[/color]

A força no aperto de mão aumentaria significativamente. Aquele homem lhe devia respostas. Era o mínimo depois de usá-lo para causar sabe-se lá qual situação que aparentemente havia falhado. A mente de Askins podia estar confusa, mas algo era claro: ele não gostava de ser feito de bobo, e não seria.

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QUOTE
Legenda:
- Diálogos falados por Askins.
"Pensamentos pessoais (em primeira pessoa) de Askins"


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Vantagens e Peculiaridades

✦ PECULIARIDADES:
* Sincronismo Natural
*Aceleração
*Esquiva Sobrenatural
✦ APRIMORAMENTOS:
*Força Bruta
* Investigador
* Lábia
* Le Parkour
* Linguagem Corporal - Combate

Spoiler
@Kcyan
Bom, agora tu me deixaste curioso, hahahahah. Espero que dessa vez marque direitinho. No mais, acho que não tem nenhuma consideração importante que eu precise fazer.
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