Gray Island
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 Mini Evento - Dia dos Namorados
Raron
 Posted: Jun 12 2017, 07:47 PM
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Raron




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Raron is Offline

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Dia dos Namorados




Introdução

Diferente do mundo todo que celebra esta data em 14 de fevereiro, aqui no Brasil celebramos agora em junho. O fato do fórum ser baseado em um anime Shonen não nos impede de trabalharmos outros pontos do personagem que não sejam vinculados a luta, portanto que as histórias romanticas comecem!


Regras

Todos que desejarem participar deste evento, deverão escrever uma FIC interpretando seu personagem em busca de seu verdadeiro amor! Para isso vale lembrar que o conceito de verdadeiro amor se diferencia de uma pessoa para outra, logo não precisam se restringir ao sexo oposto do personagem, Okamas são bem-vindos nesse universo, assim como pessoas que possuem amores exóticos como por um objeto (uma espada, uma comida, uma bebida).

Diferente dos últimos eventos, não vamos nos prender em limite de linhas, queremos que cada um se divirta escrevendo e personificando seu personagem. Entretanto alguns fatores devem ser atendidos na FIC:

1. A FIC deverá deixar claro como surgiu esse amor.

2. A FIC deverá deixar claro quando o personagem declarou seu amor para o alvo.

3. A FIC deverá deixar claro se sua declaração de amor foi bem aceita por todos que tem vínculo com o personagem.

3.5 Se algum Nakama, ou quem quer que seja, foi contra o amor de vocês, como seu personagem resolveu o conflito?

4. A FIC deverá deixar claro a resposta que seu personagem recebeu.

5. A FIC deverá deixar claro o desfecho de toda essa situação.



Datas

As FICs poderão ser postadas entre os dias 12/06/2017 até 19/06/2017 às 19 horas. Qualquer postagem feita a partir deste horário limite será deletada sem aviso prévio. A partir do dia 20/06/2017 até o dia 26/06/2017 às 19 horas ocorrerá a votação para eleger as 3 melhores FICs.

Cada jogador que postou uma FIC, poderá votar em 1 FIC (que não seja a sua própria), a soma dos votos em cada FIC irá formar o ranking que será utilizado para definir as premiações, no caso de empate, ambos os autores da FIC levam o prêmio.

A STAFF BNW 2017 repudia qualquer tipo de anti-jogo. De forma que qualquer abuso feito, mesmo que sobre algo não descrito oficialmente aqui, que vá contra a diversão de todos no fórum, ou que vise benefício de maneira imoral, resultará em punição para o player e desclassificação do mesmo no evento.


Premiação

* Todos que participarem criando a FIC com os itens descritos E votando posteriormente irão receber 1 GEMA;

* O terceiro lugar no rank irá receber 1 GEMA adicional;

* O segundo lugar no rank irá receber 2 GEMAS adicionais;

* O primeiro lugar no rank irá receber 3 GEMAS adicionais + 1 ITEM especial;



Nome do Item: Lovely Letter

Descrição: Uma carta simple lacrada com cera e um brasão trabalhado em forma de coração. Seu uso se dá pelo rompmento desse lacre, que revela no interior do envelope uma carta escrita em aramaico, infelizmente antes de ser capaz de ler a carta exibe um vigoroso brilho rosa, provindo das letras e então se desfaz, o remetente da carta recebe então um fôlego extra para proteger seu amor. Este item é intransferível, e mesmo que seja passado para outra pessoa, quando o lacre for rompido o remetente original que receberá o bônus descrito abaixo.

Classe: Lendário

Bônus: Recuperação única de 10% de Energia + 5% de vida.

Custo: Sem preço



STAFF BNW 2017 - última atualização: 24|05|17


This post has been edited by Raron: Jun 22 2017, 05:29 PM

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Narração
Pensamento
Fala do personagem

Música tema
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Yusuke Urameshi
 Posted: Jun 18 2017, 12:17 AM
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Yusuke Urameshi




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Yusuke Urameshi is Online

Avaliador




Amos que ultrapassa distancias

O sol abençoa a ilha montanhosa de Las Camp no West Blue, o tempo esta muito bonito e com uma brisa suave no ar, realmente é um ótimo dia. Bem, não para todos Yusuke esta num dilema enquanto anda pelas ruas da cidade, aproveitando sua folga do trabalho de marinheiro, muito pensativo sobre como se despedir de uma certa pessoa, já que o dia de encarar o mar e viajar mundo a fora esta chegando cada vez mais perto.

-O que eu vou fazer.

Essa pessoa é uma jovem garota que estudou com Urameshi, o nome dela é Keiko. Apos terminar a escola ela foi ajudar nos negócios da família que tem um restaurante de frutos do mar, e desde então não se encontraram mais.

Yusuke sempre teve uma queda por ela, mas nunca teve coragem para demonstrar seus sentimentos, mesmo que tenham passado bons momentos em outra época. Ela nunca teve um namorado, então isso aumenta as chances para o jovem pretendente que pode ter sua unica chance antes de ir embora por tempo indeterminado.

Urameshi para de andar e percebe que esta no meio da parte comercial da cidade, podia ver lojas de tudo que é tipo de coisa que poderia ser um bom presente. Porem ao colocar sua mão no bolso lembra que esta com pouco dinheiro.

-Maldita profissão que eu escolhi! Sera que eu consigo algum empréstimo?

Se o dinheiro que tinha não podia resolver os problemas, então só resta ser criativo e fazer alguma coisa que possa surpreender. Com essa intenção Yusuke vai até um lugar a onde crescem diversas flores, elas são certamente cuidadas por alguém que não esta ali presente no momento.

-Que sorte a minha passar por aqui quando eu fazia corridas.

Encontrando esse local por acidente anos atras, nunca pensou que seria útil para alguma coisa, talvez fazer algum remédio, mas isso é outra historia. Escolhendo a dedo o que vai levar, e assim dando forma a um boque de flores. O presente já tinha agora só falta arrumar o visual, porque os trapos que esta usando não teria presente que ajude.



-Se eu entrar la assim, acho que o pai dela vai acabar brigando comigo.

Suas roupas normais estão um bagaço, e não pode usar seu uniforme da marinha para fazer essas coisas, só restando a opção de pegar alguma roupa de seu falecido pai, isso se sua mãe não vendeu/doou tudo. Ela trabalha num mercado, então esta quase sempre fora de casa.

-Espero que ela continue escondendo a chave no lugar de sempre!

O lugar de esconder a chave é num vaso de flor que tinha suspenso na varanda, e por sorte ela esta ali, ao adentrar sua casa percebe que nada mudou desde sua saída, e não consegue deixar de pensar na solidão que sua mãe deve estar sentindo por esse motivo acaba por deixar uma rosa na cama dela com um bilhete.

-Me desculpa mãe, nunca tive essa intenção.

Aproveitando que esta no quarto, pega algumas caixas e escolhe uma roupa que viu seu pai usar só em fotografias, mas não havia muito tempo metade do dia já havia passado. Sem tempo a perder Yusuke vai até o restaurante da jovem moça, parando na frente da porta e até atrapalhando a entrada de algumas pessoas. O seu nervosismo é bem evidente para quem olha-se.

"A diabo... Vamos entre ali e fale de uma vez... O que pode dar errado."



E quando consegue reunir coragem para entrar no local, a primeira imagem que ve é do pai de Keiko utilizando um cutelo para destroçar alguns animais na frente dos clientes, isso ate poderia ser um show para eles, mas para Urameshi é como um aviso de ficar longe. E quando o jovem pretende dar meia volta e sair para a rua, fica de cara com Keiko.



Keiko - Yusuke ta fazendo o que aqui?

-Ah! Keiko q-que surpresa te encontrar por aqui né?

Keiko - Como assim você sabe que eu trabalho aqui.

"Meu Deus. Ela deve ta achando que eu sou mó otário"

O começo da conversa não foi como Urameshi havia planejado, mas não podia fazer mais nada a não ser terminar o que veio fazer. Assim parando de falar coisas aleatórias, e respirando fundo enquanto olha para os olhos da garota, sua mão tremia um pouco, porem esta segurando o presente e entrega para Keiko.



-Keiko. Eu vou sair de Las Camp e viajar pelo mundo como marinheiro... Mas não conseguiria dormir nenhum dia sem te dizer o que eu sinto por você. Eu sempre gostei de você, e queria que fosse a minha namorada...

O jovem termina de falar enquanto morde seu beiço inferior, e acaba por sair do restaurante, sabia que isso já é uma coisa impossível de acontecer por ter decidido ir embora. E outro motivo é um pai muito irritado segurando um cutelo.

Não resta muito a se fazer a não ser voltar para a base da marinha, mas resolve seguir adiante e ir para perto do mar, a onde poderia ver o por do sol, e flutuar em seus pensamentos. Tinha muitas coisas que gostaria de fazer antes de partir, pelo menos uma delas foi cumprida neste dia.

E antes do sol se por uma garota fica atras de Yusuke, e quando para pra olhar é a Keiko. Ela seguiu o jovem todo o caminho, já que por sua vez não deu nenhuma resposta a declaração de Urameshi que saiu angustiado com o destino que escolheu.

Keiko - A próxima vez que me deixar falando sozinha eu te arrebento. E... e-eu também sempre gostei de você.

-Keiko... Mas eu...

Keiko - É eu sei, você vai para o mar... Mas isso não quer dizer que você vai morrer ou nunca mais voltar né.

-Voce esta dizendo que...

Keiko - Sim. Eu vou te esperar. Mas é melhor não demorar muito, se não eu vou atras de você!



Neste momento Urameshi abraça forte a garota, sente um forte sentimento dentro de seu peito, que chega a doer. O rosto dos dois expressavam um enorme sorriso e brilho nos olhos, ate que dão o seu primeiro beijo. E criando esse elo que pode assegurar que um dia esse romance possa continuar.

Depois de deixar Keiko em casa, Yusuke volta para a base da marinha de Las Camp totalmente realizado e muito feliz que pode fazer tal ato. A família da garota ficaram meio sem saber o que dizer, mas acabaram aceitando a decisão da jovem. Já os marinheiro amigos de Urameshi fizeram uma comemoração por ele ter feito essa façanha.

Depois de toda a euforia realizada pelos seus amigos, Yusuke se vê deitado em sua cama, não pensa somente em sua saída da ilha, mas em quando poderá voltar para ficar perto de seu verdadeiro amor.

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Spoiler
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Minha Ficha
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Shiro
 Posted: Jun 18 2017, 11:30 AM
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Shiro




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Shiro is Offline

Aventureiro




O por do sol abraçava Bhromlers Town com extensos braços laranjas. No centro da cidade - um lugar agitado e sujo - o pequeno Tom abraçava os joelhos, sentado no meio fio, enquanto sua cabeça estava entre as pernas. Cachoeiras de lágrimas desciam de seu rosto, mais uma vez comentários de seus familiares haviam atingido profundamente sua alma. "Você é desajeitado!" Gritava seu pai. "Você não consegue ser educado que nem seus irmãos!" Esbravejava sua mãe. "Você será um fracassado!" Caçoavam seus irmãos.

Quanto mais lembrava sobre a dura situação que era ter um espírito livre em uma casa onde os espíritos eram frios como gelo, mais lágrimas desciam de seu rosto. No entanto, após alguns segundos afogando-se em sua própria tristeza, um toque em seu braço fez com que ele erguesse a cabeça, interrompendo o choro. A luz alaranjada refletia brilhos claros em seu jovem rosto úmido e uma figura trajada inteiramente de branco, com um enorme chapéu de cozinheiro, lhe estendia a mão, com um sorriso no rosto.

Era um senhor velho, de barba enorme e branca porém bem afeitada, com uma cicatriz debaixo do olho direito. Abraçava no seu braço esquerdo uma cesta de palha com um pano por cima. - Ei, garoto... - Sua voz saiu macia como um pão sai do forno. - Quando eu chorava minha mãe sempre me dava um desses para mim... - Enfiou a mão direita na cesta e tirou um grande e perfeitamente redondo pão de queijo, com rachaduras em sua superfície que denunciavam sua crocância e com um odor carregado com a existência de no mínimo três queijos diferentes.

Tom não entendia muito bem o porquê de um estranho estar fazendo aquilo por ele, porém seu faro deu-lhe um empurrãozinho, fazendo-o agarrar o pão de queijo com as duas mãos e dar-lhe uma mordida. O gosto era maravilhoso. Após o 'crack' que a mordida na casca fazia; provolone, ricota e mussarela derretidos invadiam sua boca, temperados com algo a qual o jovem com sua pouca experiência culinária não sabia identificar. - Está muito bom, cozinheiro-san... - Comentou entre mordidas, enquanto mais lágrimas lhe desciam o rosto. Mas não eram lágrimas de tristeza, como as de antes, mas sim lágrimas de quem havia encontrado algo divino. De quem havia curado uma das enormes feridas de sua alma com o sabor. Lágrimas de quem havia conhecido a beleza da culinária.

Quando terminou, o garotou deu um grande sorriso para o velho barbudo, que nesse momento estava sentado em sua frente observando-o. - Cozinheiro-san, como eu faço para ser que nem você? - Perguntou o menino, cruzando as pernas como os índios cruzam na hora de sentar. - Eu quero aprender a fazer esse pão de queijo, e todas as outras coisas deliciosas! Por favor cozinheiro-san, me ensine! - Colocou ambas as mãos no chão, abaixando a cabeça como forma de respeito. O homem colocou sua pesada mão sobre a cabeça do garoto, dando um sorriso. Nesse mesmo momento o sol adormeceu, deixando a ilha aos cuidados das estrelas.

E o tempo passou. Três vezes na semana o jovem Tom fugia da mansão de seus pais e ia ao centro ter aulas de culinária com o velho cozinheiro que se chamava Yaji. Cada dia era uma descoberta nova. Yaji se empolgava ensinando Tom suas habilidades, pois finalmente havia encontrado alguém que pensava que a culinária era trazer sentimentos através do sabor, e não simplesmente seguir uma receita.

Após um ano de treinamento, o jovem Tom estava apaixonado por gastronomia e já tinha habilidades um tanto que impressionantes para sua idade. Decidiu então contar a sua família sobre seu novo sonho. - Eu quero me tornar o melhor cozinheiro do mundo! - Afirmou, com ambas as mãos na cintura e vestindo o avental branco que Yaji havia lhe dado de aniversário.

Seu pai olhou-o de cima, com desdenho, e voltou a saborear o charuto que tinha na boca e a ler o jornal cinzento que tinha em mãos. Sua mãe, horrorizada, exclamou: - Você é idiota garoto?!?! Desde quando a cozinha é um lugar para um filho meu? - E entrou enraivecida para sua suite, bufando. Seus irmãos, que jogavam xadrez na sala, começaram a ter uma crise de riso. - Que sonho de merda! - Dizia um. - Eu me mataria se tivesse um sonho tão medíocre como esse! - Falou mais um. - Mais uma idiotice do do Tom-Idiota! Hahahah - Completou outro.

Nesse dia Tom não chorou, pelo contrário, permaneceu como uma pedra, o rosto duro e carregado de raiva. "Eu odeio todos vocês.!" Exclamava em pensamento, cerrando o punho. "EU ODEIO TODOS VOCÊS E UM DIA PROVAREI QUE ESTÃO ERRADOS!" Então ao invés de tristeza, decidiu sentir ódio, e o ódio alimentou sua rebeldia, fazendo-o continuar seu hobby como cozinheiro por debaixo dos panos.

Inúmeros anos se passaram, e as únicas pessoas que se alegravam com as comidas de Tom em casa eram seus pequenos sobrinhos, que eram constantemente bombardeados por doces e salgadinhos feitos pelo tio. A infância dessas crianças foi um momento de luz na vida de Tom, que se sentiu, pela primeira vez, bem com seu grande amor - a culinária - em casa.

No entanto, estando mais velho, seus pais lhe deram um ultimato. "Ou você abandona esse sonho idiota ou você sai de casa..." Disse sua mãe, enojava por ver Tom trajando o avental sujo de farinha e massa de tomate. Shiro deu um largo sorriso, apesar de que seu cenho estava franzido e tremelicando. Dentro de si, ele sentia uma mistura de raiva com felicidade. Raiva por seus pais nunca o terem o amado do jeito que ele é, e felicidade por saber que aquele momento, por mais horrível que fosse, era um momento que ele já esperava faz anos. Um momento onde ele finalmente estaria livre para ser o que realmente queria ser. Sem ter esses cadáveres que ele pensava ser familiares tentando por uma coleira em volta de seu pescoço. - Ok, mãe, até nunca mais... - E voltou para seu quarto, para juntar suas coisas e ir embora.

Antes de sair definitivamente de casa, preparou três pequenos pudins de pão, e deixou eles em cima da cama de cada um dos seus sobrinhos, com uma carta embaixo do prato que dizia: "Sigam suas paixões! Nos vemos um dia...". E naquela noite partiu rumo ao desconhecido no North Blue, pois não suportaria mais ficar na ilha e ter ao menos a chance de ver seus pais ou seus irmãos novamente.

Mas ele não partia triste ou arrependido. No momento de sua partida, o sol se punha. O laranjado mais uma vez pousando sobre seu rosto, mas dessa vez o que refletia o brilho não era suas lágrimas mas sim seu sorriso branco. O sorriso de um homem apaixonado, fugindo com sua amada.

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Kishan Rajaram
 Posted: Jun 18 2017, 09:42 PM
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Kishan Rajaram




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Kishan Rajaram is Offline

Revolucionário





Subtitulo, notes e etc
Quando o balanço do mar e os afagos de Shane em meus cabelos, o céu negro com as brilhantes estrelas se tornavam um teto agradável de ver. Mesmo que a noite não estivesse totalmente iluminada por causa da Lua, ainda assim podia ver com clareza o rosto daquela mulher. Deitado sobre suas coxas, sentia um certo prazer naquele momento quando, acima de tudo, não havia nenhuma turbulência causada por alguma situação inesperada. Isso vinha acontecendo muito e, sinceramente, estávamos precisando de um momento de folga.

Naquele momento de relaxamento, apenas desfrutando daquele carinho de Shane, minha mente viajava em meio aos pensamentos quando encontravam com seu rosto. Ela ficava ali, mesmo que com os movimentos constantes, parecendo que estava dormindo. Sorri quando, como o desejo e a curiosidade ficassem lado a lado pensando em como as coisas acabaram daquela maneira. - Shane?! Disse, num tom baixo fechando os olhos por alguns instantes. Em resposta, ela apenas murmurava algo como um Hm?! apenas para informar que tinha notado o que havia dito. - Você se lembra da primeira vez que nos vimos? Perguntei, num ar normal.

Ela não disse nada, mas pude notar seu sorriso quando abria os olhos novamente. Não foi há muito tempo, mas dava uma sensação de que tinha sido. Talvez mais de anos, tornando aquele nosso romance algo de quase uma vida. Poderia supor que era a nossa ligação, a forma como as coisas acabaram acontecendo. Não lembrava com toda a exatidão do momento, mas tinha sido em um momento bem confuso, não nego. Ela era uma pirata, e eu da marinha, foi na costa de Bastille que tudo começou. - Você tentou me matar! Disse, com uma leve gargalhada em seguida.

Estávamos num período próximo da guerra em L’arcan. Encontrávamos piratas e uma boa parte da tripulação foi enfrenta-los diretamente, e eu, em minha plena consciência de que algo poderia acontecer, resolvi ir para o lugar mais desprotegido que se tinha naquela base ambulante da marinha. Lá Shane apareceu. Não tinha muitos marinheiros por ali, e eu sentia hipnotizado por ela, atraído e isso foi minha danação. Quando ela cantou, não podia negar de me aproximar, e quando nos beijamos... Ela me levou para a morte. Ou pelo menos para a tentativa dela. Ia morrer afogado se não fossem os tritoes que a base da marinha possuía, e depois de ser salvo por eles, tinha que salvar Shane deles.

[i]Nosso primeiro beijo...[i] Ela murmurava, e apesar de ter lembrado do beijo, não foi necessariamente um beijo de verdade. Tudo mudou naquele momento, Shane se tornou a vitima e eu o seu protetor, lutei contra um tritão e superior para evitar que ele a humilhasse quando, incapaz de fazer muita coisa, ela estava acuada e provavelmente iria levar uma surra antes de ser levada presa. Dali, tudo foi caminhando para algo que não esperava. Estava sim ligado a ela, por algum motivo as constâncias eram implacáveis, assim como o desejo e a aproximação.

A segurança de que nada iria acontecer, os cuidados, o reconhecimento. Cuidava dela quando estava presa, primeiro dos ferimentos da luta e depois dos efeitos da prisão em seu corpo de sereia. Shane, por outro lado, ainda que não se abrisse tanto comigo, evidentemente se colocava em um momento no qual ela sabia que poderia confiar em mim. Toda informação que ela deu foi porque eu pedi e não porque ela quis dizer, ela claramente disse para meu ex-capitão que só iria falar comigo. Esses meses que ficávamos tão juntos e tão separados foi o que culminou ao momento de agora. Quis que ela entrasse na marinha, mas sua revolta era maior por causa de seu passado, que depois de aberto a mim fez com que nossa relação se aproximasse ainda mais.

O que mais houve entre nós foi àquela separação entre o que era certo e errado, tornando todos os momentos uma tentativa de um seduzir o outro, e ambos caindo como patinhos naquilo. Palavras, toques, sentimentos eram colocados e quando mais ela se abria, mais ligado a ela eu ficava e isso não era nem um problema. Não importava o que pensava e o que falavam, até porque Shane não era muito vista e, para todos os efeitos, apenas poucas pessoas poderiam entrar em contato com ela.

Mas houve mais do que isso, na verdade.

O que fazia com que Shane e eu ficássemos tão próximos era algo que beirava a necessidade que cada um necessitava. Shane era uma errante, vitima da sociedade em meio ao caos que a falta de indulgencia da marinha proporcionava. A consequência de todos os crimes que ela insistia em manter. Com sua família morta e seu destino incerto, para sobreviver ela teve que se tornar aquilo que ela tinha relevado a principio: Uma pirata, matar para sobreviver, seduzir para enganar. Sua recompensa refletia isso. E eu? Era quase o contrario dela. Minha família estava viva, não tinha perdido nada, e justamente por causa da empatia que tinha que via o quão desesperada ela tinha se tornado.

Ela encontrou conforto em meus braços, e eu encontrei a paz nos seus. O começo tinha sido duro, mas o restante apenas mostrou que, no fim, a certeza era a única coisa que eu tinha a respeito de o quão estava apaixonado por ela. Não pela sereia que seduzia e matava como uma pirata, mas pela mulher que perdeu tudo e agora teve uma chance de poder recomeçar novamente a vida que nunca tive.

Mas nem tudo foram flores. Em meio aquele romance, o que determinou nosso futuro juntos foi apenas uma promessa. - Eu irei te salvar... Murmurei para ela quando sua bela face recebia um pouco da luz prateada do luar. Seus contornos suaves eram sensuais, mas nada superava aquele brilho nos olhos que ela tinha. Não poderia imaginar o que passava em sua cabeça, mas sabia que todas as noites que passamos juntos, todos os beijos e juras que fizemos eram verdadeiras. Porque não iria voltar atrás com uma promessa que tinha feito, porque mesmo não sendo o responsável por tudo, era meu dever dar a ela aquele pequeno pedaço de esperança. Depois que a marinha destruiu a ilha em que ela vivia e apagou seus rastros da historia, depois de ter aumentando a recompensa unicamente por causa das habilidades sonoras que ela possuía, e de ter ameaçado minha família de morte caso não obrigasse Shane a cumprir uma missão do Governo, tudo ficou claro.

A raiva era algo normal naquele momento. A ameaça fez com que Shane ficasse acuada em relação ao Agente do Governo e tudo que eu poderia fazer era suportar ele por alguns segundos. Nunca iria vencer, e mesmo assim... Ia lutar por ela. Minha bela dama continuava com seus carinhos e eu poderia ver em seus olhos que ela provavelmente estava fazendo o mesmo que eu, criando em sua mente a historia pelo qual nossos destinos se juntaram e como tudo acabou daquela forma. Inseparáveis, unidos. E faltando apenas uma criança para, de fato, nos tornamos uma família. Percebia porque ocasionalmente ela esboçava um sorriso fraco, contido, e o brilho em seus olhos continuavam tão acessos como o da primeira vez que nos beijamos de fato – que provavelmente foi no mesmo momento no qual dormimos juntos pela primeira vez também.

E foi ali que tudo começou, de fato. Quando fomos para L’arcan cumprir a missão que nos foi delegada, tudo que eu tinha em mente era em como poderia escapar dali com Shane em segurança. Ou melhor, como iria tirar Shane das mãos do Governo. Lutei, me sacrifiquei e segui até o limite físico chegando à exaustão para isso, e foi nesse momento em que ela se aproximou de mim, pouco a pouco ela ia se tornando uma pessoa diferente. Não era mais fechada, não era mais contida. Falava, pensava e agia. E os Revolucionários foram à única oportunidade que tivemos para termos uma vida. E também para cutucar um pouco aquele Governo que tanto nos fez mal.

Toquei levemente sua face, curvando um pouco o corpo quando levantava para lhe dar um beijo. Um daqueles que apenas nós conseguíamos, com uma paixão grandiosa, mas não explosiva, contida nos sentimentos dos movimentos e do prazer. Não precisávamos mais de palavras para compreender o que o outro sentia. O olhar, a presença, apenas isso já bastava. E naquele momento, aquele beijo significava muito para todas as memórias... De que não importava os perigos que vão surgir, o quão difícil seriam os percalços de nossas vidas, o quanto de sangue e lagrimas iríamos deixar no caminho, o caminho que escolhemos era difícil, mas nos traria muita felicidade.

Eu a amava, e ela a mim.

E isso me dava mais forças para continuar lutando. Por ela, pelo mundo. E pelo nosso futuro.



This post has been edited by Kishan Rajaram: Jun 18 2017, 10:49 PM
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ShadTK
 Posted: Jun 18 2017, 10:37 PM
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ShadTK




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ShadTK is Online

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Eon Paganini

Spin off: Um amor alado


Logue Town, a cidade do começo, ocasionalmente do meio, e do fim. Uma cidade conhecida por sua vida movimentada e alto tráfego (e tráfico) de pessoas, piratas, e aventureiros. Um tal aventureiro era Eon - Garoto pequeno, um metro e meio, e que estava no momento andando pelas ruas do local.
 
Era um típico dia de folga: Ele e seus companheiros haviam decidido dar uma pausa para se recompor e planejar seus próximos passos, e usar o dia para esfriar a cabeça. Eon aproveitou para dar uma volta, caminhar enquanto refletia sobre assuntos importantes.

“Então, de acordo com o autor, as duas dimensões são paralelas… e todos os personagens de uma dimensão existem na outra. Porém, na dimensão alpha, as monarcas regentes são imortais, enquanto que na dimensão paralela, elas são mortais... e diretoras de escola. Mas como? Se elas são mortais, então elas viveram menos tempo que suas versões alpha. Mas o universo é supostamente paralelo, então elas deveriam estar vivas ao mesmo tempo que suas representativas do outro lado…. A não ser que... “
 
No caso, era de extrema importância compreender os eventos de um spin-off de um quadrinho que ele havia lido.
 
Seu corpo o carregava pelas ruas da cidade enquanto sua mente se ocupava de desembaraçar a lógica da estória. E assim ele foi, até ele virar uma esquina, e perceber tarde demais que alguém ou alguma coisa também também estava virando aquela esquina em particular.
 
E esse alguém ou alguma coisa estava vindo a uma velocidade espantosamente rápida.
 
Os dois colidiram, e Eon foi arremessado ao chão. “Ayayaya, que foi isssss...oo” Ele dizia, se recompondo e finalmente vendo com o que ele havia trombado.
 
Ela era absolutamente estonteante. De roupagem azul e belas curvas, ela era simplesmente…
 
“...Linda. Ah, caramba, você está bem? Consegue ficar de pé?”
 
Infelizmente, não parecia estar em melhor estado. Eon correu até seu lado, tentando ajuda-la a ficar de pé, mas ela não conseguia.
 
“Ayaya… ok, não se preocupa. Eu conheço um lugar que pode te ajudar. Eu te carrego até lá.”
 
Um pouco envergonhado, adicionou:
 
“... Se você não se importar, é claro.”
 
Silêncio foi a resposta, mas como dizem, quem cala consente. Eon colocou a paciente nas costas, ajeitando-a confortavelmente entre suas asas.
 
“É um pouco longe daqui, então aguenta firme. Meu nome é Eon. Como você se chama?”
 
Não houve uma resposta direta, entretanto, Eon sentiu uma placa de metal ligada a uma corrente cair sobre seus ombros. Nessa placa estava escrito:
 
“Nenero Pluma… Prazer em conhecer! Apesar das circunstancias…”
 
E assim foram, os dois, para o local onde, segundo Eon, Nenero poderia melhorar…
 


 
Como dito , a caminhada era longa, e Eon aproveitou para poder conhecer mais aquela que ele havia acabado de esbarrar. Eles tinham várias coisas em comum: Ambos gostavam do céu, tinham uma obsessão pela capacidade de voar, e gostavam da cor azul. Nenero não era muito de falar, mas era uma ótima ouvinte de todas as histórias e teorias de Eon, deixando-o explicar sem interrupções.
 
“... e é por isso que a combinação de chá de camomila e bolo de creme resulta em uma explosão violenta. Bom, é a teoria pelo menos. Eu nunca testei na prática.”
 
Considerando que era Eon, isso era um feito considerável.
 
Com a boca seca de tanto falar, Eon achou que era uma boa idéia tentar achar algum refresco. Isso, e seria legal presentear Nenero com alguma coisa por ter sido tão boa ouvinte até o momento.
Por sorte e conveniência, no meio da rua em que eles se encontravam, havia uma barraca de picolés. Refrescante, doce, e no geral perfeito para se dividir com amigos ou… algo a mais.
 
“Vamos parar para pegar um, eu pago!” - Disse o garoto. Nenero não aparentava ter nenhuma objeção quanto a isso.
 


“Boa tarde garoto, em que posso ajudar?” - o dono da barraca disse, olhando para seu cliente.
 
“Opa, queria 2 picolés por favor!”
 
“Tudo bem, qual o sabor?”
 
“Hmm… Não sei, do que você gosta?” Disse o garoto, olhando para suas passageira.
 
“Bom, eu particularmente recomendo chocolate-” Respondeu o balconista
 
“Shh, não perguntei para você”
 
“Er….”

Eon aguardava a resposta de Nenero, mas ela não parecia querer dar voz a sua preferência, mantendo-se misteriosa e calada. Vendo que a decisão aparentava ser demais para a companhia, Eon decidiu pelos dois.
 
“Chocolate parece uma boa idéia. 2 por favor!”
 
Eon colocou o dinheiro sobre o balcão, e o balconista o entregou os picolés. Erguendo seu braço, ele ofereceu um deles a Nenero.
 
“Vamos, pode pegar! Não seja tímida, não tem problema.”
 
Apesar de algumas dificuldades, Eon conseguiu entregar o picolé para sua passageira, que parecia satisfeita com o presente, ou pelo menos era o que o garoto interpretava.
 
“Ok. Agora eu só preciso passar em um lugarzinho antes, bem rápido, e continuamos nosso caminho até o lugar que eu te prometi, ok?”
 
E com isso os dois saíram do local, indo em direção a um pequeno desvio que Eon lembrou que ele precisava fazer.
 
Enquanto isso, o dono da barraca de sorvete ficou a observar aquela cena, confuso. Ele não era o único - todos os que estavam na rua tentaram processar o que havia acontecido, sem compreender muito. Por fim, decidiram que era melhor não questionar, e simplesmente seguir em frente.
 
“Honestamente, já vi coisa pior nessa cidade. Pelo menos ninguém explodiu dessa vez” Disse o balconista, antes de voltar a seu trabalho.
 


 
Em um bar de loguetown, um tritão e um ladrão conversavam. Muitos teriam medo de uma dupla como essa - uma figura imponente e uma figura desonesta, lado a lado, estariam ou tramando algo ruim, ou discutindo novos impostos.
Mas este não era o caso destes dois. No momento, eles apenas relaxavam, compartilhando histórias de seus passados sombrios e trágicos, praticamente eu um jogo de poker da miséria. Estes eram, respectivamente, Varuna e Corvo - Companheiros que Eon conheceu em circunstâncias não muito usuais, mas que acabaram por se tornar amigos confiáveis.
Eles não se conheciam a muito tempo, mas se conheciam o bastante para ter uma certa noção do que esperar uns dos outros. E é por isso que, quando Eon entrou naquele bar com… aquilo nas costas, Varuna e Corvo não ficaram totalmente surpresos.

“Oe, Varuna, Ladrão! Chega mais, preciso falar um negócio aqui com vocês!”
 
Os dois se entreolharam, e Corvo jogou uma moeda para o alto.
 
“Coroa. Você lida com ele dessa vez”
 
“Meu caro amigo, por favor, tenha piedade… eu não tenho como lidar com isso a essa hora do dia”

“Azar. Nós combinamos, e você perdeu. Eu quero pode apreciar esse presente que Eris mandou”
 
“Eae, do que estavam falando?”
 
Eon chegou até o grupo surpreendentemente rápido considerando o que carregava nas costas. Varuna suspirou, aceitando a derrota e se preparando mentalmente para o Diálogo que viria a seguir.
 
“Eon… me explique, por favor, o que é isso na suas costas.”
 
“Oh? Ah, sim. Varuna, essa é Nenero. Nenero, Estes são Varuna e Ladrão, dois amigos meus.”
 
“Eon, é uma Asa-delta.”
 
“Sim, eu sei, ela é bem… ‘Aerodinamica’”
 
“Não, Eon, eu quero dizer que isso é LITERALMENTE uma asa-delta”
 
“...”
 
“...”
 
“E?”
 
“Por quê, pelos deuses, você entrou em um bar com uma asa-delta nas suas costas?”
 
“E por que tem um picolé derretido preso entre a armação e o tecido da asa?” - Interviu Corvo
 
“É que ela curte comer devagar, eu acho” - Respondeu Eon, dando de ombros.
 
“Ah sim. Entendivel” - Com um sorriso estampado em seu rosto, Corvo disse antes de encostar novamente no balcão do bar.
 
“Eon, não foge do assunto. Você realmente achou que era uma boa idéia entrar em um bar com uma asa-delta nas costas?”

“Bom, é que ela está com a haste de suporte quebrada, e eu estou carregando ela até o ferreiro pra ver se eu consigo soldar a haste de volta, e eu não queria deixar ela sozinha e….”
 
Nesse momento, Eon percebeu o grande erro que cometeu. Um bar pequeno, e uma asa-delta grande, resultava em um monte de gente olhando pra ele, furiosos com o novo desconforto presente na sala.
 
“Ooook… Nenero, vamos fazer o seguinte, você fica lá fora até eu resolver as coisas aqui, e ai seguimos caminho, ok?”
 
E assim, com muita dificuldade, Eon conseguiu sair do bar e deixar Nenero propriamente encostada na parede do lado de fora.
 
“Não sai daqui, não vai demorar muito ok?”- ele dizia antes de voltar para o bar, onde o olhar curioso de Varuna o aguardava.
 
“Eon, onde você achou essa Asa-delta?”

“Eu estava virando uma esquina e ela veio voando direto na minha testa. A uns 60km/h, acho. Doeu pacas. Ainda está doendo, mas olha, valeu a pena. Ela é linda, não acha?”
 
“Se você está dizendo… Olha, eu estou feliz que você finalmente conseguiu algo pra te ajudar a voar e tudo mais, mas-”
 
“V-v-v-voar?! Já? Varuna, eu acabei de conhecer ela, não chegamos nesse nível de relacionamento ainda. Não que eu não queira mas… não é bom acelerar as coisas, sabe?” - Eon gagejava, sua cara vermelha de vergonha
 
Varuna, em resposta, ergueu sua sobrancelha, ou o equivalente a sobrancelha em um tritão. “Relacionamento? Eon, é uma asa-delta”
 
“Sim, e dai?”
 
“Você não pode ter um relacionamento com uma asa-delta, garoto.”

Silencio. O tritão e o garoto se encararam. Por algum motivo, a atmosfera havia ficado mais pesada. Corvo lembrou que ele tinha algo pra fazer, e decidiu se retirar do local.
 
“Varuna, eu não consigo acreditar. Como você, que sofreu tanto no passado com discriminação, consegue ser tão preconceituoso!?”

Varuna não se abalou com a ofensa. Apenas continuou de pé, com os braços cruzados, seu olhar estoico encarando o agora-indignado rapaz. “Eon, é um objeto. Uma coisa. Como você vai ter um relacionamento com algo que não tem vida?”
 
“Ela me entende! Ela veio o caminho inteiro me ouvindo, sem reclamar nenhuma vez!”

“Não me venha com baboseiras de biscoito da sorte! Ela não tem ouvidos Garoto. Ou consciencia. Ela não pode te entender.”

“Bom, tem gente que tem ouvidos e consciência e não me entende, então por quê o contrário não pode ser verdade?”
 
“... Isso foi uma pergunta séria?”
 
“Ok, não, foi uma péssima retórica. Ainda sim!” Ele disse, batendo o pé no chão “Eu vim aqui justamente apresenta-la a vocês, e é assim que vocês me recepcionam! Eu gosto dela, e eu acho que ela gosta de mim também!”
 
Indo até a porta, ele se virou uma última vez “Você vai ver! Eu vou arrumar ela, e depois vou traze-la de volta, onde nós 3 vamos conversar e vocẽ vai ver que ela é uma pessoa interessante e legal como todos nós!”

“Exceto pelo fato de não ter livre arbítrio ou movimentação voluntária de seu próprio corpo?”

“Sim, exceto por essa parte!”
 
O garoto se retira do bar, e Varuna suspira. Era necessária muita paciência pra lidar com Eon, e por mais que o tritão tivesse paciẽncia de sobra, ainda era um desafio constante.
 
“AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA”
 
Num geral por ser muito difícil prever qual seria o próximo do garoto.

Aquilo era certamente um grito de terror vindo de Eon. Pelo bem do grupo, e da cidade, era melhor checar o que o garoto havia aprontado.
 


 
“CITY ESCAPERS! RIDE THE WIND!!!”
 
Gritou Eon, pulando e ativando os patins retráteis de suas botas.
 
Ele não podia perder tempo - tinha que correr o mais rápido que ele pudesse. A distância, uma visão apavorante: Nenero, sua nova companheira, planando em direção ao horizonte, cada vez mais longe.
 
“Por quê? Como? Eu me certifiquei que nenhuma brisa fosse capaz de carregar ela, como isso foi acontecer?”
 
----
 
Não muito longe dali, Corvo andava pelas ruas de Logue Town. Ele admirava o pôr do sol - a linda visão da bola de gás gigante, e uma asa-delta voando na direção da mesma.
 
“Essa vai pra você Eris, sua vadia” - Ele disse, apreciando os restos de um picolé derretido de chocolate, e observando o caos se instalar nas ruas
 
----
 
“NENERO! Me desculpa! Eu não deveria ter te deixado sozinha, eu não achei que fosse demorar tanto!”
 
O garoto Patinava o mais rápido que podia, não importava o que estava a sua frente. Pedestres que vinham na direção oposta não tinham chance - ou saiam do caminho, ou enfrentavam o impacto direto um Skypean desesperado a cinquenta por hora.
 
“O que eu fiz de errado? Foi o sorvete? Você preferia uva? Eu compro outro, não tem problema, só volta, por favor!”
 
Um grande obstáculo aparecia na a sua frente: dois caras carregando um sofá, no meio da rua. Não havia tempo para desviar - Ao invés disso, Eon saltou em um mortal, usando o sofá para tomar impulso com suas mãos, e se atirou para frente. Ele conseguiu ganhar uns bons metros com a manobra, não fosse um problema:
 
Sua aterrissagem foi péssima, ele escorregou nos patins, e rolou uns 10 metros antes de parar com a cara no chão.
 
Quando se deu por si, já era tarde demais: A Asa-delta havia pego uma corrente de ar particularmente forte, e estava alta e longe demais para ser alcançada.
 
“Nenero.. Por favor… volta… EU TE AMO!” Ele disse, lagrimas correndo suas bochechas.
 
Mas Nenero não voltou. A asa-delta se foi, deixando apenas memórias.
Eon fechou as mãos, e socou o chão. Era isso, então? Ele estava enganado, foi tudo só impressão? Apenas um sinal, alguma coisa que dissesse que não havia sido em vão...
Sem que o garoto percebesse, algo pequeno e brilhante caia dos céus. Passados alguns segundos, Eon sentiu uma placa de metal ligada a uma corrente cair sobre seus ombros. E nesta placa estava escrito: “Nenero Pluma”.
 
“Não se entristeça, garoto. As asas do desejo tem um voo inconstante, mas de vento em vento, nos levam a curiosos lugares. Talvez ela tenha lembrado de alguma coisa importante que não podia esperar. Não foi sua culpa” Disse Varuna, se aproximando lentamente do garoto no chão. As vezes o unico jeito de acabar com a insanidade era se juntando a ela.
 
“Talvez… mas ela ainda está com a haste quebrada. Espero que ela fique bem.” O garoto constatou, Segurando a placa em suas mãos e pressionando-a contra seu peito.
 
“E você, está bem?”
 
“Acho que sim… estou triste, mas vou ficar bem... Sabe, eu percebi uma coisa no meio disso tudo”
 
“E o que seria?” Sorrindo, Varuna perguntou, curioso para saber o que o garoto aprendeu com tudo isso
 
“Os universos… não são paralelos. Afinal, eles se cruzam naturalmente, em períodos regulares de tempo, e duas linhas paralelas nunca se cruzam. Se eles não são paralelos, os personagens não necessariamente precisam estar refletidos nos mesmos períodos ao mesmo tempo. Meio besta, mas, faz sentido."
 
“... O quê?”
 
“Nada, nada. É que eu tava pensando sobre uma estória que eu li antes.” - o garoto limpa as lagrimas do rosto, se recompondo.
 
“Certo... Acredito que você já perambulou o suficiente por hoje, meu rapaz. Vamos fazer o seguinte: Levanta daí, voltamos para o bar, você pega um copo de bebida e encerramos o dia por hoje, De acordo?”
 
“De acordo…”
 
E assim terminou o primeiro encontro de Eon com Nenero. Quem sabe, um dia, seus caminhos voltem a se encontrar. Até esse dia, Eon guardaria com carinho aquela placa de metal, e suas lembranças.


 



HP:20/20 -------- ENERGY:29/29





QUOTE


OFF: Nenhuma droga ilicita foi utilizada para a concepção dessa FIC. Só um pouco de whiskey. Não me arrependo de nada.



This post has been edited by ShadTK: Jun 18 2017, 10:38 PM

--------------------
Informações Rapidas do personagem:

Spoiler

Narrativa
Fala

nota de rodape


HP:
100% Saudavel
70% Escoriado
50% Machucado
30% Ferido
10% Estado Grave
0% Inconsciente




Atributos:

✦ DANO CORPO A CORPO: 1
✦ DANO A DISTÂNCIA: 9
✦ DANO DE ARREMESSO: 3

✦ ACERTO CORPO A CORPO: 4
✦ ACERTO A DISTÂNCIA: 4

✦ ESQUIVA: 8
✦ BLOQUEIO: 8
✦ AGILIDADE: 12

✦ RESISTÊNCIA: 1
✦ PONTOS DE VIDA:20
✦ ENERGIA:29

✦ DORIKI: 100


Peculiaridades:

Memória Expandida
Sensitivo
Aceleração

Vantagens:

Acrobata
Equilíbrio Perfeito
Pulo do Gato
Le Parkour
Artista(Brinquedos)
Aparência Inofensiva
Resistência ao álcool

Desvangatens:

Inadaptação (Água)
Preconceito (Leve)
mp
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Sorata
 Posted: Jun 19 2017, 12:30 AM
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Sorata




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Capítulo Único - Uma declaração de despedida?!

Quando palavras precisam ser ditas

Ok Sorata, você consegue fazer isso! - Falava para si mesmo enquanto andava pelas ruas de Logue Town. Carregava em suas mãos um buquê de rosas, o que automaticamente o fazia de alvo para que as pessoas apontassem e comentassem. Algumas soltavam gargalhadas, algumas admiravam o gesto, mas eram pouquíssimas as que deixavam a atitude passar sem qualquer tipo de reação. Normalmente Sorata era do tipo que não se importava com o que os outros pensam, mas aquele dia era diferente. O presente que carregava nas mãos e o rosto levemente corado de vergonha denunciavam isso.

Se você ama alguém, você deve dizer isso a pessoa! - Era a frase que o pai de Sorata começou a dizer tão logo o garoto começou a entrar na puberdade. - Bem, e se ela disser não? - A versão mais jovem de Sorata perguntava sempre. O garoto não conseguia se ver declarando-se para alguém, mas a ideia de ser imediatamente rejeitado prontamente surgia em sua mente cada vez que tentava imaginar a situação. E em todas as vezes que ouvia essa pergunta, seu pai respondia com um sorriso no rosto: - Bem, pelo menos você não viverá com a dúvida do que poderia ter sido!

E ali estava: A casa de Medaka. Era uma casa simples , de paredes brancas e telhado marrom. Bateu cinco vezes no ritmo que sempre fez desde que eram crianças, só um dos muitos códigos não verbais que desenvolveram ao longo de anos de amizade. - Não está trancada, Sorata-kun! - Escutou a voz dela gritar de dentro da casa. E não querendo chamar mais a atenção dos vizinhos e dos transeuntes (alguns que estavam até parando para observar o desfecho dos acontecimentos), o garoto de cabelos brancos girou a maçaneta e entrou, fechando a porta atrás de si.

Estava na sala, onde havia um sofá para três pessoas, diversas fotos de família emolduradas pelas paredes, alguns vasos de plantas e uma mesa para o almoço de família. Em pé e de costas para a porta estava Medaka: A garota usava seu uniforme da marinha, que estava impecavelmente branco. Seus longos cabelos azulados estavam penteados e recaíam charmosamente por trás dos ombros. E pela primeira vez na vida, Sorata congelou de medo. Sentiu suas mãos tremerem e suarem frio e seus lábios ficarem secos. Tentou falar, mas sua voz se recusou a sair. Fazia anos que conhecia Medaka, mas por quê só naquele momento estava sentindo aquilo tudo?


Eu já estava de saída, Sorata-kun! Veio me desejar boa sort...

Sua frase parou no final, especificamente quando viu o buquê de rosas. O rosto dela ficava levemente corado, e seu olhar alternou entre o presente e o presenteador. Mas felizmente Medaka tinha muito mais controle sobre suas emoções que Sorata, e ela logo se recuperava, pegando um leque do bolso e começando a se abanar, um sorriso no rosto:


Então acha que eu vou morrer na minha primeira missão, e já adiantou o serviço trazendo as flores pro túmulo?

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N... Não! N... não é nada dis...

A garota estava brincando, e uma parte de Sorata sabia disso. Mas o nervosismo anormal que sentia atrapalhava até mesmo sua percepção e lhe obrigava a tentar dar uma justificativa. Medaka se divertiu vendo isso, dando algumas boas gargalhadas antes de se aproximar e pegar o buquê: Relaxa cabeçudo, eu sei que que é só um desejo de boa sorte! - Ela levava o buquê até um vaso próximo, onde ela conseguiu colocá-las uma a uma. Isso deu Sorata tempo suficiente para se recompor, inspirando e expirando até que seu coração começasse a bater em um ritmo em que não parecesse estar prestes a pular pela sua boca.

Na verdade é uma declaração! - As palavras saltaram de sua boca, como suicidas ao verem a borda de um prédio. Seu rosto ficou ainda mais vermelho, mas lutou para tentar se controlar e manter seu olhar fixo no dela. Medaka por sua vez ficava levemente corada, mas não demorava muito para se recompor: Claro que gosta! Somos amigos desde que éramos crianças! Além disso...


Olha como eu sou fofa e adorável!

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A piada da marinheira fazia Sorata congelar por alguns segundos, até que subitamente, começou a rir. Aquelas brincadeiras sempre fora de hora era apenas um dos muitos diferenciais que separavam Medaka do restante das mulheres do mundo. Aquele humor que conseguia fazer até o mais nervoso dos homens relaxar.

Não é nesse sentido e acho que você sabe... - Falou assim que se recompôs, olhando para baixo, o rosto agora levemente corado. - Sabe, eu não sei quando começou isso, esse sentimento, mas acho que eu precisava falar disso pra você. Você tá indo pra uma missão sem previsão de retorno, e eu pretendo começar minha vida de aventureiro em breve, e eu não sei exatamente quando vamos nos reencontrar, sabe?

A medida que falava sentia seu rosto ficar mais e mais quente. Quando terminou de falar provavelmente estava tão vermelho que qualquer touro se sentiria ofendido e tentaria lhe atropelar sem pensar duas vezes. Para sua sorte, não haviam touros por perto.

E eu queria falar isso antes que você fosse. Sei que não conseguiríamos ter um relacionamento agora, mas eu queria tirar isso do meu pei...


Antes que pudesse terminar de falar, Medaka se atirava em seus braços e lhe beijava. Sorata sentiu o frio na barriga, as pernas tremerem mas não cederem, e uma sensação indescritível percorrer sua espinha. Em seu peito, um sentimento crescia. Felicidade? Não, algo maior que isso, mas não sabia (ainda) classificá-lo. Resolveu focar apenas no presente momento e no que estava fazendo.

Algum tempo depois (nenhum dos dois saberia dizer quanto exatamente), Medaka se afastava, encerrando o beijo mas mantendo um sorriso animado no rosto. - Isso foi só um "até logo"! - Ela falou, tentando desamarrotar seu uniforme. Seu rosto também estava um pouco corado. - Sei que nos encontraremos no mar, e quando esse dia chegar poderemos decidir sobre essa nossa relação. Ok?

Sorata concordava com a cabeça, sem jeito. Durante os dias anteriores e até mesmo no caminho até ali, sua cabeça tinha simulado os mais diferentes cenários de rejeição, mas nunca a possibilidade de aceitação, muito menos uma tão positiva quanto aquela. Estava feliz. Mais felicidade do que tinha sentido a muito tempo.

Então... até a próxima! - Ela se despediu, dando um último beijo no garoto de cabelos alvos antes de sair de casa. Para que missão ela estava indo? E quando será que Sorata iria encontrá-la?

O navegador ainda não sabia, mas o destino seria bem menos generoso do que imaginava...

by Feh-Chan
edited by Kanshin


OFF:

Obs1: Essa fic se passou antes da primeira aventura oficial do personagem, ou seja, Sorata não tinha nenhum amigo relevante (além de Medaka) até aquele momento.

Obs2: Sono monstro, perdoem erros (muito) idiotas, pfvr <3
mp
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Nito
 Posted: Jun 19 2017, 02:33 AM
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Nito




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Piratas




Ding dong! DING DONG!

Tocava o sinal de fim da aula na escola secundária de Zou. A bicharada se apressava em correr para fora da sala de aula, afinal o amor estava no ar! Era véspera do dia dos namorados na terra dos Minks e o instinto animal fazia a paixão e o romance aflorar cedo na vida dos pequenos bestiais. Restou apenas um único aluno na última fileira, no canto da sala. Era o pequeno Nito Rinko, que sequer notava a saída de todos. O Mink ornitorrinco se empenhava em finalizar sua obra prima. "Mais um detalhe aqui e seremos o par perfeito!" Após dar os últimos retoques, ele largou o lápis admirado do produto de suas mãos. Nito ergueu sua obra com os cheios de orgulho: uma máscara de castor.

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Colocando a máscara cuidadosamente em sua mochila, Nito enfim deixou a sala de aula com pressa e cheio de ânimo. "Hoje nada vai dar errado. Já tenho tudo planejado para conquistar o coração da minha amada!" Ao sair da escola, o jovem híbrido foi direto para a floresta, onde vasculhou cada canto em busca das mais belas flores que poderia encontrar. "Amanhã é o grande dia... E não tem como eu estar errado nisso, nós temos muito em comum! Eu sei que ela ama nadar, tanto é que passa o dia naquela barragem no lago..." Já com algumas flores em mãos, o Mink Ornitorrinco se sentou em um tronco e começou a trabalhar em um pequeno arranjo para seu buque de flores. "Além disso, ela também se parece muito comigo! Se alguém olhar só para nossas caudas diriam até que somos irmãos." Já começava a anoitecer quando o buque de flores ficou pronto. Com extremo cuidado, Nito o colocou em sua mochila e correu para casa.

- Não posso demorar, pois ainda preciso ensaiar meu poema! Girigi Girigi!

Naquela noite, Nito foi dormir bem tarde. Ele fixou no espelho provisoriamente a máscara que fez na altura de seu próprio rosto, de modo que ao olhar via alguém com o rosto de sua amada. O pequeno híbrido passou horas na frente do espelho recitando e aprimorando seu poema. "Essa será a declaração de amor mais bela que já fizeram em Zou!"

Na manhã seguinte, Nito acordou com o sol batendo em seu rosto. Ele dormira sentado na frente do espelho, que agora refletia os raios de sol matinais direto em sua face. Ao olhar para cima, via a máscara de castor brilhando, como uma deusa do amor pronta a derramar suas graças sobre o solitário Mink ornitorrinco. Desafixando a máscara do espelho, guardou o papel todo rabiscado em que escrevera e reescrevera seu poema diversas vezes e partiu para a escola. "Confiança! Esse é o segredo! Ela tá totalmente na minha… Tanto é que vive sorrindo com seus lindos dentões para mim!" Assim que chegou na porta da escola, começou a olhar ansiosamente para os lados, esperando sua amada chegar. Pela primeira vez na sua vida, as ofensas e bullying que seus colegas de escola lançavam contra ele pareciam não o afetar. Enfim, os olhos de Nito brilharam ao ver se aproximando Toninha, a delicada Mink castor, sempre acompanhada de suas fiéis escudeiras dentuças, uma ratinha e uma coelhinha.

- Girigi girigi girigi!!!

Nito dava uma risadinha nervosa enquanto abria sua mochila, colocava a máscara de castor no rosto, sacava o buque de flores amassado após passar a noite na mochila, e relia pela última vez seu poema. "É agora ou nunca. Eu não saí do ovo para ser uma galinha! É hora de mostrar minha coragem e amor!" Antes que Toninha entrasse no portão da escola, o Mink Ornitorrinco com máscara de castor saltou na frente dela, estendendo o buque amassado de flores..

- Aaaai! - Exclamou Toninha surpresa, enquanto a ratinha desmaiava com o susto. Todos da escola foram ao portão, curiosos para ver o que o híbrido mascarado faria.

- Errr… - Sem jeito, Nito procurava achar as palavras que ensaiou a noite inteira. - Eu fiz um poema para você, Toninha… - Sem perder mais tempo, Nito respira fundo e começa a recitar seu poema:
Oh! Minha amada castora,
Você é o meu amor perdido.
Te ver na água é uma visão inspiradora,
Sempre que se banha te espio escondido.

Oh! Minha amada castora,
Tudo em você é apropriado.
Se não bastasse sua dentição encantadora,
Não consigo tirar meus olhos do seu rabo!


O silêncio permaneceu por alguns segundos. Todos sem reação diante de tamanha performance.

- AAAAAAAAAAAAAAHHHH!!! - Gritou em desespero Toninha. -CREEEEEEDOOOO!!! ESSE MONSTRO SAFADO SÓ QUER SABER DO MEU RABO!!!

- Sua quimera pervertida! - Gritou alguém do meio dos alunos espectadores. - Olha só, esse monstro tá achando que é um castor! - Outra voz ecoou na escola. - Credo, joga essa coisa amaldiçoada no mar! - Repentinamente todos ao redor começaram a gritar juntos. - MAR! MAR! MAR! MAR!

A sentença de Nito fora dada. Sem tempo de reagir ou dizer mais alguma coisa, começou a ser puxado e empurrado por todos os lados. Logo, seus pés não estavam mais no chão. Se por um momento ele achou que flutuava de paixão, rapidamente percebeu que era carregado por seus colegas de escola. O destino ele já conhecia muito bem: as beiradas de Zou. Ao chegarem na reta final, bastava lançar Nito ao mar, sua sentença capital por ser diferente. Foi quando ele ouviu uma voz inesperada.

- ESPEREM! - Era Toninha que gritava com ódio de longe. - Eu é que vou empurrar essa quimera monstruosa no mar!!!

Assim, com um empurrão do amor de sua vida, Nito era lançado ao mar. Enquanto despencava do gigante elefante e sua máscara de castor escapava voando de sua face, perdendo-se no horizonte, o Mink ornitorrinco só conseguia pensar em uma coisa.

- Não acredito... a Toninha Castora encostou em mim! Girigi girigi girigi!!!

SPLASH!


This post has been edited by Didi: Jun 19 2017, 02:45 AM
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Raamar
 Posted: Jun 19 2017, 02:04 PM
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Raamar




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Agente do Governo




Amor Selvagem


Seus sapatos deixavam marcas de pegadas na terra fofa que ficava para trás, andava levemente sem rumo, mas não se importava de fato com isso. Estava em meio a algo que os humanos chamavam de férias, ao que tudo indicava isso era algo que se recebia após algumas missões completas na organização, motivo este pelo qual o pequeno Mink andava por aquelas terras não como um Agente do Governo, mas sim como um turista. Estava sozinho, cada um de seu grupo optara por atar certos pontos soltos, sem saber ao certo o que fazer, mas respeitando a vontade de seus colegas, entendeu a deixa para não segui-los e partiu para uma terra quase lendária em sua mente.

Ainda agora se questionava se tinha de fato sido uma boa ideia ir até aquele local, mas lembrava-se claramente da empolgação de Miles (@Phanton) ao lhe contar sobre a ilha durante o caminho para a Coroa Oceânica, a simples lembrança disso lhe trazia um sorriso ao rosto, perguntava-se o que o jovem Mink Raposa estaria fazendo, a Coroa fora um verdadeiro caos, no qual o chacal mal pôde parar por breves momentos para recuperar o fôlego e então sair em disparada novamente. Via agora a besteira que fizera ao se voluntariar para aquela missão, pois era muito inexperiente. Em contrapartida, agora que tudo tinha passado e ainda estava vivo e inteiro, percebia o quanto aquilo tudo lhe ajudara a amadurecer.

*SUSPIRO*

Estava ficando velho pelo visto, começava a se prender demais ao passado e a perder o foco das coisas, mas o que fazer nessa terra que tão pouco atendia de suas expectativas? Os cenários que vira até agora em Beast Point eram mais voltados as desolação do que ao paraíso dos Minks, parecia que uma guerra tinha se passado naquela ilha, o que poderia ser comprovado caso o pequeno bestial não fosse tão cabeça oca e aprendesse a ler um jornal.

Seu olhar vagava levemente perdido, mas com uma leve esperança, enraizada lá no fundo, de que em algum momento desviaria de uma árvore e uma civilização inteira se revelaria, com construções fantásticas e pessoas rindo e correndo, ou melhor, Minks, não pessoas.

Um calor anormal lhe fustigava, fazendo seus pelos emaranharem com suor, folhas secas e gravetos, acima o céu estava parcialmente encoberto por uma nuvem negra. Perdido em pensamentos, o bestial sequer notara que embrenhara em uma selva, mas mesmo nessa os sinais do confronto era visível, com clareiras não naturais e vegetações danificadas de forma grotesca.

"Devia ter pedido para me deixarem no porto principal.... Droga." - Aproveitou uma embarcação da marinha que estaria passando perto do local para minimizar os custos daquela viagem, e como não estava a serviço, optou por desembarcar em um porto natural, que segundo os marinheiros ficava do lado oposto da cidade, desde então estivera andando. Por sorte pegara o hábito de trazer consigo rações de viagem marinha e um odre de água potável, o qual agora aproveitava um riacho para preenchê-lo.

O Sol já começava a ir de encontro ao horizonte quando por fim afastou um arbusto e se deparou com o que tanto buscara. Primeiro foi o cheiro familiar, fumaça, temperos e carne assando, fora outras coisas que não eram tão agradáveis e por isso não mereciam uma descrição mais detalhada. Em seguida veio os barulhos, conversas e coisas sendo construídas. Por fim veio de fato a imagem, uma civilização em fragalhos, construções destruídas, solo desgastado, habitantes tentando se manter firmes.

Muitas construções já se mostravam reparadas ou em processo de reconstrução, o lugar parecia um verdadeiro formigueiro, no qual todo mundo desempenhava sua função para atingir um objetivo comum, ou ao menos era o que parecia a primeira vista.

Desgastado da caminhada, o bestial pouco se deteve nos detalhes, apenas caminhou entre os que ali ainda estavam, mesmo sob olhos desconfiados e se dirigiu a um local cuja placa identificava como "A Pousada torta", tão sugestivo era o nome que o chacal sequer pensou duas vezes antes de entrar, as portas inclusive já estavam abertas. Um cheiro delicioso preenchia o salão, o qual não estava nem na metade de sua capacidade. Sua chegada não passou despercebida pelos frequentadores, fosse pelo seu estado lamentável, ou por não ser um rosto familiar.

O frio no estômago começava a crescer, uma sensação de estar deslocado, de ser indesejado, de ser rejeitado, como tanto acontecera no passado. "Kyoko.... Isaack...." - Fechava as mãos em punhos e cravava suas unhas na pele macia, tentando superar aquele sentimento através da dor, enquanto seguia o mais firme possível em direção ao balcão.

Uma jovem ao ver isso optava por soltar a bandeja que segurava em uma mesa vazia e seguia a passos firmes até o balcão enquanto limpava suas mãos em um avental. Sua movimentação no local era perfeita, desviando de canecos que se chocavam, bebidas que voavam e pessoas que se levantavam subitamente, tudo isso enquanto ria e brincava com cada um dos beberrões. Admirado com a maestria da moça, o bestial se dedicava a melhor observá-la.



Ao focar sua visão na atendente, percebia que fora alvo de uma ilusão causada pelo que esperava enxergar, e não pelo que de fato estava vendo. Havia se acostumado a encontrar e lidar com humanos em todos os locais que entrava, portanto era o que esperava enxergar naquela atendente, mas olhando melhor percebia uma pelagem macia em tons claro lhe cobrindo a pele, orelhas pontudas no topo da cabeça e um olhar angular e afiado ganhando o maior destaque do rosto. Sequer percebeu que a encarava descaradamente e pior, de boca aberta.

Somente se percebeu do erro quando a atendente se aproximou e rindo empurrou seu maxilar para cima, de forma a lhe fechar a boca.

[Galen]-Ei moço, vai acabar engolindo um mosquito se ficar com a boca aberta assim. Me chamo Galen, e este é a Pousada Torta, ou costumava ser, antes de ter que ser reconstruída e ficar reta! - Sua dicção era perfeita, e a menção do problema com o nome levou o salão a cair na gargalhada, com alguns pedidos de desculpa por alguns clientes e incentivos por parte de outros.

Percebendo a falta de resposta do bestial, a loba resolveu acenar em frente a seus olhos e dar-lhe um novo estímulo. [Galen]-Então, o que vai ser hoje? Uma refeição saborosa? Uma noite de sono? Um banho com certeza! Talvez, as três opções? - O sorriso nunca lhe deixava o rosto, aquele do tipo verdadeiro, de quem gosta daquilo que faz.

Percebendo o significado daquelas palavras, Raamar não teve como não se deixar corar enquanto analisava seu próprio estado, até ele se preocuparia caso visse um animal nas condições que ele se encontrava entrando no local que optara jantar. Sua expressão deve ter sido extremamente óbvia, pois uma nova leva de gargalhadas se espalhou pelo salão, que neste momento já desistira de manter as conversas paralelas e se mostrava interessado naquele forasteiro mudo.

Percebendo o quanto aquela situação era embaraçosa para seu cliente, Galen achou melhor intervir antes que perdesse a toa um lucro extra. [Galen]-Ei, Ei galera, vamos com calma, ele é um cliente aqui e vocês devem ter mais do que conversar, portanto vão encher a cara e as barrigas, e dessa vez não se esqueçam de pagar antes de sair, ou vou à casa de cada um de vocês cobrar de suas esposas! - Deixando de lado os demais clientes, e percebendo que o chacal havia travado por conta das brincadeiras, tratou logo de ir para trás do balcão e pegar uma chave, a qual arremessou para o chacal.

[Galen]-Aqui, use esse quarto, tome um banho, recupere a fala e então volte, enquanto isso farei o jantar, depois discutimos preços e outras coisas do tipo.... - Sua voz era firme, do tipo de quem já está habituada a lidar com pessoas como Raamar.

Ao menos seus instintos não foram afetados como sua fala, pois conseguiu pegar facilmente a chave. -Certo - Foi tudo o que conseguiu dizer, antes de juntar suas poucas coisas e seguir para a escada em busca do número do quarto, 16.

Não foi difícil encontrar, todas as portas tinham o número pintado em um vermelho grande e chamativo, mesmo um analfabeto poderia comparar o número gravado na chave com o que estava desenhado e assim se localizar rapidamente. O interior do quarto era simples, uma estrutura de concreto sustentando um colchão fino de palha, uma tina grande de madeira e um pequeno guarda-roupa, porém o destaque era para a limpeza, a qual era impecável, perceptível até para um avoado como o Raamar. "Droga.... o que foi aquilo? Que vergonha! Pareceu até que eu era um animal selvagem que se perdeu da floresta....." - Continuaria se repreendendo, não fossem três batidas firmes na sua porta, seguidas da inconfundível voz de Galen. [Galen]-Vou deixar um balde com água quente aqui na frente da porta, se apresse para pegar antes que outro hóspede pegue!

Raamar sequer hesitou em seguir aquelas instruções, mas tão logo abriu a porta se deparou com o corredor já vazio, Galen não parecia mesmo o tipo de garota desocupada que ficava perdendo seu tempo.

Com um suspiro o bestial recolheu o balde e preencheu a banheira, calibrando a temperatura com água fria da torneira que existia no cômodo. Foi de fato trabalhoso remover os nós, galhos e folhas de sua pelagem, mas ao final valeu a pena, pois estava novamente apresentável. Colocou sua segunda muda de roupas, a qual era igual a anterior, porém limpa, enquanto lavou a anterior e deixou secando-a ali mesmo.

Desceu decidido a não cometer o mesmo erro de agora pouco, porém novamente se espantou quando encontrou o salão vazio, exceto por Galen, que se encontrava sentada em uma mesa com várias comidas dispostas. Ao ver aquilo, Raamar se aproximou com certo receio.

-Não sei se vou ter dinheiro para bancar toda essa comida, que por sinal parece muito boa.... - Um olhar de receio era lançado para a atendente, a questão do dinheiro não era bem verdade, mas também não sabia ao certo quanto cada coisa deveria custar, logo optava sempre pelo receio, ainda mais estando sozinho. Galen por sua vez apenas deixou escapar um suspiro e acenou para o chacal, indicando para se sentasse a sua frente. [Galen]-Não me faça jogar toda essa comida fora, você chegou com uma aparência horrível, aposto que está com fome.

Raamar não estava de fato faminto, porém as rações de viagem eram desprovidas de gosto, eram mais funcionais, logo toda aquela comida se tornava realmente irresistível, de forma que logo se sentou e, ainda que só no início, com receio começou a comer.

-O que aconteceu com todo aquele pessoal que estava aqui? - Questionou, enquanto olhava ao redor.

[Galen]-Foram para casa, aqui as pessoas ou dormem cedo para ter energia para trabalhar no dia seguinte, ou trabalham de noite. As conversas descontraídas regadas a cerveja é como eles suportam dia após dia de trabalho para reconstruir o que perdemos... - Um grande pesar tomava conta de suas palavras, chegava a ser tanto instigador quanto intimidador, fazendo o pequeno chacal hesitar em relação ao que de fato ocorrera.

Percebendo a hesitação do chacal e sua clara falta de conhecimento sobre a ilha, Galen optou por tomar a iniciativa. [Galen]-Pelo visto você tem mesmo problema com palavras.... Mas fico feliz por não ser mudo...

Ainda que de forma simplificada, Galen lhe explicou sobre a guerra de Reina e como isso afetara Beast Point, lhe contando sobre como a ilha costumava ser e no que se transformara, a conversa não chegou a ser unilateral, mas a história era tão perturbadora que acabara por fazer o chacal conter suas palavras.

Por fim a conversa era interrompida por Galen, alegando que já estava tarde e não era costume dos habitantes da ilha dormirem tão tarde assim.

Na manhã seguinte o chacal caiu cedo da cama, e logo se colocou a lavar o rosto e o restante do pelo, com água fria mesmo, pois aquele dia já começara ainda mais quente que o anterior.

Desceu as escadas e pouco antes de entrar no salão se viu parando, pois escutara a voz de Galen, porém totalmente diferente do dia anterior, não estava nem animada e nem nostálgica, mas exaltada. Discutia com outro Mink lobo que insistia em lhe tratar como sua. Por algum motivo aquilo irritava o pequeno bestial, e sem que se desse conta se viu entrando no salão com a melhor postura que conseguia apresentar. Seguiu confiante até estar próximo da dupla. -Bom dia Galen, queria sair cedo para conhecer o resto da ilha, será que posso comer uma daquelas deliciosas tortas de ontem antes de sair? - Ignorava propositalmente o outro Mink, o qual revelava uma real irritação pelo ato, chegando até mesmo a começar a avançar contra Raamar, não fosse pela intervenção de Galen. [Galen]- Chega Umber! Vá logo embora, terminamos mais tarde a conversa, tenho trabalho a fazer agora! - Com a confiança restaurada, a loba conseguiu empurrar o Mink lobo para fora do estabelecimento e fechar a porta.

A garota olhou para Raamar com um misto de alegria e tristeza, pois um sorriso iluminava seu rosto, enquanto lágrimas escorriam e deixavam um risco molhado em seus pelos. Aquela cena não durou muito, pois tanto Raamar seguiu para um mesa, quanto Galen aproveitou a deixa e seguiu assobiando para a cozinha, mesmo que as notas do assobio estivessem claramente falhas em alguns momentos.

Raamar comeu a torta sozinho, pois logo outros clientes levantaram e preencheram não só o salão como o tempo de Galen, de forma que o bestial acabou voltando para seu quarto após comer. Somente quando Raamar descera novamente as escadas e seguia para a porta que sentiu seu braço ser segurado, e quando se virou se deparou com Galen, perigosamente perto. Com certeza aquela não era a intenção da garota, talvez não estivesse esperando uma reação tão rápida do Mink, pois logo se afastou corando e pigarreando. [Galen]-Obrigado por mais cedo.... Aquilo... Um cliente não deveria ter que ver aquele tipo de - Sua fala pela primeira vez não era firme e constante, parecia até que a garota não sabia o que falar ou como se explicar.

Aquele comportamento com certeza não combinava com Galen, talvez fosse a frustração causada por essa discrepância que levou o bestial a ter coragem de interrompê-la. -Meu nome é Raamar, acabei esquecendo de me apresentar corretamente ontem, foi falta de educação minha!

Galen acabou um pouco desconcertada pela interrupção, e o chacal aproveitou essa deixa para se virar e sair da hospedaria. -Volto mais tarde para jantar e acertar quanto devo.

Saindo da hospedaria, se deu conta que não tinha planejado nada de fato, andou um pouco pelo vilarejo, visitou algumas das poucas lojas operando e por fim sentou-se no resto de uma antiga construção e ficou observando as pessoas passarem, mesmo assim seu corpo estava em paz, ninguém lhe olhava com desgosto ou desdém, lógico que não ficavam felizes por encontrar alguém ali parado sem fazer nada, mas pela primeira vez Raamar via um lado bom em se "ninguém", não era ignorado por sua aparência, mas sim por não ter nada de diferente dos demais.

[???]-Ei! Vai mesmo ficar ai parado sem fazer nada enquanto observa todo mundo trabalhar? - Uma voz grave como um trovão lhe tirava do devaneio, por um momento demorou para se perceber que falavam consigo, olhou ao redor até que se deparou com um enorme Mink Urso pardo, que lhe encarava com olhar severo.

[???]-Você mesmo filhote, não se sente incomodado por ficar ai sem fazer nada, enquanto observa seus semelhantes darem o melhor de si? Venha, venha nos ajudar. - Sem muita chance de reação foi arrastado para o meio das obras. A princípio não lhe fora entregue nenhuma tarefa absurda, apenas levar água para os trabalhadores, mas conforme ia interagindo optou por vontade própria ajudar seus iguais, se enturmando e assumindo tarefas mais pesadas. Por fim acabou descobrindo que o velho urso de nada tinha de severo, aquele era apenas seu jeito de incluir um Mink desgarrado de volta na sociedade a qual devia ter feito parte.

Estava começando a ficar cansado, ainda que feliz por toda a interação que conseguira fazer, mesmo sendo inesperada. Já era quase final de tarde quando uma agitação começava, primeiro ouviu gritos desconexos, mas pouco a pouco foram se espalhando e com isso ficando mais claros. O céu havia escurecido muito, o que fazia Raamar se questionar em relação há quanto tempo gastara. Teria ficado alí mais tempo sem de fato entender o que estava acontecendo, não fosse o mesmo Mink urso, que percebeu sua inércia e tratou de lhe sacudir.

[???]-Venha logo filhote. O vulcão entrou em erupção, essa área não é segura e não há nada que podemos fazer nesse momento, a trincheira não ficou pronta a tempo, ou erraram a previsão, não sei dizer, mas o que importa é que se ficarmos aqui vamos morrer. - Já começava a ser arrastado para longe quando enfim se deu conta de uma coisa, a Pousada Torta ficava na direção oposta da qual seguiam.

Ficando com força seus pés no chão, percebeu que no fim era mais forte que aquele urso, pois conseguiu cessar completamente o movimento de ambos. -Espera! A pousada na qual estou fica para o outro lado, talvez a atendente de lá não tenha sido avisada. - O olhar de terror no Mink urso fora genuíno, o chacal estava se baseando em um instinto ao dizer aquelas palavras, mas algo no olhar do urso lhe disse que não havia outra opção além da loba continuar em sua pousada, o urso começou a chacoalhar a cabeça, tentando negar e afastar aquele pensamento ao mesmo tempo. Percebendo a hesitação do urso, o chacal apenas se desvencilhou da mão do urso com um único puxão e saiu em disparada até a pousada.

Não entendia aquele sentimento de querer proteger Galen, ela não era um de seus companheiros, mas o simples fato de pensar nela estando em perigo lhe impulsionava a correr mais depressa. Seu coração disparava dentro do peito, em batidas descontroladas e doloridas, quase como se uma rachadura se abrisse a cada pulsação. Seus dentes estralavam de tão apertados que estavam, e mesmo assim o bestial parecia não ir rápido o bastante.

Cogitou seguidas vezes em usar o Soru para cobrir a distância mais rapidamente, porém o fluxo de pessoas no sentido oposto era muito grande para isso, logo teve que se contentar com a força de suas pernas. O pânico no rosto e na voz das pessoas só servia para aumentar sua preocupação. Somente então percebera que havia sucumbido ao pânico e deixara de lado seu lado racional, agilmente escalou as paredes de um edifício e lá no telhado percebeu quão ruim era a situação.

A encosta do vulcão estava já encoberta de magma, este que escorria queimando a vegetação da floresta e se aproximando cada vez mais do vilarejo. A Taverna Torta já podia ser vista, seu letreiro novamente atraia sua atenção. Em frente a porta duas figuras pareciam discutir, uma de pelagem mais clara e outra mais escura, o que lhe fazia voltar a imagem do Mink lobo daquela manhã.

Sem perder o foco da dupla, o chacal avançou mais rapidamente pelos telhados, mesmo sob os avisos de cuidado dos cidadãos lá embaixo. O lobo visivelmente contrariado por não ter sua vontade atendida, e por perceber que não tinha muito tempo sobrando, acabou por desistir da garota, empurrando-a contra a parede do estabelecimento com mais força do que pretendia. Galen pega desprevenida se chocou com tudo contra a parede, caindo desacordada no chão. Com receio do que fizera com a garota, e com medo de ter que arcar com as consequências daquilo, o Mink lobo disparou em retirada, infelizmente para uma direção que tornava inviável Raamar seguir se quisesse salvar Galen. -Tsc.

Quando finalmente chegou na loba, não hesitou em pegá-la no colo, sequer pensou nos pertences que deixara no quarto, eram coisas simples que poderia comprar de novo, estava prestes a tirar Galen daquele local, quando sentiu uma mão segurar firme nos pelos de seu peito.

[Galen]- Não posso perder a estalagem do meu pai.... não de novo.... - As palavras eram quase inaudíveis, entrecortadas por soluços, quando olhou para a garota, viu seus olhos esmeraldas fitando os seus, e lá dentro viu o desespero de se estar sozinho. A compreensão de que tirá-la daquele lugar seria pior do que deixá-la morrer foi quase insuportável para o bestial, pois compreendia bem demais o sentimento de perder tudo. Seu coração doía em batidas disformes enquanto tentava pensar no que fazer.

-Droga! Fique aqui, mas por garantia vá para o andar mais alto, se é tão importante para você, vou salvar ela..... - Ou ao menos era o que esperava. Livre do fluxo de pessoas conseguiu enfim utilizar seu Soru e chegar no alto de uma construção próxima, de onde pôde ver melhor a situação. A lava já estava quase chegando na trincheira, onde alguns bravos heróis tentavam aumentar sua profundidade de última hora, a trincheira seguia direto para um rio veloz e largo, se estivesse pronta provavelmente teria evitado aquela situação. Como se um interruptor tivesse sido ligado, Raamar compreendia como resolver aquela situação, tirava sua máscara de Anubis do bolso e vestia-a, logo em seguida desaparecendo novamente com um Soru.

-Saiam de perto da trincheira, deixem o resto comigo! - Esbravejava alto o suficiente para ser ouvido por todos. Nunca descobrira se fora pelo tom de voz usado ou pela proximidade da lava em relação daquelas pessoas, mas tão logo as palavras foram ditas, as pessoas começaram a se afastar.

Ainda em pleno ar, o bestial descreveu um giro vertical, no meio do qual lançou sua mais poderosa técnica. -Mikadzuki! - Uma onda cortante pôde ser vista seguindo em direção a trincheira, porém logo desapareceu a medida que penetrava e rachava a terra, abrindo uma larga e profunda fissura. Amparou sua queda utilizando o galho de uma velha árvore, no qual se impulsionou para conseguir subir e sentar. exausto pela corrida e pelo uso sequencial de suas técnicas, nada mais pôde fazer além de assistir o desfecho da situação.

Tão logo a técnica dividiu a terra, a lava e a água do rio começaram a entrar na trincheira, preenchendo o lugar com um chiado alto de água fervendo a uma velocidade absurda. Pouco a pouco o espaço começou a ser preenchido com uma volume muito grande de lava, parecendo ser maior do que a trincheira comportava, mesmo com o esforço do Agente. Por fim algo cedeu e a lava começou enfim a escorrer rio adentro.

Com um grande suspiro o bestial se deixou cair no galho e relaxar por alguns segundos, sem se dar conta das palmas que vinham lá de baixo e direcionadas para si.

Ao recuperar um pouco do fôlego, refletiu sobre os problemas que poderia ter se continuasse naquele local e fosse identificado, portanto logo desapareceu daquele galho, utilizando mais um Soru. Seus músculos já começavam a arder, mas ainda assim foi capaz de seguir até a hospedaria, onde encontrou Galen aguardando dentro de seu quarto. Um espanto genuíno se estampou no rosto da garota ao ver aquele Mink mascarado entrando, todos tinham familiaridade com o hábito dos Agentes em usar máscaras. Compreendendo o motivo da surpresa, o chacal tratou logo de tirar sua máscara. Fora instruído a não revelar sua identidade de forma imprudente, porém seus pensamento eram voltados para "Se for ela, tudo bem."

Ficou parado na porta, sem saber ao certo como avançar para recuperar seus pertences, pois estavam aos pés da loba que era incapaz de parar de chorar.

[Galen]-Como... Quem é você? .... Esquece, não importa, você salvou essa hospedaria que é muito importante para mim. Obrigada. - Perdido, sem saber se deveria responder, ou mesmo como responder, Raamar apenas encarou Galen se aproximar. Cada passo da loba em sua direção parecia fazer seu coração sair pela boca, quando esta segurou sua mão, um choque pareceu correr por todo seu corpo, queria abraçá-la, mas não sabia por que, queria se certificar de que ela estava bem, mesmo não sendo sua companheira, queria sequestrá-la e levá-la consigo para longe daquela ilha, mas sabia que seria um pecado, portanto se conformou em encará-la nos olhos, até que a aproximação foi tanta que nem isso foi possível.

Sentiu os lábios da loba pressionando sua bochecha, e para o chacal essa foi a melhor coisa que já experimentara na vida.

[Galen]-Você é a primeira pessoa que com tão poucas palavras me diz tanta coisa....

-Eu.... eu... Não vou poder ficar, queria, mas.... Também queria te levar comigo, mas já vi que não vai deixar essa hospedaria, mas fiz algo que não podia ter feito, não tenho permissão de agir assim por conta, mas....

[Galen]-Não se preocupe, eu entendo.... - Sua voz era triste, com as costas da mão secou as lágrimas, em uma tentativa de mostrar que tudo estava bem. [Galen]-Você fez muito por mim hoje, quero que saiba que sempre vai ter um quarto aqui na Pousada Torta... - Mais palavras pareciam ficar presas, porém o mesmo se passava com o chacal, sua boca se abria e fechava sem de fato emitir som.

Sem saber ao certo o que estava fazendo, avançou em direção da loba, colando seus lábios com os dela. Ficaram assim até que o som de passos se aproximando se tornou audível. -Eu vou voltar! Prometo. - Se afastou rapidamente, antes que não conseguisse mais fazê-lo, juntou suas coisas e correu como nunca antes correra.

Escapou da multidão, que viera para conferir o que acontecera com a lava e quem fora o salvador da ilha, por uma porta dos fundos da pousada, correndo sem parar na direção do porto natural no qual desembarcara e viriam buscá-lo.

Estava feliz e triste ao mesmo tempo, mesmo sem entender de fato o que acontecera agora pouco, sorria feito um bobo ao lembrar daquilo, mas ao mesmo tempo triste por deixar aquele local no qual tanto se identificara. Imaginava que podia ser feliz se ficasse ali, talvez até pudesse trabalhar na Pousada Torta com Galen e descobrir mais sobre o que se passava entre eles, porém tinha medo do que estaria abrindo mão ao se fixar em um único lugar. Pensar em deixar Isaack e Kyoko era tão desagradável quanto estava sendo deixar Galen para trás.

Somente quando embarcou no navio da marinha que percebeu que esquecera de pagar pelo quarto e pelas refeições que fizera.


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Kyoko
 Posted: Jun 19 2017, 04:55 PM
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Kyoko




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Agente do Governo




Um encontro inesperado


Novamente, lá estava eu, andando pelas ruas de Verona. Não pensei que poderia vir visitar a cidade em que morei maior parte da minha vida tão cedo e muito menos que seria perdoada por meus pais por ter ido embora sem ao menos me despedir cara a cara. Minha família entrou em estado de choque quando me viram, quase como se eu fosse um fantasma, então começaram a chorar rios de lágrimas e depois veio a fase da raiva, não foi fácil, mas sobrevivi a cada uma dessas etapas e depois de matar saudades de todos, contar como me tornei agente e dizer o que andei aprontando todo esse tempo, pude sair dar uma volta nos lugares que antes sempre frequentava.

Primeiro, logicamente, fui para as docas, onde passei maior tempo e que tinha vários amigos, estava louca para reencontrar todos, até porque deles eu não havia nem me despedido, só torcia para que não tivessem a mesma reação da minha família. Andava pela margem das docas com passos lentos, apesar de estar movimentado por ali, tinham muitos barcos ancorados, sinônimo de muito trabalho para se fazer, mas dessa vez eu não precisava me preocupar, estava ali apenas a passeio, poderia continuar com minha caminhada lenta, admirando os raios de sol batendo na água do mar e refletindo nos cascos dos barcos, algo que nunca tinha realmente parado para observar. Estava encontrando muitos conhecidos ali e todos pareciam espantados ao me ver, meu pai deveria ter feito minha caveira quando fui embora.

Varria o lugar com meus olhos, procurando mais colegas de trabalho, até que meu olhar parou em algo, ou melhor dizendo, alguém. Minha atenção foi completamente monopolizada por ele.


Ele estava ocupado mexendo em alguns dos barcos, já que não estava me vendo continuei observando-o, seu cabelo preto brilhava tanto quanto os raios de sol, seus olhos de um castanho claro envolventes, já estava decorando o desenho de seus lábios quando ele abruptamente me olhou, por ter sido pega de surpresa, desviei meu olhar envergonhada e comecei a andar na direção oposta em que estava aquela beldade, porém parei quando ouvi me chamar.


-Ei, não esperava te ver por aqui, mas fico feliz que tenha me notado! Apesar de estar me evitando novamente.- Comecei a me virar em sua direção, aquela voz era um pouco familiar, mas tinha certeza que nunca o tinha encontrado antes. Desta vez encarei-o de uma forma diferente, tentava ver através dos seus olhos e descobrir quem era ele, pois não era apenas sua voz que me era familiar, seu sorriso gentil e brincalhão ao mesmo tempo, despertavam em mim um sentimento bom. Após passado uns minutos, algumas imagens começaram a passar em minha mente.

Quando tinha mais ou menos 14 anos sempre vinha com meu pai trabalhar nas docas, na verdade vinha para me divertir porque ainda não sabia nada, mas mesmo assim meu pai sempre me trazia, porém eu não era a única criança, um funcionário do meu pai sempre levava seu filho também, pois dizia que ele tinha interesse em ser mecânico. Eu sempre estava junto deste menino, apesar de viver batendo nele, pois ele adorava me perturbar, sabe aquelas brincadeiras bobas de menino? Então, era seu hobby preferido. Apesar disso, me divertia muito com ele, tínhamos alguns gostos em comum, por exemplo, adorávamos um sorvete de melão que era vendido perto das docas, no verão no meio da tarde sempre íamos lá comprar e passar o tempo conversando. Todo mundo que nos via achava que quando tivéssemos idade iriamos começar a namorar, mas eu não via o Ren dessa forma, e pensava que ele também não.

Em um desses dias de verão, ele foi até minha casa de noite falar comigo, veio me dizer que sua família iria se mudar para uma ilha próxima de Verona na semana seguinte e que não queria ir embora sem que eu soubesse que ele gostava de mim, sem saber o que dizer, por ter sido pega totalmente de surpresa, eu não lhe disse nada e ele disse que não precisava de uma resposta agora e foi embora, mas eu continuei parada na frente de casa por longos minutos com um turbilhão de pensamentos. Nunca tinha parado para pensar nele daquela forma, apenas gostava de estar ao lado dele e pensei que seria assim sempre, mas de uma hora para outra tudo estava mudando, ele iria morar em outro lugar, o que queria dizer que não ficaria com ele mais nas docas e nem iria comprar sorvete de melão. Sentia um aperto no meu peito, sentia que algo estava errado, mas era amor? Ou apenas estava triste porque meu melhor amigo iria embora? Ainda não sabia diferenciar estes sentimentos e não poderia dar uma reposta sem antes resolver isso, e enquanto não resolvesse não poderia vê-lo.

E dessa maneira passou a semana e chegou na véspera dele ir embora e eu ainda não tinha encontrado com ele, a semana inteira evitei ir as docas, meus pais estavam preocupados pensando que eu estava doente, mas por mais que Ren dissesse que não queria uma resposta, com certeza estava esperando por uma. E naquele dia por saber que não restava muito mais tempo, mau consegui dormir, não queria terminar as coisas daquela maneira, fugindo, mas também tinha medo de encontra-lo. Meu peito doía, e depois de todo esse tempo trancada em casa, tinha entendido, meu peito doía por querer vê-lo por querer dizer para ele que não fosse embora. Quando entendi isso sem pensar sai correndo até sua casa, chegando lá senti uma pontada de dor ao ver tudo fechado e que ninguém vinha me atender, fiquei sem entender, pois Ren iria embora somente no dia seguinte, então sem desistir voltei a correr, mas dessa vez até as docas. Cheguei lá com respiração pesada, descabelada e com as pernas doendo, mas valeria a pena para ver seu sorriso uma vez mais. Andei por todos os cantos e não encontrei nem ele e nem seu pai, decidi então perguntar ao meu pai e foi então quando meu mundo desabou, já tinham ido embora, houveram alguns problemas e por isso tiveram que ir um dia antes. Minhas pernas bambearam e me deixei cair no chão, lágrimas pulavam dos meus olhos, tinha perdido a única chance de dizer como me sentia, ele não estaria mais ali me esperando como sempre. Ren não veio se despedir novamente, deve ter ido embora pensando que eu não gostava dele e por isso não tinha ido mais encontra-lo e quando finalmente criei coragem, já era tarde demais.

E finalmente 8 anos depois estávamos frente a frente, no mesmo lugar que costumávamos nos encontrar.

-Ren? - Ele havia mudado muito, me deixei levar por sua beleza que não consegui reconhece-lo logo de início.


-Voltei a pouco tempo para Verona, pelo que seu pai falou, logo depois que você partiu. Sabia que eu viria? Ahhahahahah... Apenas brincadeira. - Ele continuava igual, até mesmo seu tom irônico era o mesmo.

-Quantos desencontros hein? Sempre acontece isso conosco... - Falei sem pensar, levada pela emoção, só percebi o que realmente tinha dito quando vi sua expressão confusa, obviamente ele não sabia que sai correndo procurando ele enquanto ele já tinha ido embora, rapidamente mudei de assunto dando um sorriso. - Tem um tempo para tomar aquele sorvete de melão? Bem, pelo menos até antes de eu ir embora ainda vendiam.

Meu coração bateu acelerado ao ver ele assentir com a cabeça, estava me sentindo constrangida perto dele, sem saber o que dizer ou o que fazer. Não queria decepciona-lo e queria mostrar que eu também mudei para melhor. - "Perai, por que quero isso?" - Quanto mais pensava, mais sem jeito ficava. - "Seja vocês mesma, aja naturalmente."

Durante o caminho fomos falando do que havia mudado na cidade, muito tempo havia passado desde que andamos juntos assim, e tínhamos muitas memórias juntas naquela ilha. No mesmo lugar ainda vendiam o sorvete de melão com o exato sabor de 8 anos atrás, porém não era mais um menino que estava na minha frente. Continuamos conversando coisas banais, falando sobre pessoas que conhecíamos em comum, como andavam as docas, como estava sendo minha vida fora de Verona. Estava tão divertido, tínhamos voltado no tempo, quando vimos já tinham se passado mais de uma hora.

-Desculpe Kyoko, é bom estar com você, mas tenho que voltar agora, na verdade já tinha que ter voltado a um bom tempo! - Ele se desculpava sem jeito enquanto se levantava. Nosso tempo havia acabado novamente, por pouco tempo esqueci que não éramos mais crianças e que tínhamos responsabilidades.

-Não se preocupe, vai lá, foi bom te ver de novo... - As palavras que eu não havia dito a anos atrás e tinham sido confinadas, queriam sair agora, mas eu sabia que não haviam mais motivos para falar, era melhor deixar do jeito que estava. Mas algo na minha expressão me denunciou, Ren parou em minha frente e ficou me fitando, como se esperasse o que eu tinha para dizer, meu rosto enrubesceu por causa de seu olhar.


Levei poucos segundos para tomar minha decisão, já tinha demorado no passado perdendo uma oportunidade, e tive de viver com o arrependimento, não queria que acontecesse novamente isso, tinha aprendido a parar de fugir e encarar o quer que fosse sem hesitar.

-Ren, me perdoe por demorar tanto tempo para te dar a minha resposta, mas acho que você deve saber e eu também não estou bem com a forma que terminou aquela vez. - Dei uma pausa na esperança dele dizer que não precisava ou que nem se importava mais, mas ele apenas assentiu com a cabeça sério. Sentia minhas mãos tremerem, escutava um zumbido em meu ouvido, minha voz saiu um pouco rouca e mais baixa que o normal, mas o suficiente para ele ouvir. - Eu gostei de você. Fiquei muito feliz quando se declarou. Todo aquele tempo, mesmo sem saber, eu gostava de você também. Logo que você partiu foram os piores dias para mim e era impossível não lembrar de você. Só não queria ter demorado tanto tempo para lhe dizer isso.


Ele estava com uma expressão de surpresa, aparentemente esperava levar um fora, ele colocou a mão na boca possivelmente sem saber o que dizer e levemente envergonhado. Ficamos ali alguns segundos em silêncio, um silêncio assustador, quando por fim ele decidiu falar.

-Todos esses anos... Todos esses anos pensei que tinha tido um amor não correspondido, você não sabe o quanto fico feliz em saber isso. - Ele parou novamente de falar e eu não sabia o que dizer, afinal nunca tinha me confessado antes, pois logo que ele se foi me dediquei unicamente a navegação, estava olhando para o chão envergonhada, só levantei meu olhar quando escutei alguém se aproximar, era um menininho que vinha correndo, aparentava ter uns 3 anos, sem dizer nada apenas se agarrou nas pernas de Ren. Ren olhou para mim sem jeito e então olhou carinhosamente para o menino e fez um cafuné em sua cabeça. - Mas todos esses anos ficaram para trás, esse é meu filho Mamura.

Sentia uma apunhalada no peito, nossos olhos se encontraram, e senti todo meu rosto queimar, queria desaparecer, naquele momento me senti idiota por me preocupar com algo que já tinha acontecido a tantos anos. Não sabia para onde olhar, devo ter feito uma expressão horrível, geralmente conseguia controlar minhas caretas, mas o choque foi tanto que não consegui evitar, Ren deve ter notado meu constrangimento, pois sabiamente mudou de assunto.

-Você só está de passagem, minha heroina Kyoko? - Ao dizer isso ele me olhava com carinho e em seu rosto estava estampado um sorriso de gratidão, talvez eu não fosse a única idiota que lembrava do passado afinal. Queria apenas ter memórias boas dele, por isso com todo meu esforço sorri para ele como nos velhos tempos.

-Sim, só estou de passagem! - Só espero minha voz não ter saído tão amarga como soou para mim.

E assim nos despedimos mais uma vez, porém dessa vez sem palavras não ditas.




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Kenway
 Posted: Jun 19 2017, 05:46 PM
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Aventureiro





Lembro-me bem de meu primeiro amor. Algo não muito convencional eu diria, em suma minha paixão é algo diferente do usual. Era bem cedo, o sol estava começando a tingir o céu esplendorosamente e eu podia avistar tal acontecimento pela janela de minha casa, onde reunia-se meus dois irmãos e meus pais. Não havia passado tanto tempo desde que eu realizei meu tredécimo aniversário e estava entrando na fase da adolescência, os outro filhos ainda eram crianças visto que eram mais novos, um inclusive estava para completar um ano.

Terminando de deleitar meu café da manhã junto de minha família, meu velho vem até mim e me chama para falar em particular, geralmente este era o período em que eu brincaria com meus primos, para descontrair, oras apenas se tratava de conversa furada. Entretanto o pai parecia sério, mais do que o habitual, ele tinha algo de importante para falar. Me afastou primeiramente de meus irmãos, para que eles não pudessem ouvir porém o que ele disse era algo que eu mal podia entender, ele mantinha em mistério, dizia que me mostraria uma surpresa conforme lentamente me guiava para fora da casa.

Já no exterior de minha residência, podia sentir a brisa que refresca-me todas as manhãs, o chão, assim como o céu, era tingido pelo esplendoroso sol porém de forma mais sútil. Apesar de se tratar de um assunto importante meu pai não parecia ter pressa e logo entendi o porquê, ele não estava me levando para um lugar muito longe, poucos segundos -talvez um minuto ou dois- fora o suficiente para chegarmos ao destino; isto é, Bellicanta’s, o restaurante de minha família, cujo o qual nunca me fora permitido adentrar a cozinha, eu podia acessar qualquer área de seu interior sendo o limite a cozinha, era um local restrito, talvez até sagrado para meu pai.

Adentrando o estabelecimento, tudo parecia como de costume, ouvir o som da porta se abrindo era um verdadeiro deleite, normalmente sinal de que em algumas horas o bom aroma de um prato bem feito subiria. Foi então que, para minha surpresa, meu velho se pronunciou ”Hoje é um dia especial.” não brotou emoção alguma além de curiosidade em meu ser naquele momento, coisa que viria a mudar após sua declaração, feita de conseguinte ”Creio que seja hora de oficializarmos você como membro da família, Matteo… Hoje lhe mostrarei a cozinha.” desta vez o que sentia ia além do descritível, encontrava-me no mínimo estupefato, paralisado pelas emoções que quase não conseguia conter.

Passamos, meu pai e eu, por entre as mesas e cadeiras até chegar em frente a porta da cozinha, aguardei então em silêncio para que ele a abrisse, entretanto ele não o fazia, apenas me encarava, até que novamente falava ”Abra” ele disse e pausou, continuando logo após ”Vá em frente… Abra” eu então respondi ”Sério?..." eu não pude ver obviamente, mas estou certo de que meus olhos brilhavam naquele momento, meu pai como resposta apenas sorriu, para mim era uma afirmação. Meus braços, pequenos mas nem tanto, se esticaram, tocando o material do qual era feito as portas para a cozinha, fiz um pouco de força e isso já fora o suficiente para que se abrissem, revelando magnífica visão que era aquele cômodo.

Havia de tudo ali que era essencial de se ter em uma cozinha, fogões, geladeiras e bancadas tudo ao meu dispor, neste momento eu já não estava mais são, para mim meu pai agora já não era o mandante, o que eu sentia ao adentrar aquele local era um sentimento de autoridade, eu sequer pedia a permissão de meu velho e já ia em direção a bancada principal, localizada no centro. Para minha surpresa, os utensílios não estavam guardados, as facas e ferramentas variadas estavam enfileiradas sobre a superfície a qual me direcionei, provavelmente deixaram ali para mim, para fazer uma surpresa.

Meus olhos agora não se desviaram por um instante sequer para encarar meu progenitor que ali de pé, na porta, se encontrava. Meu coração acelerava e estava quase a ponto de suar frio, estendi minha mão destra, trêmula, até alcançar a ponta da lâmina da faca. Com meu indicador, beijei o metal frio, percorrendo toda a sua extensão até tocar em seu cabo de madeira, cujo o qual era perceptível de ser firme com um simples toque, meus cinco dedos os circundavam agora, erguendo aquele belíssimo instrumento culinário. Fitei por um breve momento os demais itens dispostos no balcão mas rapidamente olhei para o outro lado, localizando uma caixa com tomates, segurando a faca com a mão direita, peguei um dos frutos da caixa e o apertei levemente, deixando de lado toda a força bruta costumeira, para sentir suas camadas, a primeira sensação era a firmeza, a dureza e a crocância, seguida de sua maciez agradável.

Coloquei-o sobre a tábua, respirei fundo e pus a lâmina rente ao ingrediente, tocando-o de forma delicada, até que coloquei força contra ele, cortando-o duas vezes em, realizando um corte em cruz. O fervi e tirei a casca e as sementes, piquei a cebola e o alho e os refoguei, misturando tudo em seguida, cozinhando e adicionando água. Por mais simples que fosse o que eu estivesse fazendo, meu coração não parava de acelerar cada vez mais e minha concentração era tamanha que eu não ouvia nada a minha volta, era um êxtase sem igual o que eu sentia naquele momento, algo inominável, talvez próximo de dançar uma valsa com a mais bela entre as moças,

Foi então, que em meio aquele frenesi que sentia após já ver o molho concluído, senti algo cair sobre meus ombros, uma mão primata como a minha. Virei um pouco meu pescoço, o suficiente para avistar a figura, era meu pai, sorrindo. Orgulhoso talvez, ele esticou então seu outro braço até que pôde alcançar uma colher com a qual pegou uma porção do molho que fizera e levando-o a sua boca, ele deleitava-se, saboreando do que eu havia feito com paixão. Ele olhou então novamente para mim, encarando-me em silêncio até que o quebrou utilizando apenas de quatro palavras ”É um bom começo.”, não era o que esperava ouvir mas pelo incrível que pareça não me entristeci, o fato de ter descoberto minha paixão, meu verdadeiro amor, não poderia ser abalada por palavras ordinárias e torpes.

Hoje, para a minha infelicidade, minha paixão pela culinária se mantém de pé em seus 100%, ao contrário de meu restaurante herdado por meu pai, que beira a falência e está prestes a fechar suas portas, todavia, estou certo de que enquanto eu ainda possuir essa chama dentro de mim que anseia por ter uma faca em mãos para criar pratos cada vez melhores, não há nada que possa me abalar, essa minha paixão é o que me sustentará até meus últimos dias, que consegue competir até mesmo com o amor que tenho pela família, a qual tanto valorizo.



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Rawnor
 Posted: Jun 19 2017, 06:10 PM
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Lovely Fool
ALBERTA

A brisa marítma afava os cabelos dos jovens amantes enquanto a luz do luar os iluminava como um holofote no centro de seu palco particular, Will se perdia na imensidão dos cabelos de Floris enquanto os dois trocavam um doce e prolongado beijo. Os dois sorriam entre si e começavam a caminhar de mãos dadas aproveitando os eventos que a vida noturna da cidade poderia lhes proporcionar.

Will e Floris haviam se conhecido meses atrás quando ele havia vindo a cidade como parte de uma missão da marinha, na época ele a conheceu durante uma investigação onde ele teve que fingir interesse, mas a mulher havia desperto novas idéias e aberto os olhos do sargento para outras possibilidades além da carreira, por sua vez Floris parecia ter gostado do jeito sério e preocupado de Will, mesmo que ele por muitas vezes fosse um tanto taciturno ela sabia identificar de cara o que ele estava pensando. Era sem dúvidas uma afinidade natural.

Só recentemente eles haviam começado a sairem juntos, William havia partido para a Grand Line pouco após concluir a missão na qual havia conhecido a mulher para só retornar algumas semanas atrás juntos de alguns outros amigos, inclusive Vauquelin (quem apresentou o casal) iria assumir a base de Alberta, já que a antiga comandante havia desertado da marinha e se tornado uma pirata. Quando William retornou ele foi imediatamente encontrar-se com Floris e acabou discutindo com o ex namorado dela, Kairi, que continuava a cortejá-la. Depois de uma discursão acalorada tanto Will quanto o caçador de recompensas foram convidados as masmorras da cidade para esfriarem a cabeça.

Durante seu, breve graças as conecções, período de cárcere Will recebeu a visita de Floris, que parecia levemente emburrada por toda a situação. Fazendo biquinho ela ouviu as desculpas do marinheiro que não sabia como agir naquela situação, o tão eloquente William Lacroix agia como um garotinho indeciso e inseguro enquanto se desculpava, o que imediatamente arracava risadas não so da moça, mas de todos os seus companheiros que acompanhavam a situação. Depois de passar tanta vergonha Floris cedia um pouco e não só dizia que não havia tido problemas com a confusão como também gostara de ver ele correndo atrás dela.

Imediatamente depois disso os dois começaram a sair juntos e não poderiam estar mais apaixonad--- ALBERTA, num café muito diferente do cenário anterior.

[Floris]
- Ei o que é isso?

William largava a caneta parando de escrever o conto em que estava trabalhando, ele havia fechado o livro de imediato ao ver a mulheer por quem havia desenvolvido um amor quase platônico, apesar de ela também parecer ter sentimentos por ele o sargento não parecia conseguir achar a hora certa para tratar desses assuntos, principalmente por conta dos amigos, que sempre apareciam para importunar.

[William]
- N-não é nada hahaha, é só um relatório... Ria nervoso quando por mágica Vauquelin aparecia por uma porta no ar e pegava o livro das mãos de William.

[Vauquelin]
- Então você não se importa se eu der uma olhada né?

[Flamel] - Relatório é? Deixa eu ver isso aqui.

Antes que Flamel e Vauquelin pudessem ler o livro William tomava-o da mão dos dois e saia correndo com Soru dali, sendo perseguido de perto por seus companheiros que acharam mais divertido ainda importuná-lo pelo compartamento suspeito. No caminho William passou por Tell, Alexei e Dogmeat que disputavam uma partida de alguma coisa, mas que se uniram a perseguição de William ao verem que ele fugia de Flamel e Vauquelin.

[William]
- Eu já disse que não é nada maldito! ME DEIXEM EM PAZ!

Floris ficava para trás com uma expressão confusa enquanto o grupo de marinheiros corria fazendo bastante baderna e barulho pelas ruas de Alberta.

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Muffin
 Posted: Jun 19 2017, 06:51 PM
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Muffin




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Patrulha pela cidade era uma das coisas que gostava de fazer no meio tempo, entre treinamentos e aventuras. Acabava por descobrir um novo beco, uma nova rua, uma nova loja, uma nova pessoa, e como ela ainda estava estacionada no Quartel de Las Camp, era bom conhecer a cidade onde servia. As vezes servia até mesmo como policiamento para a cidade, separando disputas e, num geral, servindo de bode-expiatório para qualquer coisa de interesse ou importante que chegasse a ver pelas ruas da cidade, mantendo um relatório sempre em dia com os superiores.

No dia em questão, Yukako estava aproveitando a manhã para gastar em sua patrulha. Havia passado um pouco da noite estudando sobre a topografia de Las Camp, e sua mente voava pelos seus pensamentos enquanto andava, quase como se estivesse no seu modo automático, funcionando como uma máquina de vigilância na cidade. Seu modo automático foi quebrado em um momento em que acompanhou uma gaivota voar de um telhado para o outro, e ouviu alguma coisa não tão longe de onde estava. Como dever, e com uma leve pitada de curiosidade, ela segue na direção do dito som. Poderiam ser várias coisas, afinal, não é?



Acabou que eram dois dos garotos locais. Já havia visto eles pelas ruas algumas vezes, deveriam fazer parte da escola local, mas estavam em um beco jogando dados e apostando algumas berries por tal. Tecnicamente, não era ilegal que estivessem fazendo aquilo, eram suas berries e seus dados para apostarem, mas não era realmente uma das atividades que se esperava que garotos da idade deles ficassem fazendo. Yukako semicerrou os olhos, enquanto observava logo na aresta do prédio, fora do beco. Pelo momento, observou os dois jovens... Eles lembravam ela de alguém que conhecia, mas era incapaz de apontar quem.

"Ehehehe! Pode ir pagando, Josuke!"

"Por que em todos os jogos de sorte você acaba sendo o vencedor, Okuyasu?"

"Não pergunte, só pague!"



Okuyasu e Josuke. Eram os nomes deles, ou apelidos como se chamava, não pareciam ser tão mais novos que ela, chutaria uns três anos, no máximo. E não pareciam ser as ferramentas mais afiadas da caixa. Ficou observando eles em silêncio, ainda esperando para ver... Algo. Estava realmente era curiosa por o que faziam, tão curiosa que nem notou a movimentação vindo do outro lado do beco. Uma voz diferente se juntou as exclamações de felicidade de Okayasu, e aos gemidos de frustração de Josuke.

"He-hey pessoal, vocês vão ficar jogando dados ai o dia inteiro... De novo?"



Um terceiro? Este... Hmm... Ele parecia diferente. Sua voz, sua fala, suas roupas e o seu belo cabelo. Cabelo. Seu cabelo. Era diferente, de alguma maneira. Ela se manteve ali, ainda agora tentando se esconder um pouco mais, e não inteiramente só porque não queria que o terceiro a visse como uma stalker do grupo, mas também porque o que acontecia ali pegou o interesse dela bem mais do que esperava que acabasse pegando.

"Não me amola agora, Koichi! Vou pagar minha comida por uma semana com as berries fáceis do Josuke"

"Ah, é, então toma esses pares de seis... Ah, droga. Eu oficialmente odeio esse jogo."

"Pode pagando mais e mais!"

"Vocês sabem que já é quase nove da manhã, não é?"

Em apenas um entreolhar, os dois saíram correndo dali, pegando apenas suas duas bolsas, e os berries no chão, e disparando por entre os becos. Como esperado pela marinheira, eram algum tipo de par de delinquentes. Seu foco voltou-se para o garoto que ficou... Koichi era seu nome. Havia sido deixado para trás pelos outros dois, e com um suspiro, colocou-se a começar a arrumar os dados e limpar a sujeira feita por eles com o lixo deixado para trás.

Creio que deveria ajudá-lo... Dando-se ao fato de que manter a cidade limpa também é parte de meu trabalho. Indireta ou diretamente.



Aproximou-se com a mesma cautela que se aproximaria de um animal indefeso, passo por passo, um pé na frente do outro. Quando Koichi foi pegar o último dado, que estava um pouco mais distante dos outros, que viu as pernas de Yukako, e lentamente foi levantando o olhar para ela. Seu olhar era o olhar mais comum que tinha, penetrante e inexpressivo, quase paralisante. De fato, o efeito paralisante de seu olhar foi empregado ali involuntariamente. Koichi e Yukako ficaram se encarando por quase um minuto inteiro sem nenhum deles falar a primeira palavra.

É apenas um rapaz. Você já falou com outros rapazes... Mesmo esse sendo mais bonito que os outros. O que papai havia dito para mãe quando se conheceram?

"Você parece bonito demais para fazer isso sozinho."

Seu tom de voz não mudou nem um pouco, apenas aumento o volume, quase gritando as palavras. Sua respiração ficou mais rápida, e não teve tempo de pensar o quão ruim foi o que disse, apenas pegou o dado que faltava para ele e estendeu a mão para que pegasse-o. Quando o fez, permaneceu no lugar, e tal fez ele.

"Obrigado, senhorita. Di-digo, senhora. Obrigado, senhora!"

Yamagashi apenas piscou. Quando as engrenagens em sua cabeça funcionaram, ela se lembrou que estava com o uniforme da marinha, e que ela estava na cidade em patrulha. Olhou para o lado, mas recobrou a compostura, e deu a mão para ajudar Koichi a se levantar e uma vez de pé pode ver o quão... Baixo ele era. Isso fez o coração dela bater mais rápido, por alguma razão. O que havia nesse garoto que uma visão dele a deixava assim? Seus olhos inspecionaram o beco, e voltaram a parar nele, enquanto batia uma continência para Yukako.

"Você não precisa bater continência para mim."

"É-É claro, senhora. Desculpe. E-Eu já deveria ir indo, está ficando tarde e... Até logo, senhora."

Yamagashi o viu indo embora, deixando-a sozinha no beco. Não totalmente sozinha, pois ainda tinha seus pensamentos, e também não quis se demorar ali, seguiu a patrulha pela cidade. O que exatamente havia ocorrido ali? Por quê aquilo havia ocorrido ali? Massageou a sua têmpora enquanto caminhava, não deveria ser nada, apenas idiotice que ela veio por fazer. Tinha uma patrulha para fazer, e não deveria deixar seus pensamentos flutuando por ai... Talvez apenas nos pensamentos sobre Koichi, mas não em exageros.

Ela não sabia o que estava fazendo, havia saído da sua rota para achá-lo, estava se escondendo entre muros para ter uma visão dele passando ou comprando os pães do padeiro. Pelo menos duas ou três vezes tentou pegar coragem de sair do seu esconderijo de falar com o garoto novamente, mas suas pernas respondiam vibrando e não se movendo como ela queria. Quando desistiu, seguiu para o caminho contrário, de cabeça baixa, e pensando e com um olhar incerto para o chão que passava.

O que eu estou pensando? Sai de rota para procurar por... Por alguém, isso não é profissional. Eu deveria voltar para o Quartel logo...



E foi isso que fez, mas se demorou a dormir naquela noite, indo de um lado para o outro na cama, pensando nesse tal de... Koichi. O que havia nele? O que tinha de especial nele que fez Yukako agir... Assim?! Eram dúvidas que quase a deixaram totalmente sem sono durante a noite, e a fizeram fazer a patrulha do dia seguinte como um tipo de zumbi, com olhos semicerrados e algumas olheiras. E assim continuou a ação tão frequente de tentar achar Koichi, e lhe olhar a distância sem... Uma capacidade de fazer algo. Esse ciclo vicioso se seguiu por mais tempo que Yukako gostaria de admitir, as vezes chegava bem perto de agir... Mas não era capaz. E isso lhe cobrava com o sono, sempre ficava remoendo-se pela incapacidade de agir antes de dormir, e dormia menos do que era esperado de uma marinheira. Em um dos dias seguintes, em sua patrulha, ela fechou os olhos por mais tempo do que deveria, e andou a cegas por alguns poucos minutos, voltando a si apenas quando colidiu contra alguém. Abriu os olhos rapidamente, e levou alguns segundos para voltar ao mundo real, olhando em volta, e vendo Koichi caído no chão.

"Ouch... Ah! Se-senhora, me desculpe!"

"Não tem que pedir desculpas. Fui eu quem colidiu contra você. Me desculpe por isso."

"Eu deveria ter visto a senhora de qualquer forma."

"Meu nome é Yukako. Yukako Yamagashi. E foi minha culpa. Estava dormindo de pé."

"Tu-tudo bem... Yamgashi-san. Se... Você. Você não parece estar tão bem... Quer tomar um café? A minha mãe é dona de um café não tão longe daqui."

Aquilo a fez acordar mais do que qualquer café poderia. Koichi havia a chamado para tomarem café juntos. Como uma atividade tão comum e que fazia com outros tantos marinheiros no Quartel poderia deixa a sua barriga tão... Estranha? Era como se houvessem borboletas voando em volta de seus intestinos e houvessem ferros quentes em suas bochechas.

"Café. Sim... Parece bom."



O café se chamava 'Cafeteria Hirose', então, Yukako pode assumir que era o sobrenome da família do garoto. Lhes foi dado uma mesa perto da entrada, ainda do lado de fora, podendo ficarem no ar livre. Koichi queria tentar quebrar o gelo, enquanto Yukako permanecia apenas... Olhando para as suas mãos, ouvindo e sem saber o que dizer ou responder. Nunca havia passado por uma situação assim antes, nunca achou que iria passar.

"...E foi assim que eu acabei tendo que usar o mesmo uniforme por uma semana, haha... Ah... Yukako-chan, você... Está bem?"



"Hmm? Ah. Sim, eu estou."

"Desculpe chamar você assim, nós nos falamos apenas naquele dia. Mas... Eu achei que deveria. Você ainda estava na minha mente quando fui embora e meus amigos disseram que eu tinha que chamar você. Era a única coisa que se esperava de mim, sabe?

"Eu acho que sei, Koichi."

Yukako ficou em silêncio, encarando o chão enquanto a garçonete trazia o café para ela e um refresco para Koichi. O silêncio voltou a reinar entre os dois, enquanto a mente de Yamagashi começa a tentar formar alguma frase boa para ser dita. Alguma frase que não fizesse o garoto ficar assustado ou que fizesse... O que ela sempre acabava fazendo com pessoas.



"Koi-"

"Ah, me desculpe, Yamagashi-san. Josuke e Okuyasu viram você junto comigo aquele dia. Eu vi você me observando. Eles me convenceram de lhe chamar para tomar um café... Eu colidi com você de propósito, tentando chamar a sua atenção. Eu... Eu nunca tive uma garota bonita falando comigo daquela forma, eu acho que entendi tudo errado. M-Me desculpe por armar isso tudo, Yamagashi-san.

E em um bater de seu coração, o calafrio em sua nuca, as borboletas em seu estomago e o tremor em suas pernas foram sumindo. Mas eles não deram lugar para o costumeiro nada nela, eles deram lugar para um conforto que não esperava sentir. Koichi também estava sentindo aquilo por ela? Ele parecia estar, apesar de saber esconder muito bem com toda a sua confiança. Ele a achava bonita? E por que isso a deixou tão bem de saber? Tudo parecia tão confuso agora, mas não uma confusão ruim, era uma confusão tão boa. Tão diferente, mas tão familiar, como se estivesse tomando refrigerante com limão.

"Koichi-kun... Eu nunca tive um garoto que me fez querer observá-lo fazendo coisas diárias. Eu nunca tive um garoto que fez querer ouvi-lo. Eu acho que nunca tive um garoto que achasse bonito o suficiente para quer vê-lo falar do seu dia... Você me fez sentir diferente. Mas muito bem.

"O-Oh."

"...Eu só não sei o que fazemos agora."

"Vocês ficam juntos!"

"Okuyasu! Era para estarmos escondidos, não gritando!

"Eu sei, mas eu estou tão feliz pelo Koichi!"



Os dois ouviram Okuyasu e Josuke falando, e se encararam. Não foi preciso palavras, se entendiam bem com o olhar apenas. Yukako pagou a conta, para a mãe de Koichi dizer que era pela conta-da-casa para eles. Saíram juntos, e a marinheira quase deu um pulo quando ele pegou na sua mão na saída, mas ao invés disso... Apenas trocaram um olhar e um sorriso.

"Você me levaria até o quartel?"

"Eh? Você... Não vai ficar com vergonha de mim?

"É claro que ficarei. Você é bonito demais para eu não me sentir envergonhada de parecer assim.

"E-Ehehe... Eu irei ter isso como um elogio.

Koichi e Yukako seguiram juntos, com os olhares reservados um para o outro. Ela pode não ter sentido, mas deu um sorriso por todo o caminho.




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Lalithya
 Posted: Jun 19 2017, 06:55 PM
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Lalithya




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AMOR EM GARRAFA


Não deu certo.
E mais uma vez os meses de estudos e testes resultaram na derrota. Aquela rotina estava começando a ficar chata.
Após a costumeiro fracasso, a médica enfrentava o vento cortante da Ilha para molhar os pés na água do mar na praia vazia, fria e traiçoeira. O horizonte escuro não oferecia consolo algum e a água fria só servia para trazer de volta à médica a triste realidade de sua vida solitária.
O insucesso de seus experimentos não embaçavam seu costumeiro sorriso e senso de humor apimentado. Sem perder sua expressão ácida na face, a cirurgiã eleva os olhos e os braços em direção ao céu escuro e frio dirigindo-se a qualquer entidade planar ou extra-planar dos Blue que pudesse ouvi-la.

- Ok, já tentei quase tudo nestes últimos meses e estou à beira de perder o pouco de sanidade mental que me resta. Uma luz de vez em quando ia bem, não acham? Eu poderia até mesmo começar a crer mais e a colocar velas nos altares se me dessem alguma inspiração neste momento.


A única resposta que a médica teve foi a onda fria e sem aviso que a atingiu molhando canelas e respingando nas coxas e barriga. A médica xingou e pulou. Era evidente que até mesmo os Deuses não tinham mais senso de humor para suas brincadeiras.... ou será que tinham?
Enquanto recuava para a areia seca aos pulos, uma garrafa lacrada esbarrou em seu tornozelo. Instintivamente a médica pega o frasco.

- Tão de sacanagem comigo, não é? Da próxima vez que a iluminação vier na forma de lixo de naufrágio...que seja ao menos o corpo de um belo espécime desacordado.

Furiosa, e já sem a sensibilidade dos dedos dos pés, a cirurgiã retorna para sua mansão escura e só depois de um banho quente, uma taça de vinho e de se aconchegar em frente a lareira que seus olhos pousaram na garrafa esquecida sobre a mesa. O mais comum seria jogar a garrafa no lixo, mas alguma coisa no interior da mesma chamou-lhe a atenção: o frasco de vidro esverdeado e sem rótulo tinha em seu interior um papel enrolado.
Curiosa - e sem nada mais interessante a fazer - Laly retira a rolha e pega o pergaminho. Uma mensagem estava escrita no papel levemente molhado transformando boa parte das palavras em borrões ilegíveis:

"Finalmente decidi dar forma a meus sentimentos nesta mensagem que torço para que chegue a suas mãos. XXXXXXXXXXX
Há anos que a admiro a distância. Seu sorriso sempre me encheu de calor e a voz morre em minha garganta toda vez que tenho que me dirigir a você. Precisei de muita coragem para enfrentar meus demônios e dar o primeiro e mais difícil passo.....XXXXXXXXXXXXXXXXXX
Amo você minha bela XXXXXXXXXXXX
XXXXXXXXXXXX com todo meu amor XXXXXXXXXXXX
XXXXXXXXXXXXXXXX "


Quando terminou de ler, Lalithya tinha um sorriso de orelha a orelha. Evidentemente aquela carta não era destinada a ela, e sabe-se lá há quanto tempo ela vagou pelo mar à procura de sua verdadeira dona.... mas mesmo não sendo endereçada a ela, a mensagem não deixou de ser agradável e de despertar na médica a curiosidade de saber que fim levou aquela história: Será que os dois terminaram juntos? Será que ele teve a coragem de se declarar? Será que ele morreu? Será que ela foi dada como oferenda a um kraken para salvar a colheita da ilha?
Deixando a fantasia de lado, a carta deu inspiração à médica. E se ela respondesse ao destinatário? Ele precisava de uma resposta e precisava saber que sua mensagem chegou às mãos de alguém.

Tomada pela perspectiva da brincadeira, Laly apanhou papel e começou a dar formas a uma série de mensagem. Enquanto escrevia a brincadeira tomava lugar a uma reflexão e o assunto antes divertido transformava-se em algo mais sério. Ideias contínuas inundavam a mente da médica e a carta, antes de amor, se transformava em um conselho.
Quando finalmente encontrou a resposta perfeita que desejava, a noite dava lugar ao dia, já tinha acabado com duas garrafas de vinho tinto e todo o papel de seu caderno de rascunhos. Se ela demorou uma noite inteira para dar forma a resposta... o que dirá do aventurado enamorado ao escrever aquela valente mensagem?

Quando finalmente terminou, Laly releu - mentalmente - cada uma de suas palavras iluminando seu rosto com um sorriso satisfeito. A réplica para aquela carta de amor tinha tido um poder significativo para Lalithya e nem mesmo o clima frio e nem mesmo o fracasso dos meses anteriores apagava o brilho que agora preenchia a alma da médica.


- Não esperem que com isto eu vá virar uma beata e ficar colocando velas nos altares. Não era exatamente isto que eu precisava... mas adorei o pontapé. Acho que uma vela de vez em quando não vai custar caro.


A mensagem de amor e a resposta de Lalithya são colocadas de volta na garrafa e lançadas ao mar. Não se sabe para onde aquelas mensagens irão, nem quem um dia irá lê-las ou quando irão lê-las.
Quem diria. Mesmo sabendo que aquelas palavras de amor não tinham sido endereçadas a Laly, a mensagem romântica alcançou seu objetivo e tocou o coração da cirurgiã. Após o episódio da mensagem na garrafa, a médica colocou a cara a tapa para além de Minion Island, afinal: "é preciso muita coragem para enfrentar seus demônios e dar o primeiro e mais difícil passo."

This post has been edited by Lalithya: Jun 19 2017, 06:56 PM

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Flamel
 Posted: Jun 19 2017, 06:56 PM
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Flamel




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Havia deixado Loguetown rumo a ilha de Alberta em missão pela marinha, Flamel que era muito apegado ao trabalho e a hierarquia nunca imaginou que uma missão poderia mudar tanto sua vida, de uma forma que ele não poderia prever.

Não sei se vocês acreditam em amor a primeira vista, mas essa é a mais pura verdade de uma história baseada em fatos quase que verdadeiros. A tripulação vinda de Loguetown, liderada pelo então Major Careca, Flamel, acabara de aportar em Alberta e após a chegada, quase que repentina, daqueles marinheiros a Comandante Junne, responsável pela base local fora até o grupo para recepcioná-los. O Major nunca havia visto Junne em sua vida, só havia a "conhecido" através de relatos, muitos destes feitos pelo seu até então amigo William. Diante disso, Junne para o marinheiro era ilustrada como uma Comandante ríspida, mimada e muitas vezes orgulhosa ponto de turvar seu discernimento, graças a isso o marinheiro não possuía uma visão positiva da oficial de Alberta.

No entanto, a vida é inesperada e nos prega surpresa nos momentos menos propícios possíveis. Isso pois, a pequena mulher que estava agora a sua frente, se apresentando como Comandante Junne, era a coisa mais... mais... mais FOFINHA que Flamel havia visto em toda sua vista, vila, VIDA! *Narrador nervoso*, mas para sua infelicidade ela estava acompanhada de um carinha qualquer... Ok, um cara boa pinta... Tá bom! Um cara bonito e um CAPITÃO da marinha. ][Flamel]"Devem ser só amigos, nada de mais... foco na missão, Flamel!" Contudo, após se apresentarem adequadamente, Junne e então identificado "Capitão" Yashiro, se davam os braços e saiam de perto do grupo. Flamel, por sua vez, apresentava uma feição natural e sua habitual postura de continência, mas na realidade... ][Flamel]"Que sujeitinho... @#$@#@# @¨T$@@$# @#%$¨$##$#@#$#¨%&&$%&#$%@¨$%¨!" No entanto, o dever, AINDA, vinha em primeiro lugar e Flamel partia rumo as tarefas da sua missão que o levaram até Alberta.

Naquele mesmo dia, durante a noite, Flamel e seus companheiros foram até um navio que era objeto da missão que os levaram até Alberta e para a felicidade do Major Junne estava lá, mesmo que ferida, a beleza da jovem oficial fazia com o careca, momentaneamente, perdesse os sentidos e o rumo da missão... ][Flamel]"Calma, Flamel! A Comandante está ferida, mas... eu sou um MÉDICO... ( ͡° ͜ʖ ͡°)" Diante daquela situação, de vida ou morte... Ok, nem tanta morte assim... Beleza! foi só um tiro de raspão, mas o que importa é a intenção, "sem segundas intenções", Flamel rapidamente se prontificava para prestar auxílio médico a Junne. Tudo estava indo aparentemente bem, Flamel levaria Junne para a enfermaria da marinha, onde a trataria com os melhores cuidados que poderia oferecer, mas, como nem tudo é perfeito, ele estava lá... O cara mais bonito que Flamel, com a patente maior, mas o pior de tudo.... COM CABELO! O Capitão Yashiro, que fazia questão de acompanhá-los. ][Flamel]"Sai da minha cola, encosto dos infernos!"

O tratamento de Junne era algo relativamente simples, mas Flamel, sem saber quando haveria outra oportunidade como aquela, fazia questão de fazer um exame completo e um tratamento lento e minucioso, aproveitando cada segundo possível na presença da Comandante Junne, mas por outro lado com o estorvo do Capitão Yashiro ali... No cangote do careca... Ok, nas costas... Beleza, sentando numa cadeira do outro lado da sala, mas ele tava ali, de vela e de forma desnecessária. Após gastar mais de UMA HORA, tratando um simples ferimento de raspão, Flamel, infelizmente teve que se despedir de sua amada para da prosseguimento a missão. Calma! Eu disse, amada? Eu queria dizer Comandante, maldito corretor ortográfico!

Nos dias que se prosseguiu sua estadia em Alberta, Flamel e seus companheiros foram capazes de concluir a missão, mas o momento mais cruel estava prestes a chegar, a despedida de Flamel para Junne. Diante disso, dotado de uma coragem única e sem igual, Flamel se dirigiu até a sala de Junne, levando consigo um buque de flores escondido em suas costas. Ao adentrar na sala, Flamel era "surpreendido" coma presença de Yashiro, mas agora era uma caminho sem volta. ][Flamel]"Flamel! Ou vai ou racha!" Assim, após bater continência para seus superiores, Flamel se aproximava de Junne e começava a dizer. ][Flamel]: -- Comandante Junne! Perdoe-me a liberdade que terei com as minhas palavras, mas desde que cheguei a Alberta não pude evitar de me aproximar de você de uma maneira única... especial... Nesse momento, Junne, para a surpresa de Flamel, se aproximava do Major e com suas duas pequeninas mãos segurava a mão livre de Flamel para também dizer. ][Junne]: -- Major Flamel, também não posso negar que tive essa ligação com você, esse sentimento especial... Para falar a verdade, nunca esperei ter um GRANDE AMIGO que nem você e por isso queria te revelar um segredo... Flamel estava em choque, pois dentro da sua cabeça uma palavra ecoava infinitamente. ][Flamel]"GRANDE AMIGO... GRANDE AMIGO... GRANDE AMIGO... Amigo... Amigoooo... migo.... Friendzone...." Mesmo diante o do mais doloroso dos golpes, o ataque final e também mortal estava prestes a ser dado pela Comandante Junne. ][Junne]: -- A verdade é que... eu estou apaixona pelo Sargento William e queria saber se você poderia me ajudar de alguma forma...

Nesse momento, o braço com o buque escondido pendia ao lado do corpo de Flamel, revelando o presente ali. Junne, sem entender o motivo das flores perguntava a Flamel do que se tratava e sem uma saída segura, que preservasse pelo menos seu orgulho e dignidade como homem, o Major de maneira inconsequente dizia. ][Flamel]: -- As flores são para o Capitão Yashiro... Ao dizer isso, Junne se corava e dizia com um tom de voz tímido e levemente pervertido. ][Junne]: -- Major... não sabia que você era do tipo que gostava de garotos... Ao escutar aquilo, Flamel deixava as flores caírem no chão e partia de Alberta correndo, sem nunca mais olhar para trás.

Em alto mar, Flamel se encontrava no convés limpo convés do navio, olhando Alberta ao longe. Nesse momento, William surgia ao seu lado e sem pensar duas vezes, Flamel dizia. ][Flamel]: -- Sargento William, limpe o convés do navio! William, por sua vez, olhava para o convés e respondia. ][William]: -- Mas ele está limpo, senhor. Nesse instante, tomado pela ira e dor de um coração partido, Flamel chutava um balde água suja próximo deles, sujando boa parte do convés e respondia enquanto ia embora para o interior do navio. ][Flamel]: -- Agora não está mais!


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Lily
 Posted: Jun 19 2017, 06:59 PM
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DON'T SAY LAZY
CRAP, I BROKE A NAIL! I FIXED IT WITH GLUE. SOMEHOW, THAT'S ENOUGH TO GIVE ME A SENSE OF ACHIEVEMENT. THE MOST IMPORTANT THING IS TO LOVE YOURSELF. IF YOU DON'T LOVE YOURSELF, THEN YOU CAN'T LOVE ANYONE ELSE.
LILY
MALLORY
© KIWII AT BTN!
Um homem gritava estridente perante a dor que sentia no meio das pernas, junto a uma mulher encharcada com o que parecia ser água sanitária era difícil quem tinha a voz mais irritante, duas pessoas desacordadas, uma moderadamente ferida e as demais levemente feridas. O dono do bar conversava com um marinheiro e todos os demais começaram a tentar se explicar quando o tenente com autoridade perguntou o que aconteceu... - Aconteceu que se apaixonar é uma droga... – Comentou a garota ao entrar no mais íntimo de suas lembranças, e em pensar que tudo começou em um beijo no leilão para atrair atenção e disso surgiria algo.

Início do Flashback

Após o projeto: “Transforme a Lily em uma Princesa em menos de quatro horas!” (a exclamação foi ideia de Star). Lá estava ela radiante, elegante cheia de classe e bons modos... Claro que não estamos falando de Lily, e sim uma mulher elegante, ninguém se transforma da noite para o dia, muito menos em quatro horas.... O vestido longo incomodava seus movimentos e o casaco verde musgo por quê colocou ele para início de conversa? Sugar ficou em casa, apenas Heartless, seu keytar, a acompanhou neste inesquecível encontro. A única coisa de Lily no figurino era o instrumento, que nem ao menos fazia do look, sua vontade era de cortar aquele vestido e enfiar o casaco no.... Mas então Luke chegou. - Oi! – E por um momento ela não se importou com o que vestia, só por um breve momento mesmo.

- As outra duas não quiseram vir? – Perguntou ele charmoso como sempre, mas dando por falta de alguém. - Elas tinham outros compromissos... – Respondeu Lily. - Tudo bem, então vamos só nós dois então?! – Um sorriso maroto surgiu em seus lábios, mas logo o rubor de suas bochechas aumentou e ele ficou sem jeito. - Se você quiser claro. – Colocou a mão na cabeça em meio a timidez.

- Tem dú... – Espera não foi isso que ela ficou aprendendo por horas. Disfarçou e pegou um dos papéis de emergência que suas amigas fizeram, nele estava escrito “Elegância”. - Claro, adoraria. - E lá estava ela agindo como frágil, burra e delicada.

O caminho até o bar foi agradável, no entanto com medo de escutar a palavra “Você é minha amiga”, a ladra recorreu a mais um papel este dizia “Dócil”. - Dócil?! Tão pensando que eu sou um animal?! – Resmungou para si mesma, recorreu a outro papel que estava escrito “Feminina”. - Algo de errado? – Questionou apreensivo. - Não aconteceu nada! – Respondeu com ternura, enquanto agarrou o braço do rapaz. Talvez ser feminina não fosse tão ruim ao fim das contas.

- Então é aqui que vamos passar a noite? – Perguntou com elegância. – Sim, sempre ouvi falar muito bem desse bar, além de ter uma ótima música. – O entusiasmo de Luke com o bar foi tanto que sem perceber segurou a mão de Lily. - Está ótimo! – Ao menos esta noite tentaria ser fina e elegante, para ter um momento agradável ao lado de quem despertou um forte sentimento.

– Perdão Senhora, mas não é permitido entrar portando esse tipo de coisa aqui. – Disse um dos garçons se referindo ao instrumento. - Heartless? – Encarou o atendente, o instrumento, seu amado e resolveu pegar um papel mais uma vez, “Calma”. - Tome conta do meu instrumento ele é muito importante! – Conteve toda sua vontade de ir para cima do atendente.

- Luke a quanto tempo! – Falou um rapaz ao se aproximar, abrindo os braços para abraçar o companheiro. - Finn, é mesmo cara que saudade! - Respondeu ele abraçando o comparsa de volta.

- LUKE KYAAA, é você mesmo?! Continua charmoso! – Era uma voz fina demais para ser outro amigo de Luke. - Trouxe minha irmã comigo, lembra dela?! – Tinha como esquecer aquela voz? - Tudo bem Stacy?

O que poderia ter sido um encontro romântico, perdeu todo romantismo ali, ao menos Finn era legal e uma companhia agradável. Entretanto sua irmã, não foram nem as cantadas para Luke que a irritou, mas a mania de reclamar de tudo especialmente a água dizendo que era de péssima qualidade, fez Lily recorrer a alguns bilhetes para segurar sua vontade de espancá-la. Ironicamente todos bilhetes que ela pegou tinha escrito a palavra “Calma”, talvez suas amigas tinham previsto que algo desse tipo aconteceria.

Mas felizmente antes que ela surtasse um dos bilhetes era “Vá para o banheiro” e ali naquele instante foi. – Olha temos um novo rosto aqui hoje, está acompanhada boneca?! – Perguntou um brutamontes, segurando o braço de Lily que encarou seu braço e o homem em seguida e pegou mais um papel e lá estava escrito “Calma”. - Estou sim, e por favor solte meu braço! – Soltou seu braço e voltou a caminhar para o banheiro. – Você realmente não sabe como tratar as mulheres é assim que se faz... - Disse o outro homem jogando Lily contra a parede e aproximando seu rosto do dela, ela cerrou os punhos com força respirou fundo e retornou a mesa.

- Ainda não consigo entender como vocês gostam desse lugar ele é tão... – Talvez fosse melhor escutar alguém fútil falando do que... – Então você está com ele gracinha? – Riu o homem de deboche ao encarar Luke. - Nem dá para saber se é homem ou mulher! – Finn estava prestes a se levantar para proteger o amigo, mas Luke o impediu. - Não vale a pena...

- O que não vale a pena? - Ele deu um soco com força na mesa. - Só porque é um engomadinho acha que tem moral por aqui?! - Luke simplesmente ignorou e voltou a falar com Finn, enquanto Stacy começou a discutir com o homem talvez eles se merecessem. Lily tentou tapar os ouvidos, mas sua audição apurada não contribuiu muito. - ... - Tentou pegar mais um dos bilhetes, mas percebeu que deixou todos cair quando foi jogada contra a parede... Naquele momento ela se abraçou em raiva e começou a se debater inquieta.

- Lily, você deixou isso cair! – Comentou Luke com toda gentileza e simpatia, era um dos bilhetes. - Obrigada! – Como estava com ele, quando ele pegou?! Mas nada importava, sua feição mudou imediatamente assim que o leu “Seja você mesma”.

- Vocês tem cinco segundos para darem o fora daqui... – Cruzou as pernas e assumiu uma pose mais malandra. - 1,4... – Realmente o que viria a seguir era do conhecimento de todos. - A bonequinha com namorado namorada acha que nós... – Foi tudo que o homem disse antes de levar um soco. - Quando eu acabar com você nenhum dos dois lados vai te querer... – Foi tudo o que falou antes de jogar o casaco no chão e começar a chutar o homem entre as pernas.

O chutou até sentir que sua voz ficou estridente e nem cirurgia o salvaria.

- E VOCÊ QUER TANTO ÁGUA EU VOU TE DAR ÁGUA! – Pegou Stacy pelos cabelos e a levou para o banheiro, a menina rica não parou de gritar assustada enquanto tentou se debater e fugir, mas sem sucesso. - TOMA MAIS ÁGUA DO QUE VOCÊ PODE TOMAR!

- Cara sua namorada é o demônio... SHOW! Mal posso esperar para ver a cara da minha irmã. – Disse Finn parabenizando o amigo. - Acha que vão bater no nosso chefe e sair por isso? – O homem encarou Finn e Luke meio irritado, mas Finn logo foi para cima do cara.

- Parem agora ou vou ter que chamar a marinha... – Disse um garçom assustado, sem perceber que Lily já tinha afundado a cabeça de Stacy na privada e saído do banheiro. - E você, ninguém tranca o heartless... – Falou em um tom macabro enquanto começou a espancar o homem.

O cara que levou vários chutes tentou revidar nela, mas Luke o deu um soco. - Eu te ajudo! – Comentou Luke com um charmoso sorriso. - Isso vai ser muito divertido!

E o resto da noite está tentando ser explicado para a polícia.

Fim do Flashback

-A marinha vai deixar isso de lado por falta de provas e muitas versões diferentes... - Começou a se aproximar. Está tudo bem agora... – Comentou Luke com um sincero sorriso e sentando-se próximo a garota. – Como você está? – Foi tão fofo sua preocupação. - Já estou acostumada e você como está?! – O rapaz levou a mão as suas costelas em meio a dor. - Desculpa...

– O quê você tá brincando? Foi uma noite muito divertida, fico feliz que você esteja com meu amigo! - A vela havia acabado de chegar cortando todo o clima, sentando perto de Luke.

E em pensar que tudo começou porque queria ser uma garota elegante para que Luke gostasse dela e no final... No entanto não a incomodou, mas ter mentido quanto a suas amigas ainda a incomodava. - Luke eu preciso confesar uma coisa, as meninas não vieram porque tinham compromisso... – Começou a explicar... - Elas não vieram porque eu menti, porque queria passar um tempo com você... – Ela explicou, foi difícil para ela, mas o certo a se fazer. - Eui sei! – Agora Lily ficou sem entender. - Eu vi suas amigas e elas me contaram tudo, inclusive os bilhetes... Na verdade Star contou a maior parte e Anne complementou algumas coisas... - Riu meio sem jeito da situação. - O ultimo bilhete foi eu que fiz... - Aproximou seu rosto de Lily. - Eu chamei suas amigas porque fiquei com medo de convidar somente você! - Ele beijou Lily naquele instante. - Você me conquistou sendo você mesma!

- Eu adoraria que você cantasse aquela música que compôs para mim.

Lily sorriu naquele instante e pegou o instrumento em mãos e começou a cantar.

Como saber se é amor, ainda bem que perguntou pra mim.
O amor é igualzinho a um sundae que você pensa que não vai ter fim.
Faz você se sentir firme, relaxado e bonito.
Igualzinho a um robô de 200 metros, que a cidade está invadindo.
(Um ro-robô?) exato!

Mas você não é um robô do mal, é um robô em busca de amor.
Mas não tem muitos robôs de 200 metros dando sopa por aí pra amar.
Então você pega um monte de robôs menores e cola pra fazer uma robô gigante.
E aí vocês dois saem pra tomar café e no final do café vem o amor.
Acredite, é exatamente assim que chega o amor.
(Pó-posso fazer uma pergunta?) não!

Então você e sua robô amante destroem a cidade inteira.
Pois estão fazendo a sua dança e gostam dela de qualquer maneira.
E quando os exércitos do mundo chegam vocês fogem na sua nave.
E num doce abraço vão voando pro espaço porque a terra não está preparada pro seu amor.
E assim você sabe que é amor (ache um robô para amar)
E é assim que você sente que é amor.
(Eu na-na-na-não entendi.)
Tá bom, eu vou explicar de outro jeito.

É como se você fosse um sereio com 200 metros de altura.
À procura de um sereio fêmea para amar.
(Que-quer dizer sereia?) não interrompe.
Mas o oceano é um lugar imenso e não tem muitos sereios fêmeas.
E então para aumentar suas chances você viaja para o shopping dos sereios do mar.
(Shop-p-ping dos sereios?) é aonde peixes e moluscos buscam amor.
(Eu não sei o que-que-que isso tem a ver com...)

E você acha um sereio fêmea que trabalha num quiosque.
Vendendo capas pra celulares e chaveiros personalizados
Você segura um dos tentáculos dela e ela já quer se derreter.
(Tentáculos?) calado.
O chefe dela fica com ciúme e te acerta com um tridente e mata você. (te acerta com um tridente e mata você)
E é assim que você sabe que é amor.
(Obrigado po-por explicar pra mim.) é, eu sou bom nisso.


Assim que a música acabou ambos se beijaram de novo, e a expressão de "o quê eu acabei de ouvir" das pessoas mudou para algo mais compreensivo e cheio de compaixão, exceto por Finn que admirou toda a cena desde a cena feliz pelo casal e especialmente pelo seu amigo.

- É com certeza eu sou o príncipe! – Pensou ela concluindo ali sua noite.

Do manual de como ter seu pior encontro, a como conquistar seu amor. A noite foi maluca e cheia de sentimentos como sua música, e inexplicável e única como o verdadeiro amor.

notes: Finalmente consegui!<3


This post has been edited by Lily: Jun 19 2017, 08:45 PM
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