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| von Hittler |
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卍 Nazista, sim. E daí? Tem preconceito?

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Meu primeiro experimento de investigação filosófica deu-se na cama - e não pelos motivos licenciosos que a palavra pode sugerir hoje em dia. Eu era apenas um garoto e, estando doente por vários anos, imobilizado pela febre, acostumei-me a uma perspectiva vertical do mundo, que começava no chão (prolongando-se imaginariamente até abaixo do centro da Terra) e se erguia até o fundo ilimitado do céu, adivinhado para além do teto. De tempos em tempos, a febre me largava e eu descobria, atônito, que tinha de reaprender a andar. Já contei isso aqui. Mas o giro de minha pessoa da posição horizontal para a vertical era acompanhado de um concomitante giro inverso do quadro do mundo. Formou-se assim naturalmente um esquema de proporções, que estruturou de uma vez para sempre, para mim, o quadro relacional das coisas: acima-abaixo, adiante-atrás, perto-longe. Estas linhas, que se cruzavam tendo como centro a minha humilde pessoinha, não designavam apenas direções do espaço, mas diferentes sentidos da experiência de viver. A horizontal era a saúde, a vida, a ação: brincar e correr, ir ao encontro de meus amigos, participar dos dramas e alegrias da tribo. A vertical era a solidão, a presença da morte, mas também a abertura para o céu infinito, numa paz sobre-humana.
Essas duas direções não se cruzavam apenas estaticamente: eram movimentadas pela alternância irregular do longe e do perto. Na horizontal, o longe ora significava a liberdade, a aventura, ora equivalia a estar perdido e desamparado, sem encontrar o caminho de casa; o perto ora designava a estreiteza do quarto que periodicamente me aprisionava, a limitação e o tédio da vida doméstica, ora o aconchego dos braços de minha mãe e a inesgotável riqueza do mundo pequeno: eu tinha dezenas de miniaturas - soldados, bichos, carros - e, ajeitando-os num caixote com areia entre plantas e pedras, ia compondo um universo miúdo, quase tão complexo quanto o grande. Na vertical, o perto representava ora o teto que pendia sobre mim como a tampa de um túmulo, ora a variedade interna das sensações e imaginações que faziam do meu corpo um microcosmo engenhoso, onde o doente imobilizado podia se instalar por semanas a fio sem muito desconforto; o longe, às vezes, era a imensidão serena do céu silencioso, às vezes o abismo do esquecimento, uma treva confusa e agitada, sem chão nem fim.
Tal era, em suma, o esquema do mundo. Devo sua descoberta ao ritmo peculiar de existência que a doença prolongada impõe ao corpo humano. As pessoas saudáveis vivem no mundo horizontal: quando mergulham na verticalidade, dormem e esquecem tudo. Não percebem que há ali outro espaço, tão real quanto o da agitação cotidiana: o universo do silêncio. O doente percebe claramente a passagem, a pulsação entre o oculto e o manifesto, o latente e o patente, o mistério e a claridade, bem como as rotações incessantes de sentido entre os seis pólos de uma cruz de três dimensões onde o homem está cravado no centro da esfera armilar do mundo.
O signo da esfera armilar gravou-se em mim, sem nome, sem palavras, por fim sem imagens -- pura latência interior --, antes mesmo que eu tivesse a menor consciência de qualquer ênfase religiosa que lhe estivesse associada. Reencontrei-o muitas vezes, mais tarde, nos ritos da Igreja, na arquitetura dos templos, na ordem interna das obras de arte, e em dois dos maiores livros escritos neste século: O Simbolismo da Cruz, de René Guénon, e A Estrutura Absoluta, de Raymond Abellio, que, uma vez lidos, se incorporaram definitivamente à minha concepção das coisas, como traduções verbais quase perfeitas de uma experiência primordial e arquetípica.
Suponho que todos os homens tenham vivido essa experiência. Apenas, passando por ela demasiado rapidamente, não repararam nem na sua beleza, nem no seu alcance metafísico. Tão distraído e fútil é o ser humano, que somente a doença tem o poder de forçá-lo à contemplação. Mas nem toda doença serve: não pode ser breve e intensa como um desmaio, nem tão prolongada que leve ao entorpecimento da consciência. Só a doença consumptiva, que derruba sem adormecer, que enfraquece sem derrotar, produz aquela imobilidade paciente e serena em que a profundidade das coisas começa lentamente a revelar-se. Mais tarde, a sentença de Aristóteles -- "A imobilidade gera a sabedoria" -- retiniu em minha alma como uma verdade tão certa e tão alta, que nela reconheço a marca do sagrado.
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| Martini |
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não vo le von...
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nemlilereidepois
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Muito menos eu.
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| Martini |
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| Takumi |
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Tenho que floodar rápido, não dá tempo de ler o-o'
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Merry Christmas Suckers!

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| von Hittler |
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卍 Nazista, sim. E daí? Tem preconceito?

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Economista, filósofo e socialista alemão, Karl Marx nasceu em Trier em 5 de Maio de 1818 e morreu em Londres a 14 de Março de 1883. Estudou na universidade de Berlim, principalmente a filosofia hegeliana, e formou-se em Iena, em 1841, com a tese Sobre as diferenças da filosofia da natureza de Demócrito e de Epicuro. Em 1842 assumiu a chefia da redação do Jornal Renano em Colônia, onde seus artigos radical-democratas irritaram as autoridades. Em 1843, mudou-se para Paris, editando em 1844 o primeiro volume dos Anais Germânico-Franceses, órgão principal dos hegelianos da esquerda. Entretanto, rompeu logo com os líderes deste movimento, Bruno Bauer e Ruge.
Em 1844, conheceu em Paris Friedrich Engels, começo de uma amizade íntima durante a vida toda. Foi, no ano seguinte, expulso da França, radicando-se em Bruxelas e participando de organizações clandestinas de operários e exilados. Ao mesmo tempo em que na França estourou a revolução, em 24 de fevereiro de 1848, Marx e Engels publicaram o folheto O Manifesto Comunista, primeiro esboço da teoria revolucionária que, mais tarde, seria chamada marxista. Voltou para Paris, mas assumiu logo a chefia do Novo Jornal Renano em colônia, primeiro jornal diário francamente socialista.
Depois da derrota de todos os movimentos revolucionários na Europa e o fechamento do jornal, cujos redatores foram denunciados e processados, Marx foi para Paris e daí expulso, para Londres, onde fixou residência. Em Londres, dedicou-se a vastos estudos econômicos e históricos, sendo freqüentador assíduo da sala de leituras do British Museum. Escrevia artigos para jornais norte-americanos, sobre política exterior, mas sua situação material esteve sempre muito precária. Foi generosamente ajudado por Engels, que vivia em Manchester em boas condições financeiras.
Em 1864, Marx foi co-fundador da Associação Internacional dos Operários, depois chamada I Internacional, desempenhando dominante papel de direção. Em 1867 publicou o primeiro volume da sua obra principal, O Capital. Dentro da I Internacional encontrou Marx a oposição tenaz dos anarquistas, liderados por Bakunin, e em 1872, no Congresso de Haia, a associação foi praticamente dissolvida. Em compensação, Marx podia patrocinar a fundação, em 1875, do Partido Social-Democrático alemão, que foi, porém, logo depois, proibido. Não viveu bastante para assistir às vitórias eleitorais deste partido e de outros agrupamentos socialistas da Europa.
Primeiros trabalhos:
Entre os primeiros trabalhos de Marx, foi antigamente considerado como o mais importante o artigo Sobre a crítica da Filosofia do direito de Hegel, em 1844, primeiro esboço da interpretação materialista da dialética hegeliana. Só em 1932 foram descobertos e editados em Moscou os Manuscritos Econômico-Filosóficos, redigidos em 1844 e deixa-os inacabados. É o esboço de um socialismo humanista, que se preocupa principalmente com a alienação do homem; sobre a compatibilidade ou não deste humanismo com o marxismo posterior, a discussão não está encerrada. Em 1888 publicou Engels as Teses sobre Feuerbach, redigidas por Marx em 1845, rejeitando o materialismo teórico e reivindicando uma filosofia que, em vez de só interpretar o mundo, também o modificaria.
Marx e Engels escreveram juntos em 1845 A Sagrada Família, contra o hegeliano Bruno Bauer e seus irmãos. Também foi obra comum A Ideologia alemã (1845-46), que por motivo de censura não pôde ser publicada (edição completa só em 1932); é a exposição da filosofia marxista. Marx sozinho escreveu A Miséria da Filosofia (1847), a polêmica veemente contra o anarquista francês Proudhon. A última obra comum de Marx e Engels foi em 1847 O Manifesto Comunista, breve resumo do materialismo histórico e apelo à revolução.
O 18 Brumário de Luís Bonaparte foi publicado em 1852 em jornais e em 1869 como livro. É a primeira interpretação de um acontecimento histórico no caso o golpe de Estado de Napoleão III, pela teoria do materialismo histórico. Entre os escritos seguintes de Marx Sobre a crítica da economia política em 1859 é, embora breve, também uma crítica da civilização moderna, escrito de transição entre o manuscrito de 1844 e as obras posteriores. A significação dessa posição só foi esclarecida pela publicação (em Moscou, 1939-41, e em Berlim, 1953) de mais uma obra inédita: Esboço de crítica da economia política, escritos em Londres entre 1851 e 1858 e depois deixados sem acabamento final.
Em 1867 publicou Marx o primeiro volume de sua obra mais importante: O Capital. É um livro principalmente econômico, resultado dos estudos no British Museum, tratando da teoria do valor, da mais-valia, da acumulação do capital etc. Marx reuniu documentação imensa para continuar esse volume, mas não chegou a publicá-lo. Os volumes II e III de O Capital foram editados por Engels, em 1885 e em 1894. Outros textos foram publicados por Karl Kautsky como volume IV (1904-10).
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| Martini |
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É PROIBIDO SPOILERS NA C-BOX! GRATO, LOCK.
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