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 Cèrere Mozzaquatro, Cèrere Mozzaquatro
Relax
Posted: Feb 3 2010, 09:06 PM


Tama-chan
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Group: Marinha
Posts: 5,167
Member No.: 3,511
Joined: 29-September 07



~ PESSOAL ~


Nome: Cèrere Mozzaquatro
Idade: 14 anos.
Altura: 1m62cm.
Peso: 48kg.
Sexo: feminino.
Raça: humana.
Origem: Piccolo Cuore (uma ilha minúscula colonizada há muito tempo por italianos, que é desconhecida para a maior parte do mundo. Sua população é auto-sustentável, a base de pesca, plantio orgânico e coleta; são muito preocupados com a natureza).
Localização: meio do oceano, desconhecida para a própria personagem.
Grupo: pirata.

~ ATRIBUTOS PRIMÁRIOS ~
(20 pontos)

QUOTE (Rank; )
LEVEL: 4
EXP: 340/450
BERRIES 1.100.000


ATAQUE (ATK): 3
PRECISÃO (PRE): 9
VELOCIDADE (VEL): 11
VITALIDADE (VIT): 1
HABILIDADE (HAB): 1

~ ATRIBUTOS SECUNDÁRIOS ~


HP: 35
SP: 35

INICIATIVA: [1d10]+11+2(raça)
DANO: [1d4]+3+6(armas)
ACERTO (NA): [1d10]+9+2(estilo)
NÚMERO DE ATAQUES: 9/2+1+1 (raça)+0,5(estilo combate)=8
DEFESA (DEF): 1
ESQUIVA (NE): [1d10]+11+1(estilo)
BLOQUEIO (NB): [1d10]+1

~ PERÍCIAS FUNCIONAIS ~

QUOTE
• Toxicóloga.
•Médico - Cura ferimentos. O paciente se recupera totalmente na metade do tempo que o faria.




~ FAMA & REPUTAÇÃO ~


APELIDO:
RECOMPENSA: B$ 0.
QUOTE
LINK DOS JORNAIS ~


~ ESTILO DE COMBATE ~

QUOTE (Combate; )
• ESTILO BASE: Adaga. Cèrere tem apenas a adaga que pegou do capitão marina, e não é especialmente habilidosa.
LEVEL DE COMBATE: 4
EXP DE ESTILO: 270/320
BÔNUS +1/2 Ataque por Turno./+1 de Esquiva/+2 Acerto


VARIAÇÕES DE ESTILO:

Nome:
Nível:
Descrição:
Bônus:

~ TÉCNICAS ESPECIAIS ~

QUANTIDADE DE TÉCNICAS:

• LISTA DE TÉCNICAS:

Nome: -x-
Descrição: -x-
Bônus/Custo: -x-
Requerimentos: -x-

~ AKUMA NO MI ~


Nome: -x-
Tipo: -x-

• TÉCNICAS VINDAS DA AKUMA NO MI:

Nome: -x-
Bonus/Custo: -x-
Requerimentos: -x-

~ INVENTÁRIO & EQUIPAMENTOS ~


• ARMA(S)
Nome: Henzo’s Dagger
Bônus: Dano +3
Descrição: Uma adaga feita por Henzo, da tripulação de Scar, é leve e seu corte muito afiado, muito boa para abrir a pele, sem causar danos que podem levar a morte.
Requerimento: Estilo Adagas Lv3
Custo: 2.000.000 (Cada)

Nome: Henzo’s Dagger
Bônus: Dano +3
Descrição: Uma adaga feita por Henzo, da tripulação de Scar, é leve e seu corte muito afiado, muito boa para abrir a pele, sem causar danos que podem levar a morte.
Requerimento: Estilo Adagas Lv3
Custo: 2.000.000 (Cada)

• CABEÇA
-Nome: -x-
Bônus: -x-
Requerimento: -x-
Custo: -x-

• CORPO
-Nome: -x-
Bônus: -x-
Requerimento: -x-
Custo: -x-

• PÉS
-Nome: -x-
Bônus: -x-
Requerimento: -x-
Custo: -x-

• ACESSÓRIO (1)
-Nome: -x-
Bônus: -x-
Requerimento: -x-
Custo: -x-

• ACESSÓRIO (2)
-Nome: -x-
Bônus: -x-
Requerimento: -x-
Custo: -x-

• ITENS GUARDADOS/NÃO USADOS
QUOTE
-Nome: 2x Veneno
Descrição: os frascos estão cheios de um líquido que causa o estado de envenenamento. Se o antídoto não for aplicado, a morte do atingido é certa em poucos dias.

-Nome: 3x Antídoto
Descrição:Recupera Envenenamento, necessita de complementos medicinais para seu efeito ser realmente efetivo. Só pode ser utilizado se o personagem souber manejar o remédio [Perícia Médica]. A preparação demora algum tempo.
Custo: 150.000

-Nome: Pote
Descrição: Item necessário para que o médico crie remédios.
Custo: 2.000

-Nome: Mochila de Couro
Descrição: Serve para carregar até quinze itens consigo que o usuário não estiver usando. Atualmente contem 7 itens.
Custo: 8.000

-Nome: Livro Diário
Descrição: as páginas em branco foram incluídas ao final do livro que era uma recordação da família de Cèrere, assim como o diário de bordo dos piratas de Scar e o diário da falecida Roxanne. Agora, ela pode escrever suas próprias aventuras nesse livro.


~ EMBARCAÇÃO ~


Nome: -x-
Velocidade -x-
Vitalidade -x-
Numero de Tripulantes: -x-

HP -x-

• Habilidades Especiais:
-x-

• Descrições: -x-
Custo -x-

• Canhões:
Nome: -x-
Ataque: -x-
Localização: -x-

~ EXTRAS ~


APARÊNCIA: Cèrere possui cabelos loiros, lisos e longos até os joelhos, que prende em duas chiquinhas com fitas pretas compridas. Sua franja é repicada e atinge a boca, porém graças ao formato não prejudica sua visão. Usa sempre vestidos pretos, com sapatos boneca ou botas da mesma cor; a maior variação que admite são barras de renda branca no vestido ou nas fitas, ou meias sete oitavos da mesma cor. Sua pele é muito clara, ainda mais por que não gosta de expô-la ao sol. A boca é pequena, de um tom de rosa pálido. Seus olhos são grandes, verde-acinzentados e muito expressivos, quase sempre aparentando inocência.

PERSONALIDADE: A garota é especialmente discreta e tímida. Tornou-se muito obediente após passar anos na escravidão, mas também sabe ser prepotente quando sente que deve defender o que acredita. Aprendeu com a família o valor do meio ambiente e odeia qualquer pessoa que vê fazendo algo que considere anti-ecológico, respeita o equilíbrio das cadeias alimentares, e por isso alimenta-se de carnes, mas apenas de animais adultos, fora de sua época de reprodução e que tenham crescido livremente. Odeia piratas pelo que fizeram com sua ilha e seu amigo(vide história), mas também tem um forte senso de justiça que a impede de atacar aqueles que a ajudam. Seu sonho é viver em um lugar como o em que nasceu, onde os humanos possam estar em paz com a natureza, depois de acabar com todos os piratas e homens malignos do mundo. Ela tem plena consciência de que, no momento, é fraca demais para atingir esse sonho, mas pretende ficar mais forte e não perder nenhuma oportunidade no caminho. É uma atriz por natureza, e aproveita-se disso para ganhar os favores de todos, mantendo quase sempre a aparência mais inocente e indefesa possível.

HISTÓRIA: Cyrano Mozzaquatro era o médico da pequena aldeia no centro da ilha de Piccolo Cuore. Na ilha isolada seus pacientes eram tratados apenas com remédios naturais que ele mesmo buscava na natureza.
Porém, aos 38 anos, ele estava sozinho na praia leste (chamada pelos nativos de praia de Carlisle, por causa de um dos quatro líderes de clã que nomeiam as praias da ilha, fundadores da aldeia) coletando mariscos que possuíam um fluido maravilhoso para desinchar contusões, quando avistou um navio à distância, parecendo totalmente à deriva. Chegou a pensar em chamar os outros moradores, mas sabia que, se fossem ofensivos, nenhum deles seria páreo para os invasores, então preferiu esperar para ver o que fariam.
O navio era da marinha, e encalhou na praia após alguns minutos. Cyrano subiu no navio para buscar tripulantes, mas o que encontrou foram montes de cadáveres consumidos pelo escorbuto. Não havia um único tripulante vivo, e Cyrano resolveu jogar os corpos no mar o mais longe que conseguiu ir com seu um bote de pescador.
Voltando ao navio, começou a vasculhar os objetos que haviam sido deixados, já com maior facilidade após diminuir o cheiro mórbido; pouquíssima comida, mas uma quantidade um pouco maior de rum, que foi guardada para uso em amputações. Além disso, encontrou um pouco de dinheiro, algumas armas (abandonadas no local) e uma pilha de livros, imediatamente recolhidos para aprofundamento posterior. Assim que achou que não havia mais nada de útil, ateou fogo à embarcação e abandonou o local. Quando perguntado sobre o assunto pelos outros moradores, dizia ter visto o navio chegar já pegando fogo, e que não deviam chegar perto até estar totalmente consumido, pois provavelmente carregava a peste. Sua autoridade como médico ajudou a que tivesse confiabilidade no julgamento.
Muitos dos livros eram sobre medicina, mas alguns continham conhecimentos profundos de toxicologia ou medicina veterinária. Cyrano estudou os tratamentos modernos, usados em locais mais avançados, e começou a praticá-los, buscando adaptar os materiais que possuía para substituírem os avançados equipamentos. Tornou-se cada vez mais procurado, por saber lidar com problemas que todos pensavam antes serem insolúveis, sabia agora tratar inclusive de enfermidades nos animais.
Aos 49 anos, Cyrano casou-se com Laura, uma mulher de apenas 22 anos, que ganhou grande prestígio com esse casamento, pois o médico já se tornara um dos líderes políticos locais. A filha Cèrere nasceu apenas um ano depois, e cresceu enfiada nos livros, tendo prazer especial na leitura dos sobre toxicologia. As outras crianças a olhavam com certa apreensão, por ser muito quieta, e em geral preferir ficar lendo sozinha que sair com elas, pensando que se tratava de presunção por ser filha de um homem importante e não da simples timidez da menina.
Aos sete anos, Cèrere tinha apenas um amigo além dos próprios pais, Kaine. Kaine era alto e muito forte, trabalhando como lenhador para ajudar o pai desde muito cedo, tinha os cabelos pretos raspados e o pensamento um pouco lento, do tipo melhor com os braços que com o cérebro, mas gostava da pequena Cère um pouco mais que como um amigo (tanto quanto é possível gostar assim aos oito anos).
Os dois constroem uma amizade silenciosa, ela por timidez, ele apenas por ser quieto, e gostar de vê-la mover-se graciosamente enquanto caminham entre as árvores. Cère gostava muito da floresta, e ensinou Kaine a plantar duas novas árvores para cada uma que derrubava. Os dois logo se tornaram inseparáveis, e Cère acompanhava Kaine mesmo nas horas de trabalho, alternavam as refeições na casa dos pais de cada um, para separarem-se somente à noite quando os pais os mandavam para a cama.
Em dezembro desse ano, a ilha sempre ignorada pelo resto do mundo teve novos visitantes. Dessa vez, ao invés de marinheiros mortos, eram piratas, muito vivos e com muita sede de sangue. Kaine e Cère haviam ido à praia oposta, coletar conchas para fazer um colar para a garota (Kaine havia aprendido como fazer isso com o pai no dia anterior).
Os piratas massacraram não apenas os moradores da aldeia, mas também todos os animais que encontraram por perto, saquearam todos os tesouros que pudessem encontrar, estupraram mulheres e degolaram crianças sem piedade. As duas crianças ouviram os primeiros gritos e esconderam-se no topo de uma árvore, movendo-se o mínimo possível, mas podendo assistir a tudo. Os piratas não os notaram e, após o saque, voltaram para a praia para uma comemoração regada a rum e todo o álcool que pudessem encontrar.
Cère e Kaine voltam à aldeia silenciosamente, abafando os soluços de um choro desesperado até que doessem na garganta. Revistaram as casas e não encontraram um único sobrevivente. Sabendo que estavam sozinhos e não podiam ficar naquela ilha para dar chance dos piratas encontrá-los no dia seguinte, quando estivessem novamente sóbrios, juntaram apenas os presentes mais preciosos, entre eles o livro de toxicologia de Cère e voltaram para a praia onde estavam, jurando que juntos ainda acabariam com aqueles piratas que atacaram o local onde nasceram.
Os dois sobem em um pequeno barco de pescador, sem ter idéia de para onde poderiam ir assim, e apenas algumas horas após começarem a navegar, desmaiam ambos com o calor do sol.
Acordam apenas no dia seguinte, ao serem erguidos do bote já meio-coberto de água por braços pesados que cheiravam terrivelmente a asa e algo como carne velha. Encontram-se jogados no meio de um convés, com diversas faces desconhecidas olhando para eles.
Os piratas pareciam ansiosos por ver seus pertences, e muito menos interessados em saber se as crianças gostariam disso. Claro que o valor do que carregavam era antes de tudo sentimental, pois o valor financeiro já havia sido levado pelos piratas anteriores, mas nenhum dos dois estava disposto a desistir deles de qualquer maneira.
Logo dois piratas avançam, um deles agarra Cèrere pelo colarinho e a ergue até a altura de seus olhos.
- Ei, capitão. Até que ela é bonitinha, não acha que podíamos guardar essa aqui?
- Uhm... Não é má idéia. Afinal, nunca se é muito nova para aprender, gostaria de ver uma fedelhazinha bonitinha assim lavando meus pés.
O momento seguinte é rápido demais para que Cèrere pudesse ter qualquer reação, mas ficou guardado para sempre em suas memórias mais bem escondidas. Kaine fica revoltado com a conversa dos dois, e avança com nada além da coragem e um punho forte para seus oito anos contra o capitão, socando-o na barriga. O efeito do golpe é nulo, mas a retaliação é um certeiro tiro na testa, dado por um dos piratas. O choque é tão grande que Cèrere nem percebe enquanto grita o nome do amigo, que cai olhando diretamente em seus olhos, como se para guardar o rosto dela como última visão.
A pequena Mozzaquatro age sem pensar, pega uma das seringas carregadas de veneno que mantinha na trouxinha trazida de casa e enfia no braço do pirata que a carregava, que estava totalmente desavisado. Nenhum dos piratas esperava qualquer reação nociva por parte da garota, por isso sequer notaram o movimento, e enquanto ela retornava a seringa para a sacola, após ser brutalmente lançada ao chão do convés, os outros vêem apenas um de seus companheiros arfando terrivelmente pela falta de ar, babando e, após alguns segundos, caindo morto. Logo todos estão olhando espantados para ela, e enquanto alguns dizem:
- É uma bruxa!
Outros exclamam, chocados:
- Está doente! Carrega a peste!
Uma opção ou outra, poucos ousam aproximar-se. Até que um vai à frente dos outros e, erguendo uma pistola na direção dela, mas ficando a uma distância segura, pergunta:
- Então garotinha, o que você é? Como conseguiu fazer isso com ele?
Ela fica em silêncio, sabia que não poderia dizer que estava doente ou que era bruxa e ser acreditada por muito tempo, então prefere apenas calar. Isso irrita o homem, mas ainda nenhum deles resolve aproximar-se dela. Ele continua:
- Muito bem. Se não quer dizer, não me interessa. Ainda podemos ganhar algum dinheiro vendendo você. Faça o que eu mandar ou eu duvido que seus poderes ou seja lá o que for possam te salvar da bala que vou mandar nas suas fuças.
Ele guia a garota por algumas escadas e um corredor fedendo a mofo até o calabouço do navio, onde a tranca, mandando-a antes ir até a parede oposta. Em sua primeira noite no calabouço escuro e nojento, ela rasga a sacola de seus pertences, usando-a como faixa para amarrar as duas seringas restantes à barriga, escondidas sob a blusinha bufante. Joga todos os seus outros pertences no mar, exceto seu livro.
No dia seguinte eles aportam em uma praia, e trocam a garota com um comerciante de escravos por algumas moedas (sem contar nada do incidente, claro). Cèrere comporta-se como uma escrava completamente disciplinada, fazendo exatamente o que era mandado tanto pelo vendedor quanto pelos possíveis compradores, esperava ser comprada para ter alguma chance de fuga, torcendo para que a tirassem daquela gaiola fétida onde ficava diariamente exposta. Sua aparência inocente e obediência cega comoveram até mesmo ao vendedor de escravos, fazendo-o permitir que ela guardasse consigo o livro de que tanto gostava, já que era a única coisa que pedia. Fora isso, não ganhava quaisquer regalias, muito menos por parte dos compradores, que na maioria viam naquela inocência algo a ser desmanchado.
Não levou muito tempo para ser vendida para um capitão da marinha, indo morar em um quarto de dois metros, junto com um escravo terrivelmente desagradável, que parecia ter prazer em dizer as coisas mais perversas para a pequena, como se isso diminuísse o peso do próprio destino. Ela ignorava-o ao máximo. O quarto dos dois era logo ao lado do do capitão, para que ele pudesse servir-se de seus serviços no momento em que desejasse.
Cèrere não era bem tratada, mas recebia cama, água e comida naquele navio; pagando por isso com todos os trabalhos que os marinas achassem degradantes demais para realizar. Apesar disso, o capitão tratava-a bem, chamando-a para brincar com ele e, às vezes, até dando vestidos novos para ela. Mas Cèrere sabia que fazia isso apenas para poder observar a silhueta de seu corpo enquanto se trocava atrás do biombo e ver suas pernas sob a saia quando ela saía para desfilar para ele, obediente e agradecida pela roupa nova, como ele desejava que fizesse. Odiava essa situação, esperando apenas por um momento para fugir de lá. Era constantemente vigiada, e sabia muito bem que o capitão apenas a estava conservando e “protegendo” de seus tripulantes por que queria a virgindade dela para ele mesmo, mas só quando tivesse mais idade, pois eram de seu agrado (como já ouvira dos tripulantes e até mesmo do outro escravo) meninas com o corpo em formação.
O momento para sua fuga apresenta-se inadiável quando ela faz 14 anos e o capitão manda chamarem-na à noite ao seu quarto, alegando que tinha um presente de aniversário para ela. Sabendo o que a esperava, ela amarra as duas seringas à perna esquerda e acompanha o soldado com fingida inocência. O soldado bate à porta de seu capitão, que diz a ele que deixe a menina entrar e então se afaste, pois não tinha mais nada a fazer ali.
Ela encontra o capitão sentado na cama, apenas com as calças, com um embrulho nos braços. Curiosa e sabendo que ele não a atacaria ainda, mas brincaria com ela, aproxima-se. Mantém os olhos baixos e submissos, deixando que ele fale primeiro:
- Olá, Cère. Haha, veja como você cresceu! 14 anos, não é? É assim que percebemos o quanto estamos ficando velhos.
- O senhor não é velho capitão.
- Hahaha! Sempre tão educada. Mas deve ter razão, ainda não estou nos trapos. Venha aqui Cèrere, tenho algo para te dar. Não poderia deixar esse aniversário passar sem um presente bonito, não é?
Ela aproxima-se, um pouco encolhida, e ergue a mão para pegar o presente.
- Muito obrigada, senhor capitão.
- Ora, que isso. Não me chame assim, não precisamos ser tão formais. Por que não me chama de Jack? Você me magoa falando sempre desse jeito tão sério Cère.
Cèrere detestava o fato de ele usar o mesmo apelido que seu antigo amigo para tratá-la, mas engoliu a raiva e sorriu.
- Ok, Jack.
- Isso! Não é muito melhor assim? Venha, me dê um abraço! É seu aniversário!
Ela aproxima-se timidamente, e pode sentir a excitação do homem enquanto a abraçava, suas mãos descendo um pouco além de suas costas, mas ele se contém no último segundo e a solta, sem saber que ela havia percebido qualquer coisa.
- Vamos lá. Abra seu presente. Não está curiosa?
Ela sorri timidamente e abre o pacote com delicadeza, tirando de dentro um belíssimo vestido de seda negra, com rendas brancas, um sapatinho de boneca e uma meia sete oitavos, sabia que pedido viria a seguir.
- E então? Gostou? Por que não experimenta para ver se fica bem em você? Pode usar o meu biombo.
Ela consente com a cabeça e vai até o biombo no canto do quarto. Atrás da peça havia uma vela, que ela sabia não ser para que enxergasse melhor, mas para que o capitão pudesse ver claramente sua silhueta. Com essa percepção, coloca-se em uma posição que, mesmo mostrando completamente suas formas, escondia as seringas amarradas às coxas, e veste a roupa como ordenado, notando apenas então que havia ainda duas faixas para amarrar seus cabelos, em seda combinando com o resto da roupa.
Sai do biombo com a roupa completa, e percebe os olhos do capitão percorrendo-a da cabeça aos pés.
- Vire-se.
Ela obedece, girando levemente sobre os sapatos novos. O capitão não volta a falar, mas ela pode sentir seus passos se aproximando. Espera até que ele esteja perto o suficiente para tocar seus cabelos com os dedos, puxando-os para cheirar os fios.
- Está divina, Cère.
Ela vira-se, fingindo surpresa com a aproximação do capitão, mas sem demonstrar medo ou timidez. Ele aproxima-se mais, tocando seu pescoço e então beija os lábios dela delicadamente. Quando se afasta, ela olha para ele como se não entendesse o que estava acontecendo.
- Não se preocupe, Cère. O que vamos fazer hoje é algo que os adultos fazem, que você tem que fazer para provar que já é uma adulta, prometo que vai ficar muito feliz.
Termina essa frase já no ouvido dela, e aproxima a boca de seu pescoço, fechando os olhos enquanto sentia o corpo dela totalmente rendido sob o seu peso, levando a mão direita pela cintura do vestido e abrindo as próprias calças com a esquerda. É então que Cèrere agarra a seringa que mantivera escondida e aplica o líquido mortal na nádega esquerda do capitão, o local de mais fácil alcance e aplicação naquele corpo musculoso que se dobrava sobre ela. O capitão olha espantado para a própria parte traseira, e então para a menina que já correra para o outro lado do quarto, ofegante de medo. Estava para dizer alguma coisa, mas então uma violenta convulsão atira-o para o chão, os olhos vidrados tão abertos que parecia que iriam saltar a qualquer momento. Ela observa-o mover-se, sabendo que o barulho que fazia batendo-se com os objetos do quarto logo acordaria toda a tripulação, mesmo que essa ainda estivesse distante do quarto. Corre para a mesa de cabeceira do capitão, sabendo o que encontraria ali: agarra a adaga e corta a garganta do capitão que se debatia no chão. Completa o serviço de quase separar a cabeça do corpo em cinco golpes das mãos pequenas, tendo certeza por uma última degradante convulsão de que ele estava morto.
Sai do quarto do capitão com a adaga na mão, esquecendo-se das roupas antigas. Pára em seu quarto apenas para pegar o livro de seus pais e surpreende-se em não encontrar o escravo, mas fica aliviada por isso.
Sobe para o convés, cuidadosamente evitando qualquer lugar onde ouvisse sons que indicassem a aproximação de marinheiros. Vai até o bote salva-vidas e começa a cortar a primeira corda para soltá-lo quando ouve um grito vindo dos aposentos inferiores, obviamente, alguém havia encontrado o capitão. No mínimo aquele seu companheiro desgraçado. Logo ouve sons de pessoas correndo, vasculhando pelo assassino por todo o navio, abaixa-se ao lado do barco, esperando que a penumbra e as roupas pretas ajudassem a escondê-la, cortando a corda o mais rápido que conseguia, mas essa nunca foi sua sorte.
Não demora muito para que um grupo de quatro soldados esteja ao seu redor.
- Então, foi você! A escravazinha matou o capitão! E a prova é a adaga na mão dela! Acabem com ela!
Por um momento ela tem certeza de que sua vida está acabada, mas então um tiro acerta o peito do soldado mais a frente, fazendo todos olharem assustados ao redor, tentando descobrir de onde vinha o disparo que obviamente não havia sido feito pela menina. No segundo seguinte um braço forte puxa-a para dentro do barco, enquanto outro brande uma espada que corta todas as cordas de uma só vez, e quando a garota pode ver de novo, está no pequeno bote, afastando-se o mais rápido possível do navio onde alguns marinas ainda tentavam atirar nela e em seu companheiro. Peraí! Companheiro? Volta-se então para o dono dos braços que a haviam puxado, o mesmo que obviamente havia atirado no soldado e cortado as cordas. Qual não é sua surpresa ao ver o próprio companheiro de quarto, Leo.
- O que? Leo? M-m-mas por que? Por que me ajudou?
- Oras, pirralha, finalmente fez alguma coisa que presta. Não ia deixar você morrer. Quem diria, uma coisinha como você fez o que eu não consegui em anos. Agora que minha missão está cumprida, mesmo que não por mim, devo voltar à tripulação. Vou apresentar você a eles, aposto que vão se dar bem. Eles sabem ser mais legais que aquele capitão, pelo menos mais honestos.
- Tripulação? Para onde estamos indo? O que você é?
- Eu? Não é óbvio? Um pirata. Por sinal, meu nome não é Leo.
Aquilo a deixa completamente aturdida. Era um pirata, deveria tentar matá-lo não? Assim que tivesse chance, mesmo que ele parecesse muito mais forte com todas aquelas armas. Porém... Ele ainda havia salvo sua vida. Talvez... fosse melhor esperar. Por alguma razão, achava que podia confiar nele e dormir tranqüila naquela noite.
Obs: deixei o final em aberto para aguardar alguma tripulação que me aceite, que seria onde ela foi parar. Er... e não entendi direito o que preencher em algumas coisas ali em cima...

QUOTE (Aventuras)
1ª Aventura
2ª Aventura
3ª Aventura


This post has been edited by Sanosuke on Oct 18 2011, 11:40 AM
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