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 Capitulo 6 - Caminho até a Grand Line
Redenblack D. Ryan
 Posted: May 28 2017, 07:03 AM
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Redenblack D. Ryan




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Redenblack D. Ryan is Offline

Narrador




Redenblack D. Ryan
O caminho da Justiça não é algo que você diz apenas percorrer,
Mas sim é algo que você prova a cada dia.
A Verdadeira Justiça é fazer o correto em prol das pessoas e das que mais necessitam!
O que é Justiça?
Passaram-se quase três meses desde os acontecimentos na cidade subterrânea dos tritões debaixo de Logue Town. Muitas coisas aconteceram: participei do resgate dos reféns do Lorde Kranken antes que acontecesse o Burster Call na Coroa Oceânica; participei de uma missão em Sangan que possibilitaria a criação de uma base da Marinha na ilha; assim como de uma gincana um tanto... bizarra. Fiz amizade com marinheiros de outras bases, conheci pessoas interessantes, estreitei os laços com o meu amigo/rival Alexei, culminando numa luta amistosa e, na véspera do Natal, Luna me surpreendeu com a noticia de que estava esperando um filho nosso. Aquilo me tornara o homem mais feliz do mundo e me fez esquecer, por um tempo, dos meus problemas e preocupações.


Acabamos por casarmos mais cedo do que havíamos marcado, não só por Luna querer ainda caber em seu vestido, mas também porela ter medo. Atrás daquele seu temperamento e personalidade forte, ela temia que eu pudesse ser arrancado dela a um qualquer momento e enviado para uma ilha longínqua e por um tempo indeterminado. Com o dinheiro arrecadado com as minhas missões e salários, compramos um lar para nós e começávamos já a dar as bases para a construção da nossa família.


Vez e outra, entre um trabalho e outro, visitava a minha mãe, ainda mais por ter muita saudade de seus pratos suculentos que só ela sabia fazer. Não era que Luna fosse uma péssima cozinheira, mas sabem como é... a nossa mãe é sempre a nossa mãe! Também aproveitava para trenar, escondido, meu irmão caçula Jimmy, a pedido do mesmo pois a nossa mãe não queria que ele trilhasse e seguisse o mesmo caminho meu e do pia, mas que se tornasse um médico. No entanto, devido á grande semelhança que Jimmy tinha com o nosso pai, durante os treinos, eu via nele o homem misterioso que encontramos na caverna subterrânea de Logue Town, o mesmo que era praticamente idêntico ao pai. Por conseguinte, sem querer, ás vezes acabava pegando pesado nos treinos, levado pela frustração.

No QG, aproveitava de minha patente de Sargento para conduzir uma investigação sobre o meu pai, a Akuma no Mi que guardava, e as circunstancias de sua morte, tanto vasculhando arquivos, como interrogando algumas pessoas presentes na base, até onde a minha patente dava acesso e liberdade. Ao fazer perguntas, procurava ser o mais discreto possível para não levantar suspeitas pois, apesar de não querer considerar tal questão, não negava a possibilidade de existir corrupção na Marinha ou que pudessem estar abafando e encobertando a verdade sobre a morte do meu pai. Nunca me esqueci da conversa que ouvira, jovem, no funeral sobre a possibilidade de um marinheiro o ter assassinado por ele ter descoberto algum podre que não era para vir a tona.


Um mês após os eventos da Coroa Oceânica, recebi o chamado do capitão Marshall para o seu escritório. Desde o resgate dos tritões, não tive muitos contatos com o capitão, por isso poderia muito bem aproveitar da oportunidade para ter mais informações sobre o estado dos tritões e do Rajendra, que se entregara de livre e espontânea vontade em prol de seus "irmãos de sangue". Naquele dia fui logo depressa, de bicicleta, até a base e uma vez diante da porta do escritório do meu superior, parei para pegar folego. Não podia imaginar qual fosse o motivo de tal chamado. Será que eu tinha esquecido de fazer algo? Será que me seria atribuída uma nova missão ou tarefa? Ou será que fui chamado por causa das minhas excessivas perguntas ou por ter colocado o nariz em documentos que eu não deveria? Batia á porta e esperava que ele desse permissão para entrar.


[Ryan] - Com licença... -

Entrava, cautelosamente, e me posicionava na frente do meu superior de forma reta e rigida, tendo as pernas e pés juntos um do outro, saudando o capitão com uma continência, encarando-o nos olhos e mostrando um ar e feição séria, tentando disfarçar o nervosismo que sentia.


[Ryan] - Sargento Redenblack D. Ryan se apresentando ao serviço e respondendo ao seu chamado, senhor!-

Procurava, com o olhar, ler, analisar e interpretar a feição do capitão para poder, de certa forma, perceber ou prever se o assunto que seria tratado fosse positivo ou negativo, de modo a já me preparar psicologicamente para tal.

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Sorata
 Posted: May 28 2017, 07:49 PM
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Sorata




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Sorata is Offline

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Capítulo 6 - Caminho até a Grand Line - 01
Reunião com o Capitão Marshall

Olá Ryan! Queira se sentar por favor. - O Capitão Marshall sorria de forma amistosa para o jovem marinheiro, sinalizando com a mão direita uma cadeira vazia a sua frente. Um pedido não verbal para que se sentasse.

Primeiramente, eu gostaria de lhe elogiar por tudo que tem feito pela marinha. Eu li alguns de seus relatórios e falei com alguns de seus colegas de tripulação após os eventos naquela caverna subterrânea, e todos falaram muito bem de você e de sua determinação para proteger não somente eles, como também cada tritão inocente que lá estava. - Marshall falava com animação na voz, mantendo contato visual o tempo todo com seu subalterno. Em seus olhos, Ryan poderia perceber que havia apenas orgulho. Como um pai elogiando seu filho.

Por isso, decidi que irei realocar você juntamente com um novo Esquadrão que está sendo montado e será enviado para a Grand Line em algumas horas. Sei que avisar assim de última hora é longe do apropriado, mas a comandante do Esquadrão fez questão que seu nome fosse colocado na lista. - Ele exibia um discreto sorriso enquanto coçava a nuca, como se pedisse desculpas por dar aquela notícia tão importante de forma tão atrasada.

Mas, isso vem também com alguns benefícios: Você está sendo promovido a subtenente. Meus parabéns! - O sorriso no rosto do Capitão de Logue Town se alargava. Ele parecia verdadeiramente feliz de dar aquela notícia.

Bem, sei que foram muitas informações, então gostaria de perguntar: Existe alguma coisa que queira perguntar? - Se inclinava para frente, os dedos entrelaçados e as mãos apoiadas na mesa, atento a qualquer pergunta que Ryan quisesse fazer...

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Redenblack D. Ryan
 Posted: Jun 1 2017, 07:13 AM
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Redenblack D. Ryan




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Redenblack D. Ryan
O caminho da Justiça não é algo que você diz apenas percorrer,
Mas sim é algo que você prova a cada dia.
A Verdadeira Justiça é fazer o correto em prol das pessoas e das que mais necessitam!
O que é Justiça?
Pelos vistos, não deveria se tratar de algo ruim, já que o Capitão mantinha o mesmo sorriso amigável e inspirador de sempre. De certa forma acabei me relaxando, sentindo-me mais confortável e aceitei de bom grado o convite do superior, me sentando á sua frente e até mesmo esboçando um sorriso. Mesmo assim, a dúvida ainda estava no ar. Qual seria o motivo do chamado?

O capitão começava a falar, logo me elogiando pelos meus atos como marinheiro, demostrando uma certa animação e orgulho. Mesmo que isso me deixou completamente sem jeito e sem palavras, ouvir um superior falar tão bem de mim, bem no fundo, fazia o meu coração pular de enorme alegria. Estava sendo reconhecido! Além disso, ao olhar para o capitão, ficava imaginando o meu pai no lugar dele. Será que ele também ficaria tão orgulhoso de mim?


[Ryan] - Ehm... N-n-não foi nada não. A-apenas fiz o que achei certo e justo, em nome da Justiça e da Marinha! Aposto que outros marinheiros fariam o mesmo. -

Eu abria um largo sorriso e coçava a nuca em sinal de embaraço. Pra dizer a verdade nem sequer sabia direito como reagir. Estava super feliz mas, ao mesmo tempo, sem jeito. Mas o que veio a seguir foi como uma bomba, ou melhor, uma bala, não estava a espera. Eu iria ser integrado em um novo esquadrão e enviado para a Grand Line naquele mesmo dia! Era tudo demasiado repentino! Ainda mais ouvi boatos e rumores sobre a Grand Line, que era descrito coo um oceano perigoso, repleto e criaturas e pessoas poderosas, além do imprevisível clima que tornava a sua navegação difícil. Até que uma sensação de excitação percorria a minha espinha dorsal ao pensar em um desafio desses, mas como iria dar a noticia para a minha família?


[Ryan] - EEEEHHHHHHH! Como vou poder avisar a minha família? Com o bebê a caminho... Luna vai me matar!... -

Eu estava completa e visivelmente chocado, soltando até um grito e colocando as mãos á cabeça, além de assustado, pois conhecia bem a minha esposa e era bem provável que jogaria coisas para mim e quebraria todos os meus ossos antes de me deixar ir. Porém, mais surpresas estavam a caminho e meu choque ficou ainda maior quando o capitão me deu a noticia de que seria promovido para Subtenente, o ultimo cargo na Infantaria e a um passo de se tornar um oficial. Naquela altura do campeonato, minha alma estava prestes a deixar o meu corpo. Estava confuso, sem mais conseguir pensar. Meus braços caíram, fiquei com uma cara ainda mais de tacho, com uma feição totalmente estupefata e temia que mais surpresas estariam vindo. Para dizer a verdade, nem sequer acreditava que tudo era real.


[Ryan] - Eu? Subtenente? Tô sonhando só pode ser! É melhor acordar logo, antes que me ilude e acredite mesmo. -

Apontava para mim mesmo enquanto fazia tal pergunta retorica com certa ironia e incredulidade. Comecei a beliscar o meu braço direito, o mais forte que conseguia, até mesmo deixando uma leve marca nele, mas de jeito nenhum eu parecia acordar. Seria tudo aquilo mesmo real? Precisei de alguns minutos para interiorizar e assimilar tudo e, enfim, aceitar o que estava acontecendo. Não podia conter um enorme sorriso e um leve suor masculino nos olhos, que transpareciam a felicidade que transbordava em mim.

O capitão me liberava para fazer perguntas. Naquele momento, o que preenchia a minha mente eram inúmeras perguntas sobre as mais diversas naturezas. Entretanto, não queria abusar da boa vontade e paciência do capitão, por isso, decidi fazer apenas algumas que julguei como as mais importantes no momento.Dei algumas leves tapas em minha face e procurava ficar sério, me recompondo das emoções que me tomaram anteriormente. Tossi um pouco e encarei diretamente nos olhos do oficial.


[Ryan] - Antes de tudo, gostaria de agradecer ao senhor por tudo isso e pela oportunidade. Me sinto honrado perante tamanha consideração e confiança e espero poder retribuir e estar á altura dos novos desafios. Mas antes disso, gostaria de saber sobre a situação dos tritões que resgatamos, assim como sobre o Rajendra Radd. Também, deverá ter lido no relatório que um dos lideres do ataque era um homem com aparência idêntica ao falecido capitão Redenblack D. James. Tem alguma informação sobre esse homem? Sobre esse novo esquadrão, quem é a comandante? Tem integrante que eu conheço? -
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Sorata
 Posted: Jun 8 2017, 12:13 AM
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Sorata




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Capítulo 6 - Caminho até a Grand Line - 02
Dúvidas & Dispensa

O Capitão Marshall mantinha seu semblante orgulhoso mesmo diante da montanha russa de sentimentos que foi Ryan nos minutos subsequentes a suas informações. Ele até mesmo soltava algumas risadas quando o marinheiro literalmente se beliscou, achando que tudo aquilo era um sonho. No entanto, seu rosto ficava um pouco mais sério ao final das perguntas de Ryan. Não muito, mas o suficiente para fazer Ryan prestar (ainda mais) atenção nas palavras que viriam a seguir:

Bem, os tritões foram examinados e liberados a algumas semanas atrás. Inclusive o irmão de Rajendra, Kakuna, foi com eles. Para onde foram não faço ideia, porque fizeram questão de não contar a nenhum marinheiro na instalação durante os cinco dias que permaneceram aqui repousando. - Sua voz carregava um pouco de dor ao final da sentença, provavelmente por conta da incerteza e do medo que a maioria dos tritões tratavam os humanos.

Enquanto ao próprio Rajendra Radd, ele foi levado juntamente com outros prisioneiros para Ennies Lobby, onde será julgado e preso por seus crimes. E eu sei que você parecia ter alguma relação próxima com ele pela forma como o defendeu quando saíram da caverna, mas ele é um criminoso procurado. Não dá pra ignorar isso. - Seu tom de voz era algo entre a firmeza e o pesar. Ele olhava Ryan no fundo dos olhos, pausando por alguns longos segundos enquanto para ter certeza que o marinheiro tinha entendido a mensagem.

Sobre o misterioso homem, a marinha ainda está fazendo uma investigação para descobrir sobre suas origens, pois se o que você e os outros marinheiros falaram é verdade, sua recompensa vai ser alta, e queremos deixar claro o quão perigoso aquele homem realmente é. - Os olhos determinados do Capitão Marshal deixavam claro que ele não estava enrolando Ryan ou coisa do tipo. Ou seja, ou a marinha realmente estava investigando o assunto, ou alguém tinha mentido muito bem para Marshall.

Sobre o seu Esquadrão, eu não conheço muito sobre a responsável por ele. Apenas seu nome, Halibel. Ela disse que escolheria alguns marinheiros daqui, mas já trouxe com ela outros marinheiros igualmente capazes e poderosos. - O Capitão voltava a sorrir, para o alívio do marinheiro.

E bem, já que você não parece ter mais alguma dúvida, você está dispensado para avisar sua família. O ponto de encontro vai ser no porto da cidade às duas da tarde. Você tem bastante tempo. - Ele apontava com a cabeça para um relógio de ponteiro na parede, um que indicava que ainda eram nove da manhã...

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Redenblack D. Ryan
 Posted: Jul 5 2017, 07:28 AM
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Redenblack D. Ryan




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Redenblack D. Ryan
O caminho da Justiça não é algo que você diz apenas percorrer,
Mas sim é algo que você prova a cada dia.
A Verdadeira Justiça é fazer o correto em prol das pessoas e das que mais necessitam!
Caminho até a Grand Line!
O capitão se mostrava entretido com as minhas expressões e reações, contudo mudou e ficou mais sério quando comecei a fazer as minhas perguntas e, daquela forma, o meu oficial permaneceu até respondê-las.

Foi bom saber que os tritões foram devidamente tratados e, depois, soltos. O capitão se mostrava incerto e receoso por não saber para onde os tritões tivessem ido, demostrando, assim, genuína preocupação. Mas eu tinha certeza de que, seja aonde fossem, estariam bem, ou ao menos assim esperava e rezava por isso.

Afinal, se ficaram por bastante tempo bem debaixo dos nossos narizes, aqui em Logue Town, sem sabermos de nada, seria bem provável que encontrariam outro lugar onde estariam longe dos humanos que poderiam lhe causar problemas ou mal, até que chegue o dia em que o preconceito cairá pelo mundo todo. E eu faria de tudo para me assegurar isso!

O tom do capitão começava já a ficar mais decidido e, ao mesmo tempo, desmotivado, encarando-me nos olhos ao falar sobre a situação do Rajendra Radd. Eu compreendia perfeitamente a situação! Bem sabia que ele era um pirata, um criminoso procurado e que devia ser preso e julgado pelos crimes que cometera no tempo em que ele e meu pai eram rivais.

Porém, de certa forma, eu o admirava. Não só por ser um elo com o passado, por já ter enfrentado meu pai varias vezes e igualando-se em termos de poder; mas também, e mais ainda, pelo seu senso de honra, e pela forma com a qual lutava para proteger o seu povo e que não era lá muito diferente do que nós, marinheiros, fazíamos ou deveríamos fazer.


[Ryan] - Sei disso e compreendo perfeitamente, senhor! De qualquer forma, honrarei a promessa que fiz com ele!-

Retribuía o olhar para o capitão e, ao mesmo tempo, eu também me mostrava forme, decidido e confiante em minha voz. Seja como for, faria valer a voz e os direitos dos tritões! Aquilo era Justiça!

Quanto ao misterioso homem que enfrentamos na caverna e que tanto se parecia com o meu pai, eles aparentavam não ter nenhuma informação e o capitão afirmou que iriam investigar. Isso de forma alguma apaziguava as incertezas que tinha no coração sobre a real identidade do sujeito. Quem era ele na verdade? Não podia deixar de suspeitar, bem no fundo do coração, que a Marinha soubesse de algo mas que não quisesse que a informação vazasse. Seja como for, acreditava que ao menos o capitão Marshall não estivesse informado disso.

Até mesmo o capitão não pude me dizer muito sobre o novo esquadrão para o qual estava sendo transferido. Apenas o nome da responsável, Halibel e que iria escolher, provavelmente , outros da nossa base, o que significava que poderia ter alguns conhecidos meus lá e não me sentiria que nem um peie fora de água. Mesmo assim, confiava plenamente no capitão e, além disso, ouvir que os outros integrantes seriam "poderosos", acendia em meu olhar uma determinada chama. Com certeza, seria interessante poder treinar e medir forças com eles!

A partir daquele momento estava dispensado e teria cerca de cinco horas para me despedir de amigos e parentes e estar no local de encontro.


[Ryan] - Antes de ir, gostaria de lhe fazer uma ultima pergunta e peço que seja o mais honesto e sincero possível, não me ocultando nada. O quê o senhor sabe sobre a morte do antigo capitão Redenblack D. James, meu pai? -

Perguntava de forma séria e direta, sem rodeios, encarando diretamente nos olhos do oficial e prestando muita atenção em sua resposta e na linguagem corporal , tentando perceber se iria mentir ou ocultar algo. Como já estava sendo transferido, aquela seria a ultima ocasião que dispunha para perguntar-lhe isso diretamente.

Independente da resposta que me daria, eu me levantaria e ficaria com o corpo reto e rígido só que, ao invés de fazer continência, curvava meu busto na direção do capitão. Mesmo com a face voltada para o chão, elevava minha voz, de certa forma comovida, expressando a gratidão que tinha para com o homem que me acolheu naquela base desde recruta e que assumira como que a figura de um pai.


[Ryan] - Humildemente, lhe agradeço por tudo oque o senhor fez por mim até esse momento! Nunca me esquecerei do senhor e guardarei, carinhosamente, seus ensinamentos! Espero que nos encontremos num futuro próximo. -

Dito isso, faria a minha continência e sairia da sala. A partir de lá, peguei as minhas coisas do meu cacifo e passei a perambular pela base, não só para visitar, pela ultima vez, o local na qual estive nos últimos meses, dando uma especial atenção na sala de treino, meu lugar predileto e no refertório; mas também procurando colegas e pessoas com a qual tive o privilegio de poder trabalhar juntos, como a Meg, Medaka-san, Alexei, Adon-san, Fargo-san, Dmitri, Yusuf, Jack, Akio e Elena, para me poder despedir deles, agradecer pelas experiencias vividas juntos desejar sorte e garra para as missões futuras e que, um dia, possamos nos reencontrar novamente.

Após conseguir me despedir de todos os meus conhecidos lá na base, saí dela e, pegando a minha bicicleta, voltei para casa enquanto que, durante o caminho, não só pensava em como me preparar para a viagem e á minha transferência fora da minha ilha por tempo indeterminado; mais do que isso, eu precisava me preparar, psicologicamente, para o futuro embate que estava na frente e me aguardava na casa: Como poderia dar tal noticia para Luna? Cada vez mais que me aproximava de casa, mais meu coração acelerava e apertava. Seria aquele o dia em que ela iria, de vez, quebrar todos os ossos do meu corpo? Minha esposa é uma fera mesmo e, apesar que essa gravidez acabou deixando-a mais dócil do que o habitual, temia não só para minha vida, mas também que agitá-la demais pudesse fazer mal á nossa criança.

Já á soleira da porta, após ter estacionado e trancado minha bicicleta, antes mesmo de eu meter a chave para dentro da fechadura, já estava suando frio. O pior disso tudo seria se a minha mãe estivesse de visita na nossa casa! Isso faria com que duas pessoas iriam me mantar! Dei umas tapas na minha cara, respirei fundo, engoli seco a saliva, girei a chave, abri a porta e entrei, abrindo um largo sorriso. Que os jogos comecem!


[Ryan] - Estou em casa, Luna-chan! Onde você tá? Preciso falar com você!-
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OFF: Maz por toda essa demora, como tinha postado no tópico de ausência, estava num período exaustivo com a semana acadêmica de meu curso e provas da faculdade uma atrás da outra, além de trabalhos para entregar e apresentar. Bem ou mal, agora falta pouco e aproveitei para poder postar.
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Sorata
 Posted: Jul 16 2017, 11:45 PM
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Sorata




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Capítulo 6 - Caminho até a Grand Line - 03
Resposta & Surpresa

Assim que ouvia a pergunta de Ryan, o capitão Marshal fechava os olhos, dando uma longa suspirada. Parecia procurar as palavras certas para falar. O que era algo bem provável, afinal falar sobre a morte de um oficial da marinha para o filho que segue seus passos estava longe de ser o que o capitão de Logue Town pretendia fazer.

Sei que ele morreu durante sua missão de escoltar uma akuma no mi. O relato oficial dizia que a tripulação foi atacada por piratas, mas ouvi rumores sobre a possível traição de um membro do Esquadrão. Qual foi esse membro eu não sei, pois os relatórios diziam que todos haviam morrido durante o ataque... - Olhava Ryan nos olhos, falando tudo com calma e seriedade. - Ryan, não sou tolo. Sei que existem chances desses rumores serem verdade, e também sei que existem marinheiros corruptos até nos postos mais altos. Por isso peço que tome cuidado se for investigar isso. Preste atenção em quem você for confiar.

Seu olhar e sua voz demonstravam preocupação para com o jovem marinheiro, que em troca fazia uma reverência agradecendo por tudo que o capitão tinha lhe feito até aquele momento. Marshal sorria, acenando com a cabeça como que agradecendo pelas palavras carinhosas. E assim, Ryan estava dispensado.

Andou pela base procurando por seus aliados e fazendo um rápido tour relembrando tudo o que tinha lhe acontecido nas vezes em que treinou ali. Infelizmente não encontrava nenhum de seus aliados, mas as memórias nostálgicas de cada lugar que visitou foram o suficiente para que saísse dali com um sorriso no rosto.

Ryan pegou sua bicicleta e voltou para casa, e após aproximadamente trinta minutos chegou ao seu destino. Respirou fundo, pensando em como daria a importante notícia para sua mãe-coruja e sua esposa grávida. Mas não importava o quanto pensasse, sabia que a reação delas seria extrema.

Entrou em casa, chamando por sua esposa. Ele ouviu um abafado "por aqui" de sua esposa, com um tom de voz que parecia que ela estava chorando. Mas o que poderia ter acontecido para ela estar naquele estado? Ryan correu até a cozinha, que era o lugar de onde tinha vindo a voz. Ao chegar lá, se deparou com uma peculiar cena: Sua mãe e sua esposa estavam sentadas na mesa onde almoçavam todos juntos, chorando. Jimmy também estava lá, mas o garoto tentava se manter forte, apesar dos olhos vermelhos.

Com eles uma quarta figura estava sentada a mesa. Era uma bela mulher de pele morena e cabelos loiros e curtos, com algumas mechas grandes e trançadas. Sua roupa era a de uma oficial da marinha, com o característico casaco que indicava o status de um marinheiro de posição alta.

Mas a pergunta era: Quem era aquela mulher? E por quê sua família estava chorando?

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Redenblack D. Ryan
 Posted: Jul 18 2017, 10:48 AM
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Redenblack D. Ryan




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Redenblack D. Ryan
O caminho da Justiça não é algo que você diz apenas percorrer,
Mas sim é algo que você prova a cada dia.
A Verdadeira Justiça é fazer o correto em prol das pessoas e das que mais necessitam!
Caminho até a Grand Line!
Não parecia ser uma tarefa fácil para o capitão me contar sobre a morte de meu pai, mas mesmo assim, procurou fazê-lo de forma calma, séria e sincera, até mesmo reconhecendo a existência de marinheiros corruptos e a possibilidade do rumor que ouvi em minha adolescência puder ser verdade. Por isso, não só me pediu para tomar cuidado, mas também em saber em quem iria confiar.

Aquelas palavras, assim como todos os outros conselhos e orientações do capitão, eu guardar em meu coração e consciência. De fato, mesmo sabendo e imaginando de que não todos os marinheiros seguiam fielmente a causa e o principio da Justiça, nunca me passou pela mente em ser cauteloso em quem confiar. Meio que acreditava, ingenuamente, que todos os que seguiam o caminho da Justiça eram merecedores da minha confiança, mesmo sabendo que o meu pai poderia ter sido morto por um daqueles mesmos companheiros de farda. Especialmente agora que eu ia para um Esquadrão totalmente desconhecido era necessário tomar cuidado. Talvez essa mesma transferência podia ter sido por causa da minha investigação. Tudo isso dava mais para pensar, até mesmo o fato de que eu desconhecia sobre a morte, supostamente, de todos os integrantes do Esquadrão do meu pai.

Agradecendo de coração o capitão por tudo o que fizera por mim e pelas sábias e amigáveis palavras que me dirigia, me despedira e comecei a perambular pela base. Mesmo não conseguindo encontrar nenhum dos meus companheiros, o que era por si estranho, fiquei satisfeito em ver pela ultima vez o local onde comecei meus primeiros passos na instituição.

Entrando em casa, pousando no chão as coisas que retirei do meu cacifo e colocando os meus óculos de vista que tinha deixado mais cedo na comoda da entrada da casa, chamei por Luna, tentando disfarçar o medo e a angustia que sentia em ter de dar a noticia para ela e já prever sua possível reação. Ela me respondeu, de forma bem fraca, algo bastante incomum vido de uma mulher enérgica como ela. A voz vinha da cozinha e eu logo fiquei completamente preocupado. Será que estava passando mal? Ainda estava nos incios da gravidez, não imaginava que já começaria a sentir dores , mas será que estava enganado?

Sem pensar duas vezes, corri de imediato para a cozinha. Lá vi Luna e até mesmo minha mãe, ambas sentadas á mesa, chorando. Jimmy, meu irmão caçula, também estava lá mas, diferente do habitual, estava triste, tentando se conter. O que estava se passando? Por que eles estavam assim? Aconteceu algo de terrível? Será que aconteceu algo com a nossa futura criança?

Minha mente já começava a entrar em branco, meus lábios tremiam e nem sequer consegui dizer uma palavra sequer. Olhando novamente na mesa, vi mais uma pessoa sentada Era uma mulher morena, de cabelos longos e que vestia um uniforme da marinha mas totalmente diferente, com certeza devia se tratar de alguém de alta patente. Quem era aquela mulher? E o que estava fazendo ali? Nunca a vi antes na nossa base.

Foi então que, como um relâmpago em minha mente, comecei a conetar os pontos. Mulher nunca antes vista + roupas de oficial da marinha + transferência + um Esquadrão presente na ilha para recrutar marinheiros. Poderia ser que ela era...


[Ryan] - Comandante Halibel, presumo? O que está fazendo aqui, em minha casa? O que está acontecendo aqui? Por quê a minha família está chorando?-

Falava de forma séria, encarando a mulher nos olhos, aparentando calmo e tentando ser educado, mas não podia deixar de transparecer o meu incomodo e desconfiança com aquela situação. Era um palpite meu que ela poderia ser a comandante do meu Esquadrão, algo que não tinha plena certeza, mas de algo estava certo: ela era a causa da tristeza dos meus entes queridos! Por isso, naquele momento, não me importaria com hierarquias, continências, respeito ou algo assim. Estava na minha casa e não toleraria que alguém mexesse com a minha família!

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Sorata
 Posted: Jul 20 2017, 10:52 PM
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Sorata




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Sorata is Offline

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Capítulo 6 - Caminho até a Grand Line - 04
Capitã Halibel

Ryan era esperto, e rapidamente deduzia a identidade daquela mulher. E sequer se importou com o fato de ser sua superior: Estava dentro de sua casa e aparentemente tinha feito sua família chorar. Não havia qualquer pingo de cordialidade no Redenblack quando ele se dirigiu a sua futura capitã perguntando seus objetivos. Ela em resposta olhou para Ryan com uma calma singular, como se a tensão dele ou as lágrimas de sua família nada significassem.

Vim informá-los de sua partida para a Grand Line, e dos perigos que encontraremos lá. - Ela se levantou assim que sua fala cessou, seu olhar impassível tornava impossível dizer o que ela estava pensando, fosse da família de Ryan ou dele mesmo. O próprio Ryan poderia não ter uma reação não muito amigável, mas independente do que ele fizesse, Halibel se manteria imóvel. Ela olhou o garoto nos olhos por mais alguns segundos antes de completar:

Tenho outros afazeres. Chegue no barco no horário estipulado. - Sua voz era neutra, não demonstrava qualquer emoção. - Com sua licença, deixarei vocês a sós. - Falou para a mãe de Ryan e logo após sua fala a morena começou a caminhar em direção a saída da cozinha e, posteriormente, da casa. Ryan poderia se colocar no seu caminho e tentar conseguir mais algumas informações, ou poderia ir falar com sua mãe e esposa que choravam de cabeça baixa na mesa da cozinha...



OFF:

Vou continuar usando esse code porque espero que em breve consertem isso. Se incomodar avisa x)
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Redenblack D. Ryan
 Posted: Aug 5 2017, 06:25 AM
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Redenblack D. Ryan




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Redenblack D. Ryan
O caminho da Justiça não é algo que você diz apenas percorrer,
Mas sim é algo que você prova a cada dia.
A Verdadeira Justiça é fazer o correto em prol das pessoas e das que mais necessitam!
Caminho até a Grand Line!
A julgar pelo fato de que ela nem sequer negou e nem confirmou se minha suspeita estava certa ou não, só podia deduzir que, de fato, se tratava da minha futura superior. Também, a confirmar isso, veio a resposta dela, onde alegava ter dado informações sobre a minha partida e o que poderia nos aguardar. Eu cerrei ainda mais firme os meus punhos, contendo a minha raiva.


[Ryan] - A senhora não tinha nem o direito e nem o dever de contar para eles! Isso era algo que cabia a mim!-

Retruquei, em seguida, para a mulher, não me importando se estivesse sendo rude ou não. Aquela feição, aquele olhar daquela mulher, me davam a impressão de que as coisas não iriam correr tão lidamente em meu novo esquadrão. Ela mais parecia do tipo que não deixava os sentimentos terem uma voz em suas decisões, se é que tivesse mesmo sentimentos, e que faria qualquer coisa para atingir seus objetivos, mesmo que signifique pisar ou descartar alguém.Se realmente fosse assim, apenas temo em como será minha vida naquele esquadrão e se for que eu conseguisse segurar as pontas lá.

Após recomendar-me para chegar á tempo e pedindo licença, ela fazia sua saída da casa. Eu não iria me manter no caminho dela, pará-la, cobrar satisfações ou mesmo fazer algo mais impulsivo. Minha preocupação não estava com ela, mas sim com os meus entes queridos. Da forma como estavam, mal sabia como agir com eles como tentar confortá-los. Pior ainda, nem sequer sabia o que fora dito para eles!

De todo modo, fui direto para Luna, minha esposa. Estava preocupado com a condição dela, ainda mais por estar gravida. Tentava levantar a cabeça dela, fazer carinho, abraçá-la e fazer uma massagem nos ombros. Em um tom de voz mais dócil, tentei, de certa forma, apaziguar as coisas, apesar que sou complemente péssimo nisso.


[Ryan] - O que ela falou para vocês? De fato, é verdade que serei transferido para bem longe, mas não terão de se preocupar! Fui escolhido justamente porque sou forte e, além disso, nesse Esquadrão terá muita gente forte. Estarei bem! -
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Off: Malz pela demora, como deixei avisado no tópico de ausências, estive viajando para tratar dos assuntos do meu pai, por isso não tinha conseguido postar.

This post has been edited by Redenblack D. Ryan: Aug 5 2017, 06:27 AM
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Sorata
 Posted: Aug 8 2017, 02:05 PM
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Capítulo 6 - Caminho até a Grand Line - 05

Drama

A capitã do esquadrão saía sem responder a fala de Ryan, caminhando em direção a porta. E embora estivesse revoltado com o que tinha acabado de acontecer, ele tinha problemas maiores para lidar: O choro de sua família, em especial de sua esposa grávida.

Ela disse que você vai pra Grand Line... - Sua esposa falava, aceitando as carícias e se acalmando aos poucos. Jimmy também parecia melhor, secando as poucas lágrimas que escorriam de seus olhos e tentando se recompor. Sua mãe por outro lado continuava chorando incessantemente.

Aí eu perguntei se eram os mares cheios de monstros marinhos fortes e piratas com recompensas altíssimas... e ela disse SIM!! - Sua mãe continuava chorando, pausando às vezes apenas para lidar com uma série de soluçadas. - Depois eu perguntei se era lá que muitos marinheiros morriam, e ela disse que SIM!!! - Ela gritava na última palavra, deixando uma cachoeira de lágrimas escorrer de seu rosto.

Aí eu perguntei se ela podia me garantir que você voltaria vivo... e ela disse que NÃO TINHA CERTEZA!!! - Ela puxava um lencinho do vestido, assoando o nariz e chorando ainda mais.

Aí nessa hora você chegou irmão... ela não falou mais nada. Mas parecia ter boas intenções... - Jimmy, agora totalmente recomposto, explicava a Ryan a história. Então Halibel tinha ido explicar pessoalmente que Ryan seria enviado a Grand Line, mas não conseguiu falar o que realmente foi lá para informar por conta das incessantes perguntas da mãe de Ryan.

Agora, com seu irmão melhor e sua esposa se recompondo enquanto ele a massageava, restava ao marinheiro a difícil tarefa de acalmar o coração sempre preocupado de sua mãe...

by Feh-Chan
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OFF:

Tô testando um novo code, não liga se eu mudar a cada post xD
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Redenblack D. Ryan
 Posted: Aug 14 2017, 06:41 PM
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O caminho da Justiça não é algo que você diz apenas percorrer,
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A Verdadeira Justiça é fazer o correto em prol das pessoas e das que mais necessitam!
Caminho até a Grand Line!
Aos poucos, Luna começava a se acalmar e assim também Jimmy. A unica que ainda continuava desesperada era a minha mãe. Pelo que pude entender, entre o choro e os soluços da minha mãe e a explicação do Jimmy, talvez tudo não passou de um mal-entendido. Pelo que parecia, a capitã apenas fora informar sobre a minha transferência mas a minha família, minha mãe em especial, reagiu de forma precipitada. Talvez, nem sequer a capitã conseguiu falar o que ela queria mesmo falar. Resolvi confiar na impressão que o meu irmãozinho tirou sobre a mulher. Eu devia um pedido de desculpas +ara ela mais tarde!

Tudo o que restava era confortar a minha mãe. Desde pequeno ela era uma mãe muito protetora, até mesmo não queria que eu treinasse com o meu pai e sequer seguisse os seus passos. Quando ouviu, pela primeira vez, meu desejo em me alistar, teve quase a mesma reação de agora, chorando incessantemente e soluçando, além de gritar e berrar sobre o fato de que não deveria ir e sim continuar com os meus estudos e carreira. Foi por isso mesmo que terminei os meus estudos e, só então, decidi me alistar.

Naquela altura não fora fácil convencê-la e consolá-la e, provavelmente, nem, também, dessa vez.Mas tinha de tentar. Fui até ela e a abracei fortemente. Depois a encarei bem firme nos olhos e falei, abrindo um leve sorriso, tentando inspirar confiança.


[Ryan] - Mãe, olha! É verdade que irei mares perigosos, com criminais com recompensas altas, mas também é verdade que estarão comigo vários marinheiros fortes e experientes e eu mesmo já me tornei bem forte. Se tivesse deixado aquela mulher falar, ela teria dito isso. Aqueles são os mesmos mares onde o meu pai ia e sempre voltava em segurança. Comigo não será diferente! Ainda mais porque tenho coisas aqui que eu ainda preciso proteger. Eu vou mas voltarei bem, disso pode ter certeza!-

Enquanto falava isso, meio que repetia também para mim mesmo. Aqueles eram os mesmos mares onde o meu pai navegara antigamente. Eu viria a encontrar os mesmos obstáculos e dificuldades que ele, um dia, encontrou. Não irá ser fácil com certeza, mas tinha de repetir para mim mesmo que tudo iria correr bem, que eu daria conta do recado e, no processo, não só me tornaria cada vez mais forte, assim como ,ais próximo da verdade. Tinha de acreditar nisso!

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Sorata
 Posted: Aug 20 2017, 10:18 PM
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Capítulo 6 - Caminho até a Grand Line - 06

O desejo de uma mãe

Ryan conhecia bem sua mãe, e sabia exatamente como lidar com aquela situação: Abraçou sua progenitora com amor, em seguida olhando-a nos olhos enquanto falava sobre os homens e mulheres que estariam ao seu lado e sobre suas motivações para voltar vivo. Sua mãe escutava atentamente, e embora ainda soluçasse, ela parava de chorar, aos poucos se recompondo.

Você... realmente me lembra do seu pai... - Ela falou com um sorriso no rosto enquanto olhava para o chão, num misto de nostalgia e preocupação. - T... tudo bem. Apenas prometa a nós duas que voltará bem e seguro! E fará visitas sempre que puder! - Ela pedia, envolvendo as mãos de Ryan com as suas e levantando a cabeça, olhando o marinheiro nos olhos. Ali Ryannão viu uma mãe preocupada com o bem-estar de seu filho, e sim uma mulher que sabia das obrigações de seu filho e que o apoiaria incondicionalmente.

Será que Ryan faria a promessa? E o que faria depois? Passaria mais tempo com sua família ou partiria para o navio da marinha?

by Feh-Chan
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OFF:

Ryan ainda tem tempo pra passar com a família, só tô dando a opção de ir agora ou mais tarde

This post has been edited by Sorata: Aug 20 2017, 10:18 PM
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Redenblack D. Ryan
 Posted: Aug 30 2017, 05:28 PM
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Enfim, consegui acalmar os ânimos da minha mãe. Ela parecia compreender a situação, afinal já havia passado o mesmo com o meu pai, e me pediu para lhe prometer que eu voltasse em segurança e que visitasse caso encontre uma chance. Eu abria um largo sorriso, alternando meu olhar entre a minha mãe e a minha esposa e respondia, segurando firme as mãos da minha mãe.


[Ryan] - Pode deixar! Eu mantenho sempre as minhas promessas! -

As minhas não eram palavras ditas apenas para dizer. Eu faria de tudo ao meu alcance para voltar pra eles. Não iria deixar que minha mãe perdesse outra pessoa! Não iria deixar Luna sem um marido! Não iria deixar a nossa futura criança sem um pai. Eu voltaria... para eles!

Após disso, eu subi as escadas, tinha de preparar as minhas coisas. Queria fazer isso primeiro, o mais cedo possível de modo que o restante do tempo o passaria com a minha família.

Uma vez que pegava tudo o necessário para a viagem, contando que iria ficar longe de cada por um bom tempo, tomaria um bom banho e, depois ficaria com a minha família, brincando com Jimmy e dando atenção, carinho e mimos para a minha mãe e Luna.

Quando já faltaria cerca de meia hora antes da hora de encontro, eu já começava a despedir da minha família.


[Ryan] - Jimmy, agora você é o homem da casa! Tome conta da nossa mãe, de Luna e de seu futuro sobrinho. Os proteja em meu lugar! Também, não se esqueça de estudar duro (e continuar a treinar escondido os movimentos que te ensinei) -

Disse, me abaixando perante o meu irmã caçula, correndo minha mão encima de sua cabeça e o abraçando, sendo que a ultima parte de minha fala foi mais sussurrada em seus ouvidos, afinal minha mãe não queria que ele treinasse e aprendesse a lutar, para não vir a seguir os passos meus e do nosso pai.


[Ryan] - Mãe, não se preocupe demasiado! Lembre-se de seus problemas de tensão e diabete. Como das outras vezes que estive fora mandarei cartas e dinheiro e, quando menos esperar, já estarei de volta! Não pegue muito pesado com o Jimmy e cuide de sua nora e de seu futuro neto. Eu amo vocês! -

Dizia abraçando bem forte a minha mão e lhe dando um beijo na bochecha. Em seguida, eu caminhava em direção de Luna.


[Ryan] - Luna, sei que você é uma mulher forte! Por isso, não preciso de te dizer nada. Essa não é uma despedida, mas sim um até logo! Daqui a pouco estarei de volta para conhecer o nosso filho. Por isso, se cuide e não se afadigue. Te amo! -

Dei um longo e demorado beijo nela, a apertei bem forte a mim, em meu peito e, em seguida beijei a barriga dela. Acenando para todos, carregava as minhas coisas e saia da casa indo, de pé, até o caís. Era inevitável me sentir um pouco triste, mas ao mesmo tempo estava animado. Iniciaria uma nova aventura, viraria uma nova pagina na minha jornada. Cumpriria a Justiça e deixaria minha família orgulhosa!

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Sorata
 Posted: Sep 11 2017, 12:30 AM
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Capítulo 6 - Caminho até a Grand Line - 07

Um antigo aliado

A tarde foi um momento de extremo prazer para a família Redenblack: Ryan e Jimmy brincaram, conversaram e treinaram um pouco. Em seguida o marinheiro se sentou com sua mãe e esposa e conversou bastante com ambas, falando de suas últimas missões (escondendo os detalhes mais complicados, obviamente) e falando sobre os corajosos e bravos companheiros da marinha que já lhe acompanharam. Aquilo de certa forma deixava-as mais tranquilas, e um sorriso calmo já podia ser visto até no rosto de sua mãe.

Apenas no momento de despedida que as lágrimas vieram, embora fossem poucas. Jimmy especialmente tentava se manter forte diante do irmão, como se quisesse mostrar que agora era um homem crescido, mesmo que seu tamanho e idade dissessem o contrário. Luna também se mantinha firme, embora algumas lágrimas discretas escorressem por suas bochechas, que ela logo tratou de secar com as costas das mãos. Sua mãe no entanto abria novamente sua "torneira ocular", mas o próprio Jimmy logo tratava de colocar uma das mãos na perna de sua mãe (já que ainda não alcançava os ombros), pedindo com o olhar que ela se controlasse. Tal atitude, felizmente, foi o suficiente.

E com uma mistura de amargura e empolgação, Ryan saía de casa. Caminhou pelas ruas tranquilas de Logue Town, percebendo que a cidade parecia tão pacata quanto nos outros dias. Seria uma boa cidade para criar seu filho ou filha quando retornasse.

Após aproximadamente meia hora de caminhada, o garoto finalmente chegava ao píer. O lugar estava relativamente movimentado, com alguns navios mercantis trocando mercadorias com os locais. Haviam também dois navios da marinha, de tamanho considerável. Mas... qual seria o seu?

Ei Ryan, quanto tempo! - O garoto ouvia uma voz atrás de si e quando se virava, percebia seu antigo companheiro Adon. O moreno carregava nas costas uma mochila enorme, junto com uma sacola de plástico na mão esquerda. E quando se aproximou o suficiente, estendeu a direita, cumprimentando-o.

Está no esquadrão da capitã Halibel também?

by Feh-Chan
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Redenblack D. Ryan
 Posted: Sep 22 2017, 06:09 AM
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O caminho da Justiça não é algo que você diz apenas percorrer,
Mas sim é algo que você prova a cada dia.
A Verdadeira Justiça é fazer o correto em prol das pessoas e das que mais necessitam!
Caminho até a Grand Line!
Enquanto caminhava, me dirigindo até o porto, notava o quão tranquila e serena era aquela cidade que fora o meu berço e lar por muito tempo. Ficava me imaginando, num futuro próximo, passeando com o meu filho, levando-o até a base da marinha ou então a praça onde Gold Roger fora executado. Mostraria como a Justiça era importante e agia e tentaria transmitir para ele o mesmo sentimento que fora transmitido a mim.

Uma vez no local, como de costume, o porto estava bem movimentado pela presença dos navios mercantis, com não só pessoas descarregando as cargas, como também vendendo no mesmo local as mercadorias vindas de outras terras ou o peixe pescados pelos botes de pescas. No pier podia notar dois navios enormes, ambos com o logo da Marinha. Apenas um era o navio na qual iria me embarcar, mas qual deles? E se eu fosse embarcar no navio errado? Precisava perguntar para algum marinheiro próximo!

A sorte acabou me sorrindo e quem acabou se aproximando de mim, me chamando era uma presença familiar. Meu companheiro de quartel, Adon-san! Ele também carregava mochila e sacola, parecia estar pronto para viajar. Será que iria viajar de férias? Ou iria embarcar no outro navio, rumo a alguma missão com a Meg e demais? De todo modo, apertava, entusiasta, a mão que me era estendida, cumprimentando-o com um grande sorriso.


[Ryan] - Já faz um tempo mesmo, Adon-san! Por onde você andou? -

Em seguida, o marinheiro me perguntava se também estivesse no esquadrão da capitã Halibel. Confesso que aquilo me pegou completamente de surpresa. Tudo bem que o capitão Marshall tinha dito que alguns outros do nosso quartel poderiam ter sido transferidos comigo, mas não imaginava que fosse alguém com quem já tinha trabalhado junto.


[Ryan] - Nani?! Você também tá no esquadrão?! -

Apesar de minha inicial surpresa, confesso que ficava mais animado em saber que havia algum conhecido lá, além de ser uma pessoa a qual reconhecia suas capacidade e as conhecia ao ponto de saber como melhor trabalharmos juntos. Cruzava os braços, colocava a mão direita ao queixo e começava a pensar em voz alta, enquanto que os meus olhos se perdiam no céu.


[Ryan] - Me pergunto quem mais do nosso grupo estará connosco nesse esquadrão... -
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